Ativista do feminismo negro Lélia Gonzalez é a homenageada do Projeto Memória

Ativista do feminismo negro Lélia Gonzalez é a homenageada do Projeto Memória

“Lélia Gonzalez: O feminismo negro no palco da história”, a nova edição do Projeto Memória da Fundação Banco do Brasil, será lançada no CCBB do Rio de Janeiro

No Centro Cultural Banco do Brasil, Rio de Janeiro (RJ), terça-feira, 24/02, foi realizado o lançamento da nova edição do Projeto Memória da Fundação Banco do Brasil que em parceria com a Rede de Desenvolvimento Humano (Redeh) e Brasilcap, prestou homenagem à feminista negra Lélia Gonzalez.

Lélia

Além de um Tributo à Lélia Gonzalez, foram apresentados os cinco materiais elaborados pelo Projeto sobre a vida e a obra de Lélia: um livro fotobiográfico (de autoria da filósofa Sueli Carneiro), um site, um video documentário, um almanaque histórico (de autoria do professor Paulo Corrêa) e uma exposição.

O evento contou com a presença do presidente da Fundação Banco do Brasil, José Caetano; com a participação do presidente da Fundação Palmares do Ministério da Cultura, Hilton Cobra; da coordenadora executiva da Redeh, Schuma Schumaher; do diretor administrativo e financeiro da Brasilcap, Marcos Moreira; do gerente geral da Unidade Desenvolvimento Sustentável do Banco do Brasil, Rodrigo Nogueira; do economista Rubens Rufino, filho de Lélia Gonzalez; familiares, amigos (as) da homenageada, pesquisadoras (es) e lideranças dos movimentos sociais.

Um pouco de Lélia:

Historiadora, filósofa, autora de livros e diversos artigos, Lélia Gonzalez foi uma das fundadoras do Movimento Negro Unificado (MNU) e Professora da PUC-Rio durante 18 (dezoito) anos. Educadora, ativista e intelectual de destaque seu pensamento teórico contribuiu para a formação de uma consciência crítica em relação aos preconceitos que mantêm mulheres negras em desvantagem na sociedade.

Seu ativismo ultrapassou fronteiras nacionais. Lélia dialogou com lideranças negras internacionais, dentre elas: a ativista negra norte americana, Angela Davies e o cubano Carlos Moore, dentre outras (os).

A homenageada nasceu no dia 1º de fevereiro de 1935, em Belo Horizonte, e morreu aos 59 anos, em 1994, no Rio de Janeiro, deixando um grande legado para as universidades, organizações negras e organizações de mulheres negras.

Memória – Realizado pela Fundação BB desde 1997, o Projeto Memória é uma tecnologia social de educação que visa difundir a obra de personalidades que contribuíram significativamente para a transformação social, a formação da identidade cultural brasileira e o desenvolvimento do país. O objetivo é resgatar, difundir e preservar a memória cultural brasileira por meio de homenagens a personalidades que contribuíram para a transformação social e para a construção da cultura nacional.

Em edições anteriores já foram homenageados nomes como o poeta Castro Alves, o escritor Monteiro Lobato, o jurista Rui Barbosa, o navegante Pedro Alvares Cabral, o presidente Juscelino Kubitschek, o sanitarista Oswaldo Cruz, o sociólogo Josué de Castro, o educador Paulo Freire, a feminista Nísia Floresta, o líder da Revolta da Chibata João Cândido, o Marechal Rondon e o poeta Carlos Drummond de Andrade. Acesse o http://www.projetomemoria.art.br e saiba mais.

Outros lançamentos serão organizados pelo país, acompanhe pelo facebook da Universidade Livre Feminista!

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