Construindo o espaço (e o) feminino: reflexões sobre o discurso misógino dos Padres da Igreja

Construindo o espaço (e o) feminino: reflexões sobre o discurso misógino dos Padres da Igreja

Os textos dos Padres da Igreja estão presentes ainda hoje nos discursos eclesiásticos das mais diversas denominações cristãs quando se trata de estabelecer quais os espaços de atuação femininos e masculinos. Revestidos de autoridade, são textos fundadores do pensamento cristão. A produção desses textos iniciou-se no final da Antigüidade Tardia (século IV-VII) e, desde então, seus pressupostos têm sido retomados, comentados e acrescidos. Em nosso trabalho discutimos o quanto esses textos foram utilizados como instrumentos para limitar a atuação feminina dentro da Igreja Cristã, ao mesmo tempo em que foram fundamentais para criar e reforçar as representações de gênero, que caracterizam as mulheres como física e moralmente inferiores. Buscaremos, também, ancoradas na epistemologia feminista, perceber nas fontes indícios de uma atuação feminina que contradizem as verdades à respeito dos papéis de gênero dentro da Igreja Cristã.

UMA ANÁLISE DAS RELAÇÕES DE GÊNERO E CLASSE O PAPEL DIFERENCIADO DO SINDICALISMO RURAL EM ALAGOA GRANDE – PB

UMA ANÁLISE DAS RELAÇÕES DE GÊNERO E CLASSE O PAPEL DIFERENCIADO DO SINDICALISMO RURAL EM ALAGOA GRANDE – PB

As relações de gênero são processos sociais que surgem, especificamente no Brasil, atreladas ao seu processo histórico colonial e patriarcal, no qual irão atribuir idéias e valores e, portanto, papéis sociais definidos, desiguais e hierarquizados para homens e para mulheres. Em torno disso, temos como ponto partida uma discussão do que seja essa diferenciação de gênero, qual a sua influência dentro da discussão de classe e seu papel exercido na formação do sindicalismo rural.

The Role of Distance Education in Gender Equality and in Empowering Women- A Case Study of the Institute of Distance Education

The Role of Distance Education in Gender Equality and in Empowering Women- A Case Study of the Institute of Distance Education

The third Millennium Development Goal: “Promote Gender Equality and Empower Women,” calls for the elimination of gender disparity in primary and secondary education, preferably by 2005 and at all levels of education by 2015. In the light of this goal, this paper recognises that University education in Swaziland is facing unprecedented challenges, which are especially related to low funding and in turn translated into inaccessibility of higher education to the majority of Swazi men and women, low quality educational programmes and marginalization. Distance education is now offered as an alternative to conventional university education to address these concerns.
This paper focuses on the Millennium Development Goal on gender parity and gender equality in education as the Human Development Report for 1995 declares that “If human development is not engendered, it is endangered.” The paper sets out to critically examine the university distance education reform in relation to the complex and multidimensional concept of gender. The Institute of Distance Education at the University of Swaziland will be used as a case study to make an analysis of whether or
not the introduction of Distance Education at the University has increased access to university education to both men and particularly women. Gender patterns will be assessed to draw conclusions and make recommendations.

Gênero, feminismo e Serviço Social – encontros e desencontros ao longo da história da profissão

Gênero, feminismo e Serviço Social – encontros e desencontros ao longo da história da profissão

Este artigo aponta a crescente demanda de situações que perpassam a questão de gênero no cotidiano de intervenção dos
assistentes sociais; discute o descompasso entre o Serviço Social e os estudos feministas traçando um paralelo entre as trajetórias dos dois enfoques ao longo da história. Faz uma crítica ao submetimento da profissão às teorias androcêntricas que exerceram poder e dominação na produção de conhecimento. Sugere que as teorias feministas e os estudos de gênero constituem-se um aporte teóricometodológico significativo para o Serviço Social. Polemiza “como garantir igualdade com respeito às diferenças”, aponta as principais áreas críticas que impedem o desenvolvimento das mulheres e demarcam a desigualdade de gênero, e conclui que a adoção da perspectiva de gênero nas mediações teóricas lança um novo olhar sobre a realidade, a partir das mulheres e com as mulheres, revolucionando a ordem dos poderes e dos submetimentos.