Novas tecnologias reprodutivas, velhas desigualdades?

Novas tecnologias reprodutivas, velhas desigualdades?

Esta é uma pergunta que talvez insista em inquietar as leitoras e os leitores que venham a se aventurar pelas páginas do livro Novas tecnologias reprodutivas conceptivas: questões e desafios. A obra é resultado das apresentações e reflexões suscitadas na Jornada Novas Tecnologias Reprodutivas Conceptivas: Questões e Desafios, realizada em 2003 pelo Núcleo de Identidades de Gênero e Subjetividades da Universidade Federal de Santa Catarina.

FEMINISMO E RECORTES DO TEMPO PRESENTE mulheres em revistas “femininas”

FEMINISMO E RECORTES DO TEMPO PRESENTE mulheres em revistas “femininas”

Ouve-se dizer que o feminismo acabou. Que tudo já foi conseguido pelas mulheres, conquistas em todos os campos sociais. Apesar de evidentes modificações nas relações de gênero em alguns países do Ocidente, o que aqui se pretende analisar é a dimensão das representações sociais do feminino, constitutivas das configurações identitárias e corpóreas, já que presentes na apreensão do real. A mídia e as revistas femininas compõem um locus especial de análise da ação do discurso e das imagens modelando corpos e assujeitando-os a uma certa representação do feminino.

Desfazendo o “natural”: a heterossexualidade compulsória e o continuum lesbiano

Desfazendo o “natural”: a heterossexualidade compulsória e o continuum lesbiano

Adrienne Rich, poeta americana e feminista, criou duas categorias incontornáveis para a análise feminista contemporânea, desvirtuando a naturalização das relações sociais: heterossexualidade compulsória e continuum lesbiano. Adrienne Rich acrescenta que a heterossexualidade também é política: política na naturalização dos seres, política na exclusão e no confinamento de um feminino, construído como oposto, complemento do masculino, inferior, porém, já que “diferente”. O fundamental, porém, explicitado por Adrienne Rich é que a heterossexualidade é instituição política, sistema de dominação
e construção de valores diferenciados ao se representar mulheres e homens.

Heterogênero: “Uma categoria útil de análise”

Heterogênero: “Uma categoria útil de análise”

O uso da categoria gênero, de forma acrítica, contribui para a repetição de uma divisão binária “naturalizada” dos sexos. Fundada na procriação, a heterossexualidade aparece como uma instituição política que define papéis e status no social, criando corpos atrelados aos gêneros feminino e masculino. Constroem-se assim identidades fictícias em torno do sexo biológico, erigindo a sexualidade em essência do ser. A utilização da categoria “heterogênero” aponta, em sua enunciação, para esta construção,
dando lugar a perspectivas múltiplas de análise da construção do social.

FEMINISMO E RECORTES DO TEMPO PRESENTE mulheres em revistas “femininas”

FEMINISMO E RECORTES DO TEMPO PRESENTE mulheres em revistas “femininas”

Ouve-se dizer que o feminismo acabou. Que tudo já foi conseguido pelas mulheres, conquistas em todos os campos sociais. Apesar de evidentes modificações nas relações de gênero em alguns países do Ocidente, o que aqui se pretende analisar é a dimensão das representações sociais do feminino, constitutivas das configurações identitárias e corpóreas, já que presentes na apreensão do real. A mídia e as revistas femininas compõem um locus especial de análise da ação do discurso e das imagens modelando corpos e assujeitando-os a uma certa representação do feminino.