{"id":585,"date":"2023-09-13T16:17:58","date_gmt":"2023-09-13T19:17:58","guid":{"rendered":"https:\/\/feminismo.org.br\/ULFA\/2023\/09\/13\/ex-presidente-do-sindicato-das-domesticas-da-bahia-brasil-se-forma-em-direito\/"},"modified":"2023-09-13T16:17:58","modified_gmt":"2023-09-13T19:17:58","slug":"ex-presidente-do-sindicato-das-domesticas-da-bahia-brasil-se-forma-em-direito","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/feminismo.org.br\/ULFA\/?p=585","title":{"rendered":"Ex-presidente do sindicato das dom\u00e9sticas da Bahia (Brasil) se forma em Direito"},"content":{"rendered":"<p>Marinalva Barbosa agora se prepara para exame da OAB; empregada dom\u00e9stica chegou a Salvador aos 17, sem ler e escrever<\/p>\n<div class=\"author\">V\u00e2nia Dias<\/div>\n<div class=\"place\">Brasil de Fato | Salvador (BA) |<\/div>\n<p>\u00a0<time class=\"date\" datetime=\"2023-09-12T12:06:36 -03\">12 de Setembro de 2023 \u00e0s 12:06<\/time><\/p>\n<div class=\"place translated-links\">\u00a0<\/div>\n<figure>\n<div class=\"img-container\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images01.brasildefato.com.br\/b4c3517da3f372847ef22106c64a74af.jpeg\" alt=\"\" \/><\/div><figcaption>Marinalva de Deus Barbosa, ex-presidente do Sindom\u00e9stico da Bahia, formou-se em Direito ap\u00f3s longo percurso educacional &#8211; Divulga\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Marinalva de Deus Barbosa tem uma trajet\u00f3ria que inspira. Mulher negra, pobre e nordestina, ela n\u00e3o foge \u00e0 luta quando o assunto \u00e9 a for\u00e7a e o sonho que movem quem sabe aonde quer chegar.\u00a0<a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2023\/08\/02\/documentario-sobre-luta-das-trabalhadoras-domesticas-sera-exibido-nesta-quarta-2-em-salvador\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Trabalhadora dom\u00e9stica<\/a>\u00a0desde a juventude, ela deixou\u00a0cedo sua terra natal na Zona Rural de Maragogipe, no Rec\u00f4ncavo da Bahia, para a capital baiana.<\/p>\n<p>Aos 17 anos, sem qualquer oportunidade de estudo, mudou-se de mala e cuia para trabalhar em casas de fam\u00edlia. A trajet\u00f3ria foi de muitos desvios, curvas e adversidades, mas, confiante nos caminhos, Marinalva \u00e9 vencedora de todo e qualquer limite. Depois de muitos anos de esfor\u00e7os, supera\u00e7\u00e3o e estudos, neste momento, comemora a conquista do t\u00e3o sonhado diploma de bacharel em Direito.<\/p>\n<p class=\"ckeditor-subtitle\"><strong>Primeiros passos<\/strong><\/p>\n<p>Nome importante na dire\u00e7\u00e3o do Sindicato das Trabalhadoras Dom\u00e9sticas da Bahia (Sindom\u00e9stico-BA), Marinalva n\u00e3o esquece dos seus primeiros passos. \u201cEu vim pra Salvador\u00a0sem registro de nascimento e sem saber ler nem escrever. Trabalhei dois anos nessa cidade, sem registro de nascimento, juntei dinheiro do trabalho dom\u00e9stico, para voltar na minha cidade pra me registrar\u201d, relembra.\u00a0E antes mesmo de ter o documento oficial de nascimento em m\u00e3os, j\u00e1 d\u00e1 os primeiros passos nos estudos.<\/p>\n<p>\u201dEu comecei a estudar de noite, mas n\u00e3o conseguia me alfabetizar, porque eu j\u00e1 entrei no col\u00e9gio no meio do ano. As pessoas que estavam\u00a0desde o come\u00e7o j\u00e1 sabiam tirar o assunto do quadro, e eu n\u00e3o sabia. Eu ainda n\u00e3o tinha pego em um l\u00e1pis. A minha m\u00e3o era dura. N\u00e3o sabia desenhar as letras\u201d, relembra Marinalva ao nos contar o que teve de enfrentar e superar para garantir suas conquistas.<\/p>\n<p><strong>::\u00a0<a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2023\/08\/09\/quem-e-a-primeira-empregada-domestica-a-receber-titulo-de-doutora-honoris-causa-no-brasil\">Quem \u00e9 a primeira empregada dom\u00e9stica a receber t\u00edtulo de doutora honoris causa no Brasil<\/a>\u00a0::<\/strong><\/p>\n<p>Sua hist\u00f3ria de resist\u00eancia com a educa\u00e7\u00e3o encontrou alguns aliados. Uma professora sens\u00edvel que, ao perceber a dificuldade de Marinalva, a pegou, literalmente, pelas m\u00e3os para ensinar o caminho que precisava percorrer para alcan\u00e7ar a leitura e a escrita.<\/p>\n<p>\u201cEu tive muita dificuldade de acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o. A\u00ed quando eu me alfabetizei, em 1988 \u2013 eu nasci em 1967 e s\u00f3 me registrei em 1985\u00a0\u2013,\u00a0comecei a estudar. Fiz o que, na \u00e9poca, era o primeiro grau e depois fui para o segundo grau e terminei o n\u00edvel m\u00e9dio. No ano 2000, fiquei lutando para conseguir entrar na faculdade, at\u00e9 2013. Em 2013, surgiu a oportunidade de fazer a faculdade de Direito\u201d, declara Marinalva, fazendo quest\u00e3o de nos contar a ordem cronol\u00f3gica de cada passo. \u00a0<\/p>\n<p>Marinalva nos conta que a motiva\u00e7\u00e3o para estudar Direito veio da pr\u00f3pria experi\u00eancia de milit\u00e2ncia no Sindom\u00e9stico. \u201cQuando eu era presidente do sindicato, eu ia \u00e0 delegacia com as companheiras que eram acusadas de roubo. E n\u00e3o conseguia entrar na sala para acompanhar o depoimento da trabalhadora\u201d, relembra. Ela agora\u00a0comemora a possibilidade de entrar nesses espa\u00e7os na condi\u00e7\u00e3o de\u00a0bacharel em Direito.\u00a0\u201cEu posso entrar na sala de audi\u00eancia, como na Justi\u00e7a do Trabalho ou em uma delegacia para acompanhar o depoimento das companheiras\u201d, declara.<\/p>\n<p><strong>::\u00a0<a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2023\/04\/12\/pec-das-domesticas-completa-10-anos-com-queda-no-numero-de-vagas-com-carteira-assinada\">PEC das Dom\u00e9sticas completa 10 anos com queda no n\u00famero de vagas com carteira assinada\u00a0<\/a>\u00a0::<\/strong><\/p>\n<p>Para grande parte da popula\u00e7\u00e3o brasileira pobre e sem oportunidades que tamb\u00e9m sonha com um diploma de n\u00edvel superior, Marinalva abre o cora\u00e7\u00e3o e diz que ainda n\u00e3o consegue estimular outras mulheres a fazerem o que ela fez, sem garantias ou redes de apoios. \u201cSe tiver uma estrutura, entre. Se tiver um apoio familiar que ajude a fazer uma alimenta\u00e7\u00e3o para voc\u00ea ter tempo de estudar. Mas do jeito que eu entrei, n\u00e3o aconselho ningu\u00e9m a entrar sem estrutura, porque \u00e9 muito sofrimento\u201d, aconselha Marinalva.<\/p>\n<p>\u201cDaqui a 5 anos, talvez eu consiga dizer: faculdade \u00e9 assim mesmo, depois dar\u00e1 certo, mas hoje eu n\u00e3o consigo garantir isso. \u00c9 uma trajet\u00f3ria de solid\u00e3o. Esse neg\u00f3cio de que uma sobe e puxa a outra\u00a0\u00e9 s\u00f3 no discurso. Durante esse per\u00edodo, eu n\u00e3o achei apoio de rede\u201d, confessa.<\/p>\n<p class=\"ckeditor-subtitle\"><strong>Ingresso na faculdade<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/apoie.brasildefato.com.br\/?utm_source=site&amp;utm_medium=bannersite&amp;utm_campaign=apoiase\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/assets\/bannermaterias_bdf_apoiase1-4cc6754c64c16dcef94e03efd99253daabd3537b5ba7aa8fe10549d4df44c00f.png\" \/><\/a><\/p>\n<p>Marinalva acessou o ensino superior\u00a0em 2013, mas sequer imaginava o mundo de dificuldades que esperava por ela. O curso de cinco anos de dura\u00e7\u00e3o, por muitas raz\u00f5es, foi conclu\u00eddo em quase dez. \u201cEu demorei muito porque eu parei. Parei uns semestres por dificuldade financeira. A faculdade era particular e eu n\u00e3o tinha bolsa. Parei, voltei. Perdi muita mat\u00e9ria. Foi muito dif\u00edcil, mas em dezembro do ano passado, em 2022, eu conclu\u00ed o curso\u201d, comemora a advogada.<\/p>\n<p>A ativista se lembra que, um ano depois de ingressar na faculdade, ela foi desligada do trabalho e perdeu a renda fixa que tinha. Sustentava-se, exclusivamente, com a ajuda de custo que recebia do sindicato. \u201cE a\u00ed\u00a0faltava dinheiro para livro, faltava dinheiro para xerox, faltava dinheiro para alimenta\u00e7\u00e3o, transporte, mas eu fui me virando\u201d, declara.<\/p>\n<p><strong>::\u00a0<a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2017\/03\/08\/mulheres-conquistaram-maior-protagonismo-nos-ultimos-anos\">Mulheres conquistaram maior protagonismo nos \u00faltimos anos<\/a>\u00a0::<\/strong><\/p>\n<p>A dificuldade aumentou, o dinheiro n\u00e3o deu, Marinalva se endividou e interrompeu por um ano e meio os estudos, quando chegou a pensar em desistir.\u00a0\u201cNessa volta eu perdi o semestre todo. Ent\u00e3o, foi uma grande decep\u00e7\u00e3o. E agora para encontrar motiva\u00e7\u00e3o para recome\u00e7ar? Fiquei desmotivada, mas sempre tinha uma coisa que me puxava. E eu consegui no semestre seguinte fazer a matr\u00edcula e come\u00e7ar de novo. Eu perdia muita mat\u00e9ria porque n\u00e3o tinha tempo de estudar, mas n\u00e3o desistia. Pensava muito em desistir, mas n\u00e3o desisti. Apesar das dificuldades, eu continuava\u201d, conta Marinalva ao descrever obst\u00e1culos que teve que vencer.<\/p>\n<p class=\"ckeditor-subtitle\"><strong>Sindom\u00e9stico<\/strong><\/p>\n<p>Marinalva estava preparando o almo\u00e7o na casa em que trabalhava quando escutou uma entrevista sobre o Sindom\u00e9stico e, de pronto, tomou nota do endere\u00e7o e do telefone.\u00a0Nesse mesmo ano, em 1993, Barbosa conhecia e se associava ao Sindom\u00e9stico e, na elei\u00e7\u00e3o seguinte, j\u00e1 foi convidada para fazer parte da dire\u00e7\u00e3o. Come\u00e7ava, assim, a caminhada militante dessa profissional que sempre enfrentou a luta por si e por outras tantas trabalhadoras dom\u00e9sticas.<\/p>\n<p>Em 2002, foi convidada para concorrer na chapa para presid\u00eancia do sindicato, para substituir\u00a0<a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2023\/08\/09\/quem-e-a-primeira-empregada-domestica-a-receber-titulo-de-doutora-honoris-causa-no-brasil\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Creuza Oliveira<\/a>. \u201cEu estava ainda no trabalho e, em 2003, eu sa\u00ed e fui viver o dia a dia do sindicato. Eu comecei essa luta que foi tamb\u00e9m muito dif\u00edcil, porque, nessa \u00e9poca, n\u00e3o tinha projeto no sindicato, n\u00e3o tinha verba. O dinheiro que entrava s\u00f3 dava para pagar os dois funcion\u00e1rios. N\u00e3o sobrava recurso pra receber uma ajuda fixa. Ent\u00e3o, eu passei muita dificuldade. At\u00e9 mesmo de alimenta\u00e7\u00e3o\u201d, relembra Marinalva que mesmo na vida simples de cidade pequena, comia do que a terra dava e nunca tinha passado fome at\u00e9 se mudar para capital.<\/p>\n<p>Nessa luta, Marinalva ficou dois mandatos e entende o sindicato como um espa\u00e7o de transforma\u00e7\u00e3o que j\u00e1 apoiou muitas vidas. \u201cA discrimina\u00e7\u00e3o do trabalho dom\u00e9stico \u00e9 muito grande. Se n\u00e3o fosse o sindicato para acolher as trabalhadoras que s\u00e3o demitidas sem terem os direitos garantidos, seria pior ainda. No Sindom\u00e9stico, temos dificuldades de renovar as lideran\u00e7as pela dificuldade financeira. N\u00e3o \u00e9 como os outros sindicatos, que tem frota de carro, que tem o celular pago pelo sindicato, que tem um sal\u00e1rio. A nossa realidade \u00e9 diferente porque quando todos tinham imposto sindical, a gente n\u00e3o tinha. A gente sobrevivia com muita dificuldade. E essa dificuldade nos acompanha por l\u00e1 at\u00e9 hoje\u201d, explica.<\/p>\n<p><strong>::\u00a0<a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2023\/06\/25\/trabalhadoras-domesticas-rotina-e-marcada-por-precariedade-e-luta-por-dignidade-profissional\">Trabalhadoras dom\u00e9sticas: rotina \u00e9 marcada por precariedade e luta por dignidade profissional<\/a>\u00a0::<\/strong><\/p>\n<p class=\"ckeditor-subtitle\"><strong>O futuro<\/strong><\/p>\n<p>Como advogada, Marinalva reconhece que, agora, come\u00e7a uma nova luta. Estudar para a prova da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), trabalhar e ganhar dinheiro para compensar os per\u00edodos de dureza est\u00e3o nos planos, mas pretende tamb\u00e9m fazer muito servi\u00e7o social.<\/p>\n<p>\u201cDe onde eu venho, eu n\u00e3o posso esquecer o social. Essa faculdade n\u00e3o \u00e9 um projeto meu, \u00e9 um projeto coletivo. \u00c9 um projeto para as mulheres negras, para as mulheres trabalhadoras dom\u00e9sticas, para a comunidade LGBT. Eu estou idosa, preciso de dinheiro, de uma alimenta\u00e7\u00e3o adequada, de uma qualidade de vida, mas eu tenho muito trabalho social pela frente para fazer. N\u00e3o pretendo esquecer de onde eu vim\u201d, declara Marinalva.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o posso esquecer das minhas companheiras. N\u00e3o posso esquecer o sindicato. N\u00e3o posso esquecer minha hist\u00f3ria de luta, minha hist\u00f3ria de resist\u00eancia, mas eu pretendo agora estudar pra tirar a carteirinha da OAB, ganhar dinheiro pra ajudar a minha fam\u00edlia, a mim mesma e as companheiras, e continuar na luta\u201d, projeta.<\/p>\n<p><strong>Fonte:\u00a0<\/strong><a href=\"https:\/\/www.brasildefatoba.com.br\/2023\/09\/11\/uma-advogada-chamada-marinalva-ex-presidente-do-sindomestico-ba-se-forma-em-direito\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">BdF Bahia<\/a><\/p>\n<p class=\"editor\">Edi\u00e7\u00e3o: Gabriela Amorim<\/p>\n<p class=\"editor\">fonte:\u00a0<a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2023\/09\/12\/ex-presidente-do-sindicato-das-domesticas-da-bahia-se-forma-em-direito\">https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2023\/09\/12\/ex-presidente-do-sindicato-das-domesticas-da-bahia-se-forma-em-direito<\/a><\/p>\n<div class=\"pvc_clear\"><\/div>\n<p id=\"pvc_stats_585\" class=\"pvc_stats all  \" data-element-id=\"585\" style=\"\"><i class=\"pvc-stats-icon medium\" aria-hidden=\"true\"><svg xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" version=\"1.0\" viewBox=\"0 0 502 315\" preserveAspectRatio=\"xMidYMid meet\"><g transform=\"translate(0,332) scale(0.1,-0.1)\" fill=\"\" stroke=\"none\"><path d=\"M2394 3279 l-29 -30 -3 -207 c-2 -182 0 -211 15 -242 39 -76 157 -76 196 0 15 31 17 60 15 243 l-3 209 -33 29 c-26 23 -41 29 -80 29 -41 0 -53 -5 -78 -31z\"\/><path d=\"M3085 3251 c-45 -19 -58 -50 -96 -229 -47 -217 -49 -260 -13 -295 52 -53 146 -42 177 20 16 31 87 366 87 410 0 70 -86 122 -155 94z\"\/><path d=\"M1751 3234 c-13 -9 -29 -31 -37 -50 -12 -29 -10 -49 21 -204 19 -94 39 -189 45 -210 14 -50 54 -80 110 -80 34 0 48 6 76 34 21 21 34 44 34 59 0 14 -18 113 -40 219 -37 178 -43 195 -70 221 -36 32 -101 37 -139 11z\"\/><path d=\"M1163 3073 c-36 -7 -73 -59 -73 -102 0 -56 133 -378 171 -413 34 -32 83 -37 129 -13 70 36 67 87 -16 290 -86 209 -89 214 -129 231 -35 14 -42 15 -82 7z\"\/><path d=\"M3689 3066 c-15 -9 -33 -30 -42 -48 -48 -103 -147 -355 -147 -375 0 -98 131 -148 192 -74 13 15 57 108 97 206 80 196 84 226 37 273 -30 30 -99 39 -137 18z\"\/><path d=\"M583 2784 c-38 -19 -67 -74 -58 -113 9 -42 211 -354 242 -373 16 -10 45 -18 66 -18 51 0 107 52 107 100 0 39 -1 41 -124 234 -80 126 -108 162 -133 173 -41 17 -61 16 -100 -3z\"\/><path d=\"M4250 2784 c-14 -9 -74 -91 -133 -183 -95 -150 -107 -173 -107 -213 0 -55 33 -94 87 -104 67 -13 90 8 211 198 130 202 137 225 78 284 -27 27 -42 34 -72 34 -22 0 -50 -8 -64 -16z\"\/><path d=\"M2275 2693 c-553 -48 -1095 -270 -1585 -649 -135 -104 -459 -423 -483 -476 -23 -49 -22 -139 2 -186 73 -142 361 -457 571 -626 285 -228 642 -407 990 -497 242 -63 336 -73 660 -74 310 0 370 5 595 52 535 111 1045 392 1455 803 122 121 250 273 275 326 19 41 19 137 0 174 -41 79 -309 363 -465 492 -447 370 -946 591 -1479 653 -113 14 -422 18 -536 8z m395 -428 c171 -34 330 -124 456 -258 112 -119 167 -219 211 -378 27 -96 24 -300 -5 -401 -72 -255 -236 -447 -474 -557 -132 -62 -201 -76 -368 -76 -167 0 -236 14 -368 76 -213 98 -373 271 -451 485 -162 444 86 934 547 1084 153 49 292 57 452 25z m909 -232 c222 -123 408 -262 593 -441 76 -74 138 -139 138 -144 0 -16 -233 -242 -330 -319 -155 -123 -309 -223 -461 -299 l-81 -41 32 46 c18 26 49 83 70 128 143 306 141 649 -6 957 -25 52 -61 116 -79 142 l-34 47 45 -20 c26 -10 76 -36 113 -56z m-2057 25 c-40 -58 -105 -190 -130 -263 -110 -324 -59 -707 132 -981 25 -35 42 -64 37 -64 -19 0 -241 119 -326 174 -188 122 -406 314 -532 468 l-58 71 108 103 c185 178 428 349 672 473 66 33 121 60 123 61 2 0 -10 -19 -26 -42z\"\/><path d=\"M2375 1950 c-198 -44 -350 -190 -395 -379 -18 -76 -8 -221 19 -290 114 -284 457 -406 731 -260 98 52 188 154 231 260 27 69 37 214 19 290 -38 163 -166 304 -326 360 -67 23 -215 33 -279 19z\"\/><\/g><\/svg><\/i> <img decoding=\"async\" width=\"16\" height=\"16\" alt=\"Loading\" src=\"https:\/\/feminismo.org.br\/ULFA\/wp-content\/plugins\/page-views-count\/ajax-loader-2x.gif\" border=0 \/><\/p>\n<div class=\"pvc_clear\"><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Marinalva Barbosa agora se prepara para exame da OAB; empregada dom\u00e9stica chegou a Salvador aos 17, sem ler e escrever<\/p>\n","protected":false},"author":5419,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":true,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"_gspb_post_css":"","content-type":"","footnotes":""},"categories":[475],"tags":[526,527,528,530,525,524,529],"class_list":["post-585","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias-da-ulfa","tag-antirracismo","tag-desigualdade","tag-direitos","tag-educacao","tag-mulheres-negras-no-brasil","tag-trabalhadoras","tag-universidade"],"acf":[],"a3_pvc":{"activated":true,"total_views":0,"today_views":0},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/feminismo.org.br\/ULFA\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/585","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/feminismo.org.br\/ULFA\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/feminismo.org.br\/ULFA\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/feminismo.org.br\/ULFA\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/5419"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/feminismo.org.br\/ULFA\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=585"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/feminismo.org.br\/ULFA\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/585\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/feminismo.org.br\/ULFA\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=585"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/feminismo.org.br\/ULFA\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=585"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/feminismo.org.br\/ULFA\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=585"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}