{"id":677,"date":"2024-01-05T11:30:26","date_gmt":"2024-01-05T14:30:26","guid":{"rendered":"https:\/\/feminismo.org.br\/ULFA\/2024\/01\/05\/racismo-estrutural-ainda-persiste-na-educacao-brasileira\/"},"modified":"2024-01-05T11:30:26","modified_gmt":"2024-01-05T14:30:26","slug":"racismo-estrutural-ainda-persiste-na-educacao-brasileira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/feminismo.org.br\/ULFA\/?p=677","title":{"rendered":"Racismo estrutural ainda persiste na educa\u00e7\u00e3o brasileira"},"content":{"rendered":"<p>Iracema Santos do Nascimento e Marcelo Rosanova Ferraro explicam a import\u00e2ncia da educa\u00e7\u00e3o antirracista como ferramenta de transforma\u00e7\u00e3o social e educacional<\/p>\n<ul>\n<li class=\"meta-comments\"><a href=\"https:\/\/jornal.usp.br\/?p=714358\"><\/a><a href=\"https:\/\/jornal.usp.br\/?p=714358\">https:\/\/jornal.usp.br\/?p=714358<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<div class=\"caixad\">\n<div id=\"post-data-id\"><span class=\"post-data-css\">Publicado: 04\/01\/2024 &#8211; Jornal da USP<\/span><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"entry-content clr\"><span class=\"autor\">Por&nbsp;<a href=\"https:\/\/jornal.usp.br\/author\/beatriz-pecinato\/\" rel=\"author\" title=\"Posts de Beatriz Pecinato*\">Beatriz Pecinato*<\/a><\/span><\/div>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/jornal.usp.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/20220404_integrac%CC%A7a%CC%83o_racial.jpg?resize=1200%2C630&amp;ssl=1\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/jornal.usp.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/20220404_integrac\u0327a\u0303o_racial.jpg?w=1200&amp;ssl=1 1200w, &lt;a href=\" alt=\"\" wp-content=\"\" \/><br \/>Pesquisa realizada pela ONG Nova Escola aponta que&nbsp;80% das principais v\u00edtimas de racismo no ambiente escolar s\u00e3o os alunos&nbsp;\u2013 Foto: Freepik<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Iracema Santos do Nascimento, professora da Faculdade de Educa\u00e7\u00e3o (FE) da USP, define como caracter\u00edstica principal da educa\u00e7\u00e3o antirracista \u2013 seja no ensino b\u00e1sico ou superior \u2013 o enfrentamento ao apagamento da contribui\u00e7\u00e3o negra em todas as \u00e1reas da produ\u00e7\u00e3o cultural.&nbsp; Essa modalidade de educa\u00e7\u00e3o, segundo a professora, traz pessoas negras como refer\u00eancia de produ\u00e7\u00e3o.&nbsp;Atualmente, existem leis e medidas que incentivam as escolas e professores a exercitar essa pr\u00e1tica. Entretanto, a implementa\u00e7\u00e3o de uma educa\u00e7\u00e3o antirracista efetiva, principalmente no ensino b\u00e1sico, ainda enfrenta alguns desafios, segundo uma&nbsp;<a href=\"https:\/\/nova-escola-producao.s3.amazonaws.com\/vdDtv4p5KX5sJwKkuqn854RqhHyyG4cPA7ZbpcmkeyQ69UDK2MB2uvcC8w2F\/relatorio-completo-pesquisa-percepcao-dos-educadores-sobre-educacao-antirracista.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">pesquisa realizada pela ONG Nova Escola<\/a>.&nbsp;<\/p>\n<p>O estudo atestou que 87% dos educadores acham extremamente relevante trabalhar com uma educa\u00e7\u00e3o antirracista, mas apenas 27% dos docentes analisados se sentem bem preparados para falar sobre o tema. Al\u00e9m disso, 80% das principais v\u00edtimas de racismo no ambiente escolar s\u00e3o os alunos, seguidos dos professores, que correspondem a 30%, e outros profissionais, 13%.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<h2><b>Racismo estrutural&nbsp;<\/b><\/h2>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/jornal.usp.br\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/Iracema-nascimento_FEUSP.png?resize=250%2C250&amp;ssl=1\" sizes=\"(max-width: 250px) 100vw, 250px\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/jornal.usp.br\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/Iracema-nascimento_FEUSP.png?w=400&amp;ssl=1 400w, &lt;a href=\" alt=\"\" wp-content=\"\" iracema-nascimento_feusp=\"\" \/><br \/>Iracema Santos do Nascimento \u2013 Foto: Arquivo Pessoal<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Quando a expedi\u00e7\u00e3o portuguesa chegou ao Brasil em 1500, havia um pressuposto que os povos n\u00e3o europeus \u2013 especialmente a popula\u00e7\u00e3o dos continentes da Am\u00e9rica do Sul, africano e asi\u00e1tico \u2013 eram racialmente inferiores aos povos brancos e europeus. De acordo com Iracema, essa cren\u00e7a fundamentou o projeto colonial e organizou as rela\u00e7\u00f5es sociais. \u00c9 dessa forma que surge o \u201cracismo estrutural\u201d, conceito utilizado para explicar como o racismo est\u00e1 na base da forma\u00e7\u00e3o da sociedade brasileira.&nbsp;\u201cNa educa\u00e7\u00e3o, sobretudo, o racismo se manifesta pelo apagamento e silenciamento dos conhecimentos produzidos por africanos e afrodescendentes no curr\u00edculo, seja na educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica ou no ensino superior\u201d, explica Iracema.<\/p>\n<p>Para Marcelo Rosanova Ferraro, pesquisador do Laborat\u00f3rio de Estudos sobre o Brasil e o Sistema Mundial (Lab-Mundi) da USP, o racismo estrutural ainda reverbera de in\u00fameras formas na educa\u00e7\u00e3o. \u201cPrimeiramente, \u00e9 preciso reconhecer o abismo que h\u00e1 entre a m\u00e9dia de estudantes brancos \u2013 com uma s\u00e9rie de privil\u00e9gios no acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o \u2013 quando comparada \u00e0 maioria dos estudantes afrodescendentes, que enfrentam uma s\u00e9rie de entraves e dificuldades no acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o\u201d, explica.&nbsp;<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, Ferraro acrescenta que a forma\u00e7\u00e3o de professores tamb\u00e9m \u00e9 impactada pelo racismo estrutural. Embora docentes negros e ind\u00edgenas atuem na educa\u00e7\u00e3o, existe um predom\u00ednio de professores brancos em escolas mais privilegiadas, ou em postos mais bem remunerados no col\u00e9gio. Na universidade, essa diferen\u00e7a pode ser ainda mais evidenciada. \u201cO racismo estrutural n\u00e3o est\u00e1 s\u00f3 na educa\u00e7\u00e3o enquanto discurso; est\u00e1 na pr\u00f3pria hierarquiza\u00e7\u00e3o de professores e estudantes com acesso desigual ao ensino, tanto no ensino b\u00e1sico, m\u00e9dio quanto no superior\u201d, comenta.&nbsp;<\/p>\n<p>Para o pesquisador, tamb\u00e9m \u00e9 importante discutir o papel do racismo estrutural na naturaliza\u00e7\u00e3o de desigualdades raciais que s\u00e3o socialmente constru\u00eddas, como tratar a presen\u00e7a ou aus\u00eancia de pessoas brancas e pretas em determinados espa\u00e7os e posi\u00e7\u00f5es como algo esperado.&nbsp;<\/p>\n<h2><b>Medida Estatal&nbsp;<\/b><\/h2>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/jornal.usp.br\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/20240102_Marcelo-Rosanova-Ferraro.png?resize=250%2C251&amp;ssl=1\" sizes=\"(max-width: 250px) 100vw, 250px\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/jornal.usp.br\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/20240102_Marcelo-Rosanova-Ferraro.png?w=386&amp;ssl=1 386w, &lt;a href=\" alt=\"\" wp-content=\"\" 20240102_marcelo-rosanova-ferraro=\"\" \/><br \/>Marcelo Ferraro \u2013 Foto: Universidade Brown<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em 2003, foi criada a Lei 10.639, que tornou obrigat\u00f3rio o ensino da hist\u00f3ria e cultura dos povos africanos e afro-brasileiros no curr\u00edculo de todas as escolas, desde o ensino fundamental at\u00e9 o ensino m\u00e9dio. De acordo com Iracema, essa legisla\u00e7\u00e3o \u00e9 fruto das reivindica\u00e7\u00f5es e proposi\u00e7\u00f5es dos movimentos negros, desde pelo menos a d\u00e9cada de 70. \u201cO pol\u00edtico, artista, professor e fil\u00f3sofo Abdias do Nascimento foi o grande vocalizador dessa proposi\u00e7\u00e3o \u2013 de que houvesse uma mudan\u00e7a no curr\u00edculo do Brasil\u201d, pontua.&nbsp;<\/p>\n<p>Trinta e tr\u00eas anos depois do in\u00edcio da discuss\u00e3o a lei foi institu\u00edda. Para a professora, a demora na implementa\u00e7\u00e3o da proposi\u00e7\u00e3o pode ser explicada pelo racismo estrutural, que ainda permeia as rela\u00e7\u00f5es sociais. \u201cExiste mentalidade arraigada na sociedade brasileira ainda, da inferioridade das pessoas negras. Essa mentalidade n\u00e3o necessariamente \u00e9 consciente, mas \u00e9 algo que se infere a partir do modo como a maioria de n\u00f3s tivemos nossas subjetividades constitu\u00eddas\u201d, exemplifica.&nbsp;<\/p>\n<p>Entretanto, a cria\u00e7\u00e3o de uma medida legislativa n\u00e3o garante seu cumprimento. Uma pesquisa realizada pelo Instituto Alana e Geled\u00e9s \u2013 Instituto da Mulher Negra, em conjunto com a Uni\u00e3o Nacional dos Dirigentes Municipais de Educa\u00e7\u00e3o (Undime) e Uni\u00e3o Nacional dos Conselhos Municipais de Educa\u00e7\u00e3o (UNCME) \u2013 analisou como as escolas, at\u00e9 o ensino b\u00e1sico, se organizam para implementar a lei 10.639\/03 no cotidiano dos alunos.&nbsp;Das 1.200, aproximadamente, Secretarias de Educa\u00e7\u00e3o que responderam \u00e0 pesquisa, 58% fizeram alguma adapta\u00e7\u00e3o curricular para acomodar a medida. No entanto, apenas 5% do total afirma possuir uma Secretaria com \u00e1rea ou profissional respons\u00e1vel pelo ensino de&nbsp;hist\u00f3ria e cultura africana e afro-brasileira. Al\u00e9m disso, apenas 8% dos respondentes disseram ter realizado uma dota\u00e7\u00e3o or\u00e7ament\u00e1ria espec\u00edfica para a implementa\u00e7\u00e3o dessa lei.<\/p>\n<p>Sobre os dados, Iracema discorre que a maior parte das escolas realizou mudan\u00e7as nos documentos curriculares, enquanto uma parte menor tomou medidas efetivas para que a legisla\u00e7\u00e3o fosse efetivamente implementada. \u201c\u00c9 preciso apoio institucional, que inclui a forma\u00e7\u00e3o cont\u00ednua e tempo, para que essa forma\u00e7\u00e3o aconte\u00e7a de modo efetivo e que realmente altere a mentalidade do professorado\u201d, exemplifica.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p>A implementa\u00e7\u00e3o da lei n\u00e3o foi realizada de forma simplificada. Um dos entraves, segundo Ferraro, foi a resist\u00eancia apresentada por alguns setores sociais, tanto dentro das escolas \u2013 diretores, coordenadores e professores mais conservadores ou despreparados \u2013 como civis \u2013 pais, m\u00e3es e respons\u00e1veis \u2013, que entendiam essa agenda como diretamente vinculada a um movimento progressista.&nbsp;<\/p>\n<h2><b>Educa\u00e7\u00e3o antirracista<\/b><\/h2>\n<p>A educa\u00e7\u00e3o antirracista surge, ent\u00e3o, para criar meios pedag\u00f3gicos para enfrentar situa\u00e7\u00f5es de agress\u00f5es raciais que acontecem na sociedade brasileira cotidianamente \u2013 e formas de discrimina\u00e7\u00e3o mais sutis \u2013, que n\u00e3o excluem o ambiente escolar.&nbsp;<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, essa modalidade de ensino est\u00e1 al\u00e9m de ser uma \u201ceduca\u00e7\u00e3o que n\u00e3o reproduz o racismo\u201d. Para Ferraro, \u00e9 preciso que essa educa\u00e7\u00e3o seja capaz de formar estudantes e futuros cidad\u00e3os que combatam o racismo cotidiano que enfrentar\u00e3o e vivenciar\u00e3o ao longo de suas vidas. Por isso, acredita que \u00e9 fundamental que haja pol\u00edticas p\u00fablicas de a\u00e7\u00e3o afirmativa para o ingresso de pessoas afrodescendentes nas universidades. \u201c\u00c9 fundamental que todo aquele que exer\u00e7a uma educa\u00e7\u00e3o antirracista se forme dentro dos c\u00e2nones da pedagogia, mas tamb\u00e9m levando em conta os estudos de intelectuais negros\u201d, exemplifica.&nbsp;<\/p>\n<p>De modo geral, como atesta a pesquisa da ONG Nova Escola, o professorado da educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica afirma n\u00e3o possuir conhecimentos suficientes para desenvolver um projeto de educa\u00e7\u00e3o antirracista no que diz respeito a apresentar produ\u00e7\u00f5es de pessoas negras como refer\u00eancia. Para a professora, a maioria dos profissionais da educa\u00e7\u00e3o n\u00e3o foi formada com um referencial positivo em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de conhecimento pela popula\u00e7\u00e3o negra. \u201cPor isso, existe a necessidade de estudo e forma\u00e7\u00e3o cont\u00ednua desses profissionais, para que eles formem e transformem seu repert\u00f3rio\u201d, comenta.&nbsp;Entretanto, essa n\u00e3o \u00e9 uma tarefa individual. O professorado, como comenta Iracema, necessita de apoio da escola \u2013 que, por sua vez, necessita do apoio das inst\u00e2ncias centrais do sistema de ensino \u2013 para que essa transforma\u00e7\u00e3o aconte\u00e7a de forma efetiva.&nbsp;<\/p>\n<p><em>*Sob supervis\u00e3o de Paulo Capuzzo e Cinderela Caldeira<\/em><\/p>\n<div>\n<hr \/>\n<p><strong>Jornal da USP no Ar&nbsp;<\/strong><br \/><a href=\"https:\/\/jornal.usp.br\/editorias\/radio-usp\/jornal-da-usp-no-ar\/\">Jornal da USP no Ar<\/a>&nbsp;\u00e9 uma parceria da&nbsp;<a href=\"https:\/\/jornal.usp.br\/radio\/\">R\u00e1dio USP<\/a>&nbsp;com a Escola Polit\u00e9cnica e o Instituto de Estudos Avan\u00e7ados. No ar, pela Rede USP de R\u00e1dio, de segunda a sexta-feira: 1\u00aa edi\u00e7\u00e3o das 7h30 \u00e0s 9h, com apresenta\u00e7\u00e3o de Roxane R\u00e9, e demais edi\u00e7\u00f5es \u00e0s 14h, 15h e \u00e0s 16h45. Em Ribeir\u00e3o Preto, a edi\u00e7\u00e3o regional vai ao ar das 12 \u00e0s 12h30, com apresenta\u00e7\u00e3o de Mel Vieira e Ferraz Junior. Voc\u00ea pode sintonizar a R\u00e1dio USP em S\u00e3o Paulo FM 93.7, em Ribeir\u00e3o Preto FM 107.9, pela internet em&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.jornal.usp.br\/\">www.jornal.usp.br<\/a>&nbsp;ou pelo aplicativo do Jornal da USP no celular.&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<p>fonte:&nbsp;<a href=\"https:\/\/jornal.usp.br\/atualidades\/racismo-estrutural-ainda-persiste-na-educacao-brasileira\/\"><\/a><a href=\"https:\/\/jornal.usp.br\/atualidades\/racismo-estrutural-ainda-persiste-na-educacao-brasileira\/\">https:\/\/jornal.usp.br\/atualidades\/racismo-estrutural-ainda-persiste-na-educacao-brasileira\/<\/a><\/p>\n<div class=\"pvc_clear\"><\/div>\n<p id=\"pvc_stats_677\" class=\"pvc_stats all  \" data-element-id=\"677\" style=\"\"><i class=\"pvc-stats-icon medium\" aria-hidden=\"true\"><svg xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" version=\"1.0\" viewBox=\"0 0 502 315\" preserveAspectRatio=\"xMidYMid meet\"><g transform=\"translate(0,332) scale(0.1,-0.1)\" fill=\"\" stroke=\"none\"><path d=\"M2394 3279 l-29 -30 -3 -207 c-2 -182 0 -211 15 -242 39 -76 157 -76 196 0 15 31 17 60 15 243 l-3 209 -33 29 c-26 23 -41 29 -80 29 -41 0 -53 -5 -78 -31z\"\/><path d=\"M3085 3251 c-45 -19 -58 -50 -96 -229 -47 -217 -49 -260 -13 -295 52 -53 146 -42 177 20 16 31 87 366 87 410 0 70 -86 122 -155 94z\"\/><path d=\"M1751 3234 c-13 -9 -29 -31 -37 -50 -12 -29 -10 -49 21 -204 19 -94 39 -189 45 -210 14 -50 54 -80 110 -80 34 0 48 6 76 34 21 21 34 44 34 59 0 14 -18 113 -40 219 -37 178 -43 195 -70 221 -36 32 -101 37 -139 11z\"\/><path d=\"M1163 3073 c-36 -7 -73 -59 -73 -102 0 -56 133 -378 171 -413 34 -32 83 -37 129 -13 70 36 67 87 -16 290 -86 209 -89 214 -129 231 -35 14 -42 15 -82 7z\"\/><path d=\"M3689 3066 c-15 -9 -33 -30 -42 -48 -48 -103 -147 -355 -147 -375 0 -98 131 -148 192 -74 13 15 57 108 97 206 80 196 84 226 37 273 -30 30 -99 39 -137 18z\"\/><path d=\"M583 2784 c-38 -19 -67 -74 -58 -113 9 -42 211 -354 242 -373 16 -10 45 -18 66 -18 51 0 107 52 107 100 0 39 -1 41 -124 234 -80 126 -108 162 -133 173 -41 17 -61 16 -100 -3z\"\/><path d=\"M4250 2784 c-14 -9 -74 -91 -133 -183 -95 -150 -107 -173 -107 -213 0 -55 33 -94 87 -104 67 -13 90 8 211 198 130 202 137 225 78 284 -27 27 -42 34 -72 34 -22 0 -50 -8 -64 -16z\"\/><path d=\"M2275 2693 c-553 -48 -1095 -270 -1585 -649 -135 -104 -459 -423 -483 -476 -23 -49 -22 -139 2 -186 73 -142 361 -457 571 -626 285 -228 642 -407 990 -497 242 -63 336 -73 660 -74 310 0 370 5 595 52 535 111 1045 392 1455 803 122 121 250 273 275 326 19 41 19 137 0 174 -41 79 -309 363 -465 492 -447 370 -946 591 -1479 653 -113 14 -422 18 -536 8z m395 -428 c171 -34 330 -124 456 -258 112 -119 167 -219 211 -378 27 -96 24 -300 -5 -401 -72 -255 -236 -447 -474 -557 -132 -62 -201 -76 -368 -76 -167 0 -236 14 -368 76 -213 98 -373 271 -451 485 -162 444 86 934 547 1084 153 49 292 57 452 25z m909 -232 c222 -123 408 -262 593 -441 76 -74 138 -139 138 -144 0 -16 -233 -242 -330 -319 -155 -123 -309 -223 -461 -299 l-81 -41 32 46 c18 26 49 83 70 128 143 306 141 649 -6 957 -25 52 -61 116 -79 142 l-34 47 45 -20 c26 -10 76 -36 113 -56z m-2057 25 c-40 -58 -105 -190 -130 -263 -110 -324 -59 -707 132 -981 25 -35 42 -64 37 -64 -19 0 -241 119 -326 174 -188 122 -406 314 -532 468 l-58 71 108 103 c185 178 428 349 672 473 66 33 121 60 123 61 2 0 -10 -19 -26 -42z\"\/><path d=\"M2375 1950 c-198 -44 -350 -190 -395 -379 -18 -76 -8 -221 19 -290 114 -284 457 -406 731 -260 98 52 188 154 231 260 27 69 37 214 19 290 -38 163 -166 304 -326 360 -67 23 -215 33 -279 19z\"\/><\/g><\/svg><\/i> <img decoding=\"async\" width=\"16\" height=\"16\" alt=\"Loading\" src=\"https:\/\/feminismo.org.br\/ULFA\/wp-content\/plugins\/page-views-count\/ajax-loader-2x.gif\" border=0 \/><\/p>\n<div class=\"pvc_clear\"><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Iracema Santos do Nascimento e Marcelo Rosanova Ferraro explicam a import\u00e2ncia da educa\u00e7\u00e3o antirracista como ferramenta de transforma\u00e7\u00e3o social e educacional<\/p>\n","protected":false},"author":5419,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":true,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"_gspb_post_css":"","content-type":"","footnotes":""},"categories":[467],"tags":[545,536,530,549],"class_list":["post-677","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-brasil","tag-brasil","tag-direitos-humanos","tag-educacao","tag-racismo"],"acf":[],"a3_pvc":{"activated":true,"total_views":0,"today_views":0},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/feminismo.org.br\/ULFA\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/677","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/feminismo.org.br\/ULFA\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/feminismo.org.br\/ULFA\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/feminismo.org.br\/ULFA\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/5419"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/feminismo.org.br\/ULFA\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=677"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/feminismo.org.br\/ULFA\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/677\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/feminismo.org.br\/ULFA\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=677"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/feminismo.org.br\/ULFA\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=677"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/feminismo.org.br\/ULFA\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=677"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}