{"id":746,"date":"2024-10-08T15:49:07","date_gmt":"2024-10-08T18:49:07","guid":{"rendered":"https:\/\/feminismo.org.br\/ULFA\/2024\/10\/08\/ulfa-duulfa-no-brasil-da-suporte-a-nova-etapa-da-formacao-feminista-para-a-construcao-de-territorios-de-cuidado-luta-e-sustentacao-da-vida\/"},"modified":"2024-10-08T15:49:07","modified_gmt":"2024-10-08T18:49:07","slug":"ulfa-duulfa-no-brasil-da-suporte-a-nova-etapa-da-formacao-feminista-para-a-construcao-de-territorios-de-cuidado-luta-e-sustentacao-da-vida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/feminismo.org.br\/ULFA\/?p=746","title":{"rendered":"ULFA no Brasil d\u00e1 suporte \u00e0  nova etapa da forma\u00e7\u00e3o feminista para a constru\u00e7\u00e3o de Territ\u00f3rios de Cuidado, Luta e Sustenta\u00e7\u00e3o da Vida"},"content":{"rendered":"<p><\/p>\r\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Coletivos feministas brasileiros iniciam neste dia 9 de outubro nova etapa da constru\u00e7\u00e3o de Territ\u00f3rios de Cuidado, Luta e Sustenta\u00e7\u00e3o da Vida.<\/p>\r\n\n\r\n<p>Radicar\u00a0<a href=\"https:\/\/www.cfemea.org.br\/index.php\/pt\/autocuidado-e-cuidado-entre-ativistas\/territorios-de-cuidado-luta-e-sustentacao-da-vida\">territ\u00f3rios de cuidado, luta e sustenta\u00e7\u00e3o da vida<\/a> \u00e9 uma estrat\u00e9gia que vem sendo constru\u00edda coletivamente entre <a href=\"https:\/\/www.cfemea.org.br\">CFEMEA<\/a>, Coletivo de Mulheres do Calafate &#8211; CMC, Mulheres Cuidando e Movimentando Territ\u00f3rios \u2013 MCMT, Movimento de Educa\u00e7\u00e3o e Cultura da Estrutural &#8211; MECE para viabilizar novas formas de conviv\u00eancia e compartilhamento da exist\u00eancia, que gerem renda e aliviem a desigual e injusta\u00a0<a href=\"https:\/\/www.ihu.unisinos.br\/categorias\/607429-as-desigualdades-de-genero-raca-e-classe-como-parte-da-politica-tributaria-nacional\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">carga de trabalho<\/a>\u00a0imposta \u00e0s mulheres, quase sempre negras, nas periferias urbanas. A ULFA, nesta nova etapa de forma\u00e7\u00e3o feminista, d\u00e1 suporte para a constru\u00e7\u00e3o de alternativas auto-organizadas e autogestion\u00e1rias que enfrentem a dissocia\u00e7\u00e3o entre trabalho produtivo e reprodutivo, e rompam com as hierarquias que exploram e submetem o poder de decis\u00e3o das mulheres e oprimid@s.<\/p>\r\n<p> <\/p>\r\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ap\u00f3s 15 anos de experimenta\u00e7\u00f5es e desenvolvimento de metodologias apropriadas de autocuidado e cuidado entre ativistas, a equipe do Centro Feminista de Estudos e Assessoria \u2013 CFEMEA, que se multiplicou em coletivos, movimentos e redes (como a das <a href=\"https:\/\/www.cfemea.org.br\/index.php\/pt\/component\/edocman\/tecelas-do-cuidado-tecendo-redes-de-autocuidado-e-cuidado-entre-mulheres-ativistas-em-tempos-de-pandemia\/download\">Tecel\u00e3s do Cuidado<\/a>, em grupos feministas dentro de movimentos sociais, como o Movimento de Trabalhadores e Trabalhadoras sem Terra \u2013 MST, Pastoral da Terra, Coletiva de Autocuidado e Cuidado Coletivo da Articula\u00e7\u00e3o de Mulheres Brasileiras \u2013 AMB, com Kunangue Aty Guasu, no Comit\u00ea Brasileiro de Defensoras e Defensores de Direitos Humanos entre outros), tomou a iniciativa e convidou tr\u00eas territ\u00f3rios (coletivos) que vinham nesta mesma trajet\u00f3ria a dar um passo al\u00e9m para a cria\u00e7\u00e3o de uma nova metodologia para a sustenta\u00e7\u00e3o da vida e organiza\u00e7\u00e3o feminista em \u00e1reas perif\u00e9ricas dos centros urbanos.<\/p>\r\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"float-none\" src=\"https:\/\/feminismo.org.br\/ULFA\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/ULFA-pagina.jpg\" width=\"900\" height=\"1001\" loading=\"lazy\" data-path=\"local-images:\/Brasil\/ULFA-pagina.jpg\"><\/p>\r\n<p> <\/p>\r\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><br>Inspirada em reflex\u00f5es a partir da economia feminista, a proposta \u00e9 simples e complexa ao mesmo tempo. A equipe do Cfemea somada \u00e0s mulheres do Coletivo de Mulheres do Calafate &#8211; CMC (Salvador, Bahia), com o Coletivo de Mulheres Construindo e Movimentando Territ\u00f3rios \u2013 MCMT (Rio de Janeiro), e com o Movimento de Educa\u00e7\u00e3o e Cultura da Estrutural &#8211; MECE (Cidade Estrutural, Distrito Federal), est\u00e3o gestando uma proposta de metodologia para a cria\u00e7\u00e3o de empresas coletivas autogestion\u00e1rias formadas majoritariamente e dirigidas por mulheres nas periferias como alternativa de gera\u00e7\u00e3o de renda e sustenta\u00e7\u00e3o da vida, da luta e do cuidado coletivo.<\/p>\r\n<p>\u00a0<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"float-none\" src=\"https:\/\/feminismo.org.br\/ULFA\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/calafate2024.jpg\" width=\"900\" height=\"1200\" loading=\"lazy\" data-path=\"local-images:\/Brasil\/calafate2024.jpg\"><span style=\"font-size: 12px;\"> <\/span><\/p>\r\n<p class=\"has-small-font-size wp-block-paragraph\"><span style=\"font-size: 12px;\">Coletivo de Mulheres do Calafate preparando a imers\u00e3o &#8211; 2024<\/span><\/p>\r\n<p> <\/p>\r\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O que esses coletivos querem \u00e9 criar um meio que possa se multiplicar para a produ\u00e7\u00e3o de alternativas econ\u00f4micas que tirem as mulheres da periferia da mis\u00e9ria social e econ\u00f4mica que torna suas vidas insustent\u00e1veis, subordinadas \u00e0 dor e \u00e0s viol\u00eancias machista, racista, patriarcal, institucional e estrutural.<\/p>\r\n<p> <\/p>\r\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esses coletivos est\u00e3o criando uma metodologia pr\u00f3pria a partir de sua leitura e experi\u00eancia com duas metodologias mestras: a) metodologia do autocuidado e cuidado coletivo entre ativistas desenvolvida nos \u00faltimos 15 anos pelo Cfemea e parceiras, b) metodologia dos laborat\u00f3rios organizacionais desenvolvida pelo brasileiro Clodomir Santos de Morais e companheiros e companheiras das Am\u00e9ricas, de \u00c1frica e \u00c1sia entre os anos 1960 e 2010.<\/p>\r\n<p> <\/p>\r\n<p class=\"has-small-font-size wp-block-paragraph\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-25740\" style=\"width: 800px;\" src=\"https:\/\/ulfa.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/LOT-Mocambique1992.jpg\" alt=\"\"><\/p>\r\n<p> <\/p>\r\n<p class=\"has-small-font-size wp-block-paragraph\"><span style=\"font-size: 12px;\">Foto de um laborat\u00f3rio organizacional de terreno realizado em 1992 em Matzinho, Mo\u00e7ambique<\/span><\/p>\r\n<p> <\/p>\r\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dentre as v\u00e1rias propostas de gera\u00e7\u00e3o de renda ofertadas por pol\u00edticas de alcance muito limitado para as mulheres pobres das periferias, a maioria se orienta a a\u00e7\u00f5es individualistas, competitivas e hier\u00e1rquicas, que acabam por invisibilizar, desconsiderar e hiper-explorar o trabalho reprodutivo das mulheres, al\u00e9m de culp\u00e1-las se o empreendimento fracassar, aumentando sua dor e fragilizando ainda mais sua capacidade de a\u00e7\u00e3o nas comunidades \u00e0s quais pertencem e seus grupos familiares.<\/p>\r\n<p> <\/p>\r\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O que as mulheres desses quatro coletivos (CFEMEA, CMC, MCMT e MECE) querem \u00e9 criar condi\u00e7\u00f5es para que essas organiza\u00e7\u00f5es nas periferias urbanas, majoritariamente formados por mulheres negras, muito pobres, v\u00e1rias com pouca escolaridade, superem coletivamente as limita\u00e7\u00f5es que lhes s\u00e3o impostas por um sistema capitalista patriarcal, mis\u00f3gino, racista e excludente, e possam criar alternativas econ\u00f4micas que n\u00e3o lhes obriguem a abandonar suas pr\u00e1ticas e responsabilidades de cuidado e n\u00e3o as impe\u00e7a de continuar ativas nas lutas feministas antirracistas, comunit\u00e1rias e sociais, resistindo e gerando alternativas para o bem viver<\/p>\r\n<p>\u00a0<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"float-none\" src=\"https:\/\/feminismo.org.br\/ULFA\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/mcmt2024.jpg\" width=\"900\" height=\"675\" loading=\"lazy\" data-path=\"local-images:\/Brasil\/mcmt2024.jpg\"> <\/p>\r\n<p class=\"has-small-font-size wp-block-paragraph\"><span style=\"font-size: 12px;\">Coletivo de Mulheres Construindo e Movimentando Territ\u00f3rios &#8211; Rio de Janeiro-RJ<\/span><\/p>\r\n<p> <\/p>\r\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essa proposta foi sendo constru\u00edda em 2023 a partir de v\u00e1rias reuni\u00f5es entre esses coletivos e aprofundada em uma reuni\u00e3o intensiva realizada em dezembro daquele ano em Bras\u00edlia. A partir de ent\u00e3o, esses coletivos iniciaram um processo de forma\u00e7\u00e3o h\u00edbrido (presencial e virtual) durante os nove primeiros meses do 2024 utilizando a plataforma de aprendizagem virtual (com base no Moodle) da Universidade Livre Feminista Antirracista.<\/p>\r\n<p> <\/p>\r\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao mesmo tempo em que se fortalecia o debate interno entre essas organiza\u00e7\u00f5es e coletivos feministas, foram realizadas reuni\u00f5es com v\u00e1rios minist\u00e9rios do Governo Federal, funda\u00e7\u00f5es e institui\u00e7\u00f5es apoiadoras da sociedade civil, parlamentares e lideran\u00e7as institucionais e de movimentos sociais. Reuni\u00f5es que deram \u00e0 equipe do Cfemea compreender que se trata de um processo importante e com forte l\u00f3gica interna, mas que ainda n\u00e3o geraram apoios materiais e financeiros significativos, requisitando ainda mais esfor\u00e7o coletivo nesse sentido.<\/p>\r\n<p>\u00a0<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"float-none\" src=\"https:\/\/feminismo.org.br\/ULFA\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/oficina-dez2023_Territorios.jpg\" width=\"900\" height=\"673\" loading=\"lazy\" data-path=\"local-images:\/Brasil\/oficina-dez2023_Territorios.jpg\"> <\/p>\r\n<p class=\"has-small-font-size wp-block-paragraph\"><span style=\"font-size: 12px;\">Territ\u00f3rios na oficina de dezembro de 2023<\/span><\/p>\r\n<p> <\/p>\r\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Durante 2024, foram realizados processos intensos de debates, estudos, troca de saberes e de experi\u00eancias que culminaram com imers\u00f5es (etapas presenciais concentradas) em cada territ\u00f3rio, que orientaram a realiza\u00e7\u00e3o da etapa que se inicia agora.<\/p>\r\n<p> <\/p>\r\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No dia 9 de outubro come\u00e7am a chegar em Bras\u00edlia integrantes dos coletivos do Calafate, do MCMT do Rio de Janeiro e MECE, do Distrito Federal. Que ficar\u00e3o reunidas durante quatro dias em um Laborat\u00f3rio Organizacional Feminista para Sustenta\u00e7\u00e3o da Vida, visando a forma\u00e7\u00e3o intensiva e contato com a metodologia dos laborat\u00f3rios organizacionais, realizando as converg\u00eancias com a metodologia do cuidado coletivo e autocuidado entre ativistas e utilizando o espa\u00e7o pr\u00f3prio constru\u00eddo dentro da Universidade Livre Feminista Antirracista.<\/p>\r\n<p> <\/p>\r\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A expectativa \u00e9 de que esse processo de forma\u00e7\u00e3o imersiva e concentrada crie as condi\u00e7\u00f5es para que as mulheres presentes constituam uma organiza\u00e7\u00e3o que d\u00ea sequ\u00eancia \u00e0 forma\u00e7\u00e3o para o planejamento, capta\u00e7\u00e3o de recursos, apoios e organiza\u00e7\u00e3o do primeiro Laborat\u00f3rio Feminista para a Sustenta\u00e7\u00e3o da Vida no Territ\u00f3rio durante o primeiro semestre de 2025.<\/p>\r\n<p> <\/p>\r\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A fase seguinte da forma\u00e7\u00e3o, que come\u00e7ar\u00e1 j\u00e1 a partir de 14 de outubro e ir\u00e1 at\u00e9 10 de dezembro, ser\u00e1 realizada de forma h\u00edbrida, utilizando a ULFA e tamb\u00e9m realizando encontros presenciais em cada um dos Territ\u00f3rios.<\/p>\r\n<p> <\/p>\r\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nesse per\u00edodo, al\u00e9m da forma\u00e7\u00e3o das ativistas dos coletivos envolvidos, estaremos planejando o primeiro Laborat\u00f3rio de Territ\u00f3rio, intensificaremos a busca por recursos para viabiliz\u00e1-los (al\u00e9m do planejado para o primeiro semestre de 2025, h\u00e1 a expectativa de realiza\u00e7\u00e3o de outros no segundo semestre), bem como os contatos para cria\u00e7\u00e3o de uma base t\u00e9cnica e institucional de suporte da estrat\u00e9gia<\/p>\r\n<p><\/p><div class=\"pvc_clear\"><\/div><p id=\"pvc_stats_746\" class=\"pvc_stats all  \" data-element-id=\"746\" style=\"\"><i class=\"pvc-stats-icon medium\" aria-hidden=\"true\"><svg xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" version=\"1.0\" viewBox=\"0 0 502 315\" preserveAspectRatio=\"xMidYMid meet\"><g transform=\"translate(0,332) scale(0.1,-0.1)\" fill=\"\" stroke=\"none\"><path d=\"M2394 3279 l-29 -30 -3 -207 c-2 -182 0 -211 15 -242 39 -76 157 -76 196 0 15 31 17 60 15 243 l-3 209 -33 29 c-26 23 -41 29 -80 29 -41 0 -53 -5 -78 -31z\"\/><path d=\"M3085 3251 c-45 -19 -58 -50 -96 -229 -47 -217 -49 -260 -13 -295 52 -53 146 -42 177 20 16 31 87 366 87 410 0 70 -86 122 -155 94z\"\/><path d=\"M1751 3234 c-13 -9 -29 -31 -37 -50 -12 -29 -10 -49 21 -204 19 -94 39 -189 45 -210 14 -50 54 -80 110 -80 34 0 48 6 76 34 21 21 34 44 34 59 0 14 -18 113 -40 219 -37 178 -43 195 -70 221 -36 32 -101 37 -139 11z\"\/><path d=\"M1163 3073 c-36 -7 -73 -59 -73 -102 0 -56 133 -378 171 -413 34 -32 83 -37 129 -13 70 36 67 87 -16 290 -86 209 -89 214 -129 231 -35 14 -42 15 -82 7z\"\/><path d=\"M3689 3066 c-15 -9 -33 -30 -42 -48 -48 -103 -147 -355 -147 -375 0 -98 131 -148 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