{"id":749,"date":"2024-10-16T14:53:40","date_gmt":"2024-10-16T17:53:40","guid":{"rendered":"https:\/\/feminismo.org.br\/ULFA\/2024\/10\/16\/brasil-aconteceu-em-brasilia-o-1-laboratorio-organizacional-feminista-para-a-sustentacao-da-vida\/"},"modified":"2024-10-16T14:53:40","modified_gmt":"2024-10-16T17:53:40","slug":"brasil-aconteceu-em-brasilia-o-1-laboratorio-organizacional-feminista-para-a-sustentacao-da-vida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/feminismo.org.br\/ULFA\/?p=749","title":{"rendered":"BRASIL: Aconteceu em Bras\u00edlia o 1\u00ba Laborat\u00f3rio Organizacional Feminista para a Sustenta\u00e7\u00e3o da Vida"},"content":{"rendered":"<p>Autogest\u00e3o feminista para a sustenta\u00e7\u00e3o da vida<\/p>\n<p>Bras\u00edlia, Brasil, 15\/10\/2024 &#8211; Cfemea<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"float-none\" src=\"https:\/\/feminismo.org.br\/ULFA\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/Laboratorio2_BsB_outubro2024.jpeg\" width=\"800\" height=\"600\" loading=\"lazy\" data-path=\"local-images:\/Brasil\/Laboratorio2_BsB_outubro2024.jpeg\"><\/p>\n<section class=\"article-content clearfix\">\n<p>Teve in\u00edcio o primeiro <strong><em>1\u00ba Laborat\u00f3rio Organizacional Feminista para a Sustenta\u00e7\u00e3o da Vida<\/em><\/strong>.<\/p>\n<p>A experimenta\u00e7\u00e3o se estrutura em auto-organiza\u00e7\u00e3o, autogest\u00e3o, autonomia, e seu pilar central est\u00e1 erguido no autocuidado e cuidado coletivo. A iniciativa que come\u00e7ou em 10 de outubro e segue at\u00e9 14 de dezembro, \u00a0comp\u00f5e a estrat\u00e9gia de constru\u00e7\u00e3o <strong><em>de Territ\u00f3rios de Cuidado, Luta e Sustenta\u00e7\u00e3o da Vida, <\/em><\/strong>articulada em parceria entre o CFEMEA e Coletivo de Mulheres do Calafate (Salvador, BA), Coletivo de Mulheres Cuidando e\u00a0Movimentando Territ\u00f3rios (Rio de Janeiro, RJ), e o MECE \u2013 Movimento de Educa\u00e7\u00e3o e Cultura da Estrutural (Bras\u00edlia, DF), para cocriar e concretizar alternativas autogestion\u00e1rias nos pr\u00f3prios territ\u00f3rios perif\u00e9ricos onde estes coletivos est\u00e3o radicados, vivos, na luta.<\/p>\n<p>Queremos que as mulheres possam sustentar as suas vidas agora, na hist\u00f3ria do tempo presente para tempos futuros. \u00a0Nos territ\u00f3rios brasis, t\u00e3o profundamente marcados por desigualdades, injusti\u00e7as e viol\u00eancias, n\u00f3s nos colocamos o desafio de construir coopera\u00e7\u00e3o feminista, com solidariedade, cuidado e reciprocidade &#8211; inclusive intergeracionais, para viabilizar melhores condi\u00e7\u00f5es de nos sustentarmos, cuidando da gente e da nossa casa comum que \u00e9 a Terra, dando \u00e0 luta para transformar o mundo e aprofundar nossos pr\u00f3prios processos de autotransforma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil, \u00e9 uma quest\u00e3o complexa! Afinal, como construir alternativas em cada territ\u00f3rio entre a coes\u00e3o que o pertencimento a cada Coletivo ou movimento gera e a cis\u00e3o que a viol\u00eancia e a explora\u00e7\u00e3o promovem?; entre as lutas por emancipa\u00e7\u00e3o feminista antirracista e as m\u00faltiplas formas de opress\u00e3o que cada uma de n\u00f3s vive?; entre o autocuidado coletivo e a explora\u00e7\u00e3o do nosso trabalho produtivo e reprodutivo?; entre desejos individuais, sonhos coletivos e a realidade?; entre tudo isso, que espa\u00e7os podemos abrir para concretizar alternativas?<\/p>\n<p>Partimos da certeza de que a sustenta\u00e7\u00e3o da vida \u00e9 objetivo a ser alcan\u00e7ado em constru\u00e7\u00e3o coletiva. Dos lugares coletivos dos nossos territ\u00f3rios, em meio a esta experi\u00eancia laboratorial, estamos reconhecendo e enxergando, cada vez com maior nitidez, a natureza da nossa coletividade e a pot\u00eancia das experi\u00eancias das mulheres. Nos encantamos com as viv\u00eancias e reflex\u00f5es que realizamos, com tudo que aprendemos umas com as outras, com tantas capacidades de cerzir o que se esgar\u00e7ou e tecer com cuidado e com tempo os v\u00ednculos que sustentam a trama da vida na coragem, com sabedoria, afinco, resili\u00eancia e amor.<\/p>\n<p>Em cada um dos territ\u00f3rios, as mulheres t\u00eam assumido, na maioria das vezes sozinhas, as tarefas e responsabilidades de cuidado de toda a fam\u00edlia, filhos, agregados, idosos, inclusive com outras pessoas da comunidade que estejam em situa\u00e7\u00e3o ainda mais vulner\u00e1vel e prec\u00e1ria. Quando t\u00eam, dividem a renda conquistada de programas de transfer\u00eancia de renda, como Bolsa Fam\u00edlia, e dos Benef\u00edcios de Presta\u00e7\u00e3o Continuada. Muitas, por\u00e9m, sequer conseguem ter acesso a esses programas ou \u00e0 Previd\u00eancia Social. S\u00e3o ainda mais marginalizadas e invisibilizadas. Mas estiveram sem tr\u00e9guas buscando formas de sobreviver, sempre em trabalhos prec\u00e1rios, \u00e0s vezes insalubres e por vezes at\u00e9 humilhantes, sem qualquer garantia de que poder\u00e3o obter renda nos dias seguintes. Algumas trabalham de dia para garantir o jantar da noite. \u00c9 grande o n\u00famero das que iniciaram empreendimento individual e fracassou, uma, duas e v\u00e1rias vezes. Cada fracasso tem lhes sido imputado como culpa individual, provocando ainda mais malef\u00edcios e d\u00edvidas.<\/p>\n<p>Ao buscarmos estrat\u00e9gias para a sustenta\u00e7\u00e3o da vida, temos de denunciar as meias-verdades e fal\u00e1cias do empreendedorismo individual e programas de gera\u00e7\u00e3o de renda que mant\u00e9m na invisibilidade a explora\u00e7\u00e3o patriarcal e racista das tarefas dom\u00e9sticas e de cuidado realizadas pelas mulheres para as suas fam\u00edlias e em suas comunidades. A op\u00e7\u00e3o que fizemos prima pela coopera\u00e7\u00e3o, se recusa a generalizar a concorr\u00eancia.<\/p>\n<p>Nesta experimenta\u00e7\u00e3o Laboratorial h\u00edbrida, ancorada na Plataforma da Universidade Livre Feminista Antirracista \u2013 ULFA, n\u00e3o nutrimos a ilus\u00e3o de bem-estar ocidental, euroc\u00eantrico, do desenvolvimento capitalista, consumista, patriarcal, racista. N\u00e3o queremos o progresso predat\u00f3rio da natureza e explorador do trabalho. N\u00e3o separamos nem submetemos a natureza \u00e0 sociedade, nem mulheres a homens ou as sexualidades \u00e0 heteronormatividade, ou <a href=\"mailto:negr@s e\">negr@s e<\/a> ind\u00edgenas aos branc@s; tampouco a reprodu\u00e7\u00e3o \u00e0 produ\u00e7\u00e3o; muito menos o trabalho ao lucro; nem a emo\u00e7\u00e3o \u00e0 raz\u00e3o. Buscamos resistir e cocriar possibilidades de Bem Viver para fortalecer nossas for\u00e7as vitais e sustentar a vida!<\/p>\n<\/section>\n<div class=\"pvc_clear\"><\/div>\n<p id=\"pvc_stats_749\" class=\"pvc_stats all  \" data-element-id=\"749\" style=\"\"><i class=\"pvc-stats-icon medium\" aria-hidden=\"true\"><svg xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" version=\"1.0\" viewBox=\"0 0 502 315\" preserveAspectRatio=\"xMidYMid meet\"><g transform=\"translate(0,332) scale(0.1,-0.1)\" fill=\"\" stroke=\"none\"><path d=\"M2394 3279 l-29 -30 -3 -207 c-2 -182 0 -211 15 -242 39 -76 157 -76 196 0 15 31 17 60 15 243 l-3 209 -33 29 c-26 23 -41 29 -80 29 -41 0 -53 -5 -78 -31z\"\/><path d=\"M3085 3251 c-45 -19 -58 -50 -96 -229 -47 -217 -49 -260 -13 -295 52 -53 146 -42 177 20 16 31 87 366 87 410 0 70 -86 122 -155 94z\"\/><path d=\"M1751 3234 c-13 -9 -29 -31 -37 -50 -12 -29 -10 -49 21 -204 19 -94 39 -189 45 -210 14 -50 54 -80 110 -80 34 0 48 6 76 34 21 21 34 44 34 59 0 14 -18 113 -40 219 -37 178 -43 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