{"id":752,"date":"2025-01-30T14:30:20","date_gmt":"2025-01-30T17:30:20","guid":{"rendered":"https:\/\/feminismo.org.br\/ULFA\/2025\/01\/30\/feministas-brasileiras-iniciam-projetos-de-2025-de-geracao-de-renda-para-mulheres-das-periferias-urbanas\/"},"modified":"2025-01-30T14:30:20","modified_gmt":"2025-01-30T17:30:20","slug":"feministas-brasileiras-iniciam-projetos-de-2025-de-geracao-de-renda-para-mulheres-das-periferias-urbanas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/feminismo.org.br\/ULFA\/?p=752","title":{"rendered":"Feministas brasileiras iniciam projetos de 2025 de gera\u00e7\u00e3o de renda para mulheres das periferias urbanas"},"content":{"rendered":"<section class=\"article-content clearfix\">\n<p>Em mar\u00e7o organiza\u00e7\u00f5es de mulheres dos territ\u00f3rios perif\u00e9ricos de importantes cidades do Brasil realizam o Laborat\u00f3rio Organizacional Feminista de Salvador (maior cidade de descendentes de africanos fora de \u00c1frica), que dever\u00e1 organizar 30 mulheres ao final do processo em uma ou mais empresas coletivas autogestin\u00e1rias para a sustenta\u00e7\u00e3o da vida. Modelo servir\u00e1 de orienta\u00e7\u00e3o para projetos em todo o Brasil e em outros pa\u00edses<\/p>\n<p>Nos pr\u00f3ximos dias, at\u00e9 4 de fevereiro, representantes dos Territ\u00f3rios estar\u00e3o trabalhando para o planejamento do Laborat\u00f3rio que vai come\u00e7ar em mar\u00e7o e seguir\u00e1 at\u00e9 maio.<\/p>\n<p>Essa caminhada teve in\u00edcio em 2022 e ainda tem muito ch\u00e3o pela frente. Ao longo desse processo, o Centro Feminista de Estudos e Assessoria &#8211; CFEMEA foi consolidando os la\u00e7os de companheirismo, de identidade de prop\u00f3sitos e construindo pr\u00e1ticas que est\u00e3o dando concretude \u00e0 ideia de organiza\u00e7\u00e3o dos Territ\u00f3rios de Cuidado, Luta e Sustenta\u00e7\u00e3o da Vida. Esse caminho est\u00e1 sendo feito em parceira com o Coletivo de Mulheres do Calafate &#8211; CMC, de Salvador, Bahia, com o Coletivo de Mulheres Cuidando e Mobilizando Territ\u00f3rios, da Pavuna-Chapad\u00e3o, Rio de Janeiro &#8211; RJ, e com o Movimento de Educa\u00e7\u00e3o e Cultura da Estrutural, Cidade Estrutural &#8211; DF. Outros coletivos e movimentos de mulheres j\u00e1 est\u00e3o acenando com a vontade de participar a partir de algum momento.<\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.cfemea.org.br\/images\/Territorios%20de%20Cuidado%20Luta%20e%20Sustentacao%20da%20Vida\/Salvador2025\/preparacao-territorio-CMC-Salvador30janeiro2025.jpg\" alt=\"preparacao territorio CMC Salvador30janeiro2025\" width=\"900\" height=\"675\"><\/p>\n<p><strong>Foto: Reuni\u00e3o com Anny Ver\u00edssimo (MCMT), Az\u00e2nia Leiro (CMC), Daiane Santos (CMC), Gabriela Fidelis (Cfemea), Guacira Oliveira (Cfemea), Marta Leiro (CMC), Mariza Ara\u00fajo (MECE), Suely Magalh\u00e3es (Cfemea)<\/strong><\/p>\n<p>O sentimento, a alma, da ideia j\u00e1 est\u00e1 posta por todas. S\u00e3o as necessidades e as demandas reais das mulheres nas comunidades, nos territ\u00f3rios, que orientam o processo de cria\u00e7\u00e3o em conjunto, de co-cria\u00e7\u00e3o, dos Territ\u00f3rios de Cuidado, Luta e Sustenta\u00e7\u00e3o da Vida. A ideia nasce com o desenvolvimento da metodologia de cuidado coletivo e autocuidado entre ativistas que o Cfemea desenvolveu ao longo de mais de uma d\u00e9cada de a\u00e7\u00f5es de cuidado em conjunto com movimentos e organiza\u00e7\u00f5es feministas de todo o pa\u00eds.\u00a0<\/p>\n<p>O autocuidado e o cuidado coletivo d\u00e3o o sentido da a\u00e7\u00e3o, mas a realidade de resist\u00eancia di\u00e1ria das mulheres nos territ\u00f3rios pede mais ainda. Geralmente s\u00e3o mulheres negras, perif\u00e9ricas, quilombolas, ribeirinhas, ind\u00edgenas (aldeadas ou n\u00e3o), trabalhadoras tempor\u00e1rias e super-exploradas e marginalizadas. As mulheres s\u00e3o as que assumem, na maioria das vezes, as responsabilidades pelos cuidados, pela resist\u00eancia e pela luta pela sobreviv\u00eancia. Por isso, vem de n\u00f3s a proposta de cria\u00e7\u00e3o de meios para que as comunidades, os territ\u00f3rios e as fam\u00edlias possam sobreviver, se alimentar, se vestir, estudar, ter acesso \u00e0 sa\u00fade.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.cfemea.org.br\/images\/Territorios%20de%20Cuidado%20Luta%20e%20Sustentacao%20da%20Vida\/Salvador2025\/planejamento-CMC-30jan2025.jpg\" alt=\"planejamento CMC 30jan2025\" width=\"900\" height=\"1200\"><\/p>\n<p><strong>Foto: Para 2025 est\u00e3o planejados os Laborat\u00f3rios de Salvador, do Rio de Janeiro e da Cidade Estrutural (DF)<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 por isso que estamos nesses anos co-criando uma metodologia e uma estrat\u00e9gia para que possamos ter uma alternativa de supera\u00e7\u00e3o do neoliberaliso e das armadilhas do capitalismo para que as mulheres organizem processos de gera\u00e7\u00e3o de renda, incorporando as tarefas reprodutivas coletivas e individuais, e criando meios para a continuidade das lutas. O MST criou seus processos com quase todas essas caracter\u00edsticas, o MTST est\u00e1 tentando o mesmo, e n\u00f3s seguimos essa trilha com a perspectiva de cria\u00e7\u00e3o, no futuro, de redes de mulheres em todo o pa\u00eds, em todos os nossos territ\u00f3rios.<\/p>\n<p>O Laborat\u00f3rio Organizacional Feminista \u00e9 para n\u00f3s um avan\u00e7o que estamos dando na metodologia de capacita\u00e7\u00e3o massiva proposta por Clodomir Santos de Morais na segunda metade do s\u00e9culo XX. Foram realizados Laborat\u00f3rios Organizacionais de Terreno, que constitu\u00edram empresas associativas e cooperativas em v\u00e1rios pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina, da \u00c1frica e \u00c1sia e centenas de laborat\u00f3rios foram organizados no Brasil (pelo Instituto de Apoio T\u00e9cnico aos Pa\u00edses do Terceiro Mundo &#8211; IATTERMUND) entre o final dos anos 1980 e 2010.<\/p>\n<p>A equipe que est\u00e1 reunida em Salvador, de hoje at\u00e9 a pr\u00f3xima ter\u00e7a-feira, vai concluir o planejamento das atividades do Laborat\u00f3rio Organizacional Feminista, vai elaborar e aperfei\u00e7oar o or\u00e7amento, vai conversar com a equipe da Deputada L\u00eddice da Mata (PSB-BA), nossa companheira de lutas feministas desde os anos 1970, vai definir quais os cursos que ser\u00e3o realizados e como se dar\u00e3o as atividades presenciais e aquelas que ser\u00e3o realizadas virtualmente pela Universidade Livre Feminista Antirracista (ULFA), na plataforma de aprendizagem criada para esse processo (<a href=\"https:\/\/www.mulherlivre.org\/\">https:\/\/www.mulherlivre.org<\/a>) usando o sistema de software livre Moodle.<\/p>\n<\/section>\n<div class=\"pvc_clear\"><\/div>\n<p id=\"pvc_stats_752\" class=\"pvc_stats all  \" data-element-id=\"752\" style=\"\"><i class=\"pvc-stats-icon medium\" aria-hidden=\"true\"><svg xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" version=\"1.0\" viewBox=\"0 0 502 315\" preserveAspectRatio=\"xMidYMid meet\"><g transform=\"translate(0,332) scale(0.1,-0.1)\" fill=\"\" stroke=\"none\"><path d=\"M2394 3279 l-29 -30 -3 -207 c-2 -182 0 -211 15 -242 39 -76 157 -76 196 0 15 31 17 60 15 243 l-3 209 -33 29 c-26 23 -41 29 -80 29 -41 0 -53 -5 -78 -31z\"\/><path d=\"M3085 3251 c-45 -19 -58 -50 -96 -229 -47 -217 -49 -260 -13 -295 52 -53 146 -42 177 20 16 31 87 366 87 410 0 70 -86 122 -155 94z\"\/><path d=\"M1751 3234 c-13 -9 -29 -31 -37 -50 -12 -29 -10 -49 21 -204 19 -94 39 -189 45 -210 14 -50 54 -80 110 -80 34 0 48 6 76 34 21 21 34 44 34 59 0 14 -18 113 -40 219 -37 178 -43 195 -70 221 -36 32 -101 37 -139 11z\"\/><path d=\"M1163 3073 c-36 -7 -73 -59 -73 -102 0 -56 133 -378 171 -413 34 -32 83 -37 129 -13 70 36 67 87 -16 290 -86 209 -89 214 -129 231 -35 14 -42 15 -82 7z\"\/><path d=\"M3689 3066 c-15 -9 -33 -30 -42 -48 -48 -103 -147 -355 -147 -375 0 -98 131 -148 192 -74 13 15 57 108 97 206 80 196 84 226 37 273 -30 30 -99 39 -137 18z\"\/><path d=\"M583 2784 c-38 -19 -67 -74 -58 -113 9 -42 211 -354 242 -373 16 -10 45 -18 66 -18 51 0 107 52 107 100 0 39 -1 41 -124 234 -80 126 -108 162 -133 173 -41 17 -61 16 -100 -3z\"\/><path d=\"M4250 2784 c-14 -9 -74 -91 -133 -183 -95 -150 -107 -173 -107 -213 0 -55 33 -94 87 -104 67 -13 90 8 211 198 130 202 137 225 78 284 -27 27 -42 34 -72 34 -22 0 -50 -8 -64 -16z\"\/><path d=\"M2275 2693 c-553 -48 -1095 -270 -1585 -649 -135 -104 -459 -423 -483 -476 -23 -49 -22 -139 2 -186 73 -142 361 -457 571 -626 285 -228 642 -407 990 -497 242 -63 336 -73 660 -74 310 0 370 5 595 52 535 111 1045 392 1455 803 122 121 250 273 275 326 19 41 19 137 0 174 -41 79 -309 363 -465 492 -447 370 -946 591 -1479 653 -113 14 -422 18 -536 8z m395 -428 c171 -34 330 -124 456 -258 112 -119 167 -219 211 -378 27 -96 24 -300 -5 -401 -72 -255 -236 -447 -474 -557 -132 -62 -201 -76 -368 -76 -167 0 -236 14 -368 76 -213 98 -373 271 -451 485 -162 444 86 934 547 1084 153 49 292 57 452 25z m909 -232 c222 -123 408 -262 593 -441 76 -74 138 -139 138 -144 0 -16 -233 -242 -330 -319 -155 -123 -309 -223 -461 -299 l-81 -41 32 46 c18 26 49 83 70 128 143 306 141 649 -6 957 -25 52 -61 116 -79 142 l-34 47 45 -20 c26 -10 76 -36 113 -56z m-2057 25 c-40 -58 -105 -190 -130 -263 -110 -324 -59 -707 132 -981 25 -35 42 -64 37 -64 -19 0 -241 119 -326 174 -188 122 -406 314 -532 468 l-58 71 108 103 c185 178 428 349 672 473 66 33 121 60 123 61 2 0 -10 -19 -26 -42z\"\/><path d=\"M2375 1950 c-198 -44 -350 -190 -395 -379 -18 -76 -8 -221 19 -290 114 -284 457 -406 731 -260 98 52 188 154 231 260 27 69 37 214 19 290 -38 163 -166 304 -326 360 -67 23 -215 33 -279 19z\"\/><\/g><\/svg><\/i> <img decoding=\"async\" width=\"16\" height=\"16\" alt=\"Loading\" src=\"https:\/\/feminismo.org.br\/ULFA\/wp-content\/plugins\/page-views-count\/ajax-loader-2x.gif\" border=0 \/><\/p>\n<div class=\"pvc_clear\"><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<section class=\"article-content clearfix\">\n<p>Em mar\u00e7o organiza\u00e7\u00f5es de mulheres dos territ\u00f3rios perif\u00e9ricos de importantes cidades do Brasil realizam o Laborat\u00f3rio Organizacional Feminista de Salvador (maior cidade de descendentes de africanos fora de \u00c1frica), que dever\u00e1 organizar 30 mulheres ao final do processo em uma ou mais empresas coletivas autogestin\u00e1rias para a sustenta\u00e7\u00e3o da vida. 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