{"id":795,"date":"2025-06-05T19:06:12","date_gmt":"2025-06-05T22:06:12","guid":{"rendered":"https:\/\/feminismo.org.br\/ULFA\/2025\/06\/05\/celebracao-de-mais-uma-conquista-das-mulheres-negras-de-salvador-ba-e-regiao-ciranda-de-encerramento-do-laboratorio-feminista\/"},"modified":"2025-06-05T19:06:12","modified_gmt":"2025-06-05T22:06:12","slug":"celebracao-de-mais-uma-conquista-das-mulheres-negras-de-salvador-ba-e-regiao-ciranda-de-encerramento-do-laboratorio-feminista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/feminismo.org.br\/ULFA\/?p=795","title":{"rendered":"Celebra\u00e7\u00e3o de mais uma conquista das mulheres negras de Salvador (BA) e regi\u00e3o. Ciranda de Encerramento do Laborat\u00f3rio Feminista"},"content":{"rendered":"<p>Nesta quinta-feira, 5 de junho de 2025, foi realizada a Ciranda de Encerramento de mais uma etapa do\u00a0<strong>1\u00ba Laborat\u00f3rio Organizacional Feminista de Territ\u00f3rio para Sustenta\u00e7\u00e3o da Vida<\/strong>, realizado na Bahia. A cerim\u00f4nia foi no\u00a0<strong>Centro de Estudos e A\u00e7\u00e3o Social (CEAS)<\/strong>, localizado no bairro da Federa\u00e7\u00e3o, em Salvador.<\/p>\n<p>As participantes receberam seus certificados e o Livro Mem\u00f3ria foi entregue para cada uma das Comiss\u00f5es.<\/p>\n<p>Muita anima\u00e7\u00e3o, um sentimento que misturou tristeza por parecer que n\u00e3o continuar\u00edamos com o processo cuidadoso, amoroso e de conquistas de cada uma e de todas, com a alegria de cumprir mais uma etapa da jornada de conhecimento e crescimento de todas e de cada uma.<\/p>\n<p>Veja as fotos, leia o discurso do Cfemea e saiba mais sobre o Laborat\u00f3rio (no final tem o Livro Mem\u00f3ria completo) &#8230;<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"imgInsert\" style=\"border-radius: 3px; -webkit-border-radius: 3px; -moz-border-radius: 3px; margin: auto; display: block;\" title=\"\" src=\"https:\/\/feminismo.org.br\/ULFA\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/capa-livro-memorialab-ssa.jpg\" data-title=\"\" data-droppicspicture=\"7\" data-droppicscategory=\"131\" data-droppicssource=\"original\" data-click=\"lightbox\" data-droppicslightbox=\"lightbox\"><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Capa do Livro Mem\u00f3ria<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"float-none\" style=\"border-radius: 3px; -webkit-border-radius: 3px; -moz-border-radius: 3px; margin: auto; display: block;\" title=\"\" src=\"https:\/\/feminismo.org.br\/ULFA\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/helisleide-livro.jpg\" width=\"900\" data-title=\"\" data-droppicspicture=\"8\" data-droppicscategory=\"131\" data-droppicssource=\"original\" data-click=\"lightbox\" data-droppicslightbox=\"lightbox\"><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Helisleide (Leide) Bomfim recebendo seu Certificado e o Livro Mem\u00f3ria<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>{youtube}https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=p1JiUNaT-qg{\/youtube}<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"imgInsert\" style=\"border-radius: 3px; -webkit-border-radius: 3px; -moz-border-radius: 3px; margin: auto; display: block;\" title=\"\" src=\"https:\/\/feminismo.org.br\/ULFA\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/dandara-muara.jpg\" data-title=\"\" data-droppicspicture=\"9\" data-droppicscategory=\"131\" data-droppicssource=\"original\" data-click=\"lightbox\" data-droppicslightbox=\"lightbox\"><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Dandara Muama recebendo seu Certificado<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<img decoding=\"async\" class=\"float-none\" style=\"border-radius: 3px; -webkit-border-radius: 3px; -moz-border-radius: 3px; margin: auto; display: block;\" title=\"\" src=\"https:\/\/feminismo.org.br\/ULFA\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/lucia-camila-kinte.jpg\" width=\"900\" data-title=\"\" data-droppicspicture=\"10\" data-droppicscategory=\"131\" data-droppicssource=\"original\" data-click=\"lightbox\" data-droppicslightbox=\"lightbox\"><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">L\u00facia Vasconcelos (com celular na m\u00e3o) apresenta relato do Laborat\u00f3rio<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"float-none\" style=\"border-radius: 3px; -webkit-border-radius: 3px; -moz-border-radius: 3px; margin: auto; display: block;\" title=\"\" src=\"https:\/\/feminismo.org.br\/ULFA\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/ana-sueli-camppi.jpg\" width=\"900\" data-title=\"\" data-droppicspicture=\"11\" data-droppicscategory=\"131\" data-droppicssource=\"original\" data-click=\"lightbox\" data-droppicslightbox=\"lightbox\"><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Ana Suely e integrantes da Rede Cammpi<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"float-none\" style=\"border-radius: 3px; -webkit-border-radius: 3px; -moz-border-radius: 3px; margin: auto; display: block;\" title=\"\" src=\"https:\/\/feminismo.org.br\/ULFA\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/encerramento-ssa-todas.jpg\" width=\"900\" data-title=\"\" data-droppicspicture=\"12\" data-droppicscategory=\"131\" data-droppicssource=\"original\" data-click=\"lightbox\" data-droppicslightbox=\"lightbox\"><br \/>Az\u00e2nia Leiro (\u00e0 frente) tira uma self com todas as participantes<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<img decoding=\"async\" class=\"float-none\" style=\"border-radius: 3px; -webkit-border-radius: 3px; -moz-border-radius: 3px; margin: auto; display: block;\" title=\"\" src=\"https:\/\/feminismo.org.br\/ULFA\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/talita-carla-dai-mercia-aurora-scaled.jpg\" width=\"900\" data-title=\"\" data-droppicspicture=\"13\" data-droppicscategory=\"131\" data-droppicssource=\"original\" data-click=\"lightbox\" data-droppicslightbox=\"lightbox\"><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Talita, Carla, Daiane, M\u00e9rcia e Aurora (beb\u00ea)<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><em>Discurso de Guacira Cesar de Oliveira, pelo Cfemea<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Agradecimentos do CFEMEA <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>ao 1\u00ba Laborat\u00f3rio Organizacional<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Feminista de Territ\u00f3rio para a Sustenta\u00e7\u00e3o da Vida<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Salvador, BA<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">5\/6\/2025<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Hoje, quando conclu\u00edmos o nosso <strong>Primeiro Laborat\u00f3rio Organizacional Feminista do Territ\u00f3rio para a Sustenta\u00e7\u00e3o da Vida <\/strong>lembramos como esta ideia come\u00e7ou a germinar l\u00e1 no CFEMEA. Est\u00e1vamos em 2021, hav\u00edamos apenas passado e sobrevivido ao dur\u00edssimo per\u00edodo da pandemia e t\u00ednhamos a certeza de que a organiza\u00e7\u00e3o e o ativismo das mulheres haviam dado respostas \u00e0 emerg\u00eancia e constru\u00eddo alternativas valios\u00edssimas, com cuidado, solidariedade, na luta, para a sustenta\u00e7\u00e3o da vida frente \u00e0 tamanho desastre. Como parte do Observat\u00f3rio de Direitos Humanos \u2013 Crise e Covid 19 que na \u00e9poca CFEMEA e Criola coordenavam, n\u00f3s pesquisamos, sistematizamos e publicamos junto com SOS Corpo e AMB tais experi\u00eancias das mulheres ativistas. Nessa publica\u00e7\u00e3o \u201c<strong><em><a href=\"https:\/\/www.cfemea.org.br\/index.php\/pt\/component\/edocman\/observatorio-direitos-humanos-e-crise-covid-19\/estudo-elas-que-lutam-mulheres-e-a-sustentacao-de-vida-na-pandemia\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Elas que lutam \u2013 as mulheres e a sustenta\u00e7\u00e3o da vida na pandemia<\/a>\u201d<\/em><\/strong> confirmamos serem as mulheres negras, perif\u00e9ricas<em>, <\/em><em>em movimento, que apresentavam a necess\u00e1ria mudan\u00e7a de paradigma, para tra\u00e7ar novos caminhos, de bases comunit\u00e1rias, em um tempo que n\u00e3o \u00e9 o do capitalismo, em defesa da agroecologia e da luta feminista antirracista. (&#8230;) Trazendo a sustenta\u00e7\u00e3o da vida, o trabalho das mulheres, o cuidado e o autocuidado, um olhar sobre a economia, feminista e solid\u00e1ria, como centrais para vencermos todas as batalhas que est\u00e3o postas pelos desafios da atualidade.<\/em><\/p>\n<p>Em 2023 mesmo, come\u00e7amos a construir a estrat\u00e9gia dos Territ\u00f3rios de Cuidado, Luta e Sustenta\u00e7\u00e3o da Vida. E o Coletivo de Mulheres do Calafate, foi nosso parceiro desde a primeira hora. Afinal, v\u00ednhamos de uma longa caminhada de d\u00e9cadas na Articula\u00e7\u00e3o de Mulheres Brasileiras, na rede das Tecel\u00e3s do Cuidado, nas lutas feministas antirracistas pelo fim da viol\u00eancia contra as mulheres&#8230;<\/p>\n<p>Investimos nossos esfor\u00e7os, colocamos nossos cora\u00e7\u00f5es e mentes nesta jornada, dialogamos com outros coletivos (MECE e MCMT), nos reconhecemos, nos cuidamos, estivemos e estamos nos formando&#8230; reinventamos assim os <em>Laborat\u00f3rios Organizacionais<\/em> como <em>Feministas do Territ\u00f3rio para a Sustenta\u00e7\u00e3o da Vida<\/em>.<\/p>\n<p>Desde que iniciamos essa jornada com voc\u00eas, aqui em Salvador, com seus coletivos, suas redes, nesses 60 dias em que estivemos mergulhadas nesta incr\u00edvel, potente, transformadora e construtiva experi\u00eancia laboratorial trocamos muitos saberes, vivemos experi\u00eancias e desafios intensos, metaforicamente, juntamos muitos retalhos e preparamos fuxicos, com muitos fios estamos costurando uma bel\u00edssima colcha para sustentar a vida!<\/p>\n<p>Porque a vida n\u00e3o se sustenta s\u00f3 com dinheiro, j\u00e1 sabemos que essa \u00e9 uma mentira do racismo patriarcal. Na verdade, assim s\u00f3 se destr\u00f3i a vida, nos invisibilizando, nos explorando e violentando&#8230; N\u00f3s sustentamos a vida com os fios do autocuidado e do cuidado coletivo, do amor, do pertencimento, da solidariedade, do reconhecimento m\u00fatuo, do nosso trabalho (produtivo e reprodutivo) e das nossas pausas, da nossa intelig\u00eancia, da coopera\u00e7\u00e3o entre n\u00f3s, sentindo-pensando, enfrentando dificuldades, processando conflitos, ultrapassando as fronteiras que nos separam, elaborando e realizando coletivamente, cocriando, aprendendo muito, individual e coletivamente!!!<\/p>\n<p>Sustentar a vida \u00e9 mais que um conceito feminista, \u00e9 uma pr\u00e1xis para sustent\u00e1-la n\u00e3o como ela \u00e9 (explorada, desumanizada, racializadas, colonizada), mas como ela pode vir a ser, e como desejamos que seja para cada uma de n\u00f3s, para as nossas comunidades, aqui e agora, e tamb\u00e9m para os que vir\u00e3o depois de n\u00f3s.<\/p>\n<p>Com voc\u00eas, tecemos esse grande manto de fuxicos, estamos nos transformando profundamente.<\/p>\n<p>Mais que novos conhecimentos e habilidades, a experi\u00eancia organizacional do laborat\u00f3rio permitiu \u00e0s mulheres que est\u00e3o articular iniciativas econ\u00f4micas autogestion\u00e1rias reais.\u00a0<\/p>\n<p>A cria\u00e7\u00e3o de uma <strong>Ag\u00eancia de Turismo Comunit\u00e1rio<\/strong> \u00e9 um projeto real, de promo\u00e7\u00e3o e comercializa\u00e7\u00e3o de roteiros de turismo comunit\u00e1rio, e fortalecimento da rede urbana de roteiros do turismo comunit\u00e1rio. Vislumbram, ademais, a implanta\u00e7\u00e3o de uma cooperativa de roteiros urbanos em Salvador e Regi\u00e3o Metropolitana, numa perspectiva feminista, cooperativista, autogestion\u00e1ria e sustentada nos princ\u00edpios da economia solid\u00e1ria.<\/p>\n<p>O objetivo central da iniciativa \u00e9 fortalecer os coletivos, associa\u00e7\u00f5es e movimentos sociais de mulheres da cidade de Salvador e Regi\u00e3o Metropolitana para atuarem na implanta\u00e7\u00e3o e promo\u00e7\u00e3o de roteiros de turismo comunit\u00e1rio.<\/p>\n<p>As comunidades locais que apoiam est\u00e3o envolvidas no referido projeto est\u00e3o localizadas na periferia urbana de Salvador \u2013 Fazenda Grande do retiro (Calafate), Calabar, Uruguai, Barro Duro e Lauro de Freitas \u2013 Parque S\u00e3o Paulo e se conectam \u00e0 Rede de Turismo Comunit\u00e1rio da Bahia \u2013 Rede BATUC. Essas comunidades possuem suas identidades cultural e natural pr\u00f3prias, contribuindo para a diversidade de roteiros de turismo comunit\u00e1rio a serem ofertados.<\/p>\n<p>Com base na hist\u00f3ria dessas comunidades, seus pontos tur\u00edsticos, e nas pr\u00e1ticas terap\u00eauticas desenvolvidas nesses territ\u00f3rios ser\u00e3o formados @s pessoas guias desses roteiros de turismo, orientados pelos princ\u00edpios feministas e da economia solid\u00e1ria. \u00a0<\/p>\n<p>O projeto tem como apoio grupos comunit\u00e1rios de \u00e1reas urbanas de Salvador e Lauro de Freitas, protagonizados por mulheres, produ\u00e7\u00f5es e equipamentos associados ao turismo comunit\u00e1rio e a Rede de Turismo Comunit\u00e1rio da Bahia \u2013 Rede BATUC.<\/p>\n<p>Para o desenvolvimento desse projeto, o plano inicial para levantar recursos \u00e9 estabelecer parcerias com empresas p\u00fablicas e privadas, universidades, fazer \u2018vaquinhas\u2019, buscar doa\u00e7\u00f5es, rifas, bingos e ainda uma cota R$ $1.000 de cada uma das integrantes desta empresa autogestion\u00e1ria.<\/p>\n<p><strong>A Produ\u00e7\u00e3o Cultural<\/strong> \u00e9 o foco de outra iniciativa autogestion\u00e1ria que emerge desse laborat\u00f3rio. Voltada \u00e0s feiras itinerantes, a organiza\u00e7\u00e3o de rodas de leitura, bazares solid\u00e1rios, saraus, feijoadas, momentos de autocuidado e para o exerc\u00edcio da criatividade s\u00e3o algumas das atividades planejadas e pelas quais se espera fortalecer a rede, sua capacidade de an\u00e1lise cr\u00edtica e habilidade para encontrar solu\u00e7\u00f5es. As tecnologias da informa\u00e7\u00e3o e da comunica\u00e7\u00e3o s\u00e3o um recurso importante para o desenvolvimento dessa proposta&#8230;.<\/p>\n<p>Com o prop\u00f3sito de tecer redes de resist\u00eancias e esperan\u00e7a e de transformar ideias em a\u00e7\u00e3o, surgiram as <strong><em>Mulheres que criam \u201cProdu\u00e7\u00e3o e Customiza\u00e7\u00e3o\u201d<\/em><\/strong>. O projeto delas objetiva fortalecer a autonomia financeira das mulheres por meio da cria\u00e7\u00e3o, produ\u00e7\u00e3o e customiza\u00e7\u00e3o artesanal, inicialmente de bolsas e acess\u00f3rios, unindo o conceito de moda sustent\u00e1vel, reaproveitando tecidos e materiais, e estimulando a express\u00e3o criativa para produzir pe\u00e7as \u00fanicas, comercializ\u00e1veis, que valorizem a identidade pessoal. Para tanto, a estrat\u00e9gia \u00e9 organizar uma cooperativa, come\u00e7ando por mobilizar e organizar as mulheres interessadas; oportunizar e articular processos de capacita\u00e7\u00e3o (precifica\u00e7\u00e3o, marketing, t\u00e9cnicas de costomiza\u00e7\u00e3o etc) com poss\u00edveis parceiros (Sebrae, Ecosol, Ufba etc); formalizar legalmente a cooperativa; produzir e comercializar os produtos em feiras, redes sociais e pontos parceiros; promover a autoestima e a autonomia das participantes; e incentivar o empreendedorismo coletivo.<\/p>\n<p>Outra iniciativa autogestion\u00e1ria emergiu no <strong>ramo da alimenta\u00e7\u00e3o,<\/strong> para a produ\u00e7\u00e3o de alimentos saud\u00e1veis, card\u00e1pios para dietas, de comidas t\u00edpicas nordestinas e folcl\u00f3ricas, e tamb\u00e9m oferecer diversos tipos de ch\u00e1s. Reunindo o time de mulheres que integraram o laborat\u00f3rio, que s\u00e3o nutricionais, chefes e ajudantes de cozinha que contam com um bom apoio comunit\u00e1rio e podem treinar outras pessoas. O plano \u00e9 desenvolver um aplicativo pr\u00f3prio, realizar vendas online, disponibilizando ficha t\u00e9cnica dos produtos oferecidos. Ademais, \u00e9 preciso viabilizar instala\u00e7\u00f5es, obter equipamentos de cozinha, inclusive de seguran\u00e7a. Vislumbra-se que algumas cozinhas comunit\u00e1rias, a princ\u00edpio, possam ceder seu espa\u00e7o na fase inicial desse empreendimento coletivo.\u00a0 Tamb\u00e9m se observou que \u00e9 necess\u00e1rio analisar melhor o mercado de clientes, assim como de fornecedores desses alimentos (agricultoras familiares, Ceasas, centros de abastecimentos, a\u00e7ougue, hortas comunit\u00e1rias, quintal produtivos).<\/p>\n<p>Cada um dos grupos que discutiu essas atividades econ\u00f4micas, articuladas na forma de iniciativa autogestion\u00e1ria durante o Laborat\u00f3rio Organizacional Feminista para a Sustenta\u00e7\u00e3o da Vida reconheceu a necessidade de:\u00a0 ampliar o know how t\u00e9cnico na sua \u00e1rea espec\u00edfica; adquirir outros recursos tecnol\u00f3gicos e mercadol\u00f3gicos, tanto de clientes quanto de fornecedores; assim como equipamentos e ve\u00edculos para abrir essas empresas para a sustenta\u00e7\u00e3o da vida.<\/p>\n<p>Para a sua sustenta\u00e7\u00e3o financeira do neg\u00f3cio, entre as estrat\u00e9gias desenhadas destacam-se doa\u00e7\u00f5es, cr\u00e9ditos e outras formas de parceria a partir de:<\/p>\n<ul>\n<li>Editais e Fundos Governamentais de apoio a esses ramos econ\u00f4micos.<\/li>\n<li>Parcerias com empresas privadas interessadas em investir nessas \u00e1reas.<\/li>\n<li>Investimento e reinvestimento dos lucros obtidos nas pr\u00f3prias comunidades para garantir a sustentabilidade a longo prazo.<\/li>\n<li>Fundo inicial composto pelas pr\u00f3prias integrantes das iniciativas.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Chegamos nesse momento de conclus\u00e3o do nosso 1\u00ba Laborat\u00f3rio Organizacional Feminista do Territ\u00f3rio para a Sustenta\u00e7\u00e3o da Vida e precisamos dar uma olhada pra traz, como a Sankofa, para nos apropriarmos da nossa trajet\u00f3ria: j\u00e1 temos estrat\u00e9gias para a sustentar a vida coletivamente, e para viabiliz\u00e1-la v\u00e1rias iniciativas econ\u00f4micas sendo autogestadas, j\u00e1 temos alguns projetos esbo\u00e7ados e uma assessoria para os pr\u00f3ximos meses, aguardamos os recursos de emenda parlamentar compromissada pela Deputada L\u00eddice da Mata, esperamos contar com a parceria das deputadas estaduais, vereadoras, da secretaria de pol\u00edticas para as mulheres para seguirmos nesta empreitada. Foram muitos passos, muitos avan\u00e7os sumamente importantes. Ningu\u00e9m disse que seria f\u00e1cil, ningu\u00e9m tinha certeza que ia dar certo e ainda n\u00e3o temos, \u00e9 um processo, est\u00e1 em curso&#8230; e como somos de luta, n\u00e3o nos apegamos ao pessimismo porque \u00e9 reacion\u00e1rio, paralisante, n\u00e3o nos rendemos a ele!<\/p>\n<p>E neste sentido, gostar\u00edamos de compartilho com voc\u00eas os versos de uma poetisa l\u00e1 do cerrado a Keyane Dias:<\/p>\n<p><em>O sabor da vida que quer vida \u00e9 temperado com doses de coragem e punhados de entrega para nutrir as que t\u00eam sede de plenitude. <\/em><\/p>\n<p><em>Se o apego desencaminha o passo, \u00e9 de cora\u00e7\u00e3o aberto que se movem as que preparam o novo banquete. A mesa ser\u00e1 posta de liberdade. <\/em><\/p>\n<p><em>Liberdade de sonhar, liberdade de criar, de pensar-sentir fora da senten\u00e7a que nos condena \u00e0 submiss\u00e3o, \u00e0 viol\u00eancia, \u00e0 explora\u00e7\u00e3o. <\/em><\/p>\n<p>Ent\u00e3o, a equipe do CFEMEA \u2013 Gabriela, Guacira, I\u00e1ris, Iv\u00f4nio, Isabel, Mirla e a nossa consultora Suely, junto com a equipe do CMC Marta, Az\u00e2nia e Daiane, e a Mariza do MECE, a gente quer dizer para voc\u00eas que estamos juntas, muit\u00edssimo satisfeitas com essa nossa parceria.<\/p>\n<p>Agradecemos demais a cada uma de voc\u00eas pela conviv\u00eancia, pelas trocas, pelos la\u00e7os que unem o CFEMEA ao Coletivo de Mulheres de Calafate, ao MECE \u2013 Movimento de Educa\u00e7\u00e3o e Cultura da Estrutural, ao MCMT \u2013 Mulheres Cuidando e Movimentando Territ\u00f3rios, \u00e0 Rede de Mulheres Negras da Bahia; Rede BATUC, Rede CAMMPI, ao N\u00facleo da AMB de Lauro de Freitas &#8211; BA, F\u00f3rum Trans Travesti da Bahia \u2013 Fonatrans, ao Coletivo Corpo e Mente Livres, Sambadeiras do Parque S\u00e3o Paulo, Coletivo Resist\u00eancia Preta, Mulheres Empreendedoras de Cajazeira e Adjac\u00eancias, Grupretas, Reprotai e Alagados Turismo Comunit\u00e1rio, Ammiga, F\u00f3rum de Mulheres, ADOCCI, Rede de Alimenta\u00e7\u00e3o de Economia Solid\u00e1ria ,Coletivo Mulheres de Fibra Calabar, Coletivo de Mulheres Africana da Unilab\/ Rede de Mulheres Negras da Bahia, Associa\u00e7\u00e3o de Estudantes e Amigos da \u00c1frica, Coletivo de Mulheres Africanas, coletivo Abayome, Instituto B\u00fazios; Papo de Mulher, Cooperativa de Alimenta\u00e7\u00e3o de Economia Solid\u00e1ria; Instituto de Mulheres Negras Tereza de Banguela, Motir\u00f4 Bahia, Rede de Comunidade Saud\u00e1vel de Salvador Bahia\u00a0 (RCSSBA); Afox\u00e9 Filhos do Congo;\u00a0 Apoemas, e Terra de If\u00e9.<\/p>\n<p>Agradecemos tamb\u00e9m OAK, Funda\u00e7\u00e3o Ford, Funda\u00e7\u00e3o Heinrich B\u00f6ll &#8211; HBS, e Fos Feminista, que confiaram na gente e com as suas doa\u00e7\u00f5es nos possibilitaram avan\u00e7ar.<\/p>\n<p>Nossos aplausos, muitos aplausos por todos esses esfor\u00e7os, por tanta ousadia, disposi\u00e7\u00e3o e coragem! <strong>Dias Mulheres Vir\u00e3o!!!<\/strong><\/p>\n<table style=\"margin-left: auto; margin-right: auto;\">\n<tbody>\n<tr>\n<td><img decoding=\"async\" class=\"float-none\" style=\"border-radius: 3px; -webkit-border-radius: 3px; -moz-border-radius: 3px; margin: auto; display: block;\" title=\"\" src=\"https:\/\/feminismo.org.br\/ULFA\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/OAK-logo.jpg\" width=\"200\" data-title=\"\" data-droppicspicture=\"14\" data-droppicscategory=\"131\" data-droppicssource=\"original\" data-click=\"lightbox\" data-droppicslightbox=\"lightbox\"><\/td>\n<td><img decoding=\"async\" class=\"float-none\" style=\"border-radius: 3px; -webkit-border-radius: 3px; -moz-border-radius: 3px; margin: auto; display: block;\" title=\"\" src=\"https:\/\/feminismo.org.br\/ULFA\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/ford-logo.jpg\" width=\"200\" data-title=\"\" data-droppicspicture=\"15\" data-droppicscategory=\"131\" data-droppicssource=\"original\" data-click=\"lightbox\" data-droppicslightbox=\"lightbox\"><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><img decoding=\"async\" class=\"float-none\" style=\"border-radius: 3px; -webkit-border-radius: 3px; -moz-border-radius: 3px; margin: auto; display: block;\" title=\"\" src=\"https:\/\/feminismo.org.br\/ULFA\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/HBS-logo.jpg\" width=\"200\" data-title=\"\" data-droppicspicture=\"16\" data-droppicscategory=\"131\" data-droppicssource=\"thumbnail\" data-click=\"lightbox\" data-droppicslightbox=\"lightbox\"><\/td>\n<td><img decoding=\"async\" class=\"float-none\" style=\"border-radius: 3px; -webkit-border-radius: 3px; -moz-border-radius: 3px; margin: auto; display: block;\" title=\"\" src=\"https:\/\/feminismo.org.br\/ULFA\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/FOSLogo.jpg\" width=\"200\" data-title=\"\" data-droppicspicture=\"17\" data-droppicscategory=\"131\" data-droppicssource=\"original\" data-click=\"lightbox\" data-droppicslightbox=\"lightbox\"><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<h6 style=\"text-align: center;\">Entidades que apoiaram financeiramente o Cfemea para reallizar essa atividade<\/h6>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"float-none\" style=\"border-radius: 3px; -webkit-border-radius: 3px; -moz-border-radius: 3px; margin: auto; display: block;\" title=\"\" src=\"https:\/\/feminismo.org.br\/ULFA\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/aberturalaboratorioparticipantes3.jpeg\" width=\"900\" data-title=\"\" data-droppicspicture=\"18\" data-droppicscategory=\"131\" data-droppicssource=\"original\" data-click=\"lightbox\" data-droppicslightbox=\"lightbox\"><\/p>\n<h2>Saiba mais<\/h2>\n<p><strong>Laborat\u00f3rio Organizacional Feminista de Territ\u00f3rio para a Sustenta\u00e7\u00e3o da Vida<\/strong><\/p>\n<p><strong>O que \u00e9?<\/strong><\/p>\n<p>O Laborat\u00f3rio Organizacional Feminista de Territ\u00f3rio para a Sustenta\u00e7\u00e3o da Vida \u00e9 uma metodologia para apoiar as mulheres em seus territ\u00f3rios perif\u00e9ricos urbanos (favelas, comunidades pobres, agrupamentos urbanos vulner\u00e1veis, coletividades onde as mulheres vivem cercadas pela viol\u00eancia etc.) para que construam alternativas coletivas de gera\u00e7\u00e3o de renda e promovam autonomia econ\u00f4mica sem que elas sejam obrigadas a agir de forma a abandonar suas fam\u00edlias e suas pr\u00e1ticas de cuidado se n\u00e3o quiserem ou n\u00e3o puderem.<\/p>\n<p>O que est\u00e1 sendo constru\u00eddo, com aux\u00edlio de mais de uma dezena de coletivos de mulheres negras de Salvador e Regi\u00e3o Metropolitana (Lauro de Freitas, S\u00e3o Francisco do Conde, Mata de S\u00e3o Jo\u00e3o, entre outros) \u00e9 uma forma nova de construir empreendimentos coletivos formados ou dirigidos por mulheres. S\u00e3o cooperativas, entidades associativas, microempresas coletivas, empreendimentos da economia solid\u00e1ria feminista, que visam gerar renda em situa\u00e7\u00f5es coletivas que preservem o autocuidado e o cuidado coletivo das mulheres, adaptando as formas de produ\u00e7\u00e3o e realiza\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os \u00e0s condi\u00e7\u00f5es das mulheres que participam das empresas ou cooperativas.<\/p>\n<p>Na Bahia, o Laborat\u00f3rio est\u00e1 sendo coordenado pelo <strong>Coletivo de Mulheres do Calafate<\/strong> &#8211; CMC, em articula\u00e7\u00e3o com o Centro Feminista de Estudos e Assessoria \u2013 Cfemea e o Movimento de Educa\u00e7\u00e3o e Cultura da Estrutural \u2013 MECE, ambas entidades com sede no Distrito Federal.<\/p>\n<p><strong>Como surgiu?<\/strong><\/p>\n<p>Os Laborat\u00f3rios Organizacionais Feministas s\u00e3o cria\u00e7\u00e3o do programa de Territ\u00f3rios de Cuidado, Luta e Sustenta\u00e7\u00e3o da Vida criado originalmente pelo Centro Feminista de Estudos e Assessoria \u2013 Cfemea, entidade feminista com 36 anos de exist\u00eancia e sede em Bras\u00edlia, como complemento de sua metodologia de autocuidado e cuidado coletivo entre ativistas, que se desenvolve h\u00e1 mais de 15 anos e j\u00e1 \u00e9 adotada por coletivos da Articula\u00e7\u00e3o de Mulheres Brasileiras (AMB), Movimento de Trabalhadores e Trabalhadoras sem Terra (MST), Movimento de Mulheres Camponesas (MMC), Comiss\u00e3o Pastoral da Terra (CPT) entre outros.<\/p>\n<p>A metodologia dos Laborat\u00f3rios Organizacionais Feministas se nutre tamb\u00e9m de uma vasta experi\u00eancia hist\u00f3rica que se inicia nas Ligas Camponesas, em 1954, em Pernambuco, cujo processo de organiza\u00e7\u00e3o inspirou um de seus dirigentes e intelectuais org\u00e2nicos, o baiano de Santa Maria da Vit\u00f3ria, o soci\u00f3logo, jornalista e pol\u00edtico Clodomir Santos de Moraes. Ele desenvolveu um m\u00e9todo de capacita\u00e7\u00e3o massiva que foi testado e bastante utilizado por v\u00e1rios \u00f3rg\u00e3os da Na\u00e7\u00f5es Unidas na Am\u00e9rica Central, \u00c1frica e \u00c1sia entre a d\u00e9cada de 1970 e 1990. Quando Clodomir de Moraes retorna ao Brasil no final da d\u00e9cada de 1980, instala-se na Universidade de Bras\u00edlia e cria o Instituto de Apoio T\u00e9cnico aos Pa\u00edses do Terceiro Mundo (IATTERMUND) e realiza, nos anos seguintes, at\u00e9 o final da d\u00e9cada de 2010, centenas de Laborat\u00f3rios como instrumentos de pol\u00edticas de gera\u00e7\u00e3o de emprego e renda do governo federal e de v\u00e1rios governos estaduais, especialmente o governo de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>O Laborat\u00f3rio Organizacional Feminista \u00e9 uma evolu\u00e7\u00e3o tanto da metodologia de autocuidado e cuidado coletivo, quanto da capacita\u00e7\u00e3o massiva de Moraes. E est\u00e1 sendo constru\u00eddo e testado pelo movimento feminista.<\/p>\n<p><strong>O que est\u00e1 sendo feito na RM de Salvador?<\/strong><\/p>\n<p>Os coletivos e movimentos feministas e de mulheres negras da Regi\u00e3o Metropolitana de Salvador indicaram 43 mulheres para um processo formativo dividido em tr\u00eas etapas. A primeira etapa presencial, de 18 dias, foi realizada no Espa\u00e7o Cultural dos Alagados (Uruguai), onde, de forma intensa, se realizou um processo de viv\u00eancia de processos coletivos de aprendizado e de cuidado. A segunda etapa, em espa\u00e7o virtual da Universidade Livre Feminista Antirracista \u2013 ULFA, durante 42 dias as mulheres que permaneceram no processo (agora 39 at\u00e9 o final), realizaram trilhas formativas (mini-cursos) e continuaram a se reunir em comiss\u00f5es de trabalho e nos grupos econ\u00f4micos que criaram. No caso desses grupos econ\u00f4micos, forma criadas iniciativas econ\u00f4micas nas \u00e1reas de Alimenta\u00e7\u00e3o e Sa\u00fade, Moda e Confec\u00e7\u00e3o, Turismo Comunit\u00e1rio e Produ\u00e7\u00e3o Cultural. A terceira fase, com dura\u00e7\u00e3o de oito meses, \u00e9 o processo de constitui\u00e7\u00e3o das empresas ou empreendimentos coletivos, quando as mulheres que desejarem continuar receber\u00e3o apoios t\u00e9cnicos, organizativos, jur\u00eddicos e financeiros para criarem de forma autogestion\u00e1ria e aut\u00f4noma os empreendimentos que planejam realizar.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h3><strong>Respostas no question\u00e1rio de avalia\u00e7\u00e3o: <\/strong><\/h3>\n<h5>Minha participa\u00e7\u00e3o no Laborat\u00f3rio Feminista foi uma experi\u00eancia potente e transformadora para minha individual, contribu\u00ed ativamente com o desenvolvimento da metodologia do projeto, trazendo as especificidades e os desafios vivenciados no meu territ\u00f3rio. \u00c9 fundamental que a discuss\u00e3o seja feita, para todas consigam entender realidades do territ\u00f3rio que possam ser constru\u00eddas de modo a realizar as mais variadas tarefas e se conectar com os objetos concretos necess\u00e1rios fortalecendo que j\u00e1 temos e ampliando os sabes para outras que est\u00e3o chegando.<\/h5>\n<h4>Aprendi a valorizar a organiza\u00e7\u00e3o, dar import\u00e2ncia aos hor\u00e1rios e tamb\u00e9m &#8220;contar o tempo&#8221;, o que n\u00e3o gostei. Achei uma din\u00e2mica de vigil\u00e2ncia e que ia na dire\u00e7\u00e3o de uma das pautas do laborat\u00f3rio: &#8220;n\u00e3o julgar&#8221;, e sim houve julgamentos, porque o que nos observava n\u00e3o tem cora\u00e7\u00e3o (plataforma) e sim \u00e9 um sistema digital.<\/h4>\n<h5>Melhorando minha vis\u00e3o para constru\u00e7\u00f5es de projetos para empregabilidade para mulheres trans travesti no Fonatrans.<\/h5>\n<h4>Sim pois aprendemos conhecimentos e nesse conhecimento, que com esses aprendizados podemos dar uma continuidade para a sustenta\u00e7\u00e3o da vida. Meus horizontes foram ampliados<\/h4>\n<h5>Em entender melhor como criar um projeto e organizar uma cooperativa<\/h5>\n<h3>Incr\u00edvel me sentir muito fortalecida<\/h3>\n<h5>Aprendi que podemos nos superar, que somos vitoriosas, aprendi a me organizar, a planejar e aprendi a impor limites, a dizer n\u00e3o. Que unidas somos mais fortes.<\/h5>\n<h4>Antes eu pensava apenas na alternativa para sustenta\u00e7\u00e3o da vida e hoje eu penso em algo que promova sustenta\u00e7\u00e3o e auto cuidado.<\/h4>\n<h5>O Laborat\u00f3rio foi essencial para ampliar a minha vis\u00e3o sobre como podem se estruturar Iniciativas sociais e o mais importante que \u00e9 poss\u00edvel delas surgirem fontes de renda. E o mais impactante para mim foi a oportunidade de poder aprender com todas as mulheres que conheci e sr Ivonio. Gratid\u00e3o<\/h5>\n<h4>Me auto cuidar em meio \u00e0 correria desse mundo<\/h4>\n<h5>Adquiri conhecimentos importantes no laborat\u00f3rio feminista, irei levar para vida!<\/h5>\n<h4>Aprendi a desenvolver trabalhos, experi\u00eancia incr\u00edveis que contribuiu para meu crescimento<\/h4>\n<h5>Passei a olha mais para mim e ter mais tranquilidade para resultados<\/h5>\n<h4>PASSEI A TER UMA MELHOR CONCIENTIZA\u00c7\u00c3O COM A OUTRA, EM SE TRATANDO DE TRABALHOS EM GRUPOS, ME COMPROMOTENDO COM MINHAS RESPONSABILIDADES E CONCIENTIZANDO TODAS AS OUTRAS AO MEU REDOR.<\/h4>\n<h5>O Laborat\u00f3rio me trouxe expectativas, saberes e conhecimento, muito aprendizado que eu (nome real) n\u00e3o fazia ideia, e estar dezoito dias com 43 mulheres de outros seguimentos, ideologias, ideias, costumes diferentes foi um grande desafio para mim.<\/h5>\n<h4>Me estimulou a refletir sobre quest\u00f5es inteligentes a favor da sustentabilidade atrav\u00e9s de variados grupos com interesses em comum<\/h4>\n<h5>Na quest\u00e3o do equil\u00edbrio, social, intera\u00e7\u00e3o, harmonia etc.<\/h5>\n<h4>O autodesenvolvimento e a liberdade individual.<\/h4>\n<h5>Em todas as quest\u00f5es abriu muito a minha mente para coisas que eu nem sonhava que existia. Conheci pessoas novas e pessoas interessantes que algumas v\u00e3o ficar para o resto da minha vida, como a companheira Malu e outras. \u00c9 claro n\u00e9 como tudo, tem um momento ruim? \u00a0Teve, mas avaliando o total foi tudo foi 100% de contentamento.<\/h5>\n<h4>Como planejar e executar<\/h4>\n<h4>Entendi um pouco sobre o tema e pude ler materiais sobre.<\/h4>\n<h5>O Laborat\u00f3rio me proporcionou uma vis\u00e3o mais clara sobre a import\u00e2ncia da colabora\u00e7\u00e3o e do apoio m\u00fatuo na busca por solu\u00e7\u00f5es dos desafios que enfrentamos. Essa viv\u00eancia me fez perceber que ao trabalharmos em grupos \u00a0harmoniosos podemos criar um futuro mais sustent\u00e1vel. Sinto que estou mais preparada para fazer escolhas mais consciente e contribuir para preserva\u00e7\u00e3o de planeta muito melhor<\/h5>\n<h4>Sim, no meu auto cuidado e entender que tenho de pensar no meu bem estar para poder cuidar dos outros em valorizar o meu trabalho pensando que eu posso at\u00e9 fazer social, volunt\u00e1rios preciso comer, vestir e que eu tenho que conhecer e aceitar os meus limites da minha mente doeu corpo da minha sa\u00fade.<\/h4>\n<p>Sim, ajudou bastante meu progresso como empreendedora.<\/p>\n<p>Tive o prazer de ter apoio e auto cuidado devido a situa\u00e7\u00e3o de sa\u00fade, ampliei meus conhecimentos principalmente na \u00e1rea Gestion\u00e1ria coletiva, com economia comunit\u00e1ria e elabora\u00e7\u00e3o de projetos<\/p>\n<p>A import\u00e2ncia do auto cuidado e do cuidado coletivo.<\/p>\n<p>Trouxe informa\u00e7\u00f5es e abriu caminhos que me fizeram pensar que poderia ser poss\u00edvel algo que achava distante da minha realidade em rela\u00e7\u00e3o a um empreendimento seguindo o modelo de cooperativismo como forma eficiente de construir uma iniciativa para sustentar a vida.<\/p>\n<p>O Laborat\u00f3rio Organizacional da sustentabilidade da vida com certeza j\u00e1 est\u00e1 fazendo uma grande diferen\u00e7a na minha vida, hoje me sinto mais forte e aguerrida para p\u00f4r em pr\u00e1tica tudo que aprendi. Os horizontes est\u00e3o se abrindo significante em todos os sentidos evolutivos.<\/p>\n<p>Atrav\u00e9s de tantas informa\u00e7\u00f5es e relato de experi\u00eancias vividas, das atividades do auto cuidado e cuidado coletivo.<\/p>\n<p>A possibilidade de trabalhar com as quest\u00f5es de intera\u00e7\u00e3o social \u00e9 ter minha sustentabilidade<\/p>\n<h4>Como todos sabem que passei por um AVC onde tive v\u00e1rios problemas como n\u00e3o falava, lia, n\u00e3o sabia escrever. Entrei no laborat\u00f3rio falando com um pouco de dificuldade, lia e escrevia. Mas tinha esquecido de todo o aprendido do digital, internet, redes sociais. Mas com a ajuda do padrinho, madrinhas, companheiras da comiss\u00e3o e meu neto ajudando em casa sai em frente. Hoje j\u00e1 envio e-mail, fiz e encaminhei cr\u00f4nicas para a plataforma, assisti os v\u00eddeos e li toda a informa\u00e7\u00e3o que instrutoras (o) colocaram. Me sinto feliz de ter permitido ficar no laborat\u00f3rio com apoio de muitas. Obrigado a todas as participantes que me incentivo, as madrinhas, o padrinho que de asas para poder voar e acreditando que eu conseguiria. Obrigado a todas instrutoras e coordena\u00e7\u00e3o.<\/h4>\n<h5>Aprendi muito sobre Cooperativas, como atividade autogestora<\/h5>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o as possibilidades de novas parcerias.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h3>Conhe\u00e7a logo abaixo o Livro Mem\u00f3ria do Laborat\u00f3rio. Caso n\u00e3o esteja vendo o arquivo aberto, voc\u00ea pode baixar no endere\u00e7o\u00a0<a href=\"https:\/\/www.cfemea.org.br\/images\/PDF\/Livro_memoria_lab_salvador.pdf\">https:\/\/www.cfemea.org.br\/images\/PDF\/Livro_memoria_lab_salvador.pdf<\/a><\/h3>\n<p>{seqpdfviewer=https:\/\/cfemea.org.br\/images\/PDF\/Livro_memoria_lab_salvador.pdf}<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<div class=\"pvc_clear\"><\/div>\n<p id=\"pvc_stats_795\" class=\"pvc_stats all  \" data-element-id=\"795\" style=\"\"><i class=\"pvc-stats-icon medium\" aria-hidden=\"true\"><svg xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" version=\"1.0\" viewBox=\"0 0 502 315\" preserveAspectRatio=\"xMidYMid meet\"><g transform=\"translate(0,332) scale(0.1,-0.1)\" fill=\"\" stroke=\"none\"><path d=\"M2394 3279 l-29 -30 -3 -207 c-2 -182 0 -211 15 -242 39 -76 157 -76 196 0 15 31 17 60 15 243 l-3 209 -33 29 c-26 23 -41 29 -80 29 -41 0 -53 -5 -78 -31z\"\/><path d=\"M3085 3251 c-45 -19 -58 -50 -96 -229 -47 -217 -49 -260 -13 -295 52 -53 146 -42 177 20 16 31 87 366 87 410 0 70 -86 122 -155 94z\"\/><path d=\"M1751 3234 c-13 -9 -29 -31 -37 -50 -12 -29 -10 -49 21 -204 19 -94 39 -189 45 -210 14 -50 54 -80 110 -80 34 0 48 6 76 34 21 21 34 44 34 59 0 14 -18 113 -40 219 -37 178 -43 195 -70 221 -36 32 -101 37 -139 11z\"\/><path d=\"M1163 3073 c-36 -7 -73 -59 -73 -102 0 -56 133 -378 171 -413 34 -32 83 -37 129 -13 70 36 67 87 -16 290 -86 209 -89 214 -129 231 -35 14 -42 15 -82 7z\"\/><path d=\"M3689 3066 c-15 -9 -33 -30 -42 -48 -48 -103 -147 -355 -147 -375 0 -98 131 -148 192 -74 13 15 57 108 97 206 80 196 84 226 37 273 -30 30 -99 39 -137 18z\"\/><path d=\"M583 2784 c-38 -19 -67 -74 -58 -113 9 -42 211 -354 242 -373 16 -10 45 -18 66 -18 51 0 107 52 107 100 0 39 -1 41 -124 234 -80 126 -108 162 -133 173 -41 17 -61 16 -100 -3z\"\/><path d=\"M4250 2784 c-14 -9 -74 -91 -133 -183 -95 -150 -107 -173 -107 -213 0 -55 33 -94 87 -104 67 -13 90 8 211 198 130 202 137 225 78 284 -27 27 -42 34 -72 34 -22 0 -50 -8 -64 -16z\"\/><path d=\"M2275 2693 c-553 -48 -1095 -270 -1585 -649 -135 -104 -459 -423 -483 -476 -23 -49 -22 -139 2 -186 73 -142 361 -457 571 -626 285 -228 642 -407 990 -497 242 -63 336 -73 660 -74 310 0 370 5 595 52 535 111 1045 392 1455 803 122 121 250 273 275 326 19 41 19 137 0 174 -41 79 -309 363 -465 492 -447 370 -946 591 -1479 653 -113 14 -422 18 -536 8z m395 -428 c171 -34 330 -124 456 -258 112 -119 167 -219 211 -378 27 -96 24 -300 -5 -401 -72 -255 -236 -447 -474 -557 -132 -62 -201 -76 -368 -76 -167 0 -236 14 -368 76 -213 98 -373 271 -451 485 -162 444 86 934 547 1084 153 49 292 57 452 25z m909 -232 c222 -123 408 -262 593 -441 76 -74 138 -139 138 -144 0 -16 -233 -242 -330 -319 -155 -123 -309 -223 -461 -299 l-81 -41 32 46 c18 26 49 83 70 128 143 306 141 649 -6 957 -25 52 -61 116 -79 142 l-34 47 45 -20 c26 -10 76 -36 113 -56z m-2057 25 c-40 -58 -105 -190 -130 -263 -110 -324 -59 -707 132 -981 25 -35 42 -64 37 -64 -19 0 -241 119 -326 174 -188 122 -406 314 -532 468 l-58 71 108 103 c185 178 428 349 672 473 66 33 121 60 123 61 2 0 -10 -19 -26 -42z\"\/><path d=\"M2375 1950 c-198 -44 -350 -190 -395 -379 -18 -76 -8 -221 19 -290 114 -284 457 -406 731 -260 98 52 188 154 231 260 27 69 37 214 19 290 -38 163 -166 304 -326 360 -67 23 -215 33 -279 19z\"\/><\/g><\/svg><\/i> <img decoding=\"async\" width=\"16\" height=\"16\" alt=\"Loading\" src=\"https:\/\/feminismo.org.br\/ULFA\/wp-content\/plugins\/page-views-count\/ajax-loader-2x.gif\" border=0 \/><\/p>\n<div class=\"pvc_clear\"><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nesta quinta-feira, 5 de junho de 2025, foi realizada a Ciranda de Encerramento de mais uma etapa do\u00a0<strong>1\u00ba Laborat\u00f3rio Organizacional Feminista de Territ\u00f3rio para Sustenta\u00e7\u00e3o da Vida<\/strong>, realizado na Bahia. A cerim\u00f4nia foi no\u00a0<strong>Centro de Estudos e A\u00e7\u00e3o Social (CEAS)<\/strong>, localizado no bairro da Federa\u00e7\u00e3o, em Salvador.<\/p>\n","protected":false},"author":5419,"featured_media":783,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":true,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"_gspb_post_css":"","content-type":"","footnotes":""},"categories":[467],"tags":[],"class_list":["post-795","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-brasil"],"acf":[],"a3_pvc":{"activated":true,"total_views":0,"today_views":0},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/feminismo.org.br\/ULFA\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/795","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/feminismo.org.br\/ULFA\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/feminismo.org.br\/ULFA\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/feminismo.org.br\/ULFA\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/5419"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/feminismo.org.br\/ULFA\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=795"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/feminismo.org.br\/ULFA\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/795\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/feminismo.org.br\/ULFA\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/783"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/feminismo.org.br\/ULFA\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=795"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/feminismo.org.br\/ULFA\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=795"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/feminismo.org.br\/ULFA\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=795"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}