{"id":797,"date":"2025-06-16T10:38:51","date_gmt":"2025-06-16T13:38:51","guid":{"rendered":"https:\/\/feminismo.org.br\/ULFA\/2025\/06\/16\/organizacao-do-acervo-de-abdias-nascimento-esta-disponivel-ao-publico\/"},"modified":"2025-06-16T10:38:51","modified_gmt":"2025-06-16T13:38:51","slug":"organizacao-do-acervo-de-abdias-nascimento-esta-disponivel-ao-publico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/feminismo.org.br\/ULFA\/?p=797","title":{"rendered":"Organiza\u00e7\u00e3o do acervo de Abdias Nascimento est\u00e1 dispon\u00edvel ao p\u00fablico"},"content":{"rendered":"<p>Webs\u00e9rie Andorinha guarda mem\u00f3ria do poeta e dramaturgo. O trabalho\u00a0guarda a mem\u00f3ria de um dos maiores legados da cultura negra do Brasil e dos pa\u00edses da parte sul do planeta, com estrutura social e econ\u00f4mica de grandes desigualdades, chamada\u00a0de sul global. Abdias Nascimento foi tamb\u00e9m\u00a0deputado federal, senador\u00a0e professor em\u00e9rito da Universidade do Estado de Nova York, nos Estados Unidos.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1647144&amp;o=node\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1647144&amp;o=node\"><\/p>\n<div class=\"linha-fina-noticia\">\n<\/div>\n<div class=\"subheader\">\n<div class=\"container-autoria\">\n<div class=\"autor-noticia\">Cristina \u00cdndio do Brasil &#8211; Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil<\/div>\n<div class=\"container-data rowflex\">\n<div class=\"data\">Publicado em 16\/06\/2025 &#8211; 08:32<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"local\">Rio de Janeiro<\/div>\n<\/div>\n<figure><img decoding=\"async\" id=\"media-376066\" class=\"float-none\" title=\"Acervo do Ipeafro\/Divulga\u00e7\u00e3o\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/4yLObH_aclXnm6UopsfG17qqxPw=\/1170x700\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2024\/03\/14\/a1.jpg?itok=XdJ92-TN\" alt=\"Bras\u00edlia (DF) 14\/03\/2024 - Abdias Nascimento, 115 anos: a luta para unir africanos e descendentesFoto: Acervo do Ipeafro\/Divulga\u00e7\u00e3o\" width=\"900\"><figcaption class=\"credito-foto abs-position fullwidth\">\u00a9 Acervo do Ipeafro\/Divulga\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<div id=\"tts-container\" class=\"container-audio rel-position\">\n<div class=\"title abs-position\"><a href=\"https:\/\/tts-app.ebc.com.br\/media\/tts\/240328.mp3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Vers\u00e3o em \u00e1udio<\/a><\/div>\n<\/div>\n<p>O cotidiano da preserva\u00e7\u00e3o do acervo do poeta, dramaturgo, artista pl\u00e1stico e ativista pan-africano\u00a0Abdias Nascimento\u00a0poder\u00e1 ser acompanhado, a partir desta segunda-feira (16), com o lan\u00e7amento da webs\u00e9rie Andorinha. O trabalho\u00a0guarda a mem\u00f3ria de um dos maiores legados da cultura negra do Brasil e dos pa\u00edses da parte sul do planeta, com estrutura social e econ\u00f4mica de grandes desigualdades, chamada\u00a0de sul global. Abdias Nascimento foi tamb\u00e9m\u00a0deputado federal, senador\u00a0e professor em\u00e9rito da Universidade do Estado de Nova York, nos Estados Unidos.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1647144&amp;o=node\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1647144&amp;o=node\"><\/p>\n<p><strong>O nome\u00a0Andorinha\u00a0foi uma escolha da equipe por simbolizar a for\u00e7a do coletivo.<\/strong>\u00a0O fato de as andorinhas voarem juntas, de forma sincronizada e por longas dist\u00e2ncias, lutando contra grandes desafios, reflete o trabalho, em rede, do Instituto de Pesquisas e Estudos Afro-Brasileiros (Ipeafro), fundado por Abdias Nascimento nos anos 1980, ao manter viva a mem\u00f3ria dele.<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cAo longo de sete epis\u00f3dios, reunimos as vozes de pesquisadores, artistas e t\u00e9cnicos, destacando os desafios e as conquistas envolvidas na gest\u00e3o desse valioso patrim\u00f4nio\u201d, disse\u00a0o Ipeafro.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Quem assistir a webs\u00e9rie\u00a0Andorinha poder\u00e1 ver os bastidores da organiza\u00e7\u00e3o do acervo Abdias Nascimento no Instituto de Pesquisas e Estudos Afro-Brasileiros (Ipeafro), reconhecido internacionalmente e inscrito no Programa Mem\u00f3ria do Mundo da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Educa\u00e7\u00e3o, a Ci\u00eancia e a Cultura (Unesco)<\/strong>. Composto por documentos, obras de arte, livros e registros de toda uma trajet\u00f3ria negra ao longo do s\u00e9culo 20, o trabalho passa tamb\u00e9m pelas organiza\u00e7\u00f5es criadas pelo artista e ativista, como o Teatro Experimental do Negro (TEN), o Museu de Arte Negra e o Ipeafro. Como parlamentar, Abdias Nascimento foi autor das primeiras propostas ao governo federal para pol\u00edticas p\u00fablicas de combate ao racismo, em 1983.<\/p>\n<p>Na webs\u00e9rie, depoimentos exclusivos detalham o trabalho de conserva\u00e7\u00e3o desse patrim\u00f4nio hist\u00f3rico e cultural que o Ipeafro abriga, incluindo o acervo documental, de aproximadamente 3.500 livros na cole\u00e7\u00e3o bibliogr\u00e1fica, 600 obras art\u00edsticas e 20 mil imagens no acervo iconogr\u00e1fico.<\/p>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-cheio_8colunas type-image\">\n<div class=\"dnd-atom-rendered\"><img decoding=\"async\" title=\"Acervo do Ipeafro\/Divulga\u00e7\u00e3o\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/ky-XcEpd_NrTo3gT2E5PLgOiya0=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2024\/03\/14\/abdias_4.jpg?itok=S_dXAYfV\" alt=\"Bras\u00edlia (DF) 14\/03\/2024 - Abdias Nascimento, 115 anos: a luta para unir africanos e descendentes\nFoto: Acervo do Ipeafro\/Divulga\u00e7\u00e3o\"><\/div>\n<div class=\"dnd-caption-wrapper\">\n<div class=\"meta\">Ipeafro lan\u00e7a webs\u00e9rie Andorinha sobre o legado do poeta e dramaturgo Abdias Nascimento &#8211;\u00a0Foto\u00a0<strong>Acervo do Ipeafro\/Divulga\u00e7\u00e3o<\/strong><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>Al\u00e9m da produ\u00e7\u00e3o do Ipeafro, a webs\u00e9rie tem o apoio do Instituto Ibirapitanga. O projeto est\u00e1 inserido na nova fase do sistema de gest\u00e3o e difus\u00e3o do legado de Abdias Nascimento.<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cA iniciativa reafirma o compromisso do Ipeafro com a valoriza\u00e7\u00e3o e difus\u00e3o da cultura afro-brasileira, celebrando a vida e a obra de seu fundador\u201d, informou o Ipeafro.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>A inten\u00e7\u00e3o da webs\u00e9rie \u00e9 documentar os processos t\u00e9cnicos e momentos de destaque do Ipeafro, entre eles\u00a0o retorno e a acomoda\u00e7\u00e3o das obras da cole\u00e7\u00e3o Museu de Arte Negra, que compuseram a mostra no Museu Inhotim, em Minas Gerais. A exposi\u00e7\u00e3o integrou, em quatro atos, o Programa Abdias Nascimento e o Museu de Arte Negra, em uma parceria entre o Inhotim e o Ipeafro no per\u00edodo de 2021 a 2024.<\/p>\n<p>A webs\u00e9rie traz ainda a atua\u00e7\u00e3o do grupo de trabalho que institui o Programa Abdias Nascimento: Mem\u00f3ria, Patrim\u00f4nio e Repara\u00e7\u00e3o. A iniciativa conjunta do Ipeafro e da Funda\u00e7\u00e3o Casa de Rui Barbosa conecta representantes de institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas e da sociedade civil, que possuem acervos relacionados \u00e0 cultura e \u00e0 mem\u00f3ria afrodescendente, dos povos origin\u00e1rios e comunidades perif\u00e9ricas.<\/p>\n<p>Outro aspecto da webs\u00e9rie \u00e9 que ela d\u00e1 continuidade \u00e0 produ\u00e7\u00e3o, pelo Ipeafro e parceiros, do registro audiovisual de mem\u00f3ria negra dos document\u00e1rios:\u00a0<em>Abdias Nascimento Mem\u00f3ria Negra<\/em>\u00a0(2008), de Antonio Olavo;\u00a0<em>Abdias Nascimento\u00a0(2013)<\/em>, de A\u00edda Marques;\u00a0<em>Abdias Vive\u00a0(2011)<\/em>, de Fernando Bola;\u00a0<em>70 anos do Teatro Experimental do Negro\u00a0(2014)<\/em>, Ipeafro\/ Cultne; e\u00a0<em>Entre o Aiy\u00ea e o Orum<\/em>\u00a0&#8211; Abdias Nascimento\u00a0(2021).<\/p>\n<p><strong>Casada com Abdias na volta dos dois ao Brasil, depois do ex\u00edlio, a cofundadora e atual presidente do Ipeafro, Elisa Larkin Nascimento, revelou que no retorno ao pa\u00eds, Abdias veio com o compromisso de fortalecer a democracia brasileira e participar da funda\u00e7\u00e3o do PDT, com Leonel Brizola, que, depois do partido criado, foi eleito governador do Rio de Janeiro pela nova legenda<\/strong>. Nessa \u00e9poca, o casal chegou com muitos elementos que hoje fazem parte do acervo do Ipeafro.<\/p>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-cheio_8colunas type-image\">\n<div class=\"dnd-atom-rendered\"><img decoding=\"async\" title=\"Tomaz Silva\/Ag\u00eancia Brasil\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/h7HFb_Ya1tnsBMvWIkXxm64zO1M=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2024\/03\/14\/_dsc5230.jpg?itok=TXal44a7\" alt=\"Rio de Janeiro (RJ), 14\/03\/2024 \u2013 A diretora do Instituto de Pesquisas e Estudos Afro-Brasileiros (Ipeafro), Elisa Larkin Nascimento durante entrevista \u00e0 Ag\u00eancia Brasil, na sede do instituto, na zona sul do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva\/Ag\u00eancia Brasil\"><\/div>\n<div class=\"dnd-caption-wrapper\">\n<div class=\"meta\">A diretora do Instituto de Pesquisas e Estudos Afro-Brasileiros (Ipeafro), Elisa Larkin Nascimento &#8211;\u00a0Foto\u00a0<strong>Tomaz Silva\/Ag\u00eancia Brasil<\/strong><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<blockquote>\n<p>\u201cTrouxemos muitos livros que ele havia colecionado, obras de arte que reuniu\u00a0no exterior e ainda a produ\u00e7\u00e3o pict\u00f3rica, a pintura dele que, em sua grande maioria, foi produzida fora do Brasil. Ele come\u00e7ou em 68 a pintar, na \u00e9poca em que realizou a Exposi\u00e7\u00e3o inaugural do Museu de Arte Negra, projeto que come\u00e7ou nos anos 50\u201d, informou em entrevista \u00e0\u00a0<strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong>, acrescentando que Abdias estava exilado em Nova York quando no Brasil foi promulgado o AI-5, impedindo-o de voltar ao pa\u00eds, mas n\u00e3o de continuar a interlocu\u00e7\u00e3o do exterior com artistas brasileiros.<\/p>\n<\/blockquote>\n<h2>Cristo Negro<\/h2>\n<p>Elisa lembrou\u00a0uma das cria\u00e7\u00f5es de Abdias que causaram discuss\u00f5es \u00e0 \u00e9poca &#8211; a proposta, em 1955, de lan\u00e7ar um concurso de artes sobre o tema do Cristo Negro, no momento\u00a0em que o Rio de Janeiro recebia o 36\u00ba Congresso Eucar\u00edstico Mundial.<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cA Igreja Cat\u00f3lica do mundo inteiro, reunida no Rio de Janeiro, e o pessoal do Teatro Experimental do Negro prop\u00f5em o concurso sobre o tema do Cristo Negro. Foi um esc\u00e2ndalo, em 1955. Foi considerado grande blasf\u00eamia, um atentado contra as artes e a religi\u00e3o. Foi descrito nos jornais como um grande problema, no entanto\u00a0mais de 120 artistas fizeram a exposi\u00e7\u00e3o e o concurso. A partir dali, o projeto do Museu de Arte Negra recebeu doa\u00e7\u00f5es de artistas brasileiros das mais variadas origens e alguns dos mais eminentes como Alfredo Volpi, Ivan Serpa, Aldemir Martins, Augusto Rodrigues, a lista \u00e9 muito grande\u201d, disse.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>A presidente do Ipeafro afirmou\u00a0que o trabalho da institui\u00e7\u00e3o, como o pr\u00f3prio nome de\u00a0Abdias, \u00e9\u00a0pouco conhecido, mas que acredita que o audiovisual e a comunica\u00e7\u00e3o por meio das redes sociais v\u00e3o permitir\u00a0maior divulga\u00e7\u00e3o.<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cO Abdias como ser pol\u00edtico, como ator cultural, nunca chegava e nem se apresentava sozinho, se apresentava como uma pessoa que representa toda uma hist\u00f3ria, toda uma ancestralidade, uma luta de gera\u00e7\u00f5es de que ele faz parte disso. Era isso que ele queria realmente &#8211; difundir\u00a0a mesma coisa com a nossa webs\u00e9rie. A gente considera que a webs\u00e9rie n\u00e3o fala s\u00f3 do Ipeafro, nem s\u00f3 do Abdias, mas sobretudo est\u00e1 na coletividade da popula\u00e7\u00e3o negra, por meio\u00a0dessas hist\u00f3rias que incorporam tanto o Teatro Experimental do Negro, quanto o Projeto de Arte Negra. A\u00a0vida e as obras do Abdias, como intelectual e ativista, representam algo maior, que \u00e9 a luta coletiva pela popula\u00e7\u00e3o afro-brasileira\u201d, afirmou.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Para a assistente de comunica\u00e7\u00e3o do Ipeafro, jornalista e diretora da webs\u00e9rie, Duda Nascimento, o projeto permite compartilhar as tecnologias de preserva\u00e7\u00e3o que fazem o instituto\u00a0resiliente.<\/p>\n<blockquote>\n<p>&#8220;A minha ideia com a dire\u00e7\u00e3o, a narrativa que eu queria comunicar, tem sido eficiente, dadas\u00a0as exibi\u00e7\u00f5es que a gente j\u00e1 fez no Ipeafro para a equipe. \u00c9 poss\u00edvel identificar o compartilhamento da maneira de fazer o Ipeafro com outras organiza\u00e7\u00f5es, para que elas possam tanto aprender como compartilhar as t\u00e9cnicas de preserva\u00e7\u00e3o ou at\u00e9 mesmo de pessoas com acervo pessoal. Isso \u00e9 um debate importante; como fazer com que a mem\u00f3ria de personalidades e de acervos negros sejam permanentes\u201d, observou.<\/p>\n<\/blockquote>\n<h2>Novas gera\u00e7\u00f5es<\/h2>\n<p>A doutora em hist\u00f3ria social da USP, Cl\u00edcea Maria Miranda, respons\u00e1vel pelo acervo documental e integrante da gest\u00e3o colegiada do Ipeafro, v\u00ea o trabalho tamb\u00e9m alinhado com uma preocupa\u00e7\u00e3o constante de Abdias, que era a educa\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o negra, capaz de\u00a0aproximar novas gera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cA gente entende que o movimento negro e as a\u00e7\u00f5es do movimento negro tamb\u00e9m educam. Esse acervo reunido aqui tamb\u00e9m pode ser um lugar de informa\u00e7\u00e3o e forma\u00e7\u00e3o. Recebemos\u00a0um conjunto de estudantes, alunos e alunas de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o que v\u00eam pesquisar o acervo. Infelizmente o racismo, durante muito tempo, inviabilizou figuras como o Abdias e todo esse legado. A nossa tarefa, e\u00a0uma das nossas miss\u00f5es, \u00e9 levar todo esse conhecimento que ele produziu de forma que as novas gera\u00e7\u00f5es possam beber nessas fontes para atuar no futuro\u201d.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Como o nome da webs\u00e9rie \u00e9 Andorinha, Cl\u00edcea refor\u00e7ou a necessidade de a luta contra o racismo ser coletiva e, dessa forma, marcar o trabalho desenvolvido pelo Ipeafro.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 um trabalho coletivo. Todas as \u00e1reas aqui t\u00eam a perspectiva de se comunicar para que a coisa aconte\u00e7a, o que se reflete muito no que foi Abdias. A coisa s\u00f3 anda e acontece porque todo mundo trabalha junto e voa junto\u201d, disse, lembrando o ditado popular \u201cuma andorinha s\u00f3 n\u00e3o faz ver\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p><strong>A partir de hoje (16), o primeiro epis\u00f3dio de\u00a0Andorinha ficar\u00e1\u00a0dispon\u00edvel no\u00a0<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/user\/Ipeafro\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">canal do Ipeafro no YouTube<\/a>, justamente no m\u00eas em que o instituto\u00a0completa 41 anos de cria\u00e7\u00e3o<\/strong>. Novos epis\u00f3dios v\u00e3o ao ar nas pr\u00f3ximas segundas-feiras. Quem tiver interesse em buscar mais informa\u00e7\u00f5es pode acessar o endere\u00e7o:\u00a0<a href=\"http:\/\/ipeafro.org.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">ipeafro.org.br<\/a>\u00a0ou ent\u00e3o os perfis nas redes sociais\u00a0<a href=\"http:\/\/ipeafro.org.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">@ipeafro no Instagram<\/a>\u00a0e no\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/Ipeafro1\/?locale=pt_BR\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Facebook<\/a>.<\/p>\n<div class=\"noticias-relacionadas rel-position rowflex\">\n<div class=\"title abs-position\">Relacionadas<\/div>\n<p><a class=\"noticia-relacionada-interna\" href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/direitos-humanos\/noticia\/2024-03\/abdias-nascimento-110-anos-luta-para-unir-africanos-e-descendentes\"><\/p>\n<div class=\"capa-noticia-relacionada\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/WtG0wWNcIku0Ju3zbp_GcnyTe74=\/390x240\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2024\/03\/14\/a1_0.jpg?itok=BgJykqlA\" alt=\"Bras\u00edlia (DF) 14\/03\/2024 - Abdias Nascimento, 115 anos: a luta para unir africanos e descendentes\nFoto: Acervo do Ipeafro\/Divulga\u00e7\u00e3o\"><\/div>\n<div class=\"titulo-noticia-relacionada\">Abdias Nascimento, 110 anos: a luta para unir africanos e descendentes<\/div>\n<p><\/a><a class=\"noticia-relacionada-interna\" href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/direitos-humanos\/noticia\/2024-01\/expoente-da-cultura-negra-abdias-do-nascimento-e-heroi-da-patria\"><\/p>\n<div class=\"capa-noticia-relacionada\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/r8gTrNK5S0a9_qRZuFPhCOh1w-w=\/390x240\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/atoms\/image\/abdias_nascimento_foto_celio_azevedo_senado_federal.jpg?itok=rCv47R_H\" alt=\"Foto: C\u00e9lio AzevedoSexta-feira, 13 de maio de 2005Subcomiss\u00e3o da Igualdade RacialNa mesa: Abdias do Nascimento, Ex-Senador da Rep\u00fablicaPauta: audi\u00eancia p\u00fablica com a finalidade de discutir formas de elimina\"><\/div>\n<div class=\"titulo-noticia-relacionada\">Expoente da cultura negra Abdias do Nascimento \u00e9 Her\u00f3i da P\u00e1tria<\/div>\n<p><\/a><\/div>\n<div class=\"titulo-noticia-relacionada\">\u00a0<\/div>\n<div class=\"titulo-noticia-relacionada\">fonte: https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/cultura\/noticia\/2025-06\/organizacao-do-acervo-de-abdias-nascimento-esta-disponivel-ao-publico<\/div>\n<div class=\"pvc_clear\"><\/div>\n<p id=\"pvc_stats_797\" class=\"pvc_stats all  \" data-element-id=\"797\" style=\"\"><i class=\"pvc-stats-icon medium\" aria-hidden=\"true\"><svg xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" version=\"1.0\" viewBox=\"0 0 502 315\" preserveAspectRatio=\"xMidYMid meet\"><g transform=\"translate(0,332) scale(0.1,-0.1)\" fill=\"\" stroke=\"none\"><path d=\"M2394 3279 l-29 -30 -3 -207 c-2 -182 0 -211 15 -242 39 -76 157 -76 196 0 15 31 17 60 15 243 l-3 209 -33 29 c-26 23 -41 29 -80 29 -41 0 -53 -5 -78 -31z\"\/><path d=\"M3085 3251 c-45 -19 -58 -50 -96 -229 -47 -217 -49 -260 -13 -295 52 -53 146 -42 177 20 16 31 87 366 87 410 0 70 -86 122 -155 94z\"\/><path d=\"M1751 3234 c-13 -9 -29 -31 -37 -50 -12 -29 -10 -49 21 -204 19 -94 39 -189 45 -210 14 -50 54 -80 110 -80 34 0 48 6 76 34 21 21 34 44 34 59 0 14 -18 113 -40 219 -37 178 -43 195 -70 221 -36 32 -101 37 -139 11z\"\/><path d=\"M1163 3073 c-36 -7 -73 -59 -73 -102 0 -56 133 -378 171 -413 34 -32 83 -37 129 -13 70 36 67 87 -16 290 -86 209 -89 214 -129 231 -35 14 -42 15 -82 7z\"\/><path d=\"M3689 3066 c-15 -9 -33 -30 -42 -48 -48 -103 -147 -355 -147 -375 0 -98 131 -148 192 -74 13 15 57 108 97 206 80 196 84 226 37 273 -30 30 -99 39 -137 18z\"\/><path d=\"M583 2784 c-38 -19 -67 -74 -58 -113 9 -42 211 -354 242 -373 16 -10 45 -18 66 -18 51 0 107 52 107 100 0 39 -1 41 -124 234 -80 126 -108 162 -133 173 -41 17 -61 16 -100 -3z\"\/><path d=\"M4250 2784 c-14 -9 -74 -91 -133 -183 -95 -150 -107 -173 -107 -213 0 -55 33 -94 87 -104 67 -13 90 8 211 198 130 202 137 225 78 284 -27 27 -42 34 -72 34 -22 0 -50 -8 -64 -16z\"\/><path d=\"M2275 2693 c-553 -48 -1095 -270 -1585 -649 -135 -104 -459 -423 -483 -476 -23 -49 -22 -139 2 -186 73 -142 361 -457 571 -626 285 -228 642 -407 990 -497 242 -63 336 -73 660 -74 310 0 370 5 595 52 535 111 1045 392 1455 803 122 121 250 273 275 326 19 41 19 137 0 174 -41 79 -309 363 -465 492 -447 370 -946 591 -1479 653 -113 14 -422 18 -536 8z m395 -428 c171 -34 330 -124 456 -258 112 -119 167 -219 211 -378 27 -96 24 -300 -5 -401 -72 -255 -236 -447 -474 -557 -132 -62 -201 -76 -368 -76 -167 0 -236 14 -368 76 -213 98 -373 271 -451 485 -162 444 86 934 547 1084 153 49 292 57 452 25z m909 -232 c222 -123 408 -262 593 -441 76 -74 138 -139 138 -144 0 -16 -233 -242 -330 -319 -155 -123 -309 -223 -461 -299 l-81 -41 32 46 c18 26 49 83 70 128 143 306 141 649 -6 957 -25 52 -61 116 -79 142 l-34 47 45 -20 c26 -10 76 -36 113 -56z m-2057 25 c-40 -58 -105 -190 -130 -263 -110 -324 -59 -707 132 -981 25 -35 42 -64 37 -64 -19 0 -241 119 -326 174 -188 122 -406 314 -532 468 l-58 71 108 103 c185 178 428 349 672 473 66 33 121 60 123 61 2 0 -10 -19 -26 -42z\"\/><path d=\"M2375 1950 c-198 -44 -350 -190 -395 -379 -18 -76 -8 -221 19 -290 114 -284 457 -406 731 -260 98 52 188 154 231 260 27 69 37 214 19 290 -38 163 -166 304 -326 360 -67 23 -215 33 -279 19z\"\/><\/g><\/svg><\/i> <img decoding=\"async\" width=\"16\" height=\"16\" alt=\"Loading\" src=\"https:\/\/feminismo.org.br\/ULFA\/wp-content\/plugins\/page-views-count\/ajax-loader-2x.gif\" border=0 \/><\/p>\n<div class=\"pvc_clear\"><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Webs\u00e9rie Andorinha guarda mem\u00f3ria do poeta e dramaturgo. O trabalho\u00a0guarda a mem\u00f3ria de um dos maiores legados da cultura negra do Brasil e dos pa\u00edses da parte sul do planeta, com estrutura social e econ\u00f4mica de grandes desigualdades, chamada\u00a0de sul global. Abdias Nascimento foi tamb\u00e9m\u00a0deputado federal, senador\u00a0e professor em\u00e9rito da Universidade do Estado de Nova York, nos Estados Unidos.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1647144&amp;o=node\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1647144&amp;o=node\"><\/p>\n<div class=\"linha-fina-noticia\">\n","protected":false},"author":5419,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":true,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"_gspb_post_css":"","content-type":"","footnotes":""},"categories":[487],"tags":[],"class_list":["post-797","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-historia"],"acf":[],"a3_pvc":{"activated":true,"total_views":0,"today_views":0},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/feminismo.org.br\/ULFA\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/797","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/feminismo.org.br\/ULFA\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/feminismo.org.br\/ULFA\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/feminismo.org.br\/ULFA\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/5419"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/feminismo.org.br\/ULFA\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=797"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/feminismo.org.br\/ULFA\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/797\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/feminismo.org.br\/ULFA\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=797"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/feminismo.org.br\/ULFA\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=797"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/feminismo.org.br\/ULFA\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=797"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}