{"id":819,"date":"2025-09-23T08:41:52","date_gmt":"2025-09-23T11:41:52","guid":{"rendered":"https:\/\/feminismo.org.br\/ULFA\/2025\/09\/23\/as-feridas-invisiveis-do-suicidio-em-mocambique\/"},"modified":"2025-09-23T08:41:52","modified_gmt":"2025-09-23T11:41:52","slug":"as-feridas-invisiveis-do-suicidio-em-mocambique","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/feminismo.org.br\/ULFA\/?p=819","title":{"rendered":"As feridas invis\u00edveis do suic\u00eddio em Mo\u00e7ambique"},"content":{"rendered":"<p>H\u00e1 dores que n\u00e3o se calam, atravessam o peito e ficam escondidas atr\u00e1s de sorrisos for\u00e7ados, de conversas apressadas ou sil\u00eancios pesados. Enquanto l\u00ea estas linhas, em algum lugar do mundo algu\u00e9m pode estar a tentar p\u00f4r fim \u00e0 pr\u00f3pria vida. A Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade estima que, todos os anos, cerca de 800 mil pessoas se suicidam, uma morte a cada 40 segundos.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"attachment-large size-large wp-image-149305\" src=\"https:\/\/opais.co.mz\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/suicidio-1-1024x461.jpg\" sizes=\"auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px\" srcset=\"https:\/\/opais.co.mz\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/suicidio-1-1024x461.jpg 1024w, https:\/\/opais.co.mz\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/suicidio-1-300x135.jpg 300w, https:\/\/opais.co.mz\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/suicidio-1-768x346.jpg 768w, https:\/\/opais.co.mz\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/suicidio-1-1536x691.jpg 1536w, https:\/\/opais.co.mz\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/suicidio-1-250x113.jpg 250w, https:\/\/opais.co.mz\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/suicidio-1-550x248.jpg 550w, https:\/\/opais.co.mz\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/suicidio-1-800x360.jpg 800w, https:\/\/opais.co.mz\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/suicidio-1-400x180.jpg 400w, https:\/\/opais.co.mz\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/suicidio-1-667x300.jpg 667w, https:\/\/opais.co.mz\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/suicidio-1-1111x500.jpg 1111w, https:\/\/opais.co.mz\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/suicidio-1.jpg 1600w\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"360\" loading=\"lazy\"><\/p>\n<ul>\n<li class=\"elementor-icon-list-item elementor-repeater-item-29a86dd elementor-inline-item\"><a href=\"https:\/\/opais.co.mz\/author\/hugo-firmino\/\"><span class=\"elementor-icon-list-text elementor-post-info__item elementor-post-info__item--type-author\">Hugo Firmino &#8211; O Pa\u00eds<\/span><\/a><\/li>\n<li class=\"elementor-icon-list-item elementor-repeater-item-7014203 elementor-inline-item\"><span class=\"elementor-icon-list-text elementor-post-info__item elementor-post-info__item--type-date\">23\/09\/2025<\/span><\/li>\n<li class=\"elementor-icon-list-item elementor-repeater-item-e65e4d7 elementor-inline-item\">\u00a0<\/li>\n<\/ul>\n<div class=\"elementor-element elementor-element-09e5f61 elementor-widget elementor-widget-theme-post-content\" data-id=\"09e5f61\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"theme-post-content.default\">\n<div class=\"elementor-widget-container\">\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Em Mo\u00e7ambique, esse drama cresce longe dos holofotes, abafado pelo estigma e pela falta de debate p\u00fablico. O pa\u00eds apresenta uma das taxas mais elevadas de suic\u00eddio em \u00c1frica, com 17,3 casos por 100 mil habitantes. Em Inhambane, a m\u00e9dia anual ronda os 80 casos, deixando fam\u00edlias despeda\u00e7adas e comunidades sem respostas.<\/p>\n<p>Por tr\u00e1s de cada n\u00famero h\u00e1 uma vida, um rosto, um vazio que nenhuma estat\u00edstica explica. H\u00e1 hist\u00f3rias de quem partiu em sil\u00eancio, de quem quase cedeu \u00e0 dor e de quem encontrou for\u00e7as para recome\u00e7ar. \u00c9 o caso de Rossina dos Santos. O olhar sereno e o caminhar vagaroso n\u00e3o denunciam a tempestade que a consumiu por anos. No bairro marginal da cidade, onde se senta para conversar, aprendeu a vestir a m\u00e1scara de quem aparenta estar bem, mesmo quando tudo estava em ru\u00ednas.<\/p>\n<p>\u201cHavia dentro de mim uma tristeza profunda, sem fim. Vieram noites sem dormir, baixa autoestima, choro constante, isolamento. Dormia demais e ao mesmo tempo n\u00e3o tinha energia para nada. Perdi o prazer de fazer coisas que antes me davam alegria\u201d, recorda. Entre sorrisos falsos e isolamento, Rossina acreditava que s\u00f3 havia uma sa\u00edda: acabar com a pr\u00f3pria vida. Quatro tentativas depois, incluindo m\u00e9todos arriscados, ela finalmente buscou ajuda.<\/p>\n<p>\u201cA \u00faltima tentativa foi um ponto de viragem. Passei a fazer terapia, mesmo com dificuldades para me abrir. Aos poucos consegui explicar traumas da inf\u00e2ncia, frustra\u00e7\u00f5es, depress\u00e3o. Tamb\u00e9m recorri a medicamentos para controlar o humor e os pensamentos suicidas\u201d, conta. A f\u00e9 tornou-se outro pilar de resist\u00eancia: frequentar a igreja ajudou-a a sentir que ainda valia a pena viver. Hoje, m\u00e3e de uma filha, Rossina transformou dor em ferramenta. \u201c\u00c0s vezes a pessoa s\u00f3 precisa de algu\u00e9m que a ou\u00e7a, sem julgamentos. Isso j\u00e1 pode salvar vidas\u201d, defende.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>A dor invis\u00edvel dos que ficam: a perda de um irm\u00e3o pelo suic\u00eddio<\/strong><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-149306\" src=\"https:\/\/opais.co.mz\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Suicidio-2-300x135.jpg\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" srcset=\"https:\/\/opais.co.mz\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Suicidio-2-300x135.jpg 300w, https:\/\/opais.co.mz\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Suicidio-2-1024x461.jpg 1024w, https:\/\/opais.co.mz\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Suicidio-2-768x346.jpg 768w, https:\/\/opais.co.mz\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Suicidio-2-1536x691.jpg 1536w, https:\/\/opais.co.mz\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Suicidio-2-250x113.jpg 250w, https:\/\/opais.co.mz\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Suicidio-2-550x248.jpg 550w, https:\/\/opais.co.mz\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Suicidio-2-800x360.jpg 800w, https:\/\/opais.co.mz\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Suicidio-2-400x180.jpg 400w, https:\/\/opais.co.mz\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Suicidio-2-667x300.jpg 667w, https:\/\/opais.co.mz\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Suicidio-2-1111x500.jpg 1111w, https:\/\/opais.co.mz\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Suicidio-2-1100x500.jpg 1100w, https:\/\/opais.co.mz\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Suicidio-2.jpg 1600w\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"135\"><\/p>\n<p>Dois anos depois da morte do irm\u00e3o, Cabral Malandela ainda sente a ferida aberta. \u201cEle era social, sempre presente, nunca imagin\u00e1mos que algo assim pudesse acontecer\u201d,\u00a0confessa, olhos fixos num ponto distante. Ele relembra sinais ignorados: mudan\u00e7as de humor, isolamento, comportamentos que pareciam pequenos desvios, mas que eram pedidos silenciosos de ajuda.<\/p>\n<p>\u201cO suic\u00eddio n\u00e3o \u00e9 apenas uma perda individual; \u00e9 um abalo coletivo. Cada um sente a aus\u00eancia de forma diferente, todos carregamos culpa, d\u00favida e impot\u00eancia\u201d, afirma. Cabral acredita que o di\u00e1logo, a empatia e a aten\u00e7\u00e3o podem salvar vidas. \u201cMais escuta, mais compreens\u00e3o, menos julgamentos. Se estivermos dispostos a ouvir antes de condenar, podemos mudar hist\u00f3rias\u201d, conclui.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>Cuidar do invis\u00edvel: o olhar da psic\u00f3loga sobre o suic\u00eddio em Mo\u00e7ambique<\/strong><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-149307\" src=\"https:\/\/opais.co.mz\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Suicidio-3-300x135.jpg\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" srcset=\"https:\/\/opais.co.mz\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Suicidio-3-300x135.jpg 300w, https:\/\/opais.co.mz\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Suicidio-3-1024x461.jpg 1024w, https:\/\/opais.co.mz\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Suicidio-3-768x346.jpg 768w, https:\/\/opais.co.mz\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Suicidio-3-1536x691.jpg 1536w, https:\/\/opais.co.mz\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Suicidio-3-250x113.jpg 250w, https:\/\/opais.co.mz\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Suicidio-3-550x248.jpg 550w, https:\/\/opais.co.mz\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Suicidio-3-800x360.jpg 800w, https:\/\/opais.co.mz\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Suicidio-3-400x180.jpg 400w, https:\/\/opais.co.mz\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Suicidio-3-667x300.jpg 667w, https:\/\/opais.co.mz\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Suicidio-3-1111x500.jpg 1111w, https:\/\/opais.co.mz\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Suicidio-3-1100x500.jpg 1100w, https:\/\/opais.co.mz\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Suicidio-3.jpg 1600w\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"135\"><\/p>\n<p>O suic\u00eddio deixa feridas invis\u00edveis, perguntas sem resposta e sombra de dor que se estende al\u00e9m da morte. Cid\u00e1lia Pascoal, psic\u00f3loga cl\u00ednica, observa hist\u00f3rias de vidas \u00e0 beira do abismo. \u201cRaramente \u00e9 um ato isolado. Geralmente \u00e9 o culminar de um percurso longo, cheio de sinais ignorados\u201d, explica. Sinais como isolamento, mudan\u00e7as de humor, perda de interesse, quedas de rendimento ou padr\u00f5es de sono alterados s\u00e3o comuns, mas passam despercebidos.<\/p>\n<p>Cid\u00e1lia destaca a barreira de estigmas culturais: muitos ainda acreditam que o suic\u00eddio \u00e9 frescura ou fraqueza, bloqueando o acesso a cuidados essenciais. Para ela, os familiares tamb\u00e9m s\u00e3o vulner\u00e1veis: \u201cPerder algu\u00e9m deixa marcas profundas e pode gerar culpa ou risco de pensamentos suicidas. O acompanhamento psicol\u00f3gico \u00e9 essencial\u201d. Ela defende amplia\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os, consultas acess\u00edveis e sensibiliza\u00e7\u00e3o comunit\u00e1ria. \u201cPedir ajuda n\u00e3o \u00e9 fraqueza, \u00e9 coragem. Cada gesto de escuta pode salvar vidas\u201d, conclui.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>A f\u00e9 como \u00e2ncora: o papel da religi\u00e3o na preven\u00e7\u00e3o do suic\u00eddio<\/strong><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-149308\" src=\"https:\/\/opais.co.mz\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Suicidio-4-300x135.jpg\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" srcset=\"https:\/\/opais.co.mz\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Suicidio-4-300x135.jpg 300w, https:\/\/opais.co.mz\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Suicidio-4-1024x461.jpg 1024w, https:\/\/opais.co.mz\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Suicidio-4-768x346.jpg 768w, https:\/\/opais.co.mz\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Suicidio-4-1536x691.jpg 1536w, https:\/\/opais.co.mz\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Suicidio-4-250x113.jpg 250w, https:\/\/opais.co.mz\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Suicidio-4-550x248.jpg 550w, https:\/\/opais.co.mz\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Suicidio-4-800x360.jpg 800w, https:\/\/opais.co.mz\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Suicidio-4-400x180.jpg 400w, https:\/\/opais.co.mz\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Suicidio-4-667x300.jpg 667w, https:\/\/opais.co.mz\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Suicidio-4-1111x500.jpg 1111w, https:\/\/opais.co.mz\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Suicidio-4-1100x500.jpg 1100w, https:\/\/opais.co.mz\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Suicidio-4.jpg 1600w\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"135\"><\/p>\n<p>A religi\u00e3o surge como ref\u00fagio para cora\u00e7\u00f5es em desalinho. Em Mo\u00e7ambique, igrejas oferecem conforto, orienta\u00e7\u00e3o e esperan\u00e7a. Benjamim Chivale, l\u00edder religioso em Inhambane, observa sinais de sofrimento silencioso entre os fi\u00e9is. \u201cA Igreja n\u00e3o \u00e9 apenas culto; \u00e9 consolo, escuta e presen\u00e7a para quem est\u00e1 \u00e0 beira de decis\u00f5es irrevers\u00edveis\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Chivale explica que ningu\u00e9m que comete suic\u00eddio deseja apagar a vida; procuram al\u00edvio para dor insuport\u00e1vel. \u201cO julgamento n\u00e3o ajuda. A Igreja deve oferecer acolhimento, compreens\u00e3o e encaminhamento a profissionais\u201d, refor\u00e7a. A preven\u00e7\u00e3o, diz, deve come\u00e7ar na comunidade religiosa: identificar sinais, oferecer apoio e dialogar abertamente. \u201cA f\u00e9, aliada \u00e0 a\u00e7\u00e3o concreta, pode resgatar vidas\u201d, conclui.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>Quebrar o sil\u00eancio, salvar vidas: a urg\u00eancia da a\u00e7\u00e3o coletiva<\/strong><\/p>\n<p>O suic\u00eddio n\u00e3o acontece no v\u00e1cuo. Cada gesto de isolamento, cada noite mal dormida, cada sorriso falso, \u00e9 um pedido silencioso por ajuda. A sociedade muitas vezes olha para a dor alheia com indiferen\u00e7a, julgando e banalizando sofrimento. Essa apatia custa vidas.<\/p>\n<p>\u00c9 urgente compreender que depress\u00e3o, ansiedade e desespero n\u00e3o se resolvem sozinhos. Nas fam\u00edlias, escolas, locais de trabalho, igrejas e comunidades, \u00e9 preciso aten\u00e7\u00e3o aos sinais, escuta sem julgamentos e apoio concreto. Buscar ajuda profissional, fortalecer redes de apoio e combater estigmas n\u00e3o \u00e9 opcional; \u00e9 responsabilidade coletiva.<\/p>\n<p>A sobreviv\u00eancia exige coragem, mas salvar algu\u00e9m tamb\u00e9m. Cada ato de aten\u00e7\u00e3o, cada palavra de acolhimento, cada gesto de empatia pode ser a ponte entre a vida e a morte. Precisamos quebrar o sil\u00eancio, enfrentar tabus e enxergar a dor invis\u00edvel. Sa\u00fade mental \u00e9 t\u00e3o importante quanto sa\u00fade f\u00edsica. Cada vida importa, e quando estendemos a m\u00e3o, oferecemos esperan\u00e7a, futuro e hist\u00f3rias que ainda podem ser reescritas.<\/p>\n<p>fonte: <a href=\"https:\/\/opais.co.mz\/as-feridas-invisiveis-do-suicidio-em-mocambique\/\">https:\/\/opais.co.mz\/as-feridas-invisiveis-do-suicidio-em-mocambique\/<\/a><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"pvc_clear\"><\/div>\n<p id=\"pvc_stats_819\" class=\"pvc_stats all  \" data-element-id=\"819\" style=\"\"><i class=\"pvc-stats-icon medium\" aria-hidden=\"true\"><svg xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" version=\"1.0\" viewBox=\"0 0 502 315\" preserveAspectRatio=\"xMidYMid meet\"><g transform=\"translate(0,332) scale(0.1,-0.1)\" fill=\"\" stroke=\"none\"><path d=\"M2394 3279 l-29 -30 -3 -207 c-2 -182 0 -211 15 -242 39 -76 157 -76 196 0 15 31 17 60 15 243 l-3 209 -33 29 c-26 23 -41 29 -80 29 -41 0 -53 -5 -78 -31z\"\/><path d=\"M3085 3251 c-45 -19 -58 -50 -96 -229 -47 -217 -49 -260 -13 -295 52 -53 146 -42 177 20 16 31 87 366 87 410 0 70 -86 122 -155 94z\"\/><path d=\"M1751 3234 c-13 -9 -29 -31 -37 -50 -12 -29 -10 -49 21 -204 19 -94 39 -189 45 -210 14 -50 54 -80 110 -80 34 0 48 6 76 34 21 21 34 44 34 59 0 14 -18 113 -40 219 -37 178 -43 195 -70 221 -36 32 -101 37 -139 11z\"\/><path d=\"M1163 3073 c-36 -7 -73 -59 -73 -102 0 -56 133 -378 171 -413 34 -32 83 -37 129 -13 70 36 67 87 -16 290 -86 209 -89 214 -129 231 -35 14 -42 15 -82 7z\"\/><path d=\"M3689 3066 c-15 -9 -33 -30 -42 -48 -48 -103 -147 -355 -147 -375 0 -98 131 -148 192 -74 13 15 57 108 97 206 80 196 84 226 37 273 -30 30 -99 39 -137 18z\"\/><path d=\"M583 2784 c-38 -19 -67 -74 -58 -113 9 -42 211 -354 242 -373 16 -10 45 -18 66 -18 51 0 107 52 107 100 0 39 -1 41 -124 234 -80 126 -108 162 -133 173 -41 17 -61 16 -100 -3z\"\/><path d=\"M4250 2784 c-14 -9 -74 -91 -133 -183 -95 -150 -107 -173 -107 -213 0 -55 33 -94 87 -104 67 -13 90 8 211 198 130 202 137 225 78 284 -27 27 -42 34 -72 34 -22 0 -50 -8 -64 -16z\"\/><path d=\"M2275 2693 c-553 -48 -1095 -270 -1585 -649 -135 -104 -459 -423 -483 -476 -23 -49 -22 -139 2 -186 73 -142 361 -457 571 -626 285 -228 642 -407 990 -497 242 -63 336 -73 660 -74 310 0 370 5 595 52 535 111 1045 392 1455 803 122 121 250 273 275 326 19 41 19 137 0 174 -41 79 -309 363 -465 492 -447 370 -946 591 -1479 653 -113 14 -422 18 -536 8z m395 -428 c171 -34 330 -124 456 -258 112 -119 167 -219 211 -378 27 -96 24 -300 -5 -401 -72 -255 -236 -447 -474 -557 -132 -62 -201 -76 -368 -76 -167 0 -236 14 -368 76 -213 98 -373 271 -451 485 -162 444 86 934 547 1084 153 49 292 57 452 25z m909 -232 c222 -123 408 -262 593 -441 76 -74 138 -139 138 -144 0 -16 -233 -242 -330 -319 -155 -123 -309 -223 -461 -299 l-81 -41 32 46 c18 26 49 83 70 128 143 306 141 649 -6 957 -25 52 -61 116 -79 142 l-34 47 45 -20 c26 -10 76 -36 113 -56z m-2057 25 c-40 -58 -105 -190 -130 -263 -110 -324 -59 -707 132 -981 25 -35 42 -64 37 -64 -19 0 -241 119 -326 174 -188 122 -406 314 -532 468 l-58 71 108 103 c185 178 428 349 672 473 66 33 121 60 123 61 2 0 -10 -19 -26 -42z\"\/><path d=\"M2375 1950 c-198 -44 -350 -190 -395 -379 -18 -76 -8 -221 19 -290 114 -284 457 -406 731 -260 98 52 188 154 231 260 27 69 37 214 19 290 -38 163 -166 304 -326 360 -67 23 -215 33 -279 19z\"\/><\/g><\/svg><\/i> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"16\" height=\"16\" alt=\"Loading\" src=\"https:\/\/feminismo.org.br\/ULFA\/wp-content\/plugins\/page-views-count\/ajax-loader-2x.gif\" border=0 \/><\/p>\n<div class=\"pvc_clear\"><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 dores que n\u00e3o se calam, atravessam o peito e ficam escondidas atr\u00e1s de sorrisos for\u00e7ados, de conversas apressadas ou sil\u00eancios pesados. Enquanto l\u00ea estas linhas, em algum lugar do mundo algu\u00e9m pode estar a tentar p\u00f4r fim \u00e0 pr\u00f3pria vida. A Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade estima que, todos os anos, cerca de 800 mil pessoas se suicidam, uma morte a cada 40 segundos.<\/p>\n","protected":false},"author":5419,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":true,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"_gspb_post_css":"","content-type":"","footnotes":""},"categories":[471],"tags":[552,884],"class_list":["post-819","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-mocambique","tag-mocambique","tag-saude-mental"],"acf":[],"a3_pvc":{"activated":true,"total_views":0,"today_views":0},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/feminismo.org.br\/ULFA\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/819","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/feminismo.org.br\/ULFA\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/feminismo.org.br\/ULFA\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/feminismo.org.br\/ULFA\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/5419"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/feminismo.org.br\/ULFA\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=819"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/feminismo.org.br\/ULFA\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/819\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/feminismo.org.br\/ULFA\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=819"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/feminismo.org.br\/ULFA\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=819"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/feminismo.org.br\/ULFA\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=819"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}