{"id":823,"date":"2025-09-23T16:25:42","date_gmt":"2025-09-23T19:25:42","guid":{"rendered":"https:\/\/feminismo.org.br\/ULFA\/2025\/09\/23\/as-vesperas-da-cop30-evento-conecta-justica-climatica-a-marcha-das-mulheres-negras-2025\/"},"modified":"2025-09-23T16:25:42","modified_gmt":"2025-09-23T19:25:42","slug":"as-vesperas-da-cop30-evento-conecta-justica-climatica-a-marcha-das-mulheres-negras-2025","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/feminismo.org.br\/ULFA\/?p=823","title":{"rendered":"\u00c0s v\u00e9speras da COP30, evento conecta justi\u00e7a clim\u00e1tica \u00e0 Marcha das Mulheres Negras 2025"},"content":{"rendered":"<p>\u201cG\u00eanero, Cuidado e Resist\u00eancia\u201d \u00e9 o nome do debate promovido por Geled\u00e9s e Observat\u00f3rio do Clima em S\u00e3o Paulo<\/p>\n<div class=\"elementor-element elementor-element-45ea6ee9 elementor-widget-mobile__width-inherit mainterm-widget elementor-widget__width-inherit elementor-widget elementor-widget-jet-listing-dynamic-terms\" data-id=\"45ea6ee9\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"jet-listing-dynamic-terms.default\">\n<div class=\"elementor-widget-container\">\n<div class=\"jet-listing jet-listing-dynamic-terms\"><a class=\"jet-listing-dynamic-terms__link\" href=\"https:\/\/www.geledes.org.br\/categoria-principal\/memoria-e-reparacao\/\">Mem\u00f3ria e Repara\u00e7\u00e3o<\/a><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"jet-listing jet-listing-dynamic-field display-inline\">\n<div class=\"jet-listing-dynamic-field__inline-wrap\">\n<div class=\"jet-listing-dynamic-field__content\">K\u00e1tia Mello &#8211;\u00a0katiamello@geledes.org.br<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"elementor-element elementor-element-f3517da btn-icon elementor-widget elementor-widget-jet-engine-data-store-button\" data-id=\"f3517da\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"jet-engine-data-store-button.default\">\n<div class=\"elementor-widget-container\">\n<div class=\"jet-data-store-link-wrapper \"><a class=\"jet-data-store-link jet-add-to-store\" href=\"https:\/\/www.geledes.org.br\/as-vesperas-da-cop30-evento-conecta-justica-climatica-a-marcha-das-mulheres-negras-2025\/\" data-args=\"{&quot;store&quot;:{&quot;slug&quot;:&quot;favoritos&quot;,&quot;type&quot;:&quot;cookies&quot;,&quot;is_front&quot;:false,&quot;size&quot;:0},&quot;post_id&quot;:202856,&quot;action_after_added&quot;:&quot;remove_from_store&quot;,&quot;label&quot;:&quot;&quot;,&quot;icon&quot;:&quot;&lt;div class=\\&quot;jet-data-store-link__icon is-svg-icon\\&quot;&gt;&lt;svg xmlns=\\&quot;http:\\\/\\\/www.w3.org\\\/2000\\\/svg\\&quot; 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Ent\u00e3o, ao longo do dia, v\u00e3o estar sendo realizadas mais de 80 atividades em todo o mundo, em diversos pa\u00edses. E n\u00f3s aqui em Geled\u00e9s, juntamente com o GT N de G\u00eanero e Justi\u00e7a Clim\u00e1tica do Observat\u00f3rio do Clima, nos juntamos a este grande movimento, a essa grande campanha da Constituinte de G\u00eanero\u201d. Foi com essa afirma\u00e7\u00e3o que Ester Sena, assessora de Juventude de Geled\u00e9s \u2013 Instituto da Mulher Negra, abriu o evento \u201cG\u00eanero, Cuidado e Resist\u00eancia\u201d, realizado em 17 de setembro, em S\u00e3o Paulo, no formato h\u00edbrido, presencial e online.<\/p>\n<p>Segundo Sena, o encontro foi pensado como parte de uma prepara\u00e7\u00e3o para a COP30, que acontecer\u00e1 em Bel\u00e9m (PA). O painel alinhavou experi\u00eancias diversas, conectando a Marcha das Mulheres Negras 2025, cujo tem\u00e1tica central \u00e9 a Repara\u00e7\u00e3o e o Bem-Viver, \u00e0 luta das defensoras ambientais e suas agendas nacionais e internacionais de justi\u00e7a clim\u00e1tica.<\/p>\n<p>A mesa contou com Juliana Gon\u00e7alves dos Santos, jornalista e integrante da Marcha das Mulheres Negras de S\u00e3o Paulo; Luciana Sousa de Oliveira, professora e militante da Rede Vozes Negras pelo Clima, com atua\u00e7\u00e3o em Linhares (ES) e presen\u00e7a nas COP-28 e 29; Maria Malcher, lideran\u00e7a do CEDENPA-Par\u00e1 e do Comit\u00ea Nacional da Marcha das Mulheres Negras; Tatiana Queiroz, ge\u00f3loga e especialista em gest\u00e3o ambiental, integrante da Rede Jandyras em Bel\u00e9m e facilitadora do GT G\u00eanero e Justi\u00e7a Clim\u00e1tica do Observat\u00f3rio do Clima; e Thaynah Gutierrez Gomes, administradora p\u00fablica formada pela FGV, mestranda em Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica e secret\u00e1ria executiva da Rede por Adapta\u00e7\u00e3o Antirracista.<\/p>\n<p>\u201cAgrade\u00e7o \u00e0 Ester por ter topado criar esse evento para que consegu\u00edssemos colocar no radar uma a\u00e7\u00e3o nesse movimento global puxado pela Constituinte de G\u00eanero, que faz parte da UNFCCC\u201d, disse Tatiana Queiroz ao abrir o debate referindo-se \u00e0 Conven\u00e7\u00e3o-Quadro das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas, tratado internacional que entre seus principais objetivos est\u00e1 estabilizar a concentra\u00e7\u00e3o de gases de efeito estufa na atmosfera.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/eqbra69q69i.exactdn.com\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Ester-Sena-assessora-de-Juventude-de-Geledes.jpg?strip=all&amp;lossy=1&amp;quality=90&amp;webp=90&amp;avif=80&amp;w=2560&amp;ssl=1\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"float-none\" src=\"https:\/\/eqbra69q69i.exactdn.com\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Ester-Sena-assessora-de-Juventude-de-Geledes.jpg?strip=all&amp;lossy=1&amp;quality=90&amp;webp=90&amp;avif=80&amp;ssl=1\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\"  width=\"900\" height=\"600\"><\/a><\/p>\n<p><em>Ester Sena, assessora de Juventude de Gelede\u0301s \u2013<br \/>foto \u2013 Isabela Gaidis<\/em><\/div>\n<div class=\"elementor-widget-container\">\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Vinda de Bel\u00e9m, sede da COP30, Tatiana integra a Rede Jandyras, um coletivo formado por articuladoras ambientais de mulheres perif\u00e9ricas, em sua maioria n\u00e3o brancas. No encontro, Tatiana refor\u00e7ou que a mobiliza\u00e7\u00e3o n\u00e3o deveria se encerrar no evento de Bel\u00e9m. \u201cEssa articula\u00e7\u00e3o n\u00e3o pode acabar na COP30. Pensamos tamb\u00e9m com muito carinho em trazer a Marcha das Mulheres Negras, que ter\u00e1 sua realiza\u00e7\u00e3o no p\u00f3s-COP, e em incluir no debate a pauta de defensoras clim\u00e1ticas.\u201d Ela destacou ainda o valor das solu\u00e7\u00f5es comunit\u00e1rias existentes. \u201cOs territ\u00f3rios ind\u00edgenas, quilombolas, de ribeirinhos e os maret\u00f3rios n\u00e3o s\u00e3o apenas zonas de sacrif\u00edcio, mas s\u00e3o zonas de solu\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n<p>Sobre o trabalho do GT de G\u00eanero e Justi\u00e7a Clim\u00e1tica, Tatiana ressaltou que as contribui\u00e7\u00f5es brasileiras incluem a defesa da justi\u00e7a reprodutiva, dos direitos sexuais, da divis\u00e3o justa do trabalho de cuidado e do financiamento clim\u00e1tico com a perspectiva de g\u00eanero. \u201cQuando falamos em mais recursos para o fundo de perdas e danos, nos dizem que \u00e9 dif\u00edcil conseguir. Mas \u00e9 justamente por isso que vamos continuar falando.\u201d Ela defende tamb\u00e9m uma maior valoriza\u00e7\u00e3o dos saberes das comunidades. \u201cNesses espa\u00e7os das confer\u00eancias do clima, o conhecimento cient\u00edfico branco e hegem\u00f4nico n\u00e3o leva em considera\u00e7\u00e3o as solu\u00e7\u00f5es que n\u00f3s j\u00e1 temos. Falta comunica\u00e7\u00e3o, transpar\u00eancia e produ\u00e7\u00e3o de dados que considerem cultura, ra\u00e7a, idade e g\u00eanero.\u201d<\/p>\n<p>J\u00e1 Juliana Gon\u00e7alves refor\u00e7ou o impulsionamento da mobiliza\u00e7\u00e3o das integrantes da Marcha das Mulheres Negras de S\u00e3o Paulo. \u201cFomos para Bras\u00edlia com muitas hist\u00f3rias, muitos desafios, mas muito convictas desse projeto pol\u00edtico de transforma\u00e7\u00e3o\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>Neste contexto, segundo ela, sua disserta\u00e7\u00e3o \u201cBem-viver em Narrativas de Mulheres Negras\u201d, conclu\u00edda em 2022, ajudou-a a sistematizar saberes e pr\u00e1ticas fora da academia. \u201c\u00c9 muito v\u00edvido ver o quanto as mulheres negras constroem pol\u00edtica e a\u00e7\u00f5es com base nesse bem-viver que n\u00e3o nasceu nos livros, nem na academia, mas sim nessa vida mesmo dos terreiros, dos quilombos, das periferias urbanas.\u201d<\/p>\n<p>Em sua fala, Juliana defendeu a relev\u00e2ncia da Carta de 2015 da Marcha das Mulheres Negras, que inclui propostas ligadas \u00e0 pauta clim\u00e1tica. \u201cH\u00e1 um determinado momento na Carta de 2015 sobre a import\u00e2ncia da garantia das terras quilombolas, ind\u00edgenas e dos povos tradicionais, sobre a perman\u00eancia da juventude negra no campo, sobre agroecologia e preserva\u00e7\u00e3o de sementes nativas, sobre justi\u00e7a ambiental e a defesa de bens comuns e a n\u00e3o mercantiliza\u00e7\u00e3o da vida.\u201d De acordo com ela, uma d\u00e9cada depois, os desafios se agravaram. \u201cTivemos um golpe, uma crise sanit\u00e1ria com a Covid-19 e tamb\u00e9m uma crise pol\u00edtica, \u00e9tica e ambiental, que fizeram aumentar a fome, a desigualdade, a vulnerabilidade dos corpos negros. Precisamos exaltar sempre como o racismo ambiental n\u00e3o \u00e9 um acidente, mas parte de uma engrenagem de um sistema.\u201d<\/p>\n<p>Para Juliana, a justi\u00e7a clim\u00e1tica s\u00f3 faz sentido se caminhar junto \u00e0 justi\u00e7a racial e de g\u00eanero. \u201cSe o capitalismo nos trouxe a esse abismo clim\u00e1tico, eu vejo no bem-viver essa oportunidade de oferecer uma ponte para esse futuro. \u00c9 tempo de ouvir mulheres negras, quilombolas, ribeirinhas, ind\u00edgenas, que h\u00e1 s\u00e9culos est\u00e3o praticando uma forma mais equilibrada de ser e estar no mundo.\u201d<\/p>\n<p>Ela defende que o protagonismo negro seja real na COP30. \u201cA gente est\u00e1 cansada de ser o colorido que vai dar diversidade. H\u00e1 um projeto pol\u00edtico constru\u00eddo por mulheres negras, por organiza\u00e7\u00f5es s\u00e9rias, que precisam ter espa\u00e7o de voz e atua\u00e7\u00e3o na COP. \u00c9 urgente garantir o financiamento das iniciativas negras, quilombolas e ribeirinhas de transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica, reconhecer as perdas clim\u00e1ticas sofridas nos territ\u00f3rios negros e incluir a economia do cuidado e a bioeconomia comunit\u00e1ria no centro do debate.\u201d<\/p>\n<p>Ao lado de mulheres quilombolas, ribeirinhas, perif\u00e9ricas e defensoras ambientais, Luciana Souza de Oliveira refor\u00e7ou que a luta contra a desigualdade \u00e9 indissoci\u00e1vel da luta clim\u00e1tica. \u201cFalamos aqui tamb\u00e9m de um racismo ambiental, mas tamb\u00e9m da interseccionalidade, que compreende ra\u00e7a, g\u00eanero, territ\u00f3rio, classe, e v\u00e3o se cruzando e agravando as desigualdades. N\u00e3o \u00e9 coincid\u00eancia que, segundo a ONU, 80% das pessoas deslocadas pelas mudan\u00e7as clim\u00e1ticas no mundo s\u00e3o mulheres.\u201d<\/p>\n<p>Luciana destacou que essas vozes precisam estar no centro das negocia\u00e7\u00f5es internacionais. \u201cN\u00f3s vivemos na pr\u00e1tica a interse\u00e7\u00e3o entre o racismo estrutural, as desigualdades de g\u00eanero, a injusti\u00e7a ambiental. Estar nessa luta nos oferece caminho para construir uma justi\u00e7a clim\u00e1tica com justi\u00e7a social rumo \u00e0 COP 30. Esse racismo tem rosto, ele tem cor, ele tem territ\u00f3rio, e \u00e0s vezes at\u00e9 tem idade tamb\u00e9m.\u201d<\/p>\n<p>Em sua fala, Thaynah trouxe sua experi\u00eancia de outras organiza\u00e7\u00f5es para sua atua\u00e7\u00e3o nas negocia\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas globais como representante de Geled\u00e9s. \u201c\u00c9 muito importante dizer sobre os desafios que temos para conseguir inserir nas discuss\u00f5es de g\u00eanero dentro de confer\u00eancias clim\u00e1ticas como a COP essa perspectiva de g\u00eanero interseccional. Ela trabalha a perspectiva de ra\u00e7a, mas tamb\u00e9m leva em considera\u00e7\u00e3o pessoas com defici\u00eancia, especificidades territoriais e todas essas interseccionalidades que nos fazem mulheres diversas e nos colocam em lugares de mais ou menos vulnerabilidade diante dos impactos socioambientais.\u201d<\/p>\n<p>Thaynah ressaltou tamb\u00e9m o papel das comunidades de terreiro. \u201cDesde a Eco 92 temos uma presen\u00e7a massiva das lideran\u00e7as de terreiro, em especial das sacerdotisas, como M\u00e3e Beata de Iemanj\u00e1. Mas hoje, quando olhamos para quem fala nos espa\u00e7os de representa\u00e7\u00e3o socioambiental, as mulheres de terreiro n\u00e3o est\u00e3o contempladas. \u00c9 importante dizer que o hist\u00f3rico de luta do movimento negro conectado com a luta socioambiental n\u00e3o vem de hoje.\u201d<\/p>\n<p>Com a realiza\u00e7\u00e3o da COP30 no Brasil, Thaynah v\u00ea uma oportunidade \u00fanica de avan\u00e7o. \u201cSeguimos juntas nessa luta para que, neste ano de COP30, consigamos aprovar um Plano de A\u00e7\u00e3o de G\u00eanero e abrir cada vez mais espa\u00e7o para que essas m\u00faltiplas vozes possam desenhar tamb\u00e9m as pol\u00edticas nacionais de clima no Brasil.\u201d<\/p>\n<p>O evento \u201cG\u00eanero, Cuidado e Resist\u00eancia\u201d evidenciou a articula\u00e7\u00e3o entre lideran\u00e7as de mulheres negras em torno das tem\u00e1ticas sobre mem\u00f3ria hist\u00f3rica, justi\u00e7a clim\u00e1tica, interseccionalidade de g\u00eanero e ra\u00e7a, e protagonismo negro, consolidando a import\u00e2ncia de incluir mulheres negras, quilombolas, ribeirinhas, ind\u00edgenas e perif\u00e9ricas no centro das decis\u00f5es globais sobre clima e pol\u00edticas ambientais. Desta forma, entendeu-se que a COP30 surge como uma janela estrat\u00e9gica para amplificar essas vozes, como enfatizaram as painelistas, de maneira que adentrem as agendas nacionais e locais, refor\u00e7ando resist\u00eancia, cuidado e bem-viver como fundamentos para pol\u00edticas socioambientais justas e sustent\u00e1veis.<\/p>\n<\/div>\n<p>fonte: <a href=\"https:\/\/www.geledes.org.br\/as-vesperas-da-cop30-evento-conecta-justica-climatica-a-marcha-das-mulheres-negras-2025\/\">https:\/\/www.geledes.org.br\/as-vesperas-da-cop30-evento-conecta-justica-climatica-a-marcha-das-mulheres-negras-2025\/<\/a><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"pvc_clear\"><\/div>\n<p id=\"pvc_stats_823\" class=\"pvc_stats all  \" data-element-id=\"823\" style=\"\"><i class=\"pvc-stats-icon medium\" aria-hidden=\"true\"><svg xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" version=\"1.0\" viewBox=\"0 0 502 315\" preserveAspectRatio=\"xMidYMid meet\"><g transform=\"translate(0,332) scale(0.1,-0.1)\" fill=\"\" 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