{"id":828,"date":"2025-09-29T10:52:57","date_gmt":"2025-09-29T13:52:57","guid":{"rendered":"https:\/\/feminismo.org.br\/ULFA\/2025\/09\/29\/balada-de-amor-ao-vento-destaca-o-protagonismo-feminino-na-busca-por-liberdade\/"},"modified":"2025-09-29T10:52:57","modified_gmt":"2025-09-29T13:52:57","slug":"balada-de-amor-ao-vento-destaca-o-protagonismo-feminino-na-busca-por-liberdade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/feminismo.org.br\/ULFA\/?p=828","title":{"rendered":"\u201cBalada de amor ao vento\u201d destaca o protagonismo feminino na busca por liberdade"},"content":{"rendered":"<p>Livro de Paulina Chiziane trata da luta das mulheres contra a opress\u00e3o, abordando temas que permanecem atuais no contexto do p\u00f3s-independ\u00eancia de Mo\u00e7ambique<\/p>\n<p>\u00a026\/08\/2025 &#8211; Jornal da USP <br \/>Texto: Diogo Silva<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"imgInsert\" style=\"border-radius: 3px; -webkit-border-radius: 3px; -moz-border-radius: 3px; margin: auto; display: block;\" title=\"\" src=\"https:\/\/feminismo.org.br\/ULFA\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/PaulinaChiziane2025.jpg\" data-title=\"\" data-droppicspicture=\"28\" data-droppicscategory=\"131\" data-droppicssource=\"original\" data-click=\"lightbox\" data-droppicslightbox=\"lightbox\">\u00a0<br \/>Arte sobre foto: Ot\u00e1vio de Souza\/<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Paulina_Chiziane\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Wikipedia<\/a>\u00a0e\u00a0<a href=\"https:\/\/commons.wikimedia.org\/wiki\/File:Sempreatentos...aoperigo!.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">2<\/a><\/p>\n<p>Paulina Chiziane carrega consigo muitos significados e lutas. Os leitores podem acompanhar os seus desafios como escritora\u00a0 e tamb\u00e9m como militante pol\u00edtica no livro<em>\u00a0Balada de amor ao vento<\/em>, uma das leituras obrigat\u00f3rias do Vestibular da Fuvest de 2026. A obra, publicada em 1990, tornou-se um expoente internacional, pois Paulina \u00e9 a primeira mulher a escrever um romance publicado em Mo\u00e7ambique abordando temas e normas sociais como a condi\u00e7\u00e3o feminina, as tradi\u00e7\u00f5es mo\u00e7ambicanas e a busca por liberdade.<\/p>\n<p>\u201cEm todas as suas obras, Paulina Chiziane sempre priorizou a escrita sobre mulheres, colocando-as como protagonistas e dando voz \u00e0s suas inquietudes e pensamentos\u201d, explica Stela Saes, professora e doutora em Letras pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ci\u00eancia Humanas (FFLCH) da USP. \u201cA escritora exp\u00f5e suas incertezas e submiss\u00f5es em uma sociedade que, por vezes, valoriza as mulheres apenas como reprodutoras, mostrando as desigualdades de g\u00eanero e a opress\u00e3o feminina em diferentes tradi\u00e7\u00f5es e costumes.\u201d<\/p>\n<section class=\"elementor-section elementor-inner-section elementor-element elementor-element-0191612 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"0191612\" data-element_type=\"section\">\n<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n<div class=\"elementor-column elementor-col-66 elementor-inner-column elementor-element elementor-element-54fad99\" data-id=\"54fad99\" data-element_type=\"column\">\n<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n<div class=\"elementor-element elementor-element-5da7661 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"5da7661\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n<div class=\"elementor-widget-container\">\n<p>Stela Saes, que pesquisou a escritora em seu doutorado\u00a0<em><a href=\"https:\/\/www.teses.usp.br\/teses\/disponiveis\/8\/8156\/tde-05082022-190827\/pt-br.php\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Trajet\u00f3rias de mulheres em romances contempor\u00e2neos<\/a><\/em>, destaca aos estudantes: \u201cPaulina Chiziane \u00e9 considerada a maior romancista do continente africano. Quando questionada sobre o teor das lutas perpetradas por sua literatura, n\u00e3o hesita em responder que, especialmente, est\u00e3o dedicadas ao universo da mulher\u201d. E lembra: \u201cApesar de n\u00e3o assumir a designa\u00e7\u00e3o de feminista, grande parte de seus escritos orientam trajet\u00f3rias feministas na forma como suas personagens, inspiradas em mo\u00e7ambicanas reais, buscam a emancipa\u00e7\u00e3o das mulheres diante das opress\u00f5es do sistema capitalista e patriarcal em diferentes regi\u00f5es e \u00e9pocas de Mo\u00e7ambique.\u201d<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"elementor-element elementor-element-53fd4b0 elementor-widget elementor-widget-heading\" data-id=\"53fd4b0\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"heading.default\">\n<div class=\"elementor-widget-container\">\n<h2 class=\"elementor-heading-title elementor-size-default\">A opress\u00e3o das mulheres<\/h2>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"elementor-column elementor-col-33 elementor-inner-column elementor-element elementor-element-8fb3310\" data-id=\"8fb3310\" data-element_type=\"column\">\n<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n<div class=\"elementor-element elementor-element-734ceb4 elementor-widget elementor-widget-image\" data-id=\"734ceb4\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"image.default\">\n<div class=\"elementor-widget-container\"><img decoding=\"async\" title=\"20250825_estela_saes_fflch_usp\" src=\"https:\/\/jornal.usp.br\/wp-content\/uploads\/elementor\/thumbs\/20250825_estela_saes_fflch_usp-rau2hta31eeyurnzcxfqndgl1eu68uebi2b0b0rfhk.jpg\" alt=\"Stela Saes,professora e doutora em Letras pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ci\u00eancia Humanas (FFLCH) da USP - Foto: Arquivo Pessoal\" loading=\"lazy\"><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"elementor-element elementor-element-76ab6d1 elementor-widget elementor-widget-heading\" data-id=\"76ab6d1\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"heading.default\">\n<div class=\"elementor-widget-container\">\n<h6 class=\"elementor-heading-title elementor-size-default\">Stela Saes,professora e doutora em Letras pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ci\u00eancia Humanas (FFLCH) da USP &#8211; Foto: Arquivo Pessoal<\/h6>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<section class=\"elementor-section elementor-inner-section elementor-element elementor-element-fdaf945 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"fdaf945\" data-element_type=\"section\">\n<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-inner-column elementor-element elementor-element-327394d\" data-id=\"327394d\" data-element_type=\"column\">\n<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n<div class=\"elementor-element elementor-element-7a1c336 elementor-widget elementor-widget-image\" data-id=\"7a1c336\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"image.default\">\n<div class=\"elementor-widget-container\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"attachment-full size-full wp-image-265569\" src=\"https:\/\/jornal.usp.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/aspaspng_rosa_50px.png\" alt=\"\" width=\"50\" height=\"44\" loading=\"lazy\"><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"elementor-element elementor-element-8a85438 elementor-widget elementor-widget-heading\" data-id=\"8a85438\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"heading.default\">\n<div class=\"elementor-widget-container\">\n<h2 class=\"elementor-heading-title elementor-size-default\">Ser\u00e1 uma hist\u00f3ria interessante? Tenho as minhas d\u00favidas, pois afinal n\u00e3o \u00e9 nada de novo. H\u00e1 muitas mulheres que vivem assim\u2026\u201d<\/h2>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<div class=\"elementor-element elementor-element-a163db4 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"a163db4\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n<div class=\"elementor-widget-container\">\n<p>Este questionamento est\u00e1 no primeiro cap\u00edtulo do livro. E j\u00e1 revela a trama principal do livro que, segundo analisa Stela, \u00e9 a imbrica\u00e7\u00e3o entre os conflitos culturais e a opress\u00e3o vivida pelas mulheres mo\u00e7ambicanas em meio a disputas ideol\u00f3gicas, culturais e pol\u00edticas. \u201cEssa, ali\u00e1s, pode ser considerada o grande mote do projeto liter\u00e1rio de Paulina Chiziane, tema sobre o qual aborda em outras obras posteriormente. Nesse livro, a autora j\u00e1 inicia o debate sobre a poligamia, que ser\u00e1 mais aprofundado em um romance posterior\u201d, analisa a pesquisadora. \u201cO romance aborda diversos temas recorrentes na sociedade em que a hist\u00f3ria se passa, como a condi\u00e7\u00e3o da mulher, os conflitos culturais, a rela\u00e7\u00e3o entre a natureza e a ancestralidade.\u201d<\/p>\n<p>A professora explica que a escritora busca familiarizar o leitor com sua atmosfera de inspira\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria. \u201cAo passo que, a tem\u00e1tica das rela\u00e7\u00f5es amorosas, do abandono, decep\u00e7\u00e3o e maternidade, que s\u00e3o latentes em\u00a0<em>Balada de amor ao vento<\/em>, tocam em aspectos universais e compartilhados por outras narrativas que dialogam com o romance de Paulina, apontando mulheres como protagonistas de suas pr\u00f3prias hist\u00f3rias e refletem sobre o of\u00edcio de escritora na contemporaneidade.\u201d<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"elementor-element elementor-element-82a0d0b elementor-widget elementor-widget-heading\" data-id=\"82a0d0b\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"heading.default\">\n<div class=\"elementor-widget-container\">\n<h2 class=\"elementor-heading-title elementor-size-default\">Hist\u00f3ria de amor e solid\u00e3o<\/h2>\n<\/div>\n<\/div>\n<section class=\"elementor-section elementor-inner-section elementor-element elementor-element-9767472 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"9767472\" data-element_type=\"section\">\n<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-inner-column elementor-element elementor-element-39f4876\" data-id=\"39f4876\" data-element_type=\"column\">\n<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n<div class=\"elementor-element elementor-element-bb3ad02 elementor-widget elementor-widget-image\" data-id=\"bb3ad02\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"image.default\">\n<div class=\"elementor-widget-container\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"attachment-full size-full wp-image-265569\" src=\"https:\/\/jornal.usp.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/aspaspng_rosa_50px.png\" alt=\"\" width=\"50\" height=\"44\" loading=\"lazy\"><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"elementor-element elementor-element-8a211e1 elementor-widget elementor-widget-heading\" data-id=\"8a211e1\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"heading.default\">\n<div class=\"elementor-widget-container\">\n<h2 class=\"elementor-heading-title elementor-size-default\">Ser\u00e1 uma hist\u00f3ria interessante? Tenho as minhas d\u00favidas, pois afinal n\u00e3o \u00e9 nada de novo. H\u00e1 muitas mulheres que vivem assim\u2026\u201d<\/h2>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<div class=\"elementor-element elementor-element-bc79a3e elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"bc79a3e\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n<div class=\"elementor-widget-container\">\n<p>Nesse dia m\u00e1gico, entre os sonhos da protagonista Sarnau, come\u00e7a a sua hist\u00f3ria de amor e dor. Quando v\u00ea Mwando ela logo se entrega \u00e0 paix\u00e3o. Paulina Chiziane descreve o encanto da personagem:<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<section class=\"elementor-section elementor-inner-section elementor-element elementor-element-07fe76d elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"07fe76d\" data-element_type=\"section\">\n<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-inner-column elementor-element elementor-element-401de84\" data-id=\"401de84\" data-element_type=\"column\">\n<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n<div class=\"elementor-element elementor-element-f91fcf7 elementor-widget elementor-widget-image\" data-id=\"f91fcf7\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"image.default\">\n<div class=\"elementor-widget-container\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"attachment-full size-full wp-image-265569\" src=\"https:\/\/jornal.usp.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/aspaspng_rosa_50px.png\" alt=\"\" width=\"50\" height=\"44\" loading=\"lazy\"><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"elementor-element elementor-element-20cebf3 elementor-widget elementor-widget-heading\" data-id=\"20cebf3\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"heading.default\">\n<div class=\"elementor-widget-container\">\n<h2 class=\"elementor-heading-title elementor-size-default\">Minha mente deliciava-se com a imagem que acabava de descobrir. Aquele olhar distante, penetrante, aquela voz serena\u2026e rosto sisudo!&#8230;Estaria eu apaixonada?\u201d<\/h2>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<div class=\"elementor-element elementor-element-73631ab elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"73631ab\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n<div class=\"elementor-widget-container\">\n<p>Sarnau se entrega \u00e0 paix\u00e3o.\u00a0\u201cO enredo se concentra nessa hist\u00f3ria de amor, que se passa durante alguns anos entre encontros e desencontros. Por meio de uma narrativa po\u00e9tica, conduzida a maior parte do tempo pela pr\u00f3pria protagonista\u201d, observa a pesquisadora Stela Saes. \u201c J\u00e1 no primeiro cap\u00edtulo, os leitores se deparam com Sarnau mais velha. Mas, em recurso de flashbacks, a narrativa volta ao passado. Transporta os leitores \u00e0 juventude de Sarnau, em Mambone, onde ela vive intensamente a paix\u00e3o por Mwando. Seminarista e estudante de um col\u00e9gio cat\u00f3lico, Mwando representa a influ\u00eancia da cultura colonial e crist\u00e3, em contraste com as tradi\u00e7\u00f5es nativas de Sarnau. Apesar de sua devo\u00e7\u00e3o religiosa, Mwando cede \u00e0 paix\u00e3o, e eles vivem um amor proibido, o que resulta na expuls\u00e3o dele do semin\u00e1rio. \u201d<\/p>\n<p>Por um tempo, os dois desfrutam um romance feliz. Mas Mwando,\u00a0 influenciado por sua f\u00e9 crist\u00e3 e por um casamento arranjado por seus pais, abandona Sarnau gr\u00e1vida, rejeitando a poligamia que ela estava disposta a aceitar.\u201d<\/p>\n<p>Mwando justifica:<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<section class=\"elementor-section elementor-inner-section elementor-element elementor-element-2e04c36 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"2e04c36\" data-element_type=\"section\">\n<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-inner-column elementor-element elementor-element-dbebcf7\" data-id=\"dbebcf7\" data-element_type=\"column\">\n<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n<div class=\"elementor-element elementor-element-fd1a021 elementor-widget elementor-widget-image\" data-id=\"fd1a021\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"image.default\">\n<div class=\"elementor-widget-container\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"attachment-full size-full wp-image-265569\" src=\"https:\/\/jornal.usp.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/aspaspng_rosa_50px.png\" alt=\"\" width=\"50\" height=\"44\" loading=\"lazy\"><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"elementor-element elementor-element-a0630f0 elementor-widget elementor-widget-heading\" data-id=\"a0630f0\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"heading.default\">\n<div class=\"elementor-widget-container\">\n<h2 class=\"elementor-heading-title elementor-size-default\">Sarnau, o teu desejo n\u00e3o pode ser realizado. Nunca ser\u00e1s minha mulher, nem segunda, nem terceira, nem cent\u00e9sima primeira, Eu sou crist\u00e3o e n\u00e3o aceito a poligamia\u201d<\/h2>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<div class=\"elementor-element elementor-element-10886be elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"10886be\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n<div class=\"elementor-widget-container\">\n<p>\u201cOs leitores v\u00e3o acompanhar as decep\u00e7\u00f5es, os arranjos matrimoniais em diferentes culturas, o sentimento de abandono da mulher negra, os conceitos de casamento, monogamia e poligamia\u201d, esclarece a pesquisadora. \u201cDe forma geral, Sarnau, desde o in\u00edcio, est\u00e1 condicionada a viver sob as tradi\u00e7\u00f5es culturais do sul de Mo\u00e7ambique, enquanto Mwando, se adapta a uma cultura colonial e cat\u00f3lica, de in\u00edcio no semin\u00e1rio para padres e, depois, com o desejo de viver um casamento de rituais crist\u00e3os.\u201d<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-c457988 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"c457988\" data-element_type=\"section\" data-settings=\"{&quot;background_background&quot;:&quot;classic&quot;}\">\n<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-9b2bb6a\" data-id=\"9b2bb6a\" data-element_type=\"column\">\n<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n<section class=\"elementor-section elementor-inner-section elementor-element elementor-element-7a8202f elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"7a8202f\" data-element_type=\"section\" data-settings=\"{&quot;background_background&quot;:&quot;classic&quot;}\">\n<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n<div class=\"elementor-column elementor-col-66 elementor-inner-column elementor-element elementor-element-d02ef60\" data-id=\"d02ef60\" data-element_type=\"column\">\n<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n<div class=\"elementor-element elementor-element-4ec999c elementor-widget elementor-widget-video\" data-id=\"4ec999c\" data-element_type=\"widget\" data-settings=\"{&quot;youtube_url&quot;:&quot;https:\\\/\\\/www.youtube.com\\\/watch?v=1047FvRkACM&quot;,&quot;video_type&quot;:&quot;youtube&quot;,&quot;controls&quot;:&quot;yes&quot;}\" data-widget_type=\"video.default\">\n<div class=\"elementor-widget-container\">\n<div class=\"elementor-wrapper elementor-open-inline\">\u00a0<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"elementor-column elementor-col-33 elementor-inner-column elementor-element elementor-element-7c2bf5c\" data-id=\"7c2bf5c\" data-element_type=\"column\">\n<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n<div class=\"elementor-element elementor-element-28863e3 elementor-widget elementor-widget-heading\" data-id=\"28863e3\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"heading.default\">\n<div class=\"elementor-widget-container\">\n<h2 class=\"elementor-heading-title elementor-size-default\">Clique no player para conferir o v\u00eddeo com a an\u00e1lise de Stela Saes,professora e doutora em Letras pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ci\u00eancia Humanas (FFLCH) da USP<\/h2>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-f1d0960 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"f1d0960\" data-element_type=\"section\">\n<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-b9f9af2\" data-id=\"b9f9af2\" data-element_type=\"column\">\n<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n<div class=\"elementor-element elementor-element-a2a5aac elementor-widget elementor-widget-heading\" data-id=\"a2a5aac\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"heading.default\">\n<div class=\"elementor-widget-container\">\n<h2 class=\"elementor-heading-title elementor-size-default\">Vulnerabilidade das mulheres<\/h2>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"elementor-element elementor-element-0fb6808 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"0fb6808\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n<div class=\"elementor-widget-container\">\n<p>Ap\u00f3s o abandono, Sarnau tenta o suic\u00eddio e, embora seja salva por um pescador, perde o beb\u00ea de Mwando. Em um salto temporal, ela \u00e9 inesperadamente escolhida para ser a primeira esposa do pr\u00edncipe Ninguila, futuro rei, recebendo um alto lobolo (dote) de 36 vacas virgens por parte de sua fam\u00edlia. Sarnau inicialmente se encanta com a ideia de ser rainha e com a vida de luxo, mas logo se depara com a dura realidade da poligamia e da opress\u00e3o feminina. Ninguila \u00e9 violento, agressivo e a rejeita ap\u00f3s o nascimento de suas filhas g\u00eameas.<\/p>\n<p>Enquanto isso, a vida de Mwando tamb\u00e9m \u00e9 narrada. Ele se casa com Zumbi em um casamento arranjado que fracassa, perde um filho e \u00e9 tra\u00eddo e abandonado. Acaba deportado para Angola, onde cumpre trabalhos for\u00e7ados, mas eventualmente prospera, tornando-se padre e adquirindo uma posi\u00e7\u00e3o de respeito. Ap\u00f3s 15 anos, retorna a Mo\u00e7ambique em busca de Sarnau.<\/p>\n<p>Mwando e Sarnau se reencontram em Mafalala, onde ela vive precariamente, tendo se prostitu\u00eddo para conseguir o dinheiro necess\u00e1rio para devolver o lobolo de seu casamento com Ninguila. Embora Sarnau o confronte amargamente sobre o passado, a paix\u00e3o entre eles renasce. Ela engravida novamente de Mwando, mas esconde o adult\u00e9rio de Ninguila, que acredita ser o pai do filho var\u00e3o que tanto desejava. A esposa favorita de Ninguila, descobre o caso e denuncia Sarnau ao rei, que decide aplicar uma prova fatal.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"elementor-element elementor-element-340b25c elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"340b25c\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n<div class=\"elementor-widget-container\">\n<p>Para proteger sua vida e a do filho, Sarnau foge com Mwando para a ilha de Bazaruto, abandonando suas outras filhas com Ninguila. A vida na ilha \u00e9 dif\u00edcil, e Mwando, mais uma vez, abandona Sarnau, agora gr\u00e1vida novamente, ap\u00f3s ser perseguido e, eventualmente, deportado para Angola por se envolver com uma mulher casada.<\/p>\n<p>Anos depois, Mwando, j\u00e1 livre e bem-sucedido, retorna a Mo\u00e7ambique e finalmente reencontra Sarnau em Mafalala. Ele tenta reconquist\u00e1-la, revelando-se aos filhos dela (incluindo uma filha, fruto do segundo relacionamento entre os dois) e se colocando como pai das filhas que Sarnau criou praticamente sozinha.\u00a0<\/p>\n<p>\u201cA ideia que passa ao leitor \u00e9 que Sarnau aceita Mwando de volta, mas n\u00e3o \u00e9 simplesmente isso que acontece\u201d, esclarece a professora Stela. \u201cMwando vence o contrato social que \u00e9 imposto a essa mulher que precisa de um amparo. Ent\u00e3o ela aceita o Mwando de volta porque ele se coloca como pai dos filhos e ela precisa daquele aux\u00edlio para poder cri\u00e1-los. Ent\u00e3o n\u00e3o \u00e9 um retorno ao amor, mas um retorno a uma sociedade que coloca as m\u00e3es e as mulheres em uma situa\u00e7\u00e3o de extrema vulnerabilidade social. \u201d\u00a0<\/p>\n<p>Entre idas e vindas, a trama principal do livro pode ser considerada a imbrica\u00e7\u00e3o entre os conflitos culturais e a opress\u00e3o vivida pelas mulheres mo\u00e7ambicanas em meio a disputas ideol\u00f3gicas, culturais e pol\u00edticas. \u201cEssa, ali\u00e1s, pode ser considerada o grande mote do projeto liter\u00e1rio de Paulina Chiziane, tema sobre o qual outras de suas obras abordam posteriormente\u201d.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<section class=\"elementor-section elementor-inner-section elementor-element elementor-element-dcb9673 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"dcb9673\" data-element_type=\"section\">\n<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-inner-column elementor-element elementor-element-04bdcac\" data-id=\"04bdcac\" data-element_type=\"column\">\n<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n<div class=\"elementor-element elementor-element-6929b56 elementor-widget elementor-widget-image\" data-id=\"6929b56\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"image.default\">\n<div class=\"elementor-widget-container\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"attachment-full size-full wp-image-265569\" src=\"https:\/\/jornal.usp.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/aspaspng_rosa_50px.png\" alt=\"\" width=\"50\" height=\"44\" loading=\"lazy\"><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"elementor-element elementor-element-2af4d88 elementor-widget elementor-widget-heading\" data-id=\"2af4d88\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"heading.default\">\n<div class=\"elementor-widget-container\">\n<h2 class=\"elementor-heading-title elementor-size-default\">Com a poligamia, com a monogamia, ou mesmo solit\u00e1ria, a vida da mulher \u00e9 sempre dura\u201d<\/h2>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<div class=\"elementor-element elementor-element-3835dd1 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"3835dd1\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n<div class=\"elementor-widget-container\">\n<p>\u201c\u00c9 importante que o leitor n\u00e3o seja algu\u00e9m que julga Sarnau, mas sim algu\u00e9m que acompanhe sua trajet\u00f3ria para entender como essa personagem passa por tantas dificuldades, problemas e viol\u00eancias ao longo de sua vida. O que faz com que essa mulher esteja nesse lugar t\u00e3o vulner\u00e1vel da sociedade\u201d, orienta a professora Stela Saes.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-4fb7c01 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"4fb7c01\" data-element_type=\"section\" data-settings=\"{&quot;background_background&quot;:&quot;classic&quot;}\">\n<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-a6fab30\" data-id=\"a6fab30\" data-element_type=\"column\">\n<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n<div class=\"elementor-element elementor-element-252a8eb elementor-widget elementor-widget-heading\" data-id=\"252a8eb\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"heading.default\">\n<div class=\"elementor-widget-container\">\n<h2 class=\"elementor-heading-title elementor-size-default\">Os desafios de ser a primeira escritora a receber o pr\u00eamio Cam\u00f5es<\/h2>\n<\/div>\n<\/div>\n<section class=\"elementor-section elementor-inner-section elementor-element elementor-element-28aaf7a elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"28aaf7a\" data-element_type=\"section\">\n<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-extended\">\n<div class=\"elementor-column elementor-col-50 elementor-inner-column elementor-element elementor-element-aec75b1\" data-id=\"aec75b1\" data-element_type=\"column\">\n<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n<div class=\"elementor-element elementor-element-7fb071d elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"7fb071d\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n<div class=\"elementor-widget-container\">\n<p>Paulina Chiziane nasceu no dia 4 de julho de 1955, filha de um alfaiate e uma camponesa,\u00a0 cresceu em um ambiente marcado pelos relatos da ocupa\u00e7\u00e3o colonial e da luta armada pela independ\u00eancia de Mo\u00e7ambique. Aprendeu a l\u00edngua portuguesa em uma escola cat\u00f3lica e chegou a cursar Lingu\u00edstica na Universidade Eduardo Mondlane, em Maputo, embora n\u00e3o tenha conclu\u00eddo.<\/p>\n<p>Durante sua juventude, Paulina Chiziane militou ativamente na Frelimo, participando da guerra de independ\u00eancia. Contudo, ela se afastou da pol\u00edtica por desilus\u00e3o com as diretrizes do partido p\u00f3s-independ\u00eancia. Suas decep\u00e7\u00f5es inclu\u00edam as pol\u00edticas filo-ocidentais, ambival\u00eancias ideol\u00f3gicas internas e, em particular, as posi\u00e7\u00f5es do partido sobre monogamia e poligamia, bem como suas hipocrisias, como um movimento pol\u00edtico marxista-leninista, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 liberdade econ\u00f4mica da mulher.<\/p>\n<p>Foi ent\u00e3o que Paulina Chiziane se dedicou \u00e0 escrita, buscando na literatura um espa\u00e7o de liberdade para abordar as quest\u00f5es sociais de seu pa\u00eds. Iniciou sua atividade liter\u00e1ria em 1984, publicando contos em jornais mo\u00e7ambicanos. Em 1990, fez hist\u00f3ria ao publicar \u201cBalada de amor ao vento\u201d, o primeiro romance escrito e publicado por uma mulher em Mo\u00e7ambique.<\/p>\n<p>\u201cA trajet\u00f3ria da protagonista Sarnau, nesse livro, por exemplo, \u00e9 respons\u00e1vel por colocar em quest\u00e3o a relev\u00e2ncia do papel social das mulheres para a reconstru\u00e7\u00e3o de um pa\u00eds rec\u00e9m-sa\u00eddo de uma guerra de desestabiliza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica\u201d, enfatiza a professora Stela Saes.\u00a0<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"elementor-column elementor-col-50 elementor-inner-column elementor-element elementor-element-c28ba91\" data-id=\"c28ba91\" data-element_type=\"column\">\n<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n<div class=\"elementor-element elementor-element-cf38498 elementor-widget elementor-widget-image\" data-id=\"cf38498\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"image.default\">\n<div class=\"elementor-widget-container\">\n<figure class=\"wp-caption\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"attachment-full size-full wp-image-925845\" src=\"https:\/\/jornal.usp.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/20250826_paulina_chiziane.jpg\" sizes=\"auto, (max-width: 960px) 100vw, 960px\"  alt=\"\" width=\"960\" height=\"640\" loading=\"lazy\"><figcaption class=\"widget-image-caption wp-caption-text\"><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"elementor-element elementor-element-7fe6a12 elementor-widget elementor-widget-heading\" data-id=\"7fe6a12\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"heading.default\">\n<div class=\"elementor-widget-container\">\n<h6 class=\"elementor-heading-title elementor-size-default\">\u200bA escritora Paulina Chiziane no Festival Latinidades &#8211; Foto: Festival Latinidades \/\u00a0<a href=\"https:\/\/commons.wikimedia.org\/wiki\/File:Festival_Latinidades_2014_%2814734455725%29.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Wikimedia Commons<\/a><\/h6>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"elementor-element elementor-element-4483aa2 elementor-widget elementor-widget-spacer\" data-id=\"4483aa2\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"spacer.default\">\n<div class=\"elementor-widget-container\">\n<div class=\"elementor-spacer\">\n<div class=\"elementor-spacer-inner\">\u00a0<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"elementor-element elementor-element-5f7cdbe elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"5f7cdbe\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n<div class=\"elementor-widget-container\">\n<p>Em 2002, Paulina publicou o romance\u00a0<em>Niketche: uma hist\u00f3ria de poligamia<\/em>, que lhe rendeu o Pr\u00eamio Jos\u00e9 Craveirinha em 2003. Em 2021, a autora se tornou a primeira mulher africana a ser condecorada com o Pr\u00eamio Cam\u00f5es pelo conjunto de sua obra. A homenagem \u00e9 entregue, em parceria entre os governos brasileiro e portugu\u00eas, a autores que tenham enriquecido o patrim\u00f4nio liter\u00e1rio e cultural da l\u00edngua portuguesa.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-1f74449 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"1f74449\" data-element_type=\"section\">\n<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-f63ad7a\" data-id=\"f63ad7a\" data-element_type=\"column\">\n<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n<div class=\"elementor-element elementor-element-6d02eb0 elementor-widget elementor-widget-heading\" data-id=\"6d02eb0\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"heading.default\">\n<div class=\"elementor-widget-container\">\n<h2 class=\"elementor-heading-title elementor-size-default\">Uma filha de sua \u00e9poca<\/h2>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"elementor-element elementor-element-495599a elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"495599a\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n<div class=\"elementor-widget-container\">\n<p>\u201cBalada de amor ao vento\u201d\u00a0 foi publicado por Paulina Chiziane, em 1990, 15 anos ap\u00f3s a independ\u00eancia de Mo\u00e7ambique de Portugal, em 1975, e foi lan\u00e7ado em um contexto de decl\u00ednio da luta armada p\u00f3s-independ\u00eancia. O per\u00edodo antecedeu os Acordos de Paz de 1992, que formalizaram o fim da guerra civil entre a Frelimo e a Renamo (Resist\u00eancia Nacional Mo\u00e7ambicana).<\/p>\n<p>\u201cAo publicar esse texto, Paulina relembra as promessas da Frelimo durante a luta anticolonial e coloca em foco as reivindica\u00e7\u00f5es das mulheres mo\u00e7ambicanas, para as quais as esperan\u00e7as, sonhos e planos de uma na\u00e7\u00e3o s\u00f3 se materializar\u00e3o quando houver condi\u00e7\u00f5es sociais que realmente favore\u00e7am a igualdade de direitos e condi\u00e7\u00f5es entre homens e mulheres como cerne de uma pol\u00edtica nacional\u201d, explicou Stela.<\/p>\n<p>Assim, a obra n\u00e3o \u00e9 apenas um romance, mas um profundo reflexo das tens\u00f5es sociais e culturais da \u00e9poca. Com sua narrativa especialmente feminina, a obra prioriza o olhar, as experi\u00eancias, os desejos e as frustra\u00e7\u00f5es das mulheres mo\u00e7ambicanas, questionando a condi\u00e7\u00e3o de inferioridade e a submiss\u00e3o a que muitas vezes s\u00e3o submetidas.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<section class=\"elementor-section elementor-inner-section elementor-element elementor-element-1799141 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"1799141\" data-element_type=\"section\">\n<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n<div class=\"elementor-column elementor-col-50 elementor-inner-column elementor-element elementor-element-0934be9\" data-id=\"0934be9\" data-element_type=\"column\">\n<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n<div class=\"elementor-element elementor-element-e8060ad elementor-widget elementor-widget-image\" data-id=\"e8060ad\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"image.default\">\n<div class=\"elementor-widget-container\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"attachment-full size-full wp-image-925859\" src=\"https:\/\/jornal.usp.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/20250808_independencia_mocambique2.jpg\" sizes=\"auto, (max-width: 507px) 100vw, 507px\"  alt=\"\" width=\"507\" height=\"393\" loading=\"lazy\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"elementor-column elementor-col-50 elementor-inner-column elementor-element elementor-element-476acac\" data-id=\"476acac\" data-element_type=\"column\">\n<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n<div class=\"elementor-element elementor-element-63814a5 elementor-widget elementor-widget-image\" data-id=\"63814a5\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"image.default\">\n<div class=\"elementor-widget-container\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"attachment-full size-full wp-image-925858\" src=\"https:\/\/jornal.usp.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/20250808_independencia_mocambique1.jpg\" sizes=\"auto, (max-width: 507px) 100vw, 507px\"  alt=\"\" width=\"507\" height=\"393\" loading=\"lazy\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<div class=\"elementor-element elementor-element-67eac00 elementor-widget elementor-widget-heading\" data-id=\"67eac00\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"heading.default\">\n<div class=\"elementor-widget-container\">\n<h6 class=\"elementor-heading-title elementor-size-default\">Tropas da Frelimo durante a Guerra da Independ\u00eancia de Mo\u00e7ambique &#8211; Fotos:\u00a0<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Guerra_da_Independ%C3%AAncia_de_Mo%C3%A7ambique\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Wikimedia Commons<\/a><\/h6>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"elementor-element elementor-element-93fa47e elementor-widget elementor-widget-spacer\" data-id=\"93fa47e\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"spacer.default\">\n<div class=\"elementor-widget-container\">\n<div class=\"elementor-spacer\">\n<div class=\"elementor-spacer-inner\">\u00a0<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"elementor-element elementor-element-7312180 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"7312180\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n<div class=\"elementor-widget-container\">\n<p>A prosa de Paulina Chiziane consegue abarcar diversos temas relevantes para refletir sobre a sociedade mo\u00e7ambicana de forma integrada ao enredo, sem recorrer a interpreta\u00e7\u00f5es folcl\u00f3ricas dos costumes. Todas as reflex\u00f5es promovidas sobre as mulheres, os conflitos culturais e a rela\u00e7\u00e3o entre natureza e ancestralidade s\u00e3o partes essenciais das viv\u00eancias e trajet\u00f3rias das personagens.<\/p>\n<p>\u201cEssa \u00e9 uma caracter\u00edstica fundamental da prosa de Paulina: ela sempre busca familiarizar o leitor com sua atmosfera de inspira\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria. Ao mesmo tempo, a tem\u00e1tica das rela\u00e7\u00f5es amorosas, do abandono, da decep\u00e7\u00e3o e da maternidade, que s\u00e3o latentes em \u201cBalada de amor ao vento\u201d, toca em aspectos universais, compartilhados por diversas outras narrativas que dialogam com o romance de Paulina, aquelas que colocam mulheres como protagonistas de suas pr\u00f3prias hist\u00f3rias e refletem sobre o of\u00edcio de escritora na contemporaneidade\u201d, explica a pesquisadora.<\/p>\n<p>As desigualdades de g\u00eanero s\u00e3o constantemente expostas na obra, como no trecho em que a tia da protagonista a alerta sobre seu futuro como mulher:<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<section class=\"elementor-section elementor-inner-section elementor-element elementor-element-8eec764 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"8eec764\" data-element_type=\"section\">\n<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-inner-column elementor-element elementor-element-bda365d\" data-id=\"bda365d\" data-element_type=\"column\">\n<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n<div class=\"elementor-element elementor-element-4ffc20f elementor-widget elementor-widget-image\" data-id=\"4ffc20f\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"image.default\">\n<div class=\"elementor-widget-container\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"attachment-full size-full wp-image-265569\" src=\"https:\/\/jornal.usp.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/aspaspng_rosa_50px.png\" alt=\"\" width=\"50\" height=\"44\" loading=\"lazy\"><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"elementor-element elementor-element-a860e6b elementor-widget elementor-widget-heading\" data-id=\"a860e6b\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"heading.default\">\n<div class=\"elementor-widget-container\">\n<h2 class=\"elementor-heading-title elementor-size-default\">Sarnau, o lar \u00e9 um pil\u00e3o e a mulher, o cereal. Como o milho, ser\u00e1s amassada, triturada, torturada, para fazer a felicidade da fam\u00edlia. Como o milho, suporta tudo, pois esse \u00e9 o pre\u00e7o de tua honra\u201d<\/h2>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<div class=\"elementor-element elementor-element-e4bab8f elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"e4bab8f\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n<div class=\"elementor-widget-container\">\n<p>A forma como a mulher \u00e9 submetida e subjugada em diferentes tradi\u00e7\u00f5es, costumes e esferas sociais \u00e9 constantemente questionada pela narradora ao longo do enredo. Al\u00e9m disso, o romance traz discuss\u00f5es relevantes sobre a coloniza\u00e7\u00e3o e a luta anticolonial em Mo\u00e7ambique, permeadas por reflex\u00f5es sobre religi\u00e3o e embates culturais.<\/p>\n<p>\u201cA dica principal para os vestibulandos acredito que seja n\u00e3o perder de vista que o livro foi escrito por uma autora mo\u00e7ambicana e representa uma parte e uma vis\u00e3o da hist\u00f3ria e da cultura desse pa\u00eds\u201d, alerta a professora.<\/p>\n<p>Ela tamb\u00e9m chama aten\u00e7\u00e3o para os potenciais de interdisciplinaridade com outras ci\u00eancias humanas: \u201cO texto destaca a oposi\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica e cultural entre Mambone e Mafalala, dois locais importantes na trajet\u00f3ria da protagonista, refletindo diferen\u00e7as de urbaniza\u00e7\u00e3o e coloniza\u00e7\u00e3o em Mo\u00e7ambique. O romance tamb\u00e9m dialoga com a hist\u00f3ria recente do pa\u00eds, evocando paralelos com a coloniza\u00e7\u00e3o portuguesa no Brasil.\u201d<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"elementor-element elementor-element-25fc0f0 elementor-widget elementor-widget-heading\" data-id=\"25fc0f0\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"heading.default\">\n<div class=\"elementor-widget-container\">\n<h2 class=\"elementor-heading-title elementor-size-default\">Contemporaneidade<\/h2>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"elementor-element elementor-element-61a9c6f elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"61a9c6f\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n<div class=\"elementor-widget-container\">\n<p>\u201cBalada de amor ao vento\u201d n\u00e3o \u00e9 o primeiro livro de Paulina Chiziane a aparecer nas listas de leituras obrigat\u00f3rias dos vestibulares. A autora tem sido presen\u00e7a frequente em diversos processos seletivos, o que \u201cfomenta, inclusive, novas edi\u00e7\u00f5es de suas obras, algo que, at\u00e9 alguns anos atr\u00e1s, era um fator que dificultava o acesso aos seus textos, que n\u00e3o chegavam ao Brasil com tanta facilidade ou rapidez\u201d, afirma Stela Saes.<\/p>\n<p>O pr\u00f3prio \u201cBalada de amor ao vento\u201d, embora tenha sido o primeiro romance escrito por Paulina, n\u00e3o foi o primeiro a ser lan\u00e7ado no Brasil, \u201cVentos do Apocalipse\u201d chegou antes ao Pa\u00eds.<\/p>\n<p>A autora tem como marca registrada em suas obras a cr\u00edtica social e a abordagem de temas latentes na sociedade, que at\u00e9 hoje s\u00e3o amplamente debatidos, como os direitos das mulheres, a n\u00e3o monogamia e os conflitos culturais e religiosos. \u201cEmbora situado em Mo\u00e7ambique, o livro aborda essas quest\u00f5es de forma que a hist\u00f3ria de Sarnau dialogue com diversas outras narrativas em diferentes contextos. Paulina \u00e9 reconhecida mundialmente por sua obra\u201d, observa a professora Stela. \u201cSeus livros seguem extremamente atuais, mantendo di\u00e1logo tanto com a realidade mo\u00e7ambicana quanto com a brasileira.\u201d<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-5887a8c elementor-section-stretched elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"5887a8c\" data-element_type=\"section\" data-settings=\"{&quot;background_background&quot;:&quot;classic&quot;,&quot;stretch_section&quot;:&quot;section-stretched&quot;}\">\n<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-cdc7561\" data-id=\"cdc7561\" data-element_type=\"column\" data-settings=\"{&quot;background_background&quot;:&quot;classic&quot;}\">\n<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n<section class=\"elementor-section elementor-inner-section elementor-element elementor-element-4cd5d1b elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"4cd5d1b\" data-element_type=\"section\">\n<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n<div class=\"elementor-column elementor-col-50 elementor-inner-column elementor-element elementor-element-b9ff8c7\" data-id=\"b9ff8c7\" data-element_type=\"column\">\n<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n<div class=\"elementor-element elementor-element-e3f3262 elementor-widget elementor-widget-heading\" data-id=\"e3f3262\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"heading.default\">\n<div class=\"elementor-widget-container\">\n<h3 class=\"elementor-heading-title elementor-size-default\"><a href=\"https:\/\/jornal.usp.br\/editorias\/universidade\/\">LEIA MAIS<\/a><\/h3>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"elementor-column elementor-col-50 elementor-inner-column elementor-element elementor-element-dd65f10\" data-id=\"dd65f10\" data-element_type=\"column\">\n<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n<div class=\"elementor-element elementor-element-7677169 elementor-widget elementor-widget-heading\" data-id=\"7677169\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"heading.default\">\n<div class=\"elementor-widget-container\">\n<h3 class=\"elementor-heading-title elementor-size-default\"><a href=\"https:\/\/jornal.usp.br\/editorias\/universidade\/acoes-para-comunidade\/\">.<\/a><\/h3>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<div class=\"elementor-element elementor-element-ec1bfa8 elementor-grid-4 elementor-grid-tablet-2 elementor-grid-mobile-1 elementor-posts--thumbnail-top elementor-widget elementor-widget-posts\" data-id=\"ec1bfa8\" data-element_type=\"widget\" data-settings=\"{&quot;classic_row_gap&quot;:{&quot;unit&quot;:&quot;px&quot;,&quot;size&quot;:23,&quot;sizes&quot;:[]},&quot;classic_columns&quot;:&quot;4&quot;,&quot;classic_columns_tablet&quot;:&quot;2&quot;,&quot;classic_columns_mobile&quot;:&quot;1&quot;,&quot;classic_row_gap_laptop&quot;:{&quot;unit&quot;:&quot;px&quot;,&quot;size&quot;:&quot;&quot;,&quot;sizes&quot;:[]},&quot;classic_row_gap_tablet&quot;:{&quot;unit&quot;:&quot;px&quot;,&quot;size&quot;:&quot;&quot;,&quot;sizes&quot;:[]},&quot;classic_row_gap_mobile&quot;:{&quot;unit&quot;:&quot;px&quot;,&quot;size&quot;:&quot;&quot;,&quot;sizes&quot;:[]}}\" data-widget_type=\"posts.classic\">\n<div class=\"elementor-widget-container\">\n<div class=\"elementor-posts-container elementor-posts elementor-posts--skin-classic elementor-grid\">\n<article class=\"elementor-post elementor-grid-item post-937627 post type-post status-publish format-standard has-post-thumbnail hentry category-universidade category-vestibular tag-literatura-portuguesa tag-livros-da-fuvest-2026 unidades-fflch entry has-media\"><a class=\"elementor-post__thumbnail__link no-lightbox\" tabindex=\"-1\" href=\"https:\/\/jornal.usp.br\/universidade\/livros-da-fuvest-2026-em-a-visao-das-plantas-o-jardim-e-metafora-para-abordar-a-violencia-do-colonialismo\/\"><\/p>\n<div class=\"elementor-post__thumbnail elementor-fit-height\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"attachment-medium size-medium wp-image-937702\" src=\"https:\/\/jornal.usp.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/20250624_00_livro_fuvest_a_visao_das_plantas_destaque-300x158.jpg\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\"  alt=\"Montagem de fotos com uma mulher negra ao lado de uma capa de livro e um fundo com imagem de uma navio negreiro e palavras\" width=\"300\" height=\"158\" loading=\"lazy\"><\/div>\n<p><\/a><\/p>\n<div class=\"elementor-post__text\">\n<h2 class=\"elementor-post__title\"><a href=\"https:\/\/jornal.usp.br\/universidade\/livros-da-fuvest-2026-em-a-visao-das-plantas-o-jardim-e-metafora-para-abordar-a-violencia-do-colonialismo\/\">Livros da Fuvest 2026: Em \u201cA Vis\u00e3o das Plantas\u201d, o jardim \u00e9 met\u00e1fora para abordar a viol\u00eancia do colonialismo<\/a><\/h2>\n<div class=\"elementor-post__meta-data\"><span class=\"elementor-post-date\">25\/09\/2025<\/span><\/div>\n<\/div>\n<\/article>\n<article class=\"elementor-post elementor-grid-item post-925648 post type-post status-publish format-standard has-post-thumbnail hentry category-universidade category-vestibular tag-livros-da-fuvest-2026 tag-vestibular-2026 unidades-fflch entry has-media\"><a class=\"elementor-post__thumbnail__link no-lightbox\" tabindex=\"-1\" href=\"https:\/\/jornal.usp.br\/universidade\/livros-da-fuvest-2026-balada-de-amor-ao-vento-destaca-o-protagonismo-feminino-na-busca-por-liberdade\/\"><\/p>\n<div class=\"elementor-post__thumbnail\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"attachment-medium size-medium wp-image-925761\" src=\"https:\/\/jornal.usp.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/20250808_00_livro_balada_de_amor_ao_vento_destaque-300x158.jpg\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\"  alt=\"Rosto de uma mulher negra de cabelos presos com uma capa de livro ao lado e ao fundo uma textura amarela e laranja com sobreposi\u00e7\u00e3o de fotos\" width=\"300\" height=\"158\" loading=\"lazy\"><\/div>\n<p><\/a><\/p>\n<div class=\"elementor-post__text\">\n<h2 class=\"elementor-post__title\"><a href=\"https:\/\/jornal.usp.br\/universidade\/livros-da-fuvest-2026-balada-de-amor-ao-vento-destaca-o-protagonismo-feminino-na-busca-por-liberdade\/\">Livros da Fuvest 2026: \u201cBalada de amor ao vento\u201d destaca o protagonismo feminino na busca por liberdade<\/a><\/h2>\n<div class=\"elementor-post__meta-data\"><span class=\"elementor-post-date\">26\/08\/2025<\/span><\/div>\n<\/div>\n<\/article>\n<article class=\"elementor-post elementor-grid-item post-920162 post type-post status-publish format-standard has-post-thumbnail hentry category-universidade tag-livros-da-fuvest-2026 tag-vestibular-2026 unidades-fflch entry has-media\"><a class=\"elementor-post__thumbnail__link no-lightbox\" tabindex=\"-1\" href=\"https:\/\/jornal.usp.br\/universidade\/livros-da-fuvest-2026-cristo-cigano-explora-os-contrastes-entre-vida-e-morte-e-entre-sagrado-e-profano\/\"><\/p>\n<div class=\"elementor-post__thumbnail\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"attachment-medium size-medium wp-image-920181\" src=\"https:\/\/jornal.usp.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/20250808_00_livro_fuvest_cristo_cigano-300x158.jpg\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\"  alt=\"Montagem com uma foto em preto e branco de uma mulher branca de cabelos escuros e ao lado a capa de um livro, ao fundo a cor amarela e um cristo estilizado\" width=\"300\" height=\"158\" loading=\"lazy\"><\/div>\n<p><\/a><\/p>\n<div class=\"elementor-post__text\">\n<h2 class=\"elementor-post__title\"><a href=\"https:\/\/jornal.usp.br\/universidade\/livros-da-fuvest-2026-cristo-cigano-explora-os-contrastes-entre-vida-e-morte-e-entre-sagrado-e-profano\/\">Livros da Fuvest 2026: \u201cO Cristo Cigano\u201d explora os contrastes entre vida e morte e entre sagrado e profano<\/a><\/h2>\n<div class=\"elementor-post__meta-data\"><span class=\"elementor-post-date\">11\/08\/2025<\/span><\/div>\n<\/div>\n<\/article>\n<article class=\"elementor-post elementor-grid-item post-910872 post type-post status-publish format-standard has-post-thumbnail hentry category-universidade category-vestibular tag-livros-da-fuvest-2026 tag-vestibular-2026 unidades-fflch entry has-media\"><a class=\"elementor-post__thumbnail__link no-lightbox\" tabindex=\"-1\" href=\"https:\/\/jornal.usp.br\/universidade\/livros-da-fuvest-2026-opusculo-humanitario-reune-reflexoes-de-precursora-do-pensamento-feminista-no-brasil\/\"><\/p>\n<div class=\"elementor-post__thumbnail\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"attachment-medium size-medium wp-image-910945\" src=\"https:\/\/jornal.usp.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/20250715_00_livro_fuvest_opusculo_humanitario-300x158.jpg\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\"  alt=\"Montagem de fotos com uma foto antiga de uma mulher branca com cabelos escuros na altura do ombro, ao lado uma capa de livro e ao fundo uma imagem de meninas numa escola\" width=\"300\" height=\"158\" loading=\"lazy\"><\/div>\n<p><\/a><\/p>\n<div class=\"elementor-post__text\">\n<h2 class=\"elementor-post__title\"><a href=\"https:\/\/jornal.usp.br\/universidade\/livros-da-fuvest-2026-opusculo-humanitario-reune-reflexoes-de-precursora-do-pensamento-feminista-no-brasil\/\">Livros da Fuvest 2026: \u201cOp\u00fasculo Humanit\u00e1rio\u201d re\u00fane reflex\u00f5es de precursora do pensamento feminista no Brasil<\/a><\/h2>\n<div class=\"elementor-post__meta-data\"><span class=\"elementor-post-date\">15\/07\/2025<\/span><\/div>\n<\/div>\n<\/article>\n<article class=\"elementor-post elementor-grid-item post-903453 post type-post status-publish format-standard has-post-thumbnail hentry category-universidade category-vestibular tag-livros-da-fuvest-2026 tag-vestibular-2026 unidades-bbm entry has-media\"><a class=\"elementor-post__thumbnail__link no-lightbox\" tabindex=\"-1\" href=\"https:\/\/jornal.usp.br\/universidade\/livros-da-fuvest-2026-memorias-de-marta-traz-analise-politica-e-sociologica-do-brasil-pos-abolicao\/\"><\/p>\n<div class=\"elementor-post__thumbnail\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"attachment-medium size-medium wp-image-904629\" src=\"https:\/\/jornal.usp.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/20250624_00_livro_fuvest_memorias_de_martha-300x158.jpg\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\"  alt=\"\" width=\"300\" height=\"158\" loading=\"lazy\"><\/div>\n<p><\/a><\/p>\n<div class=\"elementor-post__text\">\n<h2 class=\"elementor-post__title\"><a href=\"https:\/\/jornal.usp.br\/universidade\/livros-da-fuvest-2026-memorias-de-marta-traz-analise-politica-e-sociologica-do-brasil-pos-abolicao\/\">Livros da Fuvest 2026: \u201cMem\u00f3rias de Martha\u201d traz an\u00e1lise pol\u00edtica e sociol\u00f3gica do Brasil p\u00f3s-aboli\u00e7\u00e3o<\/a><\/h2>\n<div class=\"elementor-post__meta-data\"><span class=\"elementor-post-date\">02\/07\/2025<\/span><\/div>\n<\/div>\n<\/article>\n<article class=\"elementor-post elementor-grid-item post-899364 post type-post status-publish format-standard has-post-thumbnail hentry category-universidade tag-fuvest-2026 tag-livros-da-fuvest-2026 unidades-fflch entry has-media\"><a class=\"elementor-post__thumbnail__link no-lightbox\" tabindex=\"-1\" href=\"https:\/\/jornal.usp.br\/universidade\/livros-da-fuvest-2026-em-as-meninas-lygia-fagundes-telles-desafia-os-anos-de-chumbo-com-ousadia-literaria\/\"><\/p>\n<div class=\"elementor-post__thumbnail\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"attachment-medium size-medium wp-image-899417\" src=\"https:\/\/jornal.usp.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/2025061_00_livro_as_meninas_fuvest2026-300x158.jpg\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\"  alt=\"Montagem com a foto de uma mulher branca jovem de cabelos escuros compridos ao lado de uma capa de livro e ao fundo mulheres numa manifesta\u00e7\u00e3o e palavras por cima da imagem\" width=\"300\" height=\"158\" loading=\"lazy\"><\/div>\n<p><\/a><\/p>\n<div class=\"elementor-post__text\">\n<h2 class=\"elementor-post__title\"><a href=\"https:\/\/jornal.usp.br\/universidade\/livros-da-fuvest-2026-em-as-meninas-lygia-fagundes-telles-desafia-os-anos-de-chumbo-com-ousadia-literaria\/\">Livros da Fuvest 2026: em \u201cAs Meninas\u201d, Lygia Fagundes Telles desafia os anos de chumbo com ousadia liter\u00e1ria<\/a><\/h2>\n<div class=\"elementor-post__meta-data\"><span class=\"elementor-post-date\">11\/06\/2025<\/span><\/div>\n<\/div>\n<\/article>\n<article class=\"elementor-post elementor-grid-item post-893628 post type-post status-publish format-standard has-post-thumbnail hentry category-estude-na-usp category-universidade tag-livros-da-fuvest-2026 tag-vestibular-2026 unidades-fflch entry has-media\"><a class=\"elementor-post__thumbnail__link no-lightbox\" tabindex=\"-1\" href=\"https:\/\/jornal.usp.br\/universidade\/livros-da-fuvest-2026-nebulosas-reune-poemas-abolicionistas-e-romanticos-marcados-por-critica-social\/\"><\/p>\n<div class=\"elementor-post__thumbnail\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"attachment-medium size-medium wp-image-894072\" src=\"https:\/\/jornal.usp.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/20250528_00_livro_fuvest_nebulosas3-300x158.jpg\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\"  alt=\"Montagem com um desenho de uma mulher jovem, branca, de cabelos escuros, um livro ao lado e ao fundo palavras de um poema e imagens de uma manifesta\u00e7\u00e3o\" width=\"300\" height=\"158\" loading=\"lazy\"><\/div>\n<p><\/a><\/p>\n<div class=\"elementor-post__text\">\n<h2 class=\"elementor-post__title\"><a href=\"https:\/\/jornal.usp.br\/universidade\/livros-da-fuvest-2026-nebulosas-reune-poemas-abolicionistas-e-romanticos-marcados-por-critica-social\/\">Livros da Fuvest 2026: \u201cNebulosas\u201d re\u00fane poemas abolicionistas e rom\u00e2nticos marcados por cr\u00edtica social<\/a><\/h2>\n<div class=\"elementor-post__meta-data\"><span class=\"elementor-post-date\">28\/05\/2025<\/span><\/div>\n<\/div>\n<\/article>\n<article class=\"elementor-post elementor-grid-item post-887152 post type-post status-publish format-standard has-post-thumbnail hentry category-universidade category-vestibular tag-livros-da-fuvest-2026 tag-vestibular-2026 unidades-fflch entry has-media\"><a class=\"elementor-post__thumbnail__link no-lightbox\" tabindex=\"-1\" href=\"https:\/\/jornal.usp.br\/universidade\/livros-da-fuvest-2026-cancao-para-ninar-menino-grande-explora-construcao-da-sociedade-patriarcal-brasileira\/\"><\/p>\n<div class=\"elementor-post__thumbnail\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"attachment-medium size-medium wp-image-887196\" src=\"https:\/\/jornal.usp.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/20250513_00_livro_fuvest_cancao_de_ninar_menino_grande-300x158.jpg\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\"  alt=\"Fundo colorido com uma imagem acima de uma mulher negra de cabelos brancos e a capa de um livro de cabe\" width=\"300\" height=\"158\" loading=\"lazy\"><\/div>\n<p><\/a><\/p>\n<div class=\"elementor-post__text\">\n<h2 class=\"elementor-post__title\"><a href=\"https:\/\/jornal.usp.br\/universidade\/livros-da-fuvest-2026-cancao-para-ninar-menino-grande-explora-construcao-da-sociedade-patriarcal-brasileira\/\">Livros da Fuvest 2026: \u201cCan\u00e7\u00e3o para ninar menino grande\u201d explora constru\u00e7\u00e3o da sociedade patriarcal brasileira<\/a><\/h2>\n<div class=\"elementor-post__meta-data\"><span class=\"elementor-post-date\">13\/05\/2025<\/span><\/div>\n<\/div>\n<\/article>\n<article class=\"elementor-post elementor-grid-item post-881941 post type-post status-publish format-standard has-post-thumbnail hentry category-universidade category-vestibular tag-fuvest-2026 tag-livros-da-fuvest-2026 unidades-fflch entry has-media\"><a class=\"elementor-post__thumbnail__link no-lightbox\" tabindex=\"-1\" href=\"https:\/\/jornal.usp.br\/universidade\/livros-da-fuvest-2026-caminho-de-pedras-retrata-a-resistencia-das-mulheres-na-politica-e-no-amor\/\"><\/p>\n<div class=\"elementor-post__thumbnail\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"attachment-medium size-medium wp-image-938438\" src=\"https:\/\/jornal.usp.br\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/20250929_00_livros_fuvest_2026_caminho_de_pedras-300x158.jpg\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\"  alt=\"Montagem de fotos com um fundo com militares e na frante uma mulher branca de cabelos grisalhos e ao lado uma capa de livro\" width=\"300\" height=\"158\" loading=\"lazy\"><\/div>\n<p><\/a><\/p>\n<div class=\"elementor-post__text\">\n<h2 class=\"elementor-post__title\"><a href=\"https:\/\/jornal.usp.br\/universidade\/livros-da-fuvest-2026-caminho-de-pedras-retrata-a-resistencia-das-mulheres-na-politica-e-no-amor\/\">Livros da Fuvest 2026: \u201cCaminho de pedras\u201d retrata a resist\u00eancia das mulheres na pol\u00edtica e no amor<\/a><\/h2>\n<div class=\"elementor-post__meta-data\"><span class=\"elementor-post-date\">28\/04\/2025<\/span><\/div>\n<\/div>\n<\/article>\n<div class=\"elementor-post__meta-data\"><span class=\"elementor-post-date\">fonte: https:\/\/jornal.usp.br\/universidade\/livros-da-fuvest-2026-balada-de-amor-ao-vento-destaca-o-protagonismo-feminino-na-busca-por-liberdade\/<\/span><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<div class=\"pvc_clear\"><\/div>\n<p id=\"pvc_stats_828\" class=\"pvc_stats all  \" data-element-id=\"828\" style=\"\"><i class=\"pvc-stats-icon medium\" aria-hidden=\"true\"><svg xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" version=\"1.0\" viewBox=\"0 0 502 315\" preserveAspectRatio=\"xMidYMid meet\"><g transform=\"translate(0,332) scale(0.1,-0.1)\" fill=\"\" stroke=\"none\"><path d=\"M2394 3279 l-29 -30 -3 -207 c-2 -182 0 -211 15 -242 39 -76 157 -76 196 0 15 31 17 60 15 243 l-3 209 -33 29 c-26 23 -41 29 -80 29 -41 0 -53 -5 -78 -31z\"\/><path d=\"M3085 3251 c-45 -19 -58 -50 -96 -229 -47 -217 -49 -260 -13 -295 52 -53 146 -42 177 20 16 31 87 366 87 410 0 70 -86 122 -155 94z\"\/><path d=\"M1751 3234 c-13 -9 -29 -31 -37 -50 -12 -29 -10 -49 21 -204 19 -94 39 -189 45 -210 14 -50 54 -80 110 -80 34 0 48 6 76 34 21 21 34 44 34 59 0 14 -18 113 -40 219 -37 178 -43 195 -70 221 -36 32 -101 37 -139 11z\"\/><path d=\"M1163 3073 c-36 -7 -73 -59 -73 -102 0 -56 133 -378 171 -413 34 -32 83 -37 129 -13 70 36 67 87 -16 290 -86 209 -89 214 -129 231 -35 14 -42 15 -82 7z\"\/><path d=\"M3689 3066 c-15 -9 -33 -30 -42 -48 -48 -103 -147 -355 -147 -375 0 -98 131 -148 192 -74 13 15 57 108 97 206 80 196 84 226 37 273 -30 30 -99 39 -137 18z\"\/><path d=\"M583 2784 c-38 -19 -67 -74 -58 -113 9 -42 211 -354 242 -373 16 -10 45 -18 66 -18 51 0 107 52 107 100 0 39 -1 41 -124 234 -80 126 -108 162 -133 173 -41 17 -61 16 -100 -3z\"\/><path d=\"M4250 2784 c-14 -9 -74 -91 -133 -183 -95 -150 -107 -173 -107 -213 0 -55 33 -94 87 -104 67 -13 90 8 211 198 130 202 137 225 78 284 -27 27 -42 34 -72 34 -22 0 -50 -8 -64 -16z\"\/><path d=\"M2275 2693 c-553 -48 -1095 -270 -1585 -649 -135 -104 -459 -423 -483 -476 -23 -49 -22 -139 2 -186 73 -142 361 -457 571 -626 285 -228 642 -407 990 -497 242 -63 336 -73 660 -74 310 0 370 5 595 52 535 111 1045 392 1455 803 122 121 250 273 275 326 19 41 19 137 0 174 -41 79 -309 363 -465 492 -447 370 -946 591 -1479 653 -113 14 -422 18 -536 8z m395 -428 c171 -34 330 -124 456 -258 112 -119 167 -219 211 -378 27 -96 24 -300 -5 -401 -72 -255 -236 -447 -474 -557 -132 -62 -201 -76 -368 -76 -167 0 -236 14 -368 76 -213 98 -373 271 -451 485 -162 444 86 934 547 1084 153 49 292 57 452 25z m909 -232 c222 -123 408 -262 593 -441 76 -74 138 -139 138 -144 0 -16 -233 -242 -330 -319 -155 -123 -309 -223 -461 -299 l-81 -41 32 46 c18 26 49 83 70 128 143 306 141 649 -6 957 -25 52 -61 116 -79 142 l-34 47 45 -20 c26 -10 76 -36 113 -56z m-2057 25 c-40 -58 -105 -190 -130 -263 -110 -324 -59 -707 132 -981 25 -35 42 -64 37 -64 -19 0 -241 119 -326 174 -188 122 -406 314 -532 468 l-58 71 108 103 c185 178 428 349 672 473 66 33 121 60 123 61 2 0 -10 -19 -26 -42z\"\/><path d=\"M2375 1950 c-198 -44 -350 -190 -395 -379 -18 -76 -8 -221 19 -290 114 -284 457 -406 731 -260 98 52 188 154 231 260 27 69 37 214 19 290 -38 163 -166 304 -326 360 -67 23 -215 33 -279 19z\"\/><\/g><\/svg><\/i> <img decoding=\"async\" width=\"16\" height=\"16\" alt=\"Loading\" src=\"https:\/\/feminismo.org.br\/ULFA\/wp-content\/plugins\/page-views-count\/ajax-loader-2x.gif\" border=0 \/><\/p>\n<div class=\"pvc_clear\"><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Livro de Paulina Chiziane trata da luta das mulheres contra a opress\u00e3o, abordando temas que permanecem atuais no contexto do p\u00f3s-independ\u00eancia de Mo\u00e7ambique<\/p>\n","protected":false},"author":5419,"featured_media":827,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":true,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"_gspb_post_css":"","content-type":"","footnotes":""},"categories":[471],"tags":[582,552,672],"class_list":["post-828","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-mocambique","tag-literatura","tag-mocambique","tag-usp"],"acf":[],"a3_pvc":{"activated":true,"total_views":0,"today_views":0},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/feminismo.org.br\/ULFA\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/828","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/feminismo.org.br\/ULFA\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/feminismo.org.br\/ULFA\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/feminismo.org.br\/ULFA\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/5419"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/feminismo.org.br\/ULFA\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=828"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/feminismo.org.br\/ULFA\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/828\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/feminismo.org.br\/ULFA\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/827"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/feminismo.org.br\/ULFA\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=828"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/feminismo.org.br\/ULFA\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=828"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/feminismo.org.br\/ULFA\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=828"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}