{"id":846,"date":"2025-11-28T08:14:15","date_gmt":"2025-11-28T11:14:15","guid":{"rendered":"https:\/\/feminismo.org.br\/ULFA\/2025\/11\/28\/reflorestar-consciencias-por-que-o-brasil-precisa-de-uma-universidade-indigena\/"},"modified":"2025-11-28T08:14:15","modified_gmt":"2025-11-28T11:14:15","slug":"reflorestar-consciencias-por-que-o-brasil-precisa-de-uma-universidade-indigena","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/feminismo.org.br\/ULFA\/?p=846","title":{"rendered":"Reflorestar consci\u00eancias: por que o Brasil precisa de uma universidade ind\u00edgena?"},"content":{"rendered":"<p>Governo brasileiro enviou ao Congresso um projeto de lei para criar a primeira Universidade Federal Ind\u00edgena do Brasil<\/p>\n<p>27.nov.2025 &#8211; 20:30 &#8211; Brasil de Fato<\/p>\n<ul>\n<li class=\"elementor-icon-list-item elementor-repeater-item-dfb1922 elementor-inline-item\"><span class=\"elementor-icon-list-icon\"><\/span><span class=\"elementor-icon-list-text elementor-post-info__item elementor-post-info__item--type-custom\">Bras\u00edlia (DF)<\/span><\/li>\n<li class=\"elementor-icon-list-item elementor-repeater-item-26df8d1 elementor-inline-item\"><span class=\"elementor-icon-list-icon\"><\/span><span class=\"elementor-icon-list-text elementor-post-info__item elementor-post-info__item--type-custom\"><a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/autores\/leonardo-fernandes\/\" rel=\"tag\">Leonardo Fernandes<\/a><\/span><\/li>\n<\/ul>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-843\" src=\"https:\/\/feminismo.org.br\/ULFA\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/mulheres-originarias-educacao1.jpg\" alt=\"mulheres originarias educacao1\" width=\"900\" height=\"600\" srcset=\"https:\/\/feminismo.org.br\/ULFA\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/mulheres-originarias-educacao1.jpg 900w, https:\/\/feminismo.org.br\/ULFA\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/mulheres-originarias-educacao1-300x200.jpg 300w, https:\/\/feminismo.org.br\/ULFA\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/mulheres-originarias-educacao1-768x512.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 900px) 100vw, 900px\" \/><\/p>\n<div class=\"elementor-widget-container\">Ind\u00edgenas de v\u00e1rias etnias participaram do Acampamento Terra Livre (ATL), no Eixo Monumental de Bras\u00edlia, em abril de 2025| Cr\u00e9dito:&nbsp;<span class=\"bdf-image-credit\">Fabio Rodrigues-Pozzebom\/ Ag\u00eancia Brasil<\/span><\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<p>O an\u00fancio de uma in\u00e9dita&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2025\/11\/27\/lula-lanca-universidade-indigena-inedita-no-brasil-com-previsao-de-primeiras-turmas-em-2027-saiba-como-vai-funcionar\/\">Universidade Federal Ind\u00edgena (Unindi)<\/a>&nbsp;pelo governo federal, nesta quinta-feira (27), \u00e9 mais que a conquista de uma pol\u00edtica p\u00fablica. Para os povos origin\u00e1rios, \u00e9 tamb\u00e9m um ato de repara\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica e um reconhecimento fundamental da ci\u00eancia que brota da floresta. Um projeto que \u00e9 fruto de anos de d\u00e9cadas de luta de suas lideran\u00e7as.<\/p>\n<p>\u201cO Brasil \u00e9 o \u00fanico pa\u00eds no mundo a ter nome de uma \u00e1rvore\u201d, lembra a deputada C\u00e9lia Xakriab\u00e1, que fez parte do processo de concep\u00e7\u00e3o da nova universidade.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cNa verdade, a universidade ind\u00edgena j\u00e1 existe h\u00e1 mais de 1.500 anos atr\u00e1s. Hoje \u00e9 apenas assinatura. Mas, na verdade, antes de assinar com a caneta, n\u00f3s assinamos com sabedoria da floresta, n\u00f3s assinamos com o jenipapo e o urucum\u201d, afirma a parlamentar, que \u00e9 graduada em&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2021\/02\/04\/reivindicar-nosso-espaco-e-protagonismo-e-importante-na-luta-pela-educacao-indigena\/\" title=\"\">Educa\u00e7\u00e3o Ind\u00edgena<\/a>, pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e estudiosa das experi\u00eancias de universidades ind\u00edgenas na Am\u00e9rica Latina.&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cEm 2016, tive a oportunidade de pesquisar sobre universidade ind\u00edgena no M\u00e9xico e as universidades aut\u00f4nomas. E o Brasil ganha um momento muito importante porque \u00e9 reconhecendo a universidade ind\u00edgena, mas com a pluralidade de povos diferentes. E hoje pensar as epistemologias ind\u00edgenas \u00e9 pensar uma supera\u00e7\u00e3o do epistemic\u00eddio tamb\u00e9m. Quantas vezes o nosso conhecimento ind\u00edgena, a ci\u00eancia ind\u00edgena foi negada na universidade?\u201d, comenta Xakriab\u00e1.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Consagra\u00e7\u00e3o de um direito<\/h4>\n<p><a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2025\/02\/17\/esta-sendo-reescrita-a-constituica-diz-mauricio-terena-sobre-conciliacao-do-marco-temporal-no-stf\/\" title=\"\">Maur\u00edcio Terena, advogado ind\u00edgena<\/a>, explica que a universidade representa a consagra\u00e7\u00e3o do mandamento constitucional e o respeito ao conhecimento tradicional.&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cUma universidade ind\u00edgena vem que para consagrar o respeito ao conhecimento tradicional ind\u00edgena, que a hist\u00f3ria desse pa\u00eds \u00e9 fundada numa perspectiva da qual os nossos corpos, os nossos conhecimentos, eles eram invalidados por essa ci\u00eancia hegem\u00f4nica. Ent\u00e3o, poder hoje estar testemunhando esse lan\u00e7amento dessa universidade ind\u00edgena, eu acho que acima de tudo como advogado ind\u00edgena, \u00e9 a consagra\u00e7\u00e3o do mandamento constitucional, mas tamb\u00e9m a promo\u00e7\u00e3o e o respeito dos conhecimentos ind\u00edgenas\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Terena lembra das dificuldades que passou para se formar em direito,&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/podcast\/bem-viver\/2022\/08\/05\/programa-bem-viver-estudantes-indigenas-articulam-uniao-plurinacional-para-debater-educacao\/\" title=\"\">sendo um estudante ind\u00edgena<\/a>. \u201cEu relembro um pouco das viol\u00eancias que a gente passa no ensino superior quando a gente fala que \u00e9 ind\u00edgena, quando a gente traz as perspectivas, no meu caso, do direito ind\u00edgena para o debate\u201d, recorda o advogado.&nbsp;<\/p>\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Territ\u00f3rios transformados<\/h4>\n<p>Al\u00e9m da import\u00e2ncia epistemol\u00f3gica e clim\u00e1tica, a universidade ind\u00edgena \u00e9 vista como um marco importante para a inclus\u00e3o e a melhoria de vida nas comunidades. Para estudantes como Ricardo,&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/colunista\/memorias-e-poeticas-pluri-versas-antirracistas\/2024\/10\/30\/o-sangue-potiguara-na-baia-da-traicao\/\" title=\"\">do povo Potiguara<\/a>, a universidade ind\u00edgena \u00e9 uma quest\u00e3o de resist\u00eancia e proporciona visibilidade para seu povo. \u201cAjuda a dar visibilidade para o nosso povo e \u00e0 nossa resist\u00eancia\u201d, comentou brevemente, tomado pela timidez, o jovem de 18 anos, que viajou da Para\u00edba a Bras\u00edlia para prestigiar a cria\u00e7\u00e3o da Unindi.<\/p>\n<p>Josi \u00e9 da etnia Galibi-Marworno, do estado do Amap\u00e1. Ela disse que estava emocionada por estar presente no que considerou um momento hist\u00f3rico para os povos ind\u00edgenas do Brasil, pelo qual muitos de seus irm\u00e3os tombaram pelo caminho. \u201cA maioria das nossas lideran\u00e7as que lutaram j\u00e1 tombaram e isso \u00e9 um fruto de muitas que j\u00e1 se foram e n\u00f3s estamos vivendo esse momento aqui enquanto estudante. Ent\u00e3o a gente est\u00e1 aqui nesse momento acompanhando todo esse processo que foi feito nesse momento hist\u00f3rico para n\u00f3s, povos ind\u00edgenas\u201d, disse a ind\u00edgena de 30 anos, que estuda Hist\u00f3ria na Universidade Federal do Par\u00e1 (UFPA).&nbsp;<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 um marco importante porque a inclus\u00e3o que a gente tem hoje nas universidades federais \u00e9 pouca. Porque olha, eu sou do estado Amap\u00e1, e saio para fazer o curso em outro estado. Ent\u00e3o ter a universidade, e quem sabe ter os campis dentro do nosso territ\u00f3rio, \u00e9 muito importante para n\u00f3s\u201d, afirmou.&nbsp;<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-844\" src=\"https:\/\/feminismo.org.br\/ULFA\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/lula-liderancas-indigenas2.jpg\" alt=\"lula liderancas indigenas2\" width=\"900\" height=\"560\" srcset=\"https:\/\/feminismo.org.br\/ULFA\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/lula-liderancas-indigenas2.jpg 900w, https:\/\/feminismo.org.br\/ULFA\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/lula-liderancas-indigenas2-300x187.jpg 300w, https:\/\/feminismo.org.br\/ULFA\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/lula-liderancas-indigenas2-768x478.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 900px) 100vw, 900px\" \/><\/p>\n<p>Presidente da Rep\u00fablica, Luiz In\u00e1cio Lula da Silva, junto a lideran\u00e7as ind\u00edgenas, durante a cerim\u00f4nia de an\u00fancio da Universidade Federal Ind\u00edgena.&nbsp;<span class=\"credit-separator\">|<\/span>Cr\u00e9dito: Foto: Ricardo Stuckert \/ PR<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Werymehe&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2025\/08\/18\/indigenas-pataxo-retomam-terra-sobreposta-por-fazendas-na-bahia-e-denunciam-ameaca-do-invasao-zero\/\" title=\"\">Patax\u00f3<\/a>&nbsp;\u00e9 da regi\u00e3o centro-oeste de Minas Gerais, e considera que Unindi \u00e9 mais um passo na repara\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica ainda em d\u00edvida com os povos ind\u00edgenas.&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cA gente fala que o Brasil ele tem uma d\u00edvida hist\u00f3rica e principalmente conhecimento. Ent\u00e3o a academia foi um dos \u00faltimos lugares, que a gente fala que recebe os povos ind\u00edgenas, mas recebe de uma forma ainda muito racista\u201d, aponta a ind\u00edgena, que \u00e9 formada em psicologia pela UFMG e agora pretende apoiar o projeto da nova universidade.&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cDesde o tempo da invas\u00e3o, os portugueses que chegaram, trouxeram suas leis, seus conhecimentos, as suas armas, as doen\u00e7as, e isso fez um impacto muito gigante para os povos ind\u00edgenas. E a\u00ed o que eles fizeram? Escreveram sobre a gente, sobre o nosso conhecimento. Ent\u00e3o hoje, todo o conhecimento que a academia tem \u00e9 a partir do conhecimento dos povos ind\u00edgenas. S\u00f3 que eles escrevem do jeito deles, nunca citam os povos ind\u00edgenas. Ent\u00e3o essa constru\u00e7\u00e3o da universidade ind\u00edgena \u00e9 para a gente mostrar que est\u00e3o aqui e que tamb\u00e9m somos capazes de caminhar lado a lado com todo nosso conhecimento\u201d, argumenta a ind\u00edgena Patax\u00f3.<\/p>\n<p>Por sua vez, Maur\u00edcio Terena j\u00e1 vislumbra transforma\u00e7\u00f5es profundas a partir dessa experi\u00eancia acad\u00eamica que, se bem n\u00e3o est\u00e1 restrita aos povos ind\u00edgenas, sendo uma universidade aberta a toda a sociedade, tem potencial para promover grandes viradas de pensamento na sociedade brasileira.&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;\u201cIsso gera na sociedade brasileira uma nova maneira de se organizar politicamente. Eu j\u00e1 fico curioso para daqui 10, 15 anos, ver como ela vai transformar acima de tudo as nossas realidades locais, mas tamb\u00e9m a configura\u00e7\u00e3o da sociedade como um todo, e a academia tamb\u00e9m, porque a gente vai passar a trazer conhecimentos que, em alguma medida, foram invalidados durante o processo de constru\u00e7\u00e3o desse pa\u00eds. Acho que trazer uma virada epistemol\u00f3gica mesmo da ci\u00eancia no nosso pa\u00eds\u201d, avalia.&nbsp;<\/p>\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Universidade do clima<\/h4>\n<p>Celia Xakriab\u00e1 aponta que n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel pensar em solu\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas sem reconhecer a ci\u00eancia e a tecnologia ancestral dos povos ind\u00edgenas. Ela chega a sugerir que a universidade ind\u00edgena pode ser reconhecida como a universidade do clima, algo que n\u00e3o existe em nenhum lugar do mundo.<\/p>\n<p>\u201cNo mundo inteiro n\u00e3o existe escola do clima e universidade do clima. E a universidade ind\u00edgena j\u00e1 pode ser reconhecida tamb\u00e9m como a universidade do clima. N\u00f3s, povos ind\u00edgenas, somos 5% da popula\u00e7\u00e3o mundial e protegemos mais de 80% da sociobiodiversidade\u201d, prop\u00f5e a parlamentar, que defende que a \u201cci\u00eancia do clima\u201d esteja enraizada nos territ\u00f3rios.<\/p>\n<p>Com um toque de poesia e ancestralidade, a deputada refor\u00e7a a ideia de que preservar as florestas e o meio ambiente j\u00e1 \u00e9 uma alternativa e uma solu\u00e7\u00e3o, e deve passar pelo reconhecimento dos saberes tradicionais. \u201cA Terra \u00e9 a professora mais antiga do planeta e a floresta tamb\u00e9m \u00e9 escola, a floresta tamb\u00e9m \u00e9 universidade\u201d, recita.<\/p>\n<p>Segundo o governo, os grupos t\u00e9cnicos interministeriais respons\u00e1veis pelo desenho das institui\u00e7\u00f5es atuar\u00e3o ao longo de 2026 e a previs\u00e3o \u00e9 que as universidades entrem em funcionamento em 2027.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-845\" src=\"https:\/\/feminismo.org.br\/ULFA\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/lula-projeto-criando-universidade-indigena3.jpg\" alt=\"lula projeto criando universidade indigena3\" width=\"768\" height=\"512\" srcset=\"https:\/\/feminismo.org.br\/ULFA\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/lula-projeto-criando-universidade-indigena3.jpg 768w, https:\/\/feminismo.org.br\/ULFA\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/lula-projeto-criando-universidade-indigena3-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 768px) 100vw, 768px\" \/><\/p>\n<div class=\"elementor-element elementor-element-6950de8 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"6950de8\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n<div class=\"elementor-widget-container\">Editado por:&nbsp;Lu\u00eds Indriunas<\/div>\n<\/div>\n<div><a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2025\/11\/27\/lula-lanca-universidade-indigena-inedita-no-brasil-com-previsao-de-primeiras-turmas-em-2027-saiba-como-vai-funcionar\/\" class=\"bdf-related-card\"><\/a><\/div>\n<div>fonte:&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2025\/11\/27\/reflorestar-consciencias-por-que-o-brasil-precisa-de-uma-universidade-indigena\/\">https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2025\/11\/27\/reflorestar-consciencias-por-que-o-brasil-precisa-de-uma-universidade-indigena\/<\/a><\/p>\n<h1 class=\"elementor-heading-title elementor-size-default\"><\/h1>\n<\/div>\n<div class=\"pvc_clear\"><\/div>\n<p id=\"pvc_stats_846\" class=\"pvc_stats all  \" data-element-id=\"846\" style=\"\"><i class=\"pvc-stats-icon medium\" aria-hidden=\"true\"><svg xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" version=\"1.0\" viewBox=\"0 0 502 315\" preserveAspectRatio=\"xMidYMid meet\"><g transform=\"translate(0,332) scale(0.1,-0.1)\" fill=\"\" stroke=\"none\"><path d=\"M2394 3279 l-29 -30 -3 -207 c-2 -182 0 -211 15 -242 39 -76 157 -76 196 0 15 31 17 60 15 243 l-3 209 -33 29 c-26 23 -41 29 -80 29 -41 0 -53 -5 -78 -31z\"\/><path d=\"M3085 3251 c-45 -19 -58 -50 -96 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