{"id":3682,"date":"2026-05-25T17:07:53","date_gmt":"2026-05-25T20:07:53","guid":{"rendered":"https:\/\/feminismo.org.br\/ULFA\/?p=3682"},"modified":"2026-05-25T17:08:01","modified_gmt":"2026-05-25T20:08:01","slug":"djamila-ribeiro-a-raiz-da-nossa-sociedade-e-o-odio-as-mulheres","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/feminismo.org.br\/ULFA\/djamila-ribeiro-a-raiz-da-nossa-sociedade-e-o-odio-as-mulheres\/","title":{"rendered":"Djamila Ribeiro: \u201cA raiz da nossa sociedade \u00e9 o \u00f3dio \u00e0s mulheres\u201d"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em&nbsp;<strong>G\u00eanero e N\u00famero<\/strong>, fil\u00f3sofa disseca o fen\u00f4meno red pill, as lacunas raciais nos 20 anos da Lei Maria da Penha e por que o Estado brasileiro ainda falha ao tratar as mulheres como uma \u201cmassa abstrata\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">29 de abril de 2026<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.generonumero.media\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/mariana.png\" srcset=\"https:\/\/www.generonumero.media\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/mariana.png 500w, \/&lt;a \/href=\" alt=\"\" width=\"188\" height=\"188\"><a href=\"https:\/\/www.generonumero.media\/author\/mariana-rosetti\/\"><\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/www.generonumero.media\/author\/mariana-rosetti\/\">Mariana Rosetti &#8211; G\u00eanero e N\u00famero<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 id=\"quando-o-corpo-guarda-a-violencia\" class=\"wp-block-heading\"><a href=\"https:\/\/www.generonumero.media\/quando-o-corpo-guarda-a-violencia\/\"><strong>Quando o corpo guarda a viol\u00eancia<\/strong><\/a><a href=\"https:\/\/www.generonumero.media\/quando-o-corpo-guarda-a-violencia\/\"><\/a><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.generonumero.media\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/capa-entrevista-djamila-800x350.png\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"350\"><br>Foto da entrevistada: Felipe Max<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando Djamila Ribeiro diz que \u201ca raiz da nossa sociedade \u00e9 o \u00f3dio \u00e0s mulheres\u201d, percebe as pessoas desconfort\u00e1veis. O inc\u00f4modo com a palavra \u00f3dio, segundo ela, parece sobrepor os n\u00fameros alarmantes de viol\u00eancia contra mulher no Brasil. Ela responde n\u00e3o ligando para os narizes torcidos ou olhos virados e ainda o nomeia: misoginia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para a escritora, professora e fil\u00f3sofa, entender a misoginia contempor\u00e2nea \u00e9 n\u00e3o s\u00f3 encarar uma infraestrutura que reafirma que a mulher \u00e9 o \u201coutro\u201d \u2014 aquela que pode ser mercadoria, dominada ou silenciada por uma suposta \u201cnatureza\u201d inferior, mas tamb\u00e9m olhar para o passado. \u00c9 entender g\u00eanero a partir das ra\u00edzes escravocratas do Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em uma conversa profunda com a&nbsp;<strong>G\u00eanero e N\u00famero<\/strong>, ela detalha&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.djamilaribeiro.com.br\/djamila-lanca-curso-sobre-pensamento-redpill-com-proposta-de-democratizar-acesso-e-ampliar-alcance-em-escolas-e-comunidades\/\">o novo curso que promove, sobre o pensamento Red Pill<\/a>, com inscri\u00e7\u00f5es abertas at\u00e9 15 de maio, e traz para o debate como ignorar as discuss\u00f5es sobre ra\u00e7a e classe \u00e9 manter a estrutura da opress\u00e3o e da viol\u00eancia rodando.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para ela, nomear \u00e9 urgente no agora: enquanto as mulheres est\u00e3o vivas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/www.whatsapp.com\/channel\/0029VbBaiZaBadmUnJl9pP35\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Receba nossos conte\u00fados no WhatsApp<\/a><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Em sua participa\u00e7\u00e3o na&nbsp;<\/strong><a href=\"https:\/\/www.novafronteira.com.br\/o-segundo-sexo-70-anos?srsltid=AfmBOoqNIAKegGXo4NLlHQjhf2mnPUh3lHfEtKdfoUMZaATd8Lk0O5QY\"><strong>edi\u00e7\u00e3o comemorativa de&nbsp;<\/strong><strong><em>O Segundo Sexo<\/em><\/strong><\/a><strong>, de Simone de Beauvoir, voc\u00ea resgata a premissa de que se a mulher \u00e9 o \u201cOutro\u201d, a mulher negra ocupa o lugar de \u201cOutro do Outro\u201d. Como equilibrar o reconhecimento da genialidade de Beauvoir com a necessidade cr\u00edtica de apontar os limites de uma obra que, em 1949, ainda partia de uma vis\u00e3o universal de mulher?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Djamila Ribeiro________Primeiro eu queria dizer que sou absolutamente apaixonada por Simone de Beauvoir. Essa \u00e9 uma das minhas autoras favoritas da vida. Porque em 1949, lan\u00e7ar um livro sobre a filosofia da condi\u00e7\u00e3o feminina \u00e9 para poucas. O tanto de ataques que ela sofreu \u00e0 \u00e9poca\u2026 Ainda mais na filosofia, que \u00e9 uma \u00e1rea muito masculina.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 importante dizer que Simone de Beauvoir, no Brasil, na faculdade de filosofia, ainda n\u00e3o tem o reconhecimento que merece, mesmo sendo uma mulher branca e europeia. Ent\u00e3o, a gente est\u00e1 falando do quanto ainda, independentemente de sermos brancas ou negras, \u00e9 dif\u00edcil para a mulher em geral nesse campo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando ela pensa a categoria do Outro, colocando a mulher nesse lugar do Outro, \u00e9 muito importante para a gente entender por que a mulher \u00e9 tratada como o segundo sexo. Ela fala que a mulher est\u00e1 inserida na mesma l\u00f3gica colonial: o branco \u00e9 o sujeito, o negro \u00e9 o objeto. Ent\u00e3o, ela est\u00e1 dizendo: o homem \u00e9 o sujeito, a mulher o objeto. O homem \u00e9 o racional, a mulher \u00e9 o emocional. O homem \u00e9 o superior, a mulher \u00e9 o inferior.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">S\u00f3 que, em 1949, ela estava muito focada na realidade de mulheres como ela. De fato, ela parte de uma vis\u00e3o universal de mulher. \u00c0s vezes, eu fico em discuss\u00f5es com feministas negras: \u201cAh, n\u00e3o, tem que jogar fora\u201d. Calma l\u00e1.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/www.generonumero.media\/newsletter\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Assine nossa newsletter semanal<\/a><\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.generonumero.media\/wp-content\/themes\/generoenumero\/assets\/aspas-border.svg\" alt=\"aspa\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Apontar o limite de uma an\u00e1lise n\u00e3o \u00e9 jogar fora. Grada [Kilomba, psic\u00f3loga e artista] vem e aponta esse limite: &#8216;A mulher negra, ela \u00e9 esse &#8216;Outro do Outro&#8217;, porque ela \u00e9 essa ant\u00edtese tanto de branquitude como de masculinidade.&#8221;<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ela acaba partindo de um outro lugar social. Ent\u00e3o, para a gente entender a realidade da mulher negra, precisa necessariamente entend\u00ea-la a partir do componente racial, da intersec\u00e7\u00e3o de ra\u00e7a, classe e g\u00eanero.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Eu insisto nisso com os meus alunos, porque em discuss\u00e3o de Twitter fica tudo muito raso. Voc\u00ea n\u00e3o pode jogar o trabalho de Beauvoir fora. N\u00e3o interessa o que voc\u00ea acha da vida pessoal dela; ela fez um trabalho monumental e, a partir da sua estrutura filos\u00f3fica, at\u00e9 hoje, a gente pode pensar outras realidades.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Se Grada consegue pensar o \u201cOutro do Outro\u201d, Beauvoir pensou o \u201cOutro\u201d. Eu super amo Beauvoir, mas nem por isso vou deixar de trazer a cr\u00edtica que as feministas negras fazem a ela. Acho que essa \u00e9 a honestidade do trabalho. A teoria feminista \u00e9 uma hist\u00f3ria de mulheres que tiveram essa coragem numa \u00e9poca muito dura e que, claro, tinham limites. As feministas negras conseguem dar conta desses limites porque trazem [seu pensamento] a partir da interseccionalidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/www.generonumero.media\/apoie\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Apoie a G\u00eanero e N\u00famero<\/a><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Seu livro&nbsp;<\/strong><a href=\"https:\/\/www.companhiadasletras.com.br\/livro\/9788535931136\/quem-tem-medo-do-feminismo-negro?srsltid=AfmBOoqaMjViqwZlEMEeY7OPK9NTApEuDM5s6Rj-0oGQ-8CtGKqtMHYs\"><strong><em>Quem tem medo do feminismo negro<\/em><\/strong><strong>?<\/strong><\/a><strong>&nbsp;re\u00fane artigos de 2014 a 2017 escritos por voc\u00ea na Carta Capital. Eles questionavam, j\u00e1 naquela \u00e9poca, a hegemonia de um \u201cfeminismo universal\u201d, que muitas vezes silenciava as dores espec\u00edficas das mulheres negras. Passada quase uma d\u00e9cada, essa pauta avan\u00e7ou?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Djamila Ribeiro________Eu considero que tivemos avan\u00e7os, sobretudo com um n\u00famero maior de pesquisadoras negras conseguindo mais espa\u00e7o. Acho que, at\u00e9 por conta das a\u00e7\u00f5es afirmativas, elas acessaram o ensino superior e isso fez uma diferen\u00e7a muito grande.<a href=\"https:\/\/oglobo.globo.com\/brasil\/a-historia-das-cotas-nas-universidades-federais-23604597\">&nbsp;A primeira universidade [a ter cotas para pessoas negras] foi a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) em 2001<\/a>, mas a gente tem a&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2011-2014\/2012\/lei\/l12711.htm\">lei federal de cotas em 2012<\/a>. Antes disso, a gente tinha poucas mulheres negras nesse lugar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um outro ponto digno de nota \u00e9 o mercado editorial, que n\u00e3o foi dado \u00e0s mulheres negras, mas conquistado. Projetos como o&nbsp;<a href=\"https:\/\/espacofeminismosplurais.org.br\/\"><em>Feminismos Plurais<\/em><\/a>&nbsp;e outras iniciativas mostraram que autores negros vendem, sim, e fazem sucesso com seus livros. Isso for\u00e7ou o mercado&nbsp;<em>mainstream<\/em>&nbsp;a se abrir mais para essas pautas. Eles come\u00e7aram a publicar autoras feministas negras como a gente nunca teve.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Hoje, temos v\u00e1rios t\u00edtulos da bell hooks publicados, da Patr\u00edcia Hill Collins, da Angela Davis.&nbsp;Em 2015, eu que mandei um e-mail para Angela perguntando se ela tinha interesse em traduzir&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.boitempoeditorial.com.br\/produto\/mulheres-raca-e-classe-152721?srsltid=AfmBOoqzw5kIJYR6XJtuqqY9ytPXUoWR94ceRKFhLv4Jhmr1q1h7RNpr\"><em>Mulheres, ra\u00e7a e classe<\/em><\/a>&nbsp;para a Boitempo Editorial. Importante dizer que eu n\u00e3o ganhei nada para isso, mas era muito do meu inc\u00f4modo de n\u00e3o ver essas autoras publicadas no Brasil. Ela aceitou o convite, o livro foi publicado em 2016, e eu escrevi o pref\u00e1cio. Foi um dos t\u00edtulos mais vendidos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A partir da\u00ed, eu comecei a organizar publica\u00e7\u00f5es em 2017, e a gente teve um boom de autoras negras. Eu participei muito de perto da publica\u00e7\u00e3o de algumas delas, como a pr\u00f3pria Angela Davis, mas tamb\u00e9m Audre Lorde, Maya Angelou e Toni Morrison.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Foi um movimento que n\u00f3s feministas negras no Brasil criamos para for\u00e7ar o mercado editorial a publicar mais, porque a gente sentia muita falta disso nas nossas pesquisas. Esses livros n\u00e3o eram traduzidos, a gente tinha que traduzir n\u00f3s mesmas ou fazer tradu\u00e7\u00e3o coletiva, e isso impactava diretamente na percep\u00e7\u00e3o dos nossos estudos no campo do feminismo negro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Isso tamb\u00e9m possibilitou que v\u00e1rias autoras brasileiras fossem publicadas, como L\u00e9lia Gonzalez, que n\u00e3o era, demorou muito para ter um reconhecimento e tantas outras. A pr\u00f3pria Sueli Carneiro.<a href=\"https:\/\/almapreta.com.br\/sessao\/agenda\/sueli-carneiro-lanca-selo-editorial-para-a-publicacao-de-autores-negros\/\">&nbsp;Eu criei o selo Sueli Carneiro em 2018, e a gente publicou o livro dela&nbsp;<em>Escritos de uma Vida<\/em><\/a>.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A gera\u00e7\u00e3o mais nova come\u00e7ou a puxar para que as mais velhas tamb\u00e9m pudessem ser republicadas. Isso \u00e9 ineg\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/www.generonumero.media\/reportagens\/davis-hill-collins-brasil-liberdade-problemas-sociais\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Angela Davis e Patricia Hill Collins fazem ode \u00e0 liberdade em passagem pelo Brasil e analisam quest\u00f5es urgentes do pa\u00eds<\/a><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Esse fen\u00f4meno editorial e acad\u00eamico n\u00e3o parece ser apenas uma mudan\u00e7a de cat\u00e1logo, mas uma ferramenta pol\u00edtica. A populariza\u00e7\u00e3o das teorias feministas negras tem conseguido, de fato, romper a bolha intelectual e pautar a formula\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas ou a disputa por espa\u00e7os de poder institucional?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Djamila Ribeiro________Sim, porque da\u00ed, a gente tem material suficiente para poder organizar e pensar determinadas pol\u00edticas para as mulheres, com um olhar interseccional. A gente tem como justificar quando tem essas obras em m\u00e3os.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.generonumero.media\/wp-content\/themes\/generoenumero\/assets\/aspas-border.svg\" alt=\"aspa\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Acho que nunca na hist\u00f3ria do Brasil o feminismo negro e as feministas negras tiveram tanto espa\u00e7o e, com isso, conseguiram pautar os temas que s\u00e3o importantes no debate nacional.&#8221;<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O que&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.generonumero.media\/o-legado-de-marielle-franco\/\">aconteceu com Marielle Franco<\/a>&nbsp;foi algo que nos impactou muito. Impactou a popula\u00e7\u00e3o em geral, mas tamb\u00e9m n\u00f3s, mulheres negras, em especial. Isso, apesar da tristeza e da trag\u00e9dia, tamb\u00e9m fortaleceu e impulsionou que mais mulheres negras se candidatassem para pol\u00edtica institucional.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essa presen\u00e7a, ainda que pequena&nbsp;\u2014&nbsp;\u00e9 importante falar, o Brasil ainda tem n\u00fameros baix\u00edssimos de representa\u00e7\u00e3o feminina&nbsp;\u2014&nbsp;sem d\u00favida nenhuma impulsionou que mais mulheres negras pudessem estar nas pol\u00edticas fazendo essas disputas. \u00c9 o que a gente precisa muito no \u00e2mbito da pol\u00edtica institucional.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cfemea.org.br\/images\/ilustracoes\/seta-rosa.png\" alt=\"seta rosa\"\/><\/figure>\n\n\n\n<h3 id=\"leia-a-materia-e-entrevista-completa-em-genero-e-numero-aqui\" class=\"wp-block-heading\">Leia a mat\u00e9ria e entrevista completa em&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.generonumero.media\/entrevistas\/djamila-ribeiro-odio-as-mulheres\/\"><strong>G\u00caNERO E N\u00daMERO<\/strong>&nbsp;&#8211; aqui<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n<div class=\"pvc_clear\"><\/div><p id=\"pvc_stats_3682\" class=\"pvc_stats all  \" data-element-id=\"3682\" style=\"\"><i class=\"pvc-stats-icon medium\" aria-hidden=\"true\"><svg xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" version=\"1.0\" viewBox=\"0 0 502 315\" preserveAspectRatio=\"xMidYMid meet\"><g transform=\"translate(0,332) scale(0.1,-0.1)\" fill=\"\" stroke=\"none\"><path d=\"M2394 3279 l-29 -30 -3 -207 c-2 -182 0 -211 15 -242 39 -76 157 -76 196 0 15 31 17 60 15 243 l-3 209 -33 29 c-26 23 -41 29 -80 29 -41 0 -53 -5 -78 -31z\"\/><path d=\"M3085 3251 c-45 -19 -58 -50 -96 -229 -47 -217 -49 -260 -13 -295 52 -53 146 -42 177 20 16 31 87 366 87 410 0 70 -86 122 -155 94z\"\/><path d=\"M1751 3234 c-13 -9 -29 -31 -37 -50 -12 -29 -10 -49 21 -204 19 -94 39 -189 45 -210 14 -50 54 -80 110 -80 34 0 48 6 76 34 21 21 34 44 34 59 0 14 -18 113 -40 219 -37 178 -43 195 -70 221 -36 32 -101 37 -139 11z\"\/><path d=\"M1163 3073 c-36 -7 -73 -59 -73 -102 0 -56 133 -378 171 -413 34 -32 83 -37 129 -13 70 36 67 87 -16 290 -86 209 -89 214 -129 231 -35 14 -42 15 -82 7z\"\/><path d=\"M3689 3066 c-15 -9 -33 -30 -42 -48 -48 -103 -147 -355 -147 -375 0 -98 131 -148 192 -74 13 15 57 108 97 206 80 196 84 226 37 273 -30 30 -99 39 -137 18z\"\/><path d=\"M583 2784 c-38 -19 -67 -74 -58 -113 9 -42 211 -354 242 -373 16 -10 45 -18 66 -18 51 0 107 52 107 100 0 39 -1 41 -124 234 -80 126 -108 162 -133 173 -41 17 -61 16 -100 -3z\"\/><path d=\"M4250 2784 c-14 -9 -74 -91 -133 -183 -95 -150 -107 -173 -107 -213 0 -55 33 -94 87 -104 67 -13 90 8 211 198 130 202 137 225 78 284 -27 27 -42 34 -72 34 -22 0 -50 -8 -64 -16z\"\/><path d=\"M2275 2693 c-553 -48 -1095 -270 -1585 -649 -135 -104 -459 -423 -483 -476 -23 -49 -22 -139 2 -186 73 -142 361 -457 571 -626 285 -228 642 -407 990 -497 242 -63 336 -73 660 -74 310 0 370 5 595 52 535 111 1045 392 1455 803 122 121 250 273 275 326 19 41 19 137 0 174 -41 79 -309 363 -465 492 -447 370 -946 591 -1479 653 -113 14 -422 18 -536 8z m395 -428 c171 -34 330 -124 456 -258 112 -119 167 -219 211 -378 27 -96 24 -300 -5 -401 -72 -255 -236 -447 -474 -557 -132 -62 -201 -76 -368 -76 -167 0 -236 14 -368 76 -213 98 -373 271 -451 485 -162 444 86 934 547 1084 153 49 292 57 452 25z m909 -232 c222 -123 408 -262 593 -441 76 -74 138 -139 138 -144 0 -16 -233 -242 -330 -319 -155 -123 -309 -223 -461 -299 l-81 -41 32 46 c18 26 49 83 70 128 143 306 141 649 -6 957 -25 52 -61 116 -79 142 l-34 47 45 -20 c26 -10 76 -36 113 -56z m-2057 25 c-40 -58 -105 -190 -130 -263 -110 -324 -59 -707 132 -981 25 -35 42 -64 37 -64 -19 0 -241 119 -326 174 -188 122 -406 314 -532 468 l-58 71 108 103 c185 178 428 349 672 473 66 33 121 60 123 61 2 0 -10 -19 -26 -42z\"\/><path d=\"M2375 1950 c-198 -44 -350 -190 -395 -379 -18 -76 -8 -221 19 -290 114 -284 457 -406 731 -260 98 52 188 154 231 260 27 69 37 214 19 290 -38 163 -166 304 -326 360 -67 23 -215 33 -279 19z\"\/><\/g><\/svg><\/i> <img decoding=\"async\" width=\"16\" height=\"16\" alt=\"Loading\" src=\"https:\/\/feminismo.org.br\/ULFA\/wp-content\/plugins\/page-views-count\/ajax-loader-2x.gif\" border=0 \/><\/p><div class=\"pvc_clear\"><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em&nbsp;G\u00eanero e N\u00famero, fil\u00f3sofa disseca o fen\u00f4meno red pill, as lacunas raciais nos 20 anos da Lei Maria da Penha e por que o Estado brasileiro ainda falha ao tratar as mulheres como uma \u201cmassa abstrata\u201d. 29 de abril de 2026 Mariana Rosetti &#8211; 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