{"id":3816,"date":"2026-05-28T15:21:08","date_gmt":"2026-05-28T18:21:08","guid":{"rendered":"https:\/\/feminismo.org.br\/ULFA\/?p=3816"},"modified":"2026-05-28T15:21:13","modified_gmt":"2026-05-28T18:21:13","slug":"quem-lutara-pela-transformacao-do-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/feminismo.org.br\/ULFA\/quem-lutara-pela-transformacao-do-brasil\/","title":{"rendered":"Quem lutar\u00e1 pela transforma\u00e7\u00e3o do Brasil?"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Depois de passar do sert\u00e3o \u00e0 f\u00e1brica e \u00e0 luta por direitos, pa\u00eds mergulhou na era do trabalho fragmentado e dos conflitos sem projeto. Rendeu-se \u00e0 agroexporta\u00e7\u00e3o e ao algoritmo. Como encontrar, neste caos, um novo sujeito social das mudan\u00e7as?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/outraspalavras.net\/category\/crise-brasileira\/\">Crise Brasileira<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por&nbsp;<a href=\"https:\/\/outraspalavras.net\/author\/marciopochmann\/\">Marcio Pochmann<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Publicado 26\/05\/2026 \u00e0s 18:18 <\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/outraspalavras.net\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/SMABC-Comemoracao-de-primeiro-de-maio-trabalhadores-Sao-bernardo-dos-campos-sao-paulo-1980.jpg.webp\" alt=\"\" class=\"wp-image-3186578\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Comemora\u00e7\u00e3o de 1 de maio, em S\u00e3o Bernardo do Campo, na d\u00e9cada de 1980 Foto: SMABC<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h4 id=\"boletim-outras-palavras\" class=\"wp-block-heading\">Boletim Outras Palavras<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Receba por email, diariamente, todas as publica\u00e7\u00f5es do siteAssinar<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">T\u00edtulo original:<br><strong>Do sert\u00e3o ao algoritmo: a muta\u00e7\u00e3o dos conflitos no Brasil<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Brasil atravessou, em pouco mais de um s\u00e9culo, tr\u00eas formas hist\u00f3ricas de conflito social. Cada uma delas correspondeu a uma etapa distinta do capitalismo brasileiro. No pa\u00eds agr\u00e1rio da Rep\u00fablica Velha, prevaleceram guerras camponesas, messianismos e rebeli\u00f5es regionais. No Brasil urbano-industrial desenvolvimentista, ganharam for\u00e7a o sindicalismo, as greves gerais, os movimentos de massa e as guerrilhas ideol\u00f3gicas. J\u00e1 na sociedade de servi\u00e7os hiperconectada da Era Digital, o Brasil neoliberal produziu algo novo representado pelo conflito fragmentado, financeirizado e emocionalmente mobilizado por algoritmos e redes sociais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Da mesma forma, a viol\u00eancia mudou de forma, acompanhando as altera\u00e7\u00f5es na trajet\u00f3ria do capitalismo. Na Rep\u00fablica Velha, o conflito vinha do abandono. O sert\u00e3o rebelava-se contra um pa\u00eds que praticamente n\u00e3o existia fora das oligarquias exportadoras. A Guerra de Canudos n\u00e3o foi apenas uma rebeli\u00e3o religiosa, mas a explos\u00e3o de um Brasil exclu\u00eddo da moderniza\u00e7\u00e3o olig\u00e1rquica. O mesmo ocorreu na Guerra do Contestado, no canga\u00e7o e nas revoltas tenentistas. Aquele Brasil ainda era territorialmente fraturado. O Estado era pequeno, regionalizado e incapaz de integrar a maioria da popula\u00e7\u00e3o. O conflito tinha cheiro de terra, fome e abandono.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/apoia.se\/outraspalavras\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/outraspalavras.net\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/15.png.webp\" alt=\"\"\/><\/a><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Depois de 1930, o pa\u00eds mudou de eixo hist\u00f3rico. A Revolu\u00e7\u00e3o de 1930 inaugurou o ciclo do capitalismo industrial e do Estado nacional desenvolvimentista. O poder centralizou-se, a industrializa\u00e7\u00e3o avan\u00e7ou e milh\u00f5es de pessoas migraram para as cidades. O conflito deixou de ser apenas territorial e passou a ser social e ideol\u00f3gico. A f\u00e1brica substituiu parcialmente o sert\u00e3o como centro da vida nacional. Surgiram sindicatos, movimentos oper\u00e1rios, organiza\u00e7\u00f5es estudantis, partidos de massa, movimentos camponeses modernos e guerrilhas revolucion\u00e1rias. A rebeldia ganhou linguagem pol\u00edtica moderna, permitindo que parte crescente dos conflitos sociais fosse parcialmente institucionalizada pela legisla\u00e7\u00e3o trabalhista, previd\u00eancia social e sindicatos reconhecidos pelo Estado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O trabalhador urbano passou a existir politicamente como sujeito coletivo. Havia partidos, programas, lideran\u00e7as, projetos nacionais e horizonte hist\u00f3rico. Mesmo a esquerda armada dos anos 1960 e 1970 acreditava disputar o futuro do pa\u00eds. A ditadura civil-militar reprimiu violentamente, mas, paradoxalmente, aprofundou a centralidade estatal. O Estado desenvolvimentista integrava e reprimia ao mesmo tempo. Planejava a economia, expandia a infraestrutura, criava empresas estatais e organizava o mercado de trabalho. O conflito ocorria dentro da l\u00f3gica da constru\u00e7\u00e3o nacional. Ao mesmo tempo, a Guerra Fria internacionalizou os conflitos internos. A Intentona Comunista, as guerrilhas urbanas e a Guerrilha do Araguaia j\u00e1 pertenciam ao universo das ideologias modernas: comunismo, nacionalismo, anticomunismo e revolu\u00e7\u00e3o social.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Tudo isso come\u00e7ou a ruir a partir de 1990. O neoliberalismo n\u00e3o destruiu apenas pol\u00edticas econ\u00f4micas. Desorganizou a pr\u00f3pria arquitetura social constru\u00edda ao longo do s\u00e9culo XX. A abertura comercial desindustrializou regi\u00f5es inteiras. A financeiriza\u00e7\u00e3o deslocou o centro da economia da produ\u00e7\u00e3o para a renda financeira. O mundo do trabalho tornou-se prec\u00e1rio, terceirizado e intermitente. O antigo oper\u00e1rio industrial foi sendo substitu\u00eddo pelo trabalhador fragmentado dos aplicativos, dos call centers e das plataformas digitais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Brasil deixou de sonhar em ser uma pot\u00eancia industrial para se tornar exportador de&nbsp;<em>commodities<\/em>, consumidor de plataformas estrangeiras e territ\u00f3rio subordinado \u00e0s finan\u00e7as globais. A consequ\u00eancia hist\u00f3rica foi brutal:, com o conflito perdendo o seu centro organizador. A antiga greve oper\u00e1ria exigia concentra\u00e7\u00e3o fabril, identidade coletiva e organiza\u00e7\u00e3o sindical. O neoliberalismo dissolveu precisamente essas bases.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A nova sociedade de servi\u00e7os hiperconectada produziu outro tipo de rebeldia: instant\u00e2nea, emocional, dispersa, algor\u00edtmica e fragmentada. As Jornadas de Junho de 2013 simbolizaram essa ruptura hist\u00f3rica. Milh\u00f5es foram \u00e0s ruas sem lideran\u00e7a central, sem programa unificado e sem horizonte comum. O que emergiu ali foi o resultado de uma nova sociedade saturada de frustra\u00e7\u00e3o, hiperconectividade e descren\u00e7a institucional.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A pol\u00edtica deixou de ser organizada apenas por partidos, sindicatos ou movimentos cl\u00e1ssicos. Passou a ser organizada por fluxos digitais. O algoritmo tornou-se ator pol\u00edtico. As plataformas digitais n\u00e3o s\u00e3o meios neutros de comunica\u00e7\u00e3o. Empresas como Meta Platforms, Google e TikTok operam m\u00e1quinas globais de captura de aten\u00e7\u00e3o baseadas em engajamento emocional. A raiva circula mais do que a reflex\u00e3o. O \u00f3dio mobiliza mais do que a argumenta\u00e7\u00e3o. O choque moral produz mais cliques do que a racionalidade. O capitalismo digital descobriu que a indigna\u00e7\u00e3o permanente \u00e9 economicamente lucrativa. A pol\u00edtica, assim, foi subordinada aos interesses econ\u00f4micos imediatos e transformada em guerra afetiva cont\u00ednua.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Brasil internalizou esse modelo proveniente principalmente dos Estados Unidos. N\u00e3o importou apenas plataformas, mas tamb\u00e9m guerras culturais, teorias conspirat\u00f3rias, ultraliberalismo, extremismo digital e polariza\u00e7\u00e3o identit\u00e1ria. O resultado tem sido uma sociedade permanentemente excitada por conflitos simb\u00f3licos.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/lojahucitec.com.br\/\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/outraspalavras.net\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/HUCITEC-vozesindigenas.png.webp\" alt=\"\"\/><\/a><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Enquanto a desigualdade estrutural permanece intacta, a esfera p\u00fablica \u00e9 incendiada diariamente por disputas morais, religiosas, identit\u00e1rias, culturais e algor\u00edtmicas. A ascens\u00e3o pol\u00edtica de Jair Bolsonaro expressou precisamente essa muta\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica. O bolsonarismo n\u00e3o nasceu do velho coronelismo nem do nacionalismo desenvolvimentista. Nasceu do colapso das media\u00e7\u00f5es coletivas tradicionais, combinado \u00e0 radicaliza\u00e7\u00e3o digital.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Trata-se de um fen\u00f4meno t\u00edpico da era neoliberal: individualizado, emocional, antipol\u00edtico, hiperconectado e permanentemente mobilizado. A extrema direita compreendeu, antes de muitos setores progressistas, que o poder contempor\u00e2neo circula pelos algoritmos, pelas redes e pela captura emocional. Ao mesmo tempo, as periferias urbanas foram atravessadas por outra transforma\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica: o crescimento das economias ilegais organizadas. Fac\u00e7\u00f5es como o Primeiro Comando da Capital e o Comando Vermelho n\u00e3o s\u00e3o simples desvios criminais. S\u00e3o produtos estruturais da combina\u00e7\u00e3o entre neoliberalismo perif\u00e9rico, encarceramento em massa e fragmenta\u00e7\u00e3o social.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A antiga guerrilha revolucion\u00e1ria queria tomar o Estado. As fac\u00e7\u00f5es contempor\u00e2neas ocupam territ\u00f3rios abandonados pelo pr\u00f3prio Estado. O conflito brasileiro entrou em uma nova era, pois menos ideol\u00f3gica, mais fragmentada; menos organizada por classe, mais atravessada por ressentimento, medo e precariedade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O pa\u00eds saiu do sert\u00e3o rebelde, passou pela f\u00e1brica sindicalizada e desembocou no labirinto digital da financeiriza\u00e7\u00e3o global. Hoje, a rebeldia j\u00e1 n\u00e3o precisa de panfletos, sindicatos ou quart\u00e9is. Ela circula por v\u00eddeos curtos, grupos fechados, fake news, influenciadores e impulsos emocionais programados por intelig\u00eancia algor\u00edtmica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Canudos foi destru\u00edda por canh\u00f5es. A sociedade contempor\u00e2nea \u00e9 corro\u00edda por fluxos invis\u00edveis de desinforma\u00e7\u00e3o, precariza\u00e7\u00e3o e captura da subjetividade. Nesta nova fase do conflito no Brasil, ele deixou de ser apenas social ou pol\u00edtico. Tornou-se tamb\u00e9m cognitivo, emocional e digital.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Outras Palavras \u00e9 feito por muitas m\u00e3os. 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Professor titular da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Foi presidente da Funda\u00e7\u00e3o Perseu Abramo de 2012 a 2020, presidente do Instituto de Pesquisa Econ\u00f4mica Aplicada, entre 2007 e 2012, e secret\u00e1rio municipal de S\u00e3o Paulo de 2001 a 2004. Concorreu duas vezes a prefeitura de Campinas-SP (2012 e 2016). Publicou dezenas de livros sobre Economia, sendo agraciado tr\u00eas vezes com o Pr\u00eamio Jabuti.<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">fonte: <a href=\"https:\/\/outraspalavras.net\/crise-brasileira\/quem-lutara-para-transformacao-do-brasil\/\">https:\/\/outraspalavras.net\/crise-brasileira\/quem-lutara-para-transformacao-do-brasil\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n<div class=\"pvc_clear\"><\/div><p id=\"pvc_stats_3816\" class=\"pvc_stats all  \" data-element-id=\"3816\" style=\"\"><i class=\"pvc-stats-icon medium\" aria-hidden=\"true\"><svg xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" version=\"1.0\" viewBox=\"0 0 502 315\" preserveAspectRatio=\"xMidYMid meet\"><g transform=\"translate(0,332) scale(0.1,-0.1)\" fill=\"\" stroke=\"none\"><path d=\"M2394 3279 l-29 -30 -3 -207 c-2 -182 0 -211 15 -242 39 -76 157 -76 196 0 15 31 17 60 15 243 l-3 209 -33 29 c-26 23 -41 29 -80 29 -41 0 -53 -5 -78 -31z\"\/><path d=\"M3085 3251 c-45 -19 -58 -50 -96 -229 -47 -217 -49 -260 -13 -295 52 -53 146 -42 177 20 16 31 87 366 87 410 0 70 -86 122 -155 94z\"\/><path d=\"M1751 3234 c-13 -9 -29 -31 -37 -50 -12 -29 -10 -49 21 -204 19 -94 39 -189 45 -210 14 -50 54 -80 110 -80 34 0 48 6 76 34 21 21 34 44 34 59 0 14 -18 113 -40 219 -37 178 -43 195 -70 221 -36 32 -101 37 -139 11z\"\/><path d=\"M1163 3073 c-36 -7 -73 -59 -73 -102 0 -56 133 -378 171 -413 34 -32 83 -37 129 -13 70 36 67 87 -16 290 -86 209 -89 214 -129 231 -35 14 -42 15 -82 7z\"\/><path d=\"M3689 3066 c-15 -9 -33 -30 -42 -48 -48 -103 -147 -355 -147 -375 0 -98 131 -148 192 -74 13 15 57 108 97 206 80 196 84 226 37 273 -30 30 -99 39 -137 18z\"\/><path d=\"M583 2784 c-38 -19 -67 -74 -58 -113 9 -42 211 -354 242 -373 16 -10 45 -18 66 -18 51 0 107 52 107 100 0 39 -1 41 -124 234 -80 126 -108 162 -133 173 -41 17 -61 16 -100 -3z\"\/><path d=\"M4250 2784 c-14 -9 -74 -91 -133 -183 -95 -150 -107 -173 -107 -213 0 -55 33 -94 87 -104 67 -13 90 8 211 198 130 202 137 225 78 284 -27 27 -42 34 -72 34 -22 0 -50 -8 -64 -16z\"\/><path d=\"M2275 2693 c-553 -48 -1095 -270 -1585 -649 -135 -104 -459 -423 -483 -476 -23 -49 -22 -139 2 -186 73 -142 361 -457 571 -626 285 -228 642 -407 990 -497 242 -63 336 -73 660 -74 310 0 370 5 595 52 535 111 1045 392 1455 803 122 121 250 273 275 326 19 41 19 137 0 174 -41 79 -309 363 -465 492 -447 370 -946 591 -1479 653 -113 14 -422 18 -536 8z m395 -428 c171 -34 330 -124 456 -258 112 -119 167 -219 211 -378 27 -96 24 -300 -5 -401 -72 -255 -236 -447 -474 -557 -132 -62 -201 -76 -368 -76 -167 0 -236 14 -368 76 -213 98 -373 271 -451 485 -162 444 86 934 547 1084 153 49 292 57 452 25z m909 -232 c222 -123 408 -262 593 -441 76 -74 138 -139 138 -144 0 -16 -233 -242 -330 -319 -155 -123 -309 -223 -461 -299 l-81 -41 32 46 c18 26 49 83 70 128 143 306 141 649 -6 957 -25 52 -61 116 -79 142 l-34 47 45 -20 c26 -10 76 -36 113 -56z m-2057 25 c-40 -58 -105 -190 -130 -263 -110 -324 -59 -707 132 -981 25 -35 42 -64 37 -64 -19 0 -241 119 -326 174 -188 122 -406 314 -532 468 l-58 71 108 103 c185 178 428 349 672 473 66 33 121 60 123 61 2 0 -10 -19 -26 -42z\"\/><path d=\"M2375 1950 c-198 -44 -350 -190 -395 -379 -18 -76 -8 -221 19 -290 114 -284 457 -406 731 -260 98 52 188 154 231 260 27 69 37 214 19 290 -38 163 -166 304 -326 360 -67 23 -215 33 -279 19z\"\/><\/g><\/svg><\/i> <img decoding=\"async\" width=\"16\" height=\"16\" alt=\"Loading\" src=\"https:\/\/feminismo.org.br\/ULFA\/wp-content\/plugins\/page-views-count\/ajax-loader-2x.gif\" border=0 \/><\/p><div class=\"pvc_clear\"><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Depois de passar do sert\u00e3o \u00e0 f\u00e1brica e \u00e0 luta por direitos, pa\u00eds mergulhou na era do trabalho fragmentado e dos conflitos sem projeto. 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Crise Brasileira Por&nbsp;Marcio Pochmann Publicado 26\/05\/2026 \u00e0s 18:18 Boletim Outras Palavras Receba por email, diariamente,<\/p>\n","protected":false},"author":5419,"featured_media":3817,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"_gspb_post_css":"","footnotes":""},"categories":[467,981,497,490,980],"tags":[545,536],"class_list":["post-3816","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-brasil","category-capitalismo","category-movimentos-sociais","category-politica","category-trabalhadoras","tag-brasil","tag-direitos-humanos"],"acf":[],"a3_pvc":{"activated":true,"total_views":0,"today_views":0},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/feminismo.org.br\/ULFA\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3816","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/feminismo.org.br\/ULFA\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/feminismo.org.br\/ULFA\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/feminismo.org.br\/ULFA\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5419"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/feminismo.org.br\/ULFA\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3816"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/feminismo.org.br\/ULFA\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3816\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3818,"href":"https:\/\/feminismo.org.br\/ULFA\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3816\/revisions\/3818"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/feminismo.org.br\/ULFA\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3817"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/feminismo.org.br\/ULFA\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3816"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/feminismo.org.br\/ULFA\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3816"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/feminismo.org.br\/ULFA\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3816"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}