{"id":4060,"date":"2026-07-24T09:42:56","date_gmt":"2026-07-24T12:42:56","guid":{"rendered":"https:\/\/feminismo.org.br\/ULFA\/?p=4060"},"modified":"2026-07-24T09:44:57","modified_gmt":"2026-07-24T12:44:57","slug":"as-duas-faces-das-mortes-violentas-no-brasil-feminicidios-e-acoes-policiais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/feminismo.org.br\/ULFA\/as-duas-faces-das-mortes-violentas-no-brasil-feminicidios-e-acoes-policiais\/","title":{"rendered":"As duas faces das mortes violentas no Brasil: feminic\u00eddios e a\u00e7\u00f5es policiais"},"content":{"rendered":"\n<h1 class=\"wp-block-heading\"><\/h1>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma em cada seis&nbsp;<a href=\"https:\/\/ihu.unisinos.br\/668833-letalidade-policial-e-feminicidios-batem-recorde-no-brasil\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">mortes violentas<\/a>&nbsp;foram causadas por&nbsp;<strong>policiais<\/strong>; Nordeste concentra as 10 cidades com maiores \u00edndices.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A reportagem \u00e9 de&nbsp;<strong>Rafael Cust\u00f3dio<\/strong>, publicado por&nbsp;<a href=\"https:\/\/apublica.org\/2026\/07\/feminicidios-e-acoes-policiais-elevam-mortes-violentas-no-pais\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Ag\u00eancia P\u00fablica<\/a>, 24-07-2026 e no&nbsp;<a href=\"https:\/\/ihu.unisinos.br\/668835-as-duas-faces-das-mortes-violentas-no-brasil-feminicidios-e-acoes-policiais\">IHU<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A&nbsp;<a href=\"https:\/\/ihu.unisinos.br\/categorias\/662350-brasil-mantem-patamar-de-6-mil-mortos-por-ano-pela-policia\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">letalidade policial&nbsp;<\/a>e os<a href=\"https:\/\/ihu.unisinos.br\/666740-feminicidio-o-preco-de-ser-mulher-em-um-mundo-machista-artigo-de-vania-aguiar-pinheiro\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">&nbsp;feminic\u00eddios<\/a>&nbsp;s\u00e3o duas pedras no caminho da redu\u00e7\u00e3o de&nbsp;<strong>mortes violentas<\/strong>&nbsp;intencionais no pa\u00eds, segundo o&nbsp;<strong>Anu\u00e1rio Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica de 2026<\/strong>, divulgado nesta quinta-feira, 23 de julho, pelo<strong>&nbsp;F\u00f3rum Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica<\/strong>. O documento, que consolida dados de 2025, aponta uma redu\u00e7\u00e3o de homic\u00eddios de 8,2%, em rela\u00e7\u00e3o a 2024, mas ressalta o crescimento dos&nbsp;<strong>feminic\u00eddios<\/strong>&nbsp;e alerta que o \u201cBrasil continua sendo um pa\u00eds cujas&nbsp;<a href=\"https:\/\/ihu.unisinos.br\/categorias\/159-entrevistas\/643125-brasil-sob-o-signo-da-morte-letalidade-policial-e-uma-das-maiores-do-planeta-entrevista-especial-com-marcos-rolim\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">pol\u00edcias matam muito<\/a>\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os&nbsp;<strong>homic\u00eddios<\/strong>&nbsp;por&nbsp;<strong>interven\u00e7\u00e3o<\/strong>&nbsp;<strong>policial<\/strong>&nbsp;representaram 16,2% de todas as mortes violentas intencionais no ano passado, o que significa que, uma em cada seis mortes violentas intencionais no pa\u00eds foram de autoria de policiais civis e militares.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A&nbsp;<strong>viol\u00eancia<\/strong>&nbsp;<strong>policial<\/strong>, que resultou na maior chacina da hist\u00f3ria do pa\u00eds em 2025, durante a \u201c<a href=\"https:\/\/ihu.unisinos.br\/categorias\/659184-e-uma-violencia-injustificavel-diz-pesquisadora-sobre-operacao-mais-letal-do-rio\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Opera\u00e7\u00e3o Conten\u00e7\u00e3o<\/a>\u201d, no<strong>&nbsp;Rio de Janeiro<\/strong>, com mais de 120 mortes em dois dias, registrou o maior \u00edndice da s\u00e9rie hist\u00f3rica. No ano passado, as&nbsp;<strong>mortes<\/strong>&nbsp;cometidas por&nbsp;<strong>policiais<\/strong>&nbsp;em servi\u00e7o ou fora de servi\u00e7o chegaram a 6.602 registros, um aumento de 5,4% em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior.<\/p>\n\n\n\n<h2 id=\"nordeste-no-topo-do-ranking\" class=\"wp-block-heading\">Nordeste no topo do ranking<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Como j\u00e1 havia sido observado no relat\u00f3rio do ano anterior, todas as 10 cidades com maiores \u00edndices de mortes violentas intencionais est\u00e3o localizadas na regi\u00e3o&nbsp;<a href=\"https:\/\/ihu.unisinos.br\/categorias\/624007-a-cada-100-mortos-pela-policia-da-bahia-98-sao-negros-afirma-relatorio\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Nordeste<\/a>. A regi\u00e3o mant\u00e9m as maiores taxas desde 2020.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dos primeiros colocados, considerando o n\u00famero de mortes violentas a cada 100 mil habitantes, cinco ficam na&nbsp;<strong>Bahia<\/strong>:&nbsp;<strong>Eun\u00e1polis<\/strong>&nbsp;(85,1),&nbsp;<strong>Porto<\/strong>&nbsp;<strong>Seguro<\/strong>&nbsp;(71,2),&nbsp;<strong>Sim\u00f5es<\/strong>&nbsp;<strong>Filho<\/strong>&nbsp;(68,1),&nbsp;<strong>Jequi\u00e9<\/strong>&nbsp;(67,4) e&nbsp;<strong>Juazeiro<\/strong>&nbsp;(55,8). Outros tr\u00eas s\u00e3o os munic\u00edpios cearenses de&nbsp;<strong>Maranguape<\/strong>&nbsp;(100,3),&nbsp;<strong>Maracana\u00fa<\/strong>&nbsp;(80,7) e&nbsp;<strong>Caucaia<\/strong>&nbsp;(66,6).&nbsp;<strong>Cabo<\/strong>&nbsp;<strong>de<\/strong>&nbsp;<strong>Santo<\/strong>&nbsp;<strong>Agostinho<\/strong>&nbsp;(65,1), em&nbsp;<strong>Pernambuco<\/strong>, e&nbsp;<strong>Santa<\/strong>&nbsp;<strong>Rita<\/strong>&nbsp;(60,9), na&nbsp;<strong>Para\u00edba<\/strong>, tamb\u00e9m fazem parte do ranking.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nas cidades com maiores \u00edndices de<strong>&nbsp;mortes violentas&nbsp;<\/strong>intencionais,&nbsp;<strong>Eun\u00e1polis<\/strong>, a 648 quil\u00f4metros da capital&nbsp;<strong>Salvador<\/strong>, com pouco mais de 120 mil habitantes, teve a taxa puxada pela disputa de grupos faccionais rivais e pelas mortes decorrentes de interven\u00e7\u00f5es policiais. Ao menos 35% das mortes violentas por l\u00e1 ocorreram em a\u00e7\u00f5es de agentes de seguran\u00e7a p\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O mesmo se repete na vizinha<strong>&nbsp;Porto Seguro<\/strong>, no litoral sul baiano. A cidade, famosa por suas belas praias e paisagens naturais, que atraem milhares de turistas, registrou 71,2 mortes a cada 100 mil habitantes. Ao todo, foram 130 mortes violentas na cidade em 2025, sendo 45% delas&nbsp;<a href=\"https:\/\/ihu.unisinos.br\/categorias\/632832-policias-do-rio-de-janeiro-bahia-e-pernambuco-cometeram-331-chacinas-em-sete-anos\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">cometidas por policiais<\/a>, de acordo com o relat\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cIsso mostra que as mortes violentas e intencionais na Bahia t\u00eam uma participa\u00e7\u00e3o muito grande das mortes decorrentes de interna\u00e7\u00e3o policial. Isso \u00e9 muito sintom\u00e1tico, \u00e9 uma evid\u00eancia muito forte de que o uso da for\u00e7a letal pela estrutura de seguran\u00e7a p\u00fablica da Bahia \u00e9 uma pr\u00e1tica normalizada e aplicada em v\u00e1rias regi\u00f5es do estado, como se fosse uma pr\u00e1tica institucional, [que] n\u00e3o \u00e9 localizada. A gente est\u00e1 vendo isso acontecer em diferentes cidades da Bahia\u201d, diz o&nbsp;coordenador do F\u00f3rum Brasileiro de Seguran\u00e7a, Leonardo Silva.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Cerca de 28% das 82 mortes violentas em&nbsp;<strong>Sim\u00f5es Filho<\/strong>, na Regi\u00e3o Metropolitana de&nbsp;<strong>Salvador<\/strong>, foram causadas por&nbsp;<strong>policiais<\/strong>, o que colaborou para a eleva\u00e7\u00e3o da taxa de mortes violentas, que ficou em 68,1 a cada 100 mil habitantes, colocando o munic\u00edpio de 120 mil habitantes na quinta coloca\u00e7\u00e3o entre os mais&nbsp;<a href=\"https:\/\/ihu.unisinos.br\/78-noticias\/579978-metade-dos-homicidios-em-2016-ocorreu-em-apenas-2-dos-municipios\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">violentos do Brasil<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Pelo segundo ano consecutivo,&nbsp;<strong>Maranguape<\/strong>, cidade da Regi\u00e3o Metropolitana de&nbsp;<strong>Fortaleza<\/strong>&nbsp;e com 105 mil habitantes, apresentou o maior \u00edndice de<strong>&nbsp;mortes violentas<\/strong>&nbsp;do&nbsp;<a href=\"https:\/\/ihu.unisinos.br\/categorias\/588059-a-nordestinacao-da-violencia-no-brasil\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Brasil<\/a>, com 100,3 mortes a cada 100 mil habitantes. Na pr\u00e1tica, isso significa um alarmante \u00edndice de um assassinato na cidade a cada mil pessoas, o que torna a rotina de viol\u00eancia mais pr\u00f3xima do dia a dia dos moradores. A taxa aumentou em 25,5% se comparada com o relat\u00f3rio divulgado no ano passado, com dados de 2024, quando o munic\u00edpio liderou as mortes violentas intencionais com 79,9 mortes a cada 100 mil habitantes.<\/p>\n\n\n\n<h2 id=\"feminicidios-cresceram-mais-na-regiao-norte\" class=\"wp-block-heading\">Feminic\u00eddios cresceram mais na regi\u00e3o Norte<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na contram\u00e3o dos homic\u00eddios, os&nbsp;<a href=\"https:\/\/ihu.unisinos.br\/categorias\/661165-amazonia-tem-taxa-de-feminicidio-19-3-maior-que-a-media-nacional-pesquisadora-indica-bolsoes-de-misoginia\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">feminic\u00eddios&nbsp;<\/a>apresentaram alta de 4,4% de 2024 para 2025, segundo o levantamento do , to<strong>Anu\u00e1rio<\/strong>talizando 1.571 mulheres assassinadas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201c[O&nbsp;<strong>feminic\u00eddio<\/strong>&nbsp;\u00e9] entendido como a morte de mulheres em raz\u00e3o da condi\u00e7\u00e3o do sexo feminino, seja em contexto de viol\u00eancia dom\u00e9stica e familiar, seja por menosprezo ou discrimina\u00e7\u00e3o \u00e0 condi\u00e7\u00e3o de mulher\u201d, destaca o&nbsp;<strong>Anu\u00e1rio<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os estados do Norte lideram os \u00edndices de crescimento dos&nbsp;<strong>feminic\u00eddios<\/strong>&nbsp;no pa\u00eds. O&nbsp;<strong>Amap\u00e1<\/strong>&nbsp;teve uma alta de 347,7%, seguido por&nbsp;<strong>Rond\u00f4nia<\/strong>&nbsp;com 66% e&nbsp;<strong>Tocantins<\/strong>, com 52,8% de aumento. Mas s\u00e3o os estados do&nbsp;<strong>Sudeste<\/strong>&nbsp;que apresentam os maiores n\u00fameros absolutos de v\u00edtimas.<a href=\"https:\/\/ihu.unisinos.br\/publicacoes\/78-noticias\/595470-registro-recorde-de-feminicidios-no-estado-de-sao-paulo-no-brasil-informa-jornal-do-vaticano\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">&nbsp;S\u00e3o Paulo est\u00e1 no topo da lista<\/a>, com um crescimento de 253 casos em 2024 para 270 em 2025, uma alta de 6%. Em seguida,&nbsp;<strong>Minas Gerai<\/strong>s saiu de 169 para 177 mulheres mortas, com uma alta de 4,4%, sucedido pelo&nbsp;<strong>Rio de Janeiro<\/strong>, que diminuiu de 107 para 105 feminic\u00eddios, uma queda de 1,9%.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As&nbsp;<a href=\"https:\/\/ihu.unisinos.br\/categorias\/661166-feminicidio-contra-mulheres-negras-o-desafio-dos-direitos-humanos-artigo-de-reginete-bispo\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">mulheres negras&nbsp;<\/a>s\u00e3o 65,1% das v\u00edtimas de&nbsp;<strong>feminic\u00eddios<\/strong>, enquanto 34% eram brancas. Mulheres ind\u00edgenas e amarelas somam quase 1%. As principais v\u00edtimas tinham entre 25 e 29 anos, representando 17,2% do total das mulheres mortas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cIsso sugere que o feminic\u00eddio est\u00e1 particularmente associado ao per\u00edodo do ciclo de vida em que as mulheres se encontram mais frequentemente inseridas em rela\u00e7\u00f5es conjugais ou afetivas est\u00e1veis, conviv\u00eancia dom\u00e9stica e processos de separa\u00e7\u00e3o e dissolu\u00e7\u00e3o de relacionamentos \u2013 contextos tradicionalmente associados ao risco&nbsp;<strong>feminicida<\/strong>\u201d, pontua o relat\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<h2 id=\"conflitos-entre-faccoes\" class=\"wp-block-heading\">Conflitos entre fac\u00e7\u00f5es<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo a pesquisa, as mortes violentas intencionais no pa\u00eds tamb\u00e9m s\u00e3o explicadas pelos conflitos entre fac\u00e7\u00f5es. No&nbsp;<strong>Nordeste<\/strong>, que concentra os dez munic\u00edpios com maiores taxas, h\u00e1 \u201cum padr\u00e3o hist\u00f3rico de disputas por cidades cortadas por importantes rodovias, em cidades do interior, que funcionam como corredores log\u00edsticos para o escoamento interno do tr\u00e1fico de drogas\u201d. Outra quest\u00e3o \u00e9 a disputa dos grupos criminosos pelo controle de cidades litor\u00e2neas, que tamb\u00e9m s\u00e3o importantes corredores do tr\u00e1fico internacional, especialmente de coca\u00edna, al\u00e9m do consumo interno.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Sete dos 10 munic\u00edpios nordestinos no topo do ranking deste ano j\u00e1 tinham aparecido na mesma lista no relat\u00f3rio do ano passado, entre eles:&nbsp;<strong>Maranguape<\/strong>,&nbsp;<strong>Jequi\u00e9<\/strong>,<strong>&nbsp;Cabo de Santo Agostinho<\/strong>,&nbsp;<strong>Juazeiro<\/strong>,&nbsp;<strong>Sim\u00f5es Filho<\/strong>,&nbsp;<strong>Caucaia<\/strong>&nbsp;e&nbsp;<strong>Maracana\u00fa<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Maranguape<\/strong>, no&nbsp;<strong>Cear\u00e1<\/strong>, conhecida por ser a terra natal do ic\u00f4nico comediante brasileiro&nbsp;<strong>Chico Anysio<\/strong>, se mant\u00e9m entre as 10 cidades com maiores \u00edndices de mortes violentas desde 2023, conforme a an\u00e1lise da&nbsp;<strong>Ag\u00eancia P\u00fablica<\/strong>&nbsp;nos relat\u00f3rios anteriores do Anu\u00e1rio. Segundo o relat\u00f3rio deste ano, os n\u00fameros s\u00e3o \u201cfortemente influenciados por disputas faccionais pelo territ\u00f3rio\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As disputas entre as fac\u00e7\u00f5es envolvem o&nbsp;<strong>Comando Vermelho<\/strong>, conhecido como&nbsp;<strong>CV<\/strong>, nascido no&nbsp;<strong>Rio de Janeiro<\/strong>. Outra fac\u00e7\u00e3o que consolida o confronto pelo territ\u00f3rio na regi\u00e3o \u00e9 a cearense&nbsp;<strong>Guardi\u00f5es do Estado<\/strong>, que se fundiu ao Terceiro Comando Puro (<strong>TCP<\/strong>), tamb\u00e9m nascido em terras fluminenses.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Anu\u00e1rio diz que essas disputas s\u00e3o motivadas pela localiza\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica da cidade, que est\u00e1 situada entre a CE-065 e a BR-222, rodovias que interligam a capital&nbsp;<strong>Fortaleza<\/strong>&nbsp;com a regi\u00e3o metropolitana.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Maranguape<\/strong>&nbsp;n\u00e3o \u00e9 a \u00fanica cidade da Regi\u00e3o Metropolitana de&nbsp;<strong>Fortaleza<\/strong>&nbsp;no ranking. A vizinha&nbsp;<strong>Maracana\u00fa<\/strong>, com pouco mais de 250 mil habitantes, \u00e9 a terceira colocada da lista nacional de mortes violentas e a segunda do estado do&nbsp;<strong>Cear\u00e1<\/strong>, com uma m\u00e9dia de 80,7 mortes a cada 100 mil habitantes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O relat\u00f3rio aponta que as duas cidades possuem \u201cuma geolocaliza\u00e7\u00e3o similar\u201d e, al\u00e9m disso, Maracana\u00fa \u00e9 \u201cmais pr\u00f3xima ao aeroporto internacional\u201d, um posicionamento estrat\u00e9gico para rotas de tr\u00e1fico. O munic\u00edpio tamb\u00e9m \u00e9 ponto de disputa entre fac\u00e7\u00f5es criminosas nacionais, entre elas o&nbsp;<strong>CV<\/strong>&nbsp;e o&nbsp;<strong>TCP<\/strong>, o que eleva os seus \u00edndices de criminalidade.<\/p>\n\n\n\n<h2 id=\"leia-mais\" class=\"wp-block-heading\">Leia mais<\/h2>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><a href=\"https:\/\/ihu.unisinos.br\/categorias\/668833-letalidade-policial-e-feminicidios-batem-recorde-no-brasil\">Letalidade policial e feminic\u00eddios batem recorde no Brasil<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/ihu.unisinos.br\/categorias\/662350-brasil-mantem-patamar-de-6-mil-mortos-por-ano-pela-policia\">Brasil mant\u00e9m patamar de 6 mil mortos por ano pela pol\u00edcia<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/ihu.unisinos.br\/categorias\/666740-feminicidio-o-preco-de-ser-mulher-em-um-mundo-machista-artigo-de-vania-aguiar-pinheiro\">Feminic\u00eddio: o pre\u00e7o de ser mulher em um mundo machista. Artigo de Vania Aguiar Pinheiro<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/ihu.unisinos.br\/categorias\/641595-mortes-por-intervencao-policial-quase-triplicam-em-10-anos-no-pais\">Mortes por interven\u00e7\u00e3o policial quase triplicam em 10 anos no pa\u00eds<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/ihu.unisinos.br\/categorias\/159-entrevistas\/643125-brasil-sob-o-signo-da-morte-letalidade-policial-e-uma-das-maiores-do-planeta-entrevista-especial-com-marcos-rolim\">Brasil sob o signo da morte: letalidade policial \u00e9 uma das maiores do planeta. Entrevista especial com Marcos Rolim<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/ihu.unisinos.br\/categorias\/659184-e-uma-violencia-injustificavel-diz-pesquisadora-sobre-operacao-mais-letal-do-rio\">\u2018\u00c9 uma viol\u00eancia injustific\u00e1vel\u2019, diz pesquisadora sobre opera\u00e7\u00e3o mais letal do Rio<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/ihu.unisinos.br\/categorias\/624007-a-cada-100-mortos-pela-policia-da-bahia-98-sao-negros-afirma-relatorio\">A cada 100 mortos pela Pol\u00edcia da Bahia, 98 s\u00e3o negros, afirma relat\u00f3rio<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/ihu.unisinos.br\/categorias\/588059-a-nordestinacao-da-violencia-no-brasil\">A nordestina\u00e7\u00e3o da viol\u00eancia no Brasil?<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/ihu.unisinos.br\/categorias\/595470-registro-recorde-de-feminicidios-no-estado-de-sao-paulo-no-brasil-informa-jornal-do-vaticano\">Registro recorde de feminic\u00eddios no Estado de S\u00e3o Paulo no Brasil, informa jornal do Vaticano<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/ihu.unisinos.br\/categorias\/661166-feminicidio-contra-mulheres-negras-o-desafio-dos-direitos-humanos-artigo-de-reginete-bispo\">Feminic\u00eddio contra mulheres negras: o desafio dos direitos humanos. Artigo de Reginete Bispo<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/ihu.unisinos.br\/categorias\/668832-brasil-bate-recorde-de-feminicidio-pelo-quarto-ano-consecutivo-mais-de-1-500-mulheres-assassinadas-em-2025\">Brasil bate recorde de feminic\u00eddio pelo quarto ano consecutivo: mais de 1.500 mulheres assassinadas em 2025<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/ihu.unisinos.br\/categorias\/640857-violencia-policial-contra-os-pobres-cronica-de-tragedias-anunciadas-artigo-de-herbert-bachett\">Viol\u00eancia policial contra os pobres: cr\u00f4nica de trag\u00e9dias anunciadas. Artigo de Herbert Bachett<\/a><\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">fonte:&nbsp;<a href=\"https:\/\/ihu.unisinos.br\/668835-as-duas-faces-das-mortes-violentas-no-brasil-feminicidios-e-acoes-policiais\">https:\/\/ihu.unisinos.br\/668835-as-duas-faces-das-mortes-violentas-no-brasil-feminicidios-e-acoes-policiais<\/a><\/p>\n\n\n\n<h1 id=\"mortes-violentas-caem-8-2-no-pais-em-2025-feminicidios-aumentam-4\" class=\"wp-block-heading\">Mortes violentas caem 8,2% no pa\u00eds em 2025; feminic\u00eddios aumentam 4%<\/h1>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Anu\u00e1rio Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica foi divulgado nesta quinta<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Bruno Bocchini \u2013 Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Publicado em 23\/07\/2026 &#8211; 08:01<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">S\u00e3o Paulo<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/ZKtULIadydl3pyeeQxZt3Bc09Jo=\/1170x700\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2024\/03\/08\/trbr0564.jpg?itok=cLzFKDh5\" alt=\"Rio de Janeiro (RJ), 08\/03\/2023 - Ato den\u00fancia em frente \u00e0 C\u00e2mara Municipal, organizado pelo campanha Levante Feminista contra o Feminic\u00eddio, colocar\u00e3o 210 cruzes nas escadarias do Pal\u00e1cio Pedro Ernesto, simbolizando cada uma das 111 mulheres assassinadas no estado em 2022 e as 99 mulheres assassinadas em 2023. Foto: T\u00e2nia R\u00eago\/Ag\u00eancia Brasil\" title=\"T\u00e2nia R\u00eago\/Ag\u00eancia Brasil\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">\u00a9 T\u00e2nia R\u00eago\/Ag\u00eancia Brasil<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/tts-app.ebc.com.br\/media\/tts\/260007.mp3\">Vers\u00e3o em \u00e1udio<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A 20\u00aa edi\u00e7\u00e3o do&nbsp;<em>Anu\u00e1rio Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica<\/em>, divulgada nesta quinta-feira (23), mostra que o n\u00famero de mortes violentas intencionais (MVI) no Brasil caiu de 20,6 casos por 100 mil habitantes em 2024, para 19,1 casos por 100 mil habitantes, em 2025 \u2013 uma diminui\u00e7\u00e3o de 8,2%.&nbsp;<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1697286&amp;o=node\" alt=\"\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1697286&amp;o=node\" alt=\"\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esse \u00e9 o menor patamar registrado desde 2012, quando o \u00edndice come\u00e7ou a ser medido.<strong>&nbsp;<\/strong>Em n\u00fameros absolutos, foram registradas 40.775 mortes violentas intencionais no ano passado ante 44.127 em 2024.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A categoria MVI inclui homic\u00eddio doloso, feminic\u00eddio, roubo seguidos de morte (latroc\u00ednio), les\u00e3o corporal seguida de morte, morte decorrente de interven\u00e7\u00f5es policiais e morte de policiais em servi\u00e7o e fora do hor\u00e1rio de trabalho.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em 2025, foi a primeira vez que a categoria MVI ficou abaixo de 20 mortes por 100 mil habitantes no pa\u00eds.<strong>&nbsp;<\/strong>Em 2012, essa taxa era de 27,7 por 100 mil habitantes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No \u00faltimo ano, registraram queda os crimes de homic\u00eddio doloso (queda de 10%),&nbsp;latroc\u00ednio (-17%) e les\u00e3o corporal seguida de morte (-15,2%).&nbsp;Os dados mostram, no entanto, que as mortes por interven\u00e7\u00e3o policial e os feminic\u00eddios subiram 5,4% e 4%, respectivamente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Apesar da queda na m\u00e9dia nacional das MVI, sete unidades da federa\u00e7\u00e3o tiveram alta em compara\u00e7\u00e3o com os dados do ano anterior: Rio Grande do Norte (19,6%), Rond\u00f4nia (7,5%), Acre (6,3%), Roraima (5,8%), Distrito Federal (5,8%), Mato Grosso do Sul (4,9%) e Rio de Janeiro (2,1%).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De acordo com o relat\u00f3rio, os demais estados apresentaram redu\u00e7\u00f5es nas MVI: Amazonas (-32,5%), Rio Grande do Sul (-25,7%), Mato Grosso (-23,2%), Piau\u00ed (-15,7%), Paran\u00e1 (-15,5%), Minas Gerais (-14,2%), Goi\u00e1s (-12,7%), Santa Catarina (-11,1%), Bahia (-9,6%), Pernambuco (-9,3%), Esp\u00edrito Santo (-8,4%). Cear\u00e1 (-7,5%), Alagoas (-6,6%), Amap\u00e1 (-5,9%), Para\u00edba (-3,9%) S\u00e3o Paulo (-3,9%), Par\u00e1 (-3,7%), Sergipe (-3%), Tocantins (-2,2%), e Maranh\u00e3o (-2,2%).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 id=\"feminicidios\" class=\"wp-block-heading\">Feminic\u00eddios<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em 2025, os registros do&nbsp;<em>Anu\u00e1rio de Seguran\u00e7a P\u00fablica<\/em>&nbsp;mostram que&nbsp;44,4% das mulheres assassinadas no pa\u00eds foram mortas por raz\u00f5es de g\u00eanero \u2013 o maior percentual desde quando o feminic\u00eddio entrou para o C\u00f3digo Penal brasileiro, em&nbsp;2015.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em n\u00fameros absolutos, no \u00faltimo ano, 1.571 mulheres foram v\u00edtimas de feminic\u00eddio, ou 4,3 mortes por dia. O resultado representa uma taxa nacional de 1,4 v\u00edtimas por grupo de 100 mil mulheres (alta de 4% em rela\u00e7\u00e3o a 2024).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As tentativas de feminic\u00eddio, segundo o Anu\u00e1rio, tamb\u00e9m continuaram a crescer em 2025. Foram 4.189 mulheres sobreviventes, um aumento de 5,9% em rela\u00e7\u00e3o a 2024, ou seja,&nbsp;para cada feminic\u00eddio consumado registrado no pa\u00eds em 2025 houve quase tr\u00eas tentativas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo a publica\u00e7\u00e3o, considerando conjuntamente os feminic\u00eddios consumados e tentados, as regi\u00f5es Centro-Oeste e Norte apresentaram as maiores taxas do pa\u00eds, com 9,8 e 8 v\u00edtimas por 100 mil mulheres, respectivamente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">J\u00e1 as regi\u00f5es Sudeste (4,2), Nordeste (4,8) e Sul (5,2) registraram menores n\u00edveis de viol\u00eancia letal de g\u00eanero consumada e tentada.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Saiba mais no Rep\u00f3rter Brasil Tarde, da TV Brasil<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe title=\"Rep\u00f3rter Brasil Tarde, 23\/07\/2026\" width=\"960\" height=\"540\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/03A6Nngp4ak?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Relacionadas<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/direitos-humanos\/noticia\/2026-06\/estado-de-sp-registra-crescimento-de-casos-de-feminicidios-em-2026\"><\/a><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a class=\"noticia-relacionada-interna\" href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/direitos-humanos\/noticia\/2026-06\/estado-de-sp-registra-crescimento-de-casos-de-feminicidios-em-2026\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/Y015G6xX1iOw423r_7EeR37Gu2Y=\/390x240\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2025\/02\/11\/_mg_6472.jpg?itok=XCgBKRPd\" alt=\"Bras\u00edlia (DF) 11\/02\/2025 \u2013 O Conselho Nacional de Justi\u00e7a (CNJ) assinou, nesta ter\u00e7a-feira (11), acordo de coopera\u00e7\u00e3o com a plataforma de entregas iFood para combater a viol\u00eancia contra a mulher.\nFoto: Jo\u00e9dson Alves\/Ag\u00eancia Brasil\"\/><\/a><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/direitos-humanos\/noticia\/2026-06\/estado-de-sp-registra-crescimento-de-casos-de-feminicidios-em-2026\">Estado de SP registra crescimento de casos de feminic\u00eddios em 2026<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Edi\u00e7\u00e3o: Denise Griesinger<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">fonte:&nbsp;<a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/direitos-humanos\/noticia\/2026-07\/mortes-violentas-caem-82-no-pais-em-2025-feminicidios-aumentam-4\">https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/direitos-humanos\/noticia\/2026-07\/mortes-violentas-caem-82-no-pais-em-2025-feminicidios-aumentam-4<\/a><\/p>\n\n\n\n<h1 id=\"brasil-bate-recorde-de-feminicidio-pelo-quarto-ano-consecutivo-mais-de-1-500-mulheres-assassinadas-em-2025\" class=\"wp-block-heading\">Brasil bate recorde de feminic\u00eddio pelo quarto ano consecutivo: mais de 1.500 mulheres assassinadas em 2025<\/h1>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A<a href=\"https:\/\/ihu.unisinos.br\/categorias\/663622-o-negacionismo-da-violencia-de-genero-artigo-de-renato-dornelles\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">&nbsp;viol\u00eancia de g\u00eanero<\/a>&nbsp;est\u00e1 aumentando, enquanto o n\u00famero total de homic\u00eddios est\u00e1 diminuindo.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cfemea.org.br\/images\/Feminicidio\/feminicidio_Figura_1.jpg\" alt=\"feminicidio Figura 1\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A reportagem \u00e9 de&nbsp;<strong>Joan Royo Gual<\/strong>, publicada por&nbsp;<a href=\"https:\/\/elpais.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">El Pa\u00eds<\/a>, 24-07-2026.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A cada quatro horas, uma mulher \u00e9 assassinada no&nbsp;<strong>Brasil<\/strong>. O n\u00famero de v\u00edtimas tem aumentado nos \u00faltimos anos e, em 2025, o pa\u00eds bateu novamente esse triste recorde: 1.571 mulheres assassinadas, 4% a mais que no ano anterior. Esse \u00e9 o maior n\u00famero desde que a legisla\u00e7\u00e3o brasileira reconheceu esse tipo de crime, h\u00e1 uma d\u00e9cada: o assassinato de mulheres pelo simples fato de serem mulheres. Os dados s\u00e3o do relat\u00f3rio anual do&nbsp;<strong>F\u00f3rum Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica<\/strong>, que destaca um paradoxo: as mulheres brasileiras est\u00e3o em situa\u00e7\u00e3o pior, enquanto o n\u00famero total de homic\u00eddios no pa\u00eds \u00e9 o menor em 13 anos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As mortes s\u00e3o apenas a ponta do iceberg. Para cada mulher enterrada v\u00edtima de&nbsp;<strong>viol\u00eancia de g\u00eanero<\/strong>, h\u00e1 tr\u00eas outras tentativas de homic\u00eddio. Em 2025, 4.189 mulheres sobreviveram a uma tentativa de&nbsp;<a href=\"https:\/\/ihu.unisinos.br\/categorias\/663520-feminicidio-cresce-190-em-11-anos-e-expoe-falencia-da-protecao-as-mulheres\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">feminic\u00eddio<\/a>, 6% a mais que no ano anterior.&nbsp;<strong>Juliana Brand\u00e3o<\/strong>, coordenadora de G\u00eanero e Ra\u00e7a do F\u00f3rum Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica, explica que o aumento nos casos n\u00e3o pode ser atribu\u00eddo apenas \u00e0 melhoria no registro de dados e \u00e0 diminui\u00e7\u00e3o da subnotifica\u00e7\u00e3o, pois, nesse caso, os n\u00fameros j\u00e1 teriam se estabilizado. A tend\u00eancia de alta \u00e9 clara e consistente. \u201cPrecisamos focar intensamente nos&nbsp;<strong>feminic\u00eddios<\/strong>&nbsp;porque, mesmo com pol\u00edticas p\u00fablicas e<a href=\"https:\/\/ihu.unisinos.br\/categorias\/661357-com-duas-decadas-de-maria-da-penha-brasil-ainda-falha-em-garantir-protecao-integral-as-mulheres\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">&nbsp;20 anos da Lei Maria da Penha<\/a>&nbsp;em vigor (a lei pioneira contra a viol\u00eancia de g\u00eanero no Brasil), esses crimes n\u00e3o diminu\u00edram\u201d, lamentou em declara\u00e7\u00f5es ao portal de not\u00edcias UOL.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A maioria das v\u00edtimas s\u00e3o<strong>&nbsp;mulheres jovens<\/strong>&nbsp;(entre 25 e 29 anos) e negras (65%), e a grande maioria dos agressores s\u00e3o seus&nbsp;<strong>parceiros<\/strong>&nbsp;ou&nbsp;<strong>ex-parceiros<\/strong>: quase 80%. A especialista aponta que, al\u00e9m dos feminic\u00eddios, houve tamb\u00e9m um aumento nas den\u00fancias de viol\u00eancia f\u00edsica e psicol\u00f3gica, bem como de<strong>&nbsp;viola\u00e7\u00f5es de medidas protetivas<\/strong>&nbsp;e casos de&nbsp;<strong>ass\u00e9dio<\/strong>, sugerindo que as mulheres brasileiras est\u00e3o gradualmente rompendo o sil\u00eancio. A culpa, acrescenta, recai sobre as autoridades p\u00fablicas, que recebem esses alertas sobre um cen\u00e1rio de viol\u00eancia crescente, mas n\u00e3o agem de acordo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um exemplo disso \u00e9 a ina\u00e7\u00e3o do Estado diante das viola\u00e7\u00f5es de medidas protetivas. Houve 132 mil viola\u00e7\u00f5es no ano passado, 17% a mais do que em 2014. Pelo menos 70 mulheres foram assassinadas enquanto supostamente protegidas por lei, embora o n\u00famero real seja provavelmente muito maior, j\u00e1 que os estados mais populosos do Brasil n\u00e3o forneceram dados.<\/p>\n\n\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Diante da crescente preocupa\u00e7\u00e3o e conscientiza\u00e7\u00e3o p\u00fablica, a classe pol\u00edtica come\u00e7a a reagir. \u00c0s vezes, com medidas bastante peculiares, como uma proposta em tramita\u00e7\u00e3o na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro que exige que os autores de viol\u00eancia contra a mulher usem uma tornozeleira eletr\u00f4nica rosa para que possam ser identificados publicamente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em \u00e2mbito nacional, no in\u00edcio deste ano, o governo de&nbsp;<strong>Luiz In\u00e1cio Lula da Silva<\/strong>&nbsp;apresentou um<a href=\"https:\/\/ihu.unisinos.br\/categorias\/662106-ministra-da-mulher-diz-que-ha-resistencia-para-politica-nacional-de-combate-a-violencia-entrevista-com-marcia-lopes\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">&nbsp;Pacto Nacional contra o Feminic\u00eddio&nbsp;<\/a>para melhorar a coordena\u00e7\u00e3o entre os tr\u00eas poderes. Entre as medidas implementadas nos primeiros tr\u00eas meses de opera\u00e7\u00e3o do plano est\u00e3o a cria\u00e7\u00e3o de um cadastro nacional de agressores e a redu\u00e7\u00e3o do tempo m\u00e9dio de processamento de pedidos de medidas protetivas urgentes, que passou de 16 para tr\u00eas dias, segundo o governo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O fato de a<strong>&nbsp;viol\u00eancia de g\u00eanero<\/strong>&nbsp;estar enraizada no Brasil fica ainda mais evidente quando observamos os n\u00fameros gerais: em 2025, foram registradas 40.775 mortes violentas, 8% a menos que no ano anterior, o menor n\u00famero em 13 anos. Esse n\u00famero vem diminuindo constantemente desde 2017, quando o recorde foi quebrado (mais de 67.000). Mesmo assim, alguns indicadores persistem, como os&nbsp;<strong>feminic\u00eddios<\/strong>&nbsp;e a&nbsp;<a href=\"https:\/\/ihu.unisinos.br\/categorias\/662350-brasil-mantem-patamar-de-6-mil-mortos-por-ano-pela-policia\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">viol\u00eancia policial<\/a>, que continua a aumentar. A pol\u00edcia brasileira, uma das mais letais do mundo, matou 6.602 pessoas no ano passado, um novo recorde. A&nbsp;<strong>inseguran\u00e7a<\/strong>&nbsp;\u00e9 a principal preocupa\u00e7\u00e3o dos brasileiros e ser\u00e1 um tema central na pr\u00f3xima campanha eleitoral.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe title=\"Por que os homens continuam a matar mulheres? An\u00e1lises e enfrentamentos ao feminic\u00eddio\" width=\"960\" height=\"540\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/KgxQLjYaQO8?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<h2 id=\"leia-mais\" class=\"wp-block-heading\">Leia mais<\/h2>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><a href=\"https:\/\/ihu.unisinos.br\/666740-feminicidio-o-preco-de-ser-mulher-em-um-mundo-machista-artigo-de-vania-aguiar-pinheiro\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Feminic\u00eddio: o pre\u00e7o de ser mulher em um mundo machista. Artigo de Vania Aguiar Pinheiro<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/ihu.unisinos.br\/categorias\/664889-a-violencia-contra-as-mulheres-como-um-teste-decisivo-para-as-democracias-contemporaneas-artigo-de-marcia-lopes\">A viol\u00eancia contra as mulheres como um teste decisivo para as democracias contempor\u00e2neas. Artigo de M\u00e1rcia Lopes<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/ihu.unisinos.br\/categorias\/662106-ministra-da-mulher-diz-que-ha-resistencia-para-politica-nacional-de-combate-a-violencia-entrevista-com-marcia-lopes\">Ministra da Mulher diz que h\u00e1 resist\u00eancia para pol\u00edtica nacional de combate \u00e0 viol\u00eancia. Entrevista com M\u00e1rcia Lopes<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/ihu.unisinos.br\/categorias\/159-entrevistas\/663121-combate-a-violencia-contra-as-mulheres-essa-luta-ainda-e-urgente-entrevista-especial-com-cristiani-gentil-ricordi\">Combate \u00e0 viol\u00eancia contra as mulheres: \u201cEssa luta ainda \u00e9 urgente\u201d. Entrevista especial com Cristiani Gentil Ricordi<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/ihu.unisinos.br\/categorias\/640547-brasil-vive-epidemia-de-violencia-de-genero\">Brasil vive epidemia de viol\u00eancia de g\u00eanero<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/ihu.unisinos.br\/categorias\/663622-o-negacionismo-da-violencia-de-genero-artigo-de-renato-dornelles\">O negacionismo da viol\u00eancia de g\u00eanero. Artigo de Renato Dornelles<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/ihu.unisinos.br\/categorias\/188-noticias-2018\/576770-papel-de-juiz-nao-e-aconselhar-e-fazer-justica-diz-maria-da-penha\">\u2018Papel de juiz n\u00e3o \u00e9 aconselhar, \u00e9 fazer justi\u00e7a\u2019, diz Maria da Penha<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/ihu.unisinos.br\/categorias\/626514-violencia-contra-as-mulheres-possessao-o-virus-que-mata-o-afeto\">Viol\u00eancia contra as mulheres: possess\u00e3o, o v\u00edrus que mata o afeto<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/ihu.unisinos.br\/categorias\/662059-feminicidios-sobem-mas-falta-verba-para-proteger-mulheres\">Feminic\u00eddios sobem, mas falta verba para proteger mulheres<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/ihu.unisinos.br\/categorias\/661356-feminicidio-aumentar-pena-nao-diminui-casos-mas-custo-e-baixo-e-convence-eleitor-entrevista-com-maira-zapater\">Feminic\u00eddio: aumentar pena n\u00e3o diminui casos, mas custo \u00e9 baixo e convence eleitor. Entrevista com Ma\u00edra Zapater<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/ihu.unisinos.br\/categorias\/634589-o-verdadeiro-problema-nao-e-o-patriarcado-mas-o-culto-a-forca-do-qual-somos-escravos-artigo-de-vito-mancuso\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">O verdadeiro problema n\u00e3o \u00e9 o patriarcado, mas o culto \u00e0 for\u00e7a do qual somos escravos. Artigo de Vito Mancuso<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/ihu.unisinos.br\/categorias\/188-noticias-2018\/585054-a-raiz-do-patriarcado-e-o-conceito-de-propriedade-privada\">A raiz do patriarcado e o conceito de propriedade privada<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/ihu.unisinos.br\/categorias\/188-noticias-2018\/576301-como-o-patriarcado-se-impos-ao-matriarcado\">Como o patriarcado se imp\u00f4s ao matriarcado<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/ihu.unisinos.br\/categorias\/625358-jose-maria-castillo-na-igreja-o-machismo-e-mais-forte-e-decisivo-que-o-evangelho\">Jos\u00e9 Mar\u00eda Castillo: \u201cNa Igreja o machismo \u00e9 mais forte e decisivo que o Evangelho\u201d<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/ihu.unisinos.br\/634486-visivel-e-invisivel-a-complexidade-em-torno-da-violencia-e-acolhimento-das-mulheres-entrevista-especial-com-amanda-lagreca\">Vis\u00edvel e Invis\u00edvel: a complexidade em torno da viol\u00eancia e acolhimento das mulheres. Entrevista especial com Amanda Lagreca<\/a><\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">fonte:&nbsp;&nbsp;<a href=\"https:\/\/ihu.unisinos.br\/668832-brasil-bate-recorde-de-feminicidio-pelo-quarto-ano-consecutivo-mais-de-1-500-mulheres-assassinadas-em-2025\">https:\/\/ihu.unisinos.br\/668832-brasil-bate-recorde-de-feminicidio-pelo-quarto-ano-consecutivo-mais-de-1-500-mulheres-assassinadas-em-2025<\/a><\/p>\n<div class=\"pvc_clear\"><\/div><p id=\"pvc_stats_4060\" class=\"pvc_stats all  \" data-element-id=\"4060\" style=\"\"><i class=\"pvc-stats-icon medium\" aria-hidden=\"true\"><svg xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" version=\"1.0\" viewBox=\"0 0 502 315\" preserveAspectRatio=\"xMidYMid meet\"><g transform=\"translate(0,332) scale(0.1,-0.1)\" fill=\"\" stroke=\"none\"><path d=\"M2394 3279 l-29 -30 -3 -207 c-2 -182 0 -211 15 -242 39 -76 157 -76 196 0 15 31 17 60 15 243 l-3 209 -33 29 c-26 23 -41 29 -80 29 -41 0 -53 -5 -78 -31z\"\/><path d=\"M3085 3251 c-45 -19 -58 -50 -96 -229 -47 -217 -49 -260 -13 -295 52 -53 146 -42 177 20 16 31 87 366 87 410 0 70 -86 122 -155 94z\"\/><path d=\"M1751 3234 c-13 -9 -29 -31 -37 -50 -12 -29 -10 -49 21 -204 19 -94 39 -189 45 -210 14 -50 54 -80 110 -80 34 0 48 6 76 34 21 21 34 44 34 59 0 14 -18 113 -40 219 -37 178 -43 195 -70 221 -36 32 -101 37 -139 11z\"\/><path d=\"M1163 3073 c-36 -7 -73 -59 -73 -102 0 -56 133 -378 171 -413 34 -32 83 -37 129 -13 70 36 67 87 -16 290 -86 209 -89 214 -129 231 -35 14 -42 15 -82 7z\"\/><path d=\"M3689 3066 c-15 -9 -33 -30 -42 -48 -48 -103 -147 -355 -147 -375 0 -98 131 -148 192 -74 13 15 57 108 97 206 80 196 84 226 37 273 -30 30 -99 39 -137 18z\"\/><path d=\"M583 2784 c-38 -19 -67 -74 -58 -113 9 -42 211 -354 242 -373 16 -10 45 -18 66 -18 51 0 107 52 107 100 0 39 -1 41 -124 234 -80 126 -108 162 -133 173 -41 17 -61 16 -100 -3z\"\/><path d=\"M4250 2784 c-14 -9 -74 -91 -133 -183 -95 -150 -107 -173 -107 -213 0 -55 33 -94 87 -104 67 -13 90 8 211 198 130 202 137 225 78 284 -27 27 -42 34 -72 34 -22 0 -50 -8 -64 -16z\"\/><path d=\"M2275 2693 c-553 -48 -1095 -270 -1585 -649 -135 -104 -459 -423 -483 -476 -23 -49 -22 -139 2 -186 73 -142 361 -457 571 -626 285 -228 642 -407 990 -497 242 -63 336 -73 660 -74 310 0 370 5 595 52 535 111 1045 392 1455 803 122 121 250 273 275 326 19 41 19 137 0 174 -41 79 -309 363 -465 492 -447 370 -946 591 -1479 653 -113 14 -422 18 -536 8z m395 -428 c171 -34 330 -124 456 -258 112 -119 167 -219 211 -378 27 -96 24 -300 -5 -401 -72 -255 -236 -447 -474 -557 -132 -62 -201 -76 -368 -76 -167 0 -236 14 -368 76 -213 98 -373 271 -451 485 -162 444 86 934 547 1084 153 49 292 57 452 25z m909 -232 c222 -123 408 -262 593 -441 76 -74 138 -139 138 -144 0 -16 -233 -242 -330 -319 -155 -123 -309 -223 -461 -299 l-81 -41 32 46 c18 26 49 83 70 128 143 306 141 649 -6 957 -25 52 -61 116 -79 142 l-34 47 45 -20 c26 -10 76 -36 113 -56z m-2057 25 c-40 -58 -105 -190 -130 -263 -110 -324 -59 -707 132 -981 25 -35 42 -64 37 -64 -19 0 -241 119 -326 174 -188 122 -406 314 -532 468 l-58 71 108 103 c185 178 428 349 672 473 66 33 121 60 123 61 2 0 -10 -19 -26 -42z\"\/><path d=\"M2375 1950 c-198 -44 -350 -190 -395 -379 -18 -76 -8 -221 19 -290 114 -284 457 -406 731 -260 98 52 188 154 231 260 27 69 37 214 19 290 -38 163 -166 304 -326 360 -67 23 -215 33 -279 19z\"\/><\/g><\/svg><\/i> <img decoding=\"async\" width=\"16\" height=\"16\" alt=\"Loading\" src=\"https:\/\/feminismo.org.br\/ULFA\/wp-content\/plugins\/page-views-count\/ajax-loader-2x.gif\" border=0 \/><\/p><div class=\"pvc_clear\"><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma em cada seis&nbsp;mortes violentas&nbsp;foram causadas por&nbsp;policiais; Nordeste concentra as 10 cidades com maiores \u00edndices. A reportagem \u00e9 de&nbsp;Rafael Cust\u00f3dio, publicado por&nbsp;Ag\u00eancia P\u00fablica, 24-07-2026 e no&nbsp;IHU A&nbsp;letalidade policial&nbsp;e os&nbsp;feminic\u00eddios&nbsp;s\u00e3o duas pedras no caminho da redu\u00e7\u00e3o de&nbsp;mortes violentas&nbsp;intencionais no pa\u00eds, segundo o&nbsp;Anu\u00e1rio Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica de 2026, divulgado nesta quinta-feira, 23 de julho, pelo&nbsp;F\u00f3rum Brasileiro<\/p>\n","protected":false},"author":5419,"featured_media":4062,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"_gspb_post_css":"","footnotes":""},"categories":[467,970],"tags":[856,1015],"class_list":["post-4060","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-brasil","category-violencia-com-base-em-genero","tag-feminicidio","tag-violencia-do-estado"],"acf":[],"a3_pvc":{"activated":true,"total_views":1,"today_views":1},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/feminismo.org.br\/ULFA\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4060","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/feminismo.org.br\/ULFA\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/feminismo.org.br\/ULFA\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/feminismo.org.br\/ULFA\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5419"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/feminismo.org.br\/ULFA\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4060"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/feminismo.org.br\/ULFA\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4060\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4064,"href":"https:\/\/feminismo.org.br\/ULFA\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4060\/revisions\/4064"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/feminismo.org.br\/ULFA\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4062"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/feminismo.org.br\/ULFA\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4060"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/feminismo.org.br\/ULFA\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4060"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/feminismo.org.br\/ULFA\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4060"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}