Coletivo PI convida para performance Entre Saltos, no mês da mulher

Coletivo PI convida para performance Entre Saltos, no mês da mulher

Depois de percorrer três estados brasileiros em 2014, a performance Entre Saltos voltará a ser realizada em São Paulo no mês de março. O Coletivo Pi – que promove a performance – pretende mais uma vez, reunir pessoas de todos os gêneros, idades, profissões e culturas discutindo, por meio da arte, as forças e formas que moldam a feminilidade na atualidade.

Entre Saltos - Jardim Itatinga - São Paulo - 14/03/2014

No dia 08 de março, Dia Internacional da Mulher, as ruas servirão mais uma vez de palco e espaço para reflexão sobre o gênero feminino e a cidade. Nesse dia, o Coletivo Pi, que vem construindo uma sólida história de intervenções urbanas, pesquisa e criação em performances na cidade, percorrerá os arredores do Sesc Belenzinho de uma forma muito diferente e convidativa.

“Entre Saltos” aborda a figura da mulher no mundo contemporâneo e trata da construção da feminilidade, bem como a imagem do feminino em relação à esfera pública. A ação se dá em forma de uma caminhada pública feita por muitas mulheres, homens, e demais interessados. Todos com um sapato de salto alto no pé e outro na mão, que pretende enfatizar o equilíbrio e o desequilíbrio enfrentados pelo feminino na metáfora do “sapato de salto alto”, e propõe colocar a rua como extensão do corpo e da vida.

Entre Saltos - Jardim Itatinga - São Paulo - 14/03/2014

“Entre Saltos é uma performance para ser realizada por artistas e não artistas, performers e não performers. Qualquer pessoa interessada nesse tipo de manifestação artística pode se inscrever para participar das oficinas preparatórias. É uma ação que não está restrita apenas as mulheres, e sim a qualquer pessoa interessada em refletir sobre o gênero feminino”, explica Priscilla Toscano, performer e diretora do Coletivo PI.

Ao término, as performers constroem poeticamente uma instalação com os sapatos utilizados na performance. “A instalação é uma forma de deixarmos nossa marca na cidade, um vestígio da passagem do coro. Por isso ela é única em cada trajeto realizado, feita em site specific” explica Natalia Vianna, que é diretora de arte do Coletivo PI.
Sobre o salto e a performance, Priscilla Toscano ainda comenta: “O salto alto é o elemento principal dessa performance, pois o elegemos como símbolo para discutir os vários papéis da mulher na sociedade. Trata-se de uma provocação sobre o constante subir e descer do salto , metáfora do equilíbrio e desequilíbrio, da força e fragilidade que permeiam o universo feminino.”

Quer participar? Seguem abaixo as informações sobre a oficina:

Oficina de Performance – Entre Saltos

Oficina de performance que serve de preparação para ação a ser realizada pelos participantes inscritos. Intervenção urbana vencedora do Prêmio Funarte Mulheres nas Artes Visuais 2013. A ação se dá em forma de um desfile público onde mulheres vestidas de vermelho levam um salto alto nos pés e outro na mão, questionando a feminilidade da mulher moderna.

Orientação: As oficinas serão ministradas por Priscilla Toscano e Natália Vianna, integrantes do Coletivo PI

*** Vir com roupas confortáveis e trazer um sapato de salto preto que de preferência possa ser doado para a instalação que será realizada ao término da performance ***

Onde: Sesc Belenzinho
Local: Oficinas 2 e 3
Duração: 03 encontros
Quando: Oficinas: 21 de fevereiro e 01 de março – Horário: das 14h30 às 18h30
Performance: 08 de março – Horário: das 11h00 às 17h00
Entrada Gratuita – Recomendação Livre – Vagas Limitadas

Inscrições: Poderão ser feitas no link abaixo
https://docs.google.com/a/coletivopi.com/forms/d/1psLuHbdmf0ZtKGn92S4jNyD5gmac3pT3idCfsG8KNhY/viewform

O COLETIVO PI

O Coletivo Pi criado em 2009, pelas atrizes e diretoras Pâmella Cruz e Priscilla Toscano graduadas em Arte-Teatro-UNESP, é um núcleo de performance e intervenções urbanas que realiza intervenções e ações híbridas a partir do meio urbano e dos espaços públicos, trabalhando nas fronteiras das linguagens: teatro, vídeo, instalações plásticas, dança, entre outras. O núcleo é formado também por Natalia Vianna (diretora de arte/performer), Chai Rodrigues (produtora executiva/performer), Mari Sanhudo e Jean Carlo Cunha (performers/assistentes de produção geral).

Em 2013, o Coletivo PI recebeu o Prêmio FUNARTE – Mulheres nas Artes Visuais, com a performance urbana “Entre Saltos”, chegando a reunir cerca de 150 pessoas atuando em cada uma de suas ações, passando por cidades como São Paulo, Campinas/SP, Porto Alegre/RS e Salvador/BA.
Fruto deste trabalho é o documentário “Entre Saltos”, que apresenta um panorama geral das quatro ações, realizadas. Entre os entrevistados estão a representante da Associação das Mulheres Guerreiras de Campinas, Denise Martins, que defende a proposta de regulamentação da prostituição; e a artista plástica mexicana Ana Tereza Fernández, que foi uma das convidadas especiais do projeto.

Já em 2014, com grande sucesso de público, realizou temporada do seu espetáculo inspirado em pensadores como Michel Foucault e Zygmunt Bauman, chamado “O retrato mais que óbvio daquilo que não vemos”, resultado de sua ocupação artística na Casa das Caldeiras. Este espetáculo de teatro, além de incorporar o local à obra, realizou um processo itinerante pelas ruas do bairro, permitiu a participação do público e trouxe um roteiro sobre especulações imobiliárias nos grandes centros urbanos, junto a uma crítica ao nosso modelo de vida atual.

Em 2015, realizou a performance Contornos, no Sesc Ipiranga nos dias 11 e 25 de janeiro; e no dia 09 de fevereiro na Universidade Presbiteriana Mackenzie. Nessa performance, grupo questiona poeticamente o corpo feminino na sociedade e quais as suas marcas, criando uma tela pintada com seus corpos. A obra tem como inspiração a pintura gestual de Jackson Pollock (1912 – 1956), que substituía os pincéis pelo seu próprio corpo, e a artista contemporânea Heather Hansen, que cria grandes desenhos a carvão com movimentos de dança.

Saiba mais: www.coletivopi.com / Facebook do Coletivo Pi

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