II EFLAC: Lima, Peru (1983)

II EFLAC: Lima, Peru (1983)

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600 mulheres estiveram presentes neste Encontro, realizado no Club Campestre El Bosque, na capital do Peru, Lima. O objetivo era debater as correntes internas do movimento, para através dos aportes de todas elas construir uma identidade própria do Encontro e referendar seu caráter democrático.
Assim, o Patriarcado foi eleito como eixo de discussão central e em 21 mesas se discutiu a articulação dele com instituições sociais de diversos âmbitos da vida das mulheres (Exemplo: Patriarcado e Igreja, Patriarcado e Família, Patriarcado e Sexualidade, etc.)

Cada mesa contava com especialistas nos temas. Esta estrutura, que contou com também com menos sessões plenárias, foi questionada e interpretada como uma traição aos acordos feitos em Bogotá (1981). Para algumas, a organização do Encontro estava tentando traçar “a linha correta do feminismo”.

Segundo Sonia Alvarez e outras:

“Como o ideal da autonomia, a proposta de inclusão dos Encontros sempre foi uma questão polêmica, na medida em que parecia presumir como já resolvidas as seguintes questões: quem poderia ser considerada ‘feminista’ o suficiente para participar dos Encontros, e, mais amplamente, a quem o feminismo deveria convocar em primeiro lugar? Enquanto as participantes do Segundo Encontro (Lima, 1983), na sua grande maioria, rejeitaram a criação de um feministômetro para indicar quem era mais ou menos feminista, Encontros posteriores viriam a questionar o compromisso do feminismo com a inclusão, especialmente em relação a classe, raça, etnia e sexualidade”.

Apesar do patriarcado ter guiado as discussões, nas memórias do Encontro ele é definido vagamente como “um conjunto de relações sociais baseadas  propriedade dos meios de produção de bens e serviços e também de seres humanos”, a fonte mais importante do qual se nutre o autoritarismo e um tema que amarra toda a estrutura da sociedade.

Referências:

ENCUENTROS FEMINISTAS LATINOAMERICANOS Y DEL CARIBE: APUNTES PARA UNA HISTORIA EN MOVIMIENTO, de Alejandra Restrepo e Ximena Bustamante.

Encontrando os Feminismos Latinoamericanos e Caribenhos, de Sonia Alvarez e outras.

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