Prosa Feminista: pesquisas de mulheres para mudar o mundo

Prosa Feminista: pesquisas de mulheres para mudar o mundo

Conheça o projeto Prosa feminista

A ideia da “Prosa feminista: pesquisas de mulheres para mudar o mundo” é visibilizar a produção de conhecimento das mulheres dentro da academia e/ou a partir dos coletivos e movimentos feministas e de mulheres.

Nessas prosas rápidas, convidamos pesquisadoras feministas para conversar sobre seus trabalhos e achados. São lives curtas (entre 30 e 40 minutos), que acontecem em nosso perfil do Instagram sempre na primeira terça-feira do mês, às 17h. E quem perder, pode acessar os vídeos depois, no IGTV da Universidade Livre Feminista.

Para quem quiser acessar essas produções das pesquisadoras, os documentos são disponibilizados na íntegra em nosso site. Veja o que já rolou nas Prosas:

Violência contra as Mulheres nas universidades

A universidade está longe de ser um espaço seguro para as mulheres. E esse foi o assunto da primeira live da série “Prosa feminista: pesquisas de mulheres para mudar o mundo”, realizada no dia 6 de abril de 2021.

Conversamos com Milena Barroso, que atua no Programa de Pós-graduação em Serviço Social da Universidade Federal do Amazonas e é professora da Universidade Federal de Sergipe. Ela também é colaboradora da Universidade Livre Feminista e coordenou um estudo que envolveu 1.166 participantes de três universidades públicas do Amazonas. Entre as pessoas que sofreram violências nessas universidades, 74% são mulheres. Além da condição de gênero, estas violências têm relação com a raça, a etnia e a classe social das participantes. Muitas dessas violações não chegam a ser denunciadas.

A proposta da pesquisa é contribuir para desnaturalizar a violência contra as mulheres nas universidades e construir um ambiente universitário sem opressões para todas as pessoas.

A cartilha que apresenta os principais resultados da pesquisa está disponível aqui.

Apropriação do tempo e do trabalho das mulheres

As mulheres realizam o trabalho de cuidados na esfera doméstica e também são a maioria nos serviços de atenção básica em saúde, atuando na manutenção e cura dentro e fora de casa. O movimento feminista denuncia a apropriação do tempo e do trabalho das mulheres pelo Estado patriarcal e capitalista há muito tempo. Mas como isso acontece no cotidiano das mulheres? Quais os fios invisíveis que ligam a exploração das mulheres à sustentação dos sistemas patriarcal, racista e capitalista?

Essas e outras provocações deram o tom da Prosa feminista: pesquisas de mulheres para mudar o mundo”, no dia, 4 de maio.

Para conversar com a gente, convidamos Verônica Ferreira, pesquisadora e educadora do SOS Corpo – Instituto Feminista para a Democracia, que tratou dessa questão em sua tese de doutorado. Nossa conversa vai ser mediada por Sophia Branco, militante do Fórum de Mulheres de Pernambuco e colaboradora da Universidade Livre Feminista. Contamos ainda com a participação de Simone Dorneles – intérprete de Libras.

Para ter acesso à tese de Verônica Ferreira, clique aqui.

Adoecimento e cuidados na vida das mães de crianças com anemia falciforme

A anemia falciforme é a doença genética que afeta de forma mais aguda a população negra, que também é majoritariamente pobre, no Brasil. Ao mesmo tempo – e não por acaso –  ainda é pouco conhecida e invisibilizada. Tão invisível quanto a doença é o seu impacto na vida das mulheres negras que são mães de crianças com anemia falciforme que acessam a atenção básica de saúde.

Na Prosa feminista do dia 8 de junho conversamos sobre esta realidade com Uliana Gomes, cientista social, doutoranda em Antropologia pela UFPB e integrante da Abayomi – Coletiva de Mulheres Negras na Paraíba. A conversa foi mediada por Cristina Lima, da secretaria executiva da Universidade Livre Feminista e contou com a participação de Simone Dorneles – intérprete de Libras.

Acesse a dissertação de Uliana Gomes aqui.

Para saber mais sobre Anemia Falciforme:
SILVA, Ana Claudia Rodrigues. Compartilhando genes e identidade: Orientação genética,
raça e políticas de saúde para pessoas com doença e traço falciforme em Pernambuco. Tese (Pós-graduação em Antropologia) – Universidade Federal de Pernambuco, Recife-PE, 2013.
MAGALHÃES, Elvis Silva. Quatro Décadas De Lua Minguante: o caminho até a cura da
anemia falciforme – Brasília : Thesaurus, 2013.
REIS, Alessandra. Meia lua em mim: a Falciforme em versos. Resumo Editorial, 2020.

Perfis nas redes sociais:
Simone Bruna: YouTuber, Ativista,Criadora de conteúdo
Meia lua com muito amor
FalciformeLife
AnemiaFalciforme_br

Apropriação tecnológica e Ciberativismos na Amazônia

Como coletivos de mulheres dos estados nortistas da Amazônia usaram o ciberativismo como estratégia de comunicação e intervenção no contexto da pandemia de Covid-19?

Como esses coletivos encararam a precária infraestrutura e baixa qualidade das redes de internet e mobilizaram ações em plataformas, sites e aplicativos formando uma rede de apoio afetiva, técnica e tecnológica?

Na “Prosa Feminista: pesquisas de mulheres para mudar o mundo”, no dia 6 de julho, conversamos com Thiane Neves, que é doutoranda em Comunicação pela UFBA e mestra em Comunicação pela UFPA. Ela atua como pesquisadora e observadora participante da Comunicação na Amazônia e é militante no combate ao racismo e ao cissexismo. A conversa foi mediada por Larissa Santiago, publicitária, coordenadora de Blogueiras Negras e colaboradora da Universidade Livre Feminista e e contou com a participação de Simone Dorneles – intérprete de Libras.

Acesse os trabalhos de Thiane Neves:
O ciberativsmo de mulheres negras na Amazônia durante a Pandemia de Covid-19
À direita ou à esquerda, podem as mulheres negras serem eleitas?

Literatura e mulheres imigrantes

Quais os impactos da memória sobre os corpos das mulheres imigrantes? E como isto se manifesta na escrita de autoras latino-caribenhas?

Na Prosa Feminista, que aconteceu no dia 3 de agosto, fomos para o universo da Literatura em uma conversa com Malu Oliveira. Ela está prestes a lançar seu livro, baseado na pesquisa de doutorado “Corpos e memórias de mulheres em trânsito: Caramelo, de Sandra Cisneros, e En el nombre de Salomé, de Julia Alvarez”. A partir da crítica feminista de Gloria Anzaldúa, bell hooks e Beatriz Sarlo, entre outres teóriques, Malu desenvolveu uma pesquisa que articula feminismo, literatura e a realidade de mulheres imigrantes, que têm seus corpos atravessados pela memória e pelo lugar permanentemente em trânsito.

Malu Oliveira é feminista, educadora, colaboradora da Cunhã e da Universidade Livre Feminista. Formada em Letras pela UFPB, com doutorado na área da Literatura Latinoamericana e o uma das organizadoras do blog Terra literária. A conversa foi mediada por Cristina Lima, que é jornalista e está na Secretaria Executiva da da Universidade Livre Feminista. Simone Dornelles faz a interpretação de Libras.

Acesse a tese de Malu Oliveira: CORPOS E MEMÓRIAS DE MULHERES EM TRÂNSITO

Autonomia das Mulheres e Anticapacitismo

A luta por autonomia e visibilidade das mulheres com deficiência e a resistência ao capacitismo marcam a trajetória de Priscilla Menezes, nossa convidada para a próxima “Prosa feminista: pesquisa de mulheres para mudar o mundo”, que acontece na próxima terça, 14 de setembro, às 17h, no perfil da Universidade Livre Feminista no instagram, @ulivrefeminista.

Priscilla é mestranda do Programa de Pós-graduação do NEIM/UFBA, integrante da coordenação do Movimento Brasileiro de Mulheres Cegas/BA, do Conselho Estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência/BA e da Associação para Inclusão à Comunicação Cultura e Arte. Como pesquisadora, está desenvolvendo sua pesquisa articulando gênero, autonomia e anticapacitismo. Para mediar a conversa, contaremos com Thayz Athayde, psicóloga, professora e colaboradora da Universidade Livre Feminista. Simone Dornelles fará a interpretação de Libras.

Acesse o artigo de Priscilla Menezes Autonomia em meio à dependência.

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *

You may use these HTML tags and attributes: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>