Questões geracionais no feminismo

Questões geracionais no feminismo

Quase todo mundo que está no movimento feminista já deve ter sentido que há questões geracionais importantes que perpassam a lógica das organizações. Contudo, dada a complexidade do tema, ainda são raros os debates profundos. É importante procurar materiais para que possamos aprofundar nossos debates sobre o assunto e avaliar o contexto do feminismo no Brasil e no mundo.

Foto: redlacdsdr, direitos reservados.

Foto: redlacdsdr, direitos reservados.

Se o tema interessa a você ou ao movimento/organização que você faz parte, recomendamos como ponto de partida o TED “Reinventando o feminismo”, de Courtney Martin. Courtney é uma das editoras do blog feministing.com e fala de como aprendeu a ser feminista com a sua mãe, mas que a maturidade lhe trouxe a percepção das diferenças entre os feminismos das duas, tanto em relação às formas de se organizar como nos temas mais recorrentes de debate.

Então meu feminismo é muito devido à minha mãe, mas parece muito diferente. Minha mãe diz, “Patriarcal”. Eu digo, “Interseccionalidade”. Então raça, classe, gênero, habilidade, todas essas coisas vêm com nossa experiência de o que é ser uma mulher. Igualdade salarial? Sim. Absolutamente um problema feminista. Mas para mim, também é a imigração. Obrigada. Minha mãe diz, “Marcha de protesto”. Eu digo, “Organização online” (…). Minha mãe diz, “Gloria Steinem.” Eu digo, “Samhita Mukhopadhyay, Miriam Perez, Ann Friedman,Jessica Valenti, Vanessa Valenti, e muitas outras mais.” Nós não queremos uma
heroína. Nós não queremos uma ícone. Nós não queremos uma face. Nós somos centenas de mulheres e homens nesse país escrevendo na internet, fazendo organização comunitária, mudando instituições de dentro para fora — tudo continuando o incrível trabalho que nossas mães e avós começaram.

Achamos outros dois textos que podem interessar:

“Reflexões e problemas da “transmissão” intergeracional no feminismo brasileiro”, de Eliane Gonçalves e Joana Plaza Pinto;

“Jovens feministas: um estudo sobre a participação juvenil no Rio de Janeiro”, de Julia Paiva Zanetti.

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