Rebecca Gomperts, fundadora da Women on Web (antiga Women on Waves) fala sobre a iniciativa de dar orientações online sobre aborto caseiro a mulheres do mundo todo

Rebecca Gomperts, fundadora da Women on Web (antiga Women on Waves) fala sobre a iniciativa de dar orientações online sobre aborto caseiro a mulheres do mundo todo

Em entrevista a Marie Claire, Rebecca Gomperts fala sobre a experiência da ONG Women on Web e o trabalho de ensinar a fazer aborto caseiro via internet, além de comandar ações que burlam leis de muitos países – e já renderam censura em sites como Facebook e Twitter.

Por Letícia González, para Marie Claire.

Rebecca Gomperts, 48 anos, é uma médica holandesa mãe de dois filhos. Ela tinha 19 anos quando conversou sobre aborto pela primeira vez: uma de suas amigas decidiu interromper a gravidez e foi até uma das clínicas operadas pelo sistema de saúde público em Amsterdã. A segunda vez que Rebecca enfrentou o tema, porém, foi bem diferente. Ela fazia residência como estudante de medicina na África e viu entrar, na clínica onde atendia, uma mulher com hemorragia, machucada por um aborto clandestino. A cena se repetiu dezenas de vezes. “Elas chegavam já morrendo”, lembra.

Em 1999, recém-formada, decidiu fundar a ONG Women on Waves (mulheres sobre ondas) e ficou famosa por navegar na costa de países onde o aborto era proibido, como Marrocos, Polônia e Portugal (que legalizou a prática em 2007). Enquanto era recepcionada às vezes por navios de guerra, a ONG esticava sua prancha para receber a bordo grávidas decididas a terminar suas gestações. Uma vez no mar, navegando em águas internacionais onde vale a lei holandesa, um grupo de médicos atendia a vontade dessas mulheres.

O ativismo migrou para a internet nos anos 2000, e a ONG foi rebatizada de Women on Web (mulheres na rede). Agora, opera uma espécie de linha direta tirando dúvidas sobre aborto seguro e, em muitos casos, enviando remédios abortivos a países onde eles são ilegais. Isso inclui o Brasil. Dos 8 mil pedidos de ajuda que a ONG diz receber por mês, mais de 1 mil são de brasileiras.

Para ler a entrevista completa, acesse: “Sei que faço a coisa certa”, diz diretora de ONG que envia abortivos pelo correio para o Brasil.

IMPORTANTE: Por favor, não leiam os comentários.

Women_web

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