Em Horta-C, no distrito de Angoche, uma peça de teatro abriu espaço para uma conversa franca sobre a prevenção das uniões prematuras e a protecção de crianças e adolescentes.


A actividade foi realizada no âmbito do projecto “Adolescentes e Jovens Contra a Violência Baseada no Género e Uniões Prematuras”, implementado pela ASCHA e Governo de Moçambique, com apoio técnico do @unicef_mozambique e financiamento do Spanish NatCom, Programa Global e Rapariga Biz.
Durante a visita do UNICEF às actividades da ASCHA, pais, mães, raparigas, rapazes, encarregados de educação e líderes comunitários participaram num Diálogo entre Gerações, conduzido pelos Educadores de Pares Líderes. O teatro trouxe para a cena situações relacionadas com uniões prematuras e, a partir daí, a comunidade debateu formas de prevenção, mecanismos de denúncia e o papel das famílias e lideranças na protecção dos adolescentes.

Para Mucavea Adelino, de 18 anos, residente em Horta-C, ouvir os adolescentes é fundamental para encontrar respostas mais adequadas aos desafios que afectam a comunidade:
“Precisamos evitar julgamentos e, juntos, procurar soluções para os problemas que afectam a nossa comunidade. Nós, raparigas, queremos que os nossos pais nos escutem mais, sejam nossos amigos e procurem compreender aquilo de que precisamos, os nossos sonhos e as nossas escolhas. Também precisamos que os nossos direitos sejam respeitados.Seria importante que nestas conversas também participassem a PRM, a Saúde e a Educação, porque, trabalhando juntos, podemos encontrar soluções e garantir o apoio necessário para proteger as raparigas e prevenir as uniões prematuras.”




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ASCHA também em Xai-Xai

A ASCHA participou de um Diálogo Comunitário com os moradores do Bairro 8, na Cidade de Xai-Xai, atuando como um braço amigo e a mão estendida para apoiar e escutar a população na prevenção e combate aos problemas que afligem a sociedade.

A actividade abrangiu 180 pessoas, com idades entre 18 e 70 anos. O encontro atendeu a um pedido direto dos próprios moradores, que reconhecem o impacto positivo das ações da ASCHA, como as visitas “Porta a Porta”.
A iniciativa foi realizada no âmbito do projeto Escolhas Que Transformam Vidas, implementado com o apoio técnico e financeiro do Girls First Fund, por meio do programa CHANGEMAKERS, e visa fortalecer as ações de prevenção e combate às Uniões Prematuras.

Durante o diálogo, várias vozes ganharam espaço. Entre elas, Amélia Simango (nome fictício), de 53 anos, onde partilhou:
“Além das Uniões Prematuras, o bairro enfrenta vários desafios. Está difícil para nós, mães e encarregadas de educação, dar uma formação plena aos nossos filhos. Agradecemos à ASCHA por este espaço onde todos podem dialogar e tirar lições para transformar as suas vidas.”

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