
A trajetória da Universidade Livre Feminista Antirracista começou em 2007, a partir de proposta apresentada pelo Centro Feminista de Estudos e Assessoria – Cfemea (entidade feminista brasileira criada em 1989) e foi sendo construída de forma coletiva e colaborativa, cujo objetivo tem sido congregar, catalisar e fomentar ações educativas, culturais, artísticas; de produção de conhecimento e compartilhamento de saberes acadêmicos, populares e ancestrais, numa perspectiva contracultural feminista, antirracista e anticapitalista.
Por meio da Universidade Livre pretendemos promover a reflexão e a troca de ideias, vivências e experiências entre mulheres (cis e trans) de diferentes identidades e campos de atuação (político, artístico, cultural, acadêmico, comunitário), assim como com outros grupos e indivíduos.
Em um processo contínuo de autoformação, a Universidade Livre Feminista Antirracista busca estimular a formulação de análises e métodos que fortaleçam a ação política, individual ou coletiva, das mulheres em toda a sua diversidade, de modo que, juntas, possamos contribuir para a construção de uma sociedade justa, igualitária, não hierárquica, criativa e libertária.
Tendo se iniciado como um espaço virtual, hoje a Universidade Livre também se faz presencial e está aberta a mulheres (cis e trans) de todo o país e se lança para congregar e se desenvolver em comunhão com entidades, movimentos, coletivos e instituições universitárias em todos os países de língua portuguesa.
Em nossa plataforma virtual disponibilizamos artigos, cartilhas, livros e vídeos (alguns produzidos pelas próprias participantes). Recorrendo às novas tecnologias da informação e da comunicação, também promovemos fóruns virtuais de debate e oferecemos cursos online. Tudo isso construído no marco do pensamento político feminista, das práticas, lutas políticas, e movimentação social das mulheres por um mundo melhor.
Hoje a ULFA (o Brasil) está sendo coordenada pelo Centro Feminista de Estudos e Assessoria – Cfemea, pela Rede de Desenvolvimento Humano – REDEH, pelo Grupo de Mulheres Negra Felipa Maria Aranha/Mocambo – Pará, por pesquisadoras e intelectuais ligadas a universidade.
Para se firmar como um processo de diálogo e reconhecimento mútuo entre experiências e propostas que venham de todos os países de língua portuguesa, é importante que mais e mais mulheres – dos territórios da Comunidade de Países de Língua Portuguesa – façam parte conosco desse sonho que se materiza. Queremos construir, coletivamente, uma universidade libertária e feminista, que colabore para a construção diversificada de conhecimentos e processos de contra-hegemonia e contracultura ao patriarcado, ao racismo, ao etnocentrismo, à lesbo-homofobia.
Hoje, estamos em um diálogo muito próximo e com grandes perspectivas com companheiras de Moçambique, que se articulam em torno da Ascha – Associação Sócio Cultural Horizonte Azul.
A Universidade Livre Feminista Antirracista existe para fortalecer o feminismo, suas organizações e movimentos.
Para dar continuidade a esta proposta, assumimos o desafio de ampliar sua rede de construtoras, conformando-a como um projeto coletivo, articulado em rede e de amplo espectro. E é para essa construção coletiva, ousada, libertária, que convidamos você! Se você tem alguma afinidade com essa proposta, não se acanhe, visite o portal brasileiro (https://www.ufla.org.br) e entre em contato com a gente por meio do endereço contato@feminismo.org.br
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