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Moçambique abre sessão de exibições e debates da 2ª temporada da série “Mulheres em Luta” em Barcelona



No dia 19 de Outubro, a Filmoteca de Catalunya, em Barcelona, acolheu a estreia da segunda temporada da série “Mulheres em Luta” (Dones en Lluita), dirigida por Txell Feixas, com o apoio da Agência Catalã de Cooperação para o Desenvolvimento e em parceria com a televisão pública da Catalunha, TV3.

A segunda temporada dá voz a cinco mulheres activistas da Ucrânia, Palestina, Colômbia, Moçambique e Nicarágua, cujas histórias reflectem diferentes realidades de luta e resistência na defesa dos direitos humanos. A iniciativa marcou também o início de um ciclo de exibições e debates sobre as causas que movem estas mulheres.



O episódio dedicado a Moçambique tem como protagonista Dalila Macuácua, Directora Executiva da ASCHA, e aborda os direitos humanos das mulheres e o feminicídio como uma emergência nacional. Durante cerca de 25 minutos, a exibição emocionou o público e deu visibilidade aos desafios enfrentados pelas activistas e defensoras dos direitos das mulheres.

Após a exibição, realizou-se uma mesa-redonda subordinada ao tema “Moçambique: Feminicídio como uma emergência nacional”, moderada pela jornalista Mercè Foch, com a participação de Txell Feixas, Dalila Macuácua e Álvaro Garcia. O debate destacou a urgência de respostas colectivas e concretas para prevenir a violência e travar o feminicídio.



Foi também sublinhada a necessidade de o Estado assumir plenamente a sua responsabilidade na protecção da vida das mulheres, sem deixar esse peso sobretudo sobre as activistas e defensoras dos direitos humanos. Os parceiros de cooperação foram igualmente chamados a traduzir o seu apoio em recursos e acções concretas que contribuam para esta luta.

O encontro contou ainda com a presença de protagonistas da primeira temporada, que partilharam os seus testemunhos e experiências de activismo. Algumas destas mulheres tiveram de se exilar na Catalunha devido à sua luta, trazendo ao debate os riscos enfrentados por quem defende os direitos humanos.

A ASCHA contou com o apoio do CESC, através do programa ALIADAS, que fez com que 2 companheiras acompanhassem o evento

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