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TECNOLOGIAS AFRICANAS NA HISTÓRIA DA HUMANIDADE

– Parte 1

As culturas africanas estão entre as mais antigas do mundo e desenvolveram grande parte das tecnologias importantes para a humanidade.

O continente africano foi até 1500 uma das áreas econômica e tecnológica mais avançada do mundo.

Os episódios revisitam como foi o desenvolvimento desses feitos no continente africano.

A África ficou subdesenvolvida pelas invasões criminosas dos europeus depois de 1600. Aquilo que eles chamam de colonização foram invasões criminosas.

HENRIQUE CUNHA JR: Engenheiro formado pela USP (1975). Doutor em Engenharia na França (1983). Pós-doutoramento em Belim (1985). Livre docente pela USP (1993). Professor Titular pela UFC (1994). Atualmente, professor visitante da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UFBA. Pesquisa Bairros Negros e Urbanismo africano. Já orientou 31 teses de doutoramento e 50 mestrados, sendo a maioria dos orientados militantes dos movimentos negros. Militante Pan africanista dos movimentos negros.

Apresentação: SILVANY EUCLÊNIO

Nos sigam nas redes sociais:   / pensarafricanamente    / africanamente1    / pensar.africanamente   www.tiktok.com/@pensar.africanamente Indicações bibliográficas feitas durante a live: KARASCH, C. Mary. A vida dos escravos no Rio de Janeiro 1808-1850.São Paulo: Companhia das Letras.2º ed.P.:281.2000. Adjovanes Almeida. DEBRET E A PRESENÇA NEGRA NA CIDADE DO RIO DE JANEIRO – 1816/1831. trabalho da PUC – Rio. Periferia, vol. 12, núm. 2, 2020, Maio-, pp. 88-106. 09.05.2024 QUINTA-FEIRA 19h30 TECNOLOGIAS AFRICANAS (parte 2) – AS ESCRITAS Já aciona o lembrete e deixa seu like…    • Vídeo   O professor Henrique Cunha Jr traz uma série de 04 diálogos sobre tecnologias africanas, no Pensar Africanamente. Nesta segunda parte tratará das tecnologias africanas da ESCRITA. As culturas africanas estão entre as mais antigas do mundo e desenvolveram grande parte das tecnologias importantes para a humanidade. O continente africano foi até 1500 uma das áreas econômica e tecnológica mais avançada do mundo. Os episódios revisitam como foi o desenvolvimento desses feitos no continente africano. A África ficou subdesenvolvida pelas invasões criminosas dos europeus depois de 1600. Aquilo que eles chamam de colonização foram invasões criminosas. HENRIQUE CUNHA JR: Engenheiro formado pela USP (1975). Doutor em Engenharia na França (1983). Pós-doutoramento em Belim (1985). Livre docente pela USP (1993). Professor Titular pela UFC (1994). Atualmente, professor visitante da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UFBA. Pesquisa Bairros Negros e Urbanismo africano. Já orientou 31 teses de doutoramento e 50 mestrados, sendo a maioria dos orientados militantes dos movimentos negros. Militante Pan africanista dos movimentos negros. Perdeu a parte 1? Está disponível no link… https://youtube.com/live/cyix3zdZJSE Apresentação: SILVANY EUCLÊNIO #pensarafricanamente#africanidades#tecnologiasafricanas

Racismo estrutural apagou tecnologias africanas da História, mostra estudo de Engenharia Mecânica

11 de março de 2022

Núcleo de pesquisa da Universidade Federal do Paraná (BRASIL) – UFPR publicou artigo científico que mostra evidências de apropriação do conhecimento tecnológico de negros africanos por colonizadores #AgenciaEscolaUFPR

Por Isabela Stanga
Sob supervisão de Chirlei Kohls

De tecidos a técnicas usadas no plantio da cana-de-açúcar, os povos africanos são autores de tecnologias usadas em todo o mundo, inclusive no Brasil. Entretanto, os negros escravizados, na época das descobertas, não eram vistos como capazes de realizar engenharia — e até hoje sua história é pouco conhecida, já que os trabalhos foram apropriados pelos colonizadores.

Buscando reverter esse cenário, foi criado em 2018 o Núcleo de Pesquisa de Relações Raciais, Ciência e Tecnologia (Nupra), no Setor de Tecnologia da Universidade Federal do Paraná (UFPR), na época coordenado pelo professor Ramón Sigifredo Paredes. A demanda surgiu dos próprios alunos que, ao ingressarem nas engenharias, demonstraram interesse em estudar sobre as questões raciais na área. Uma das pesquisas recentes publicadas pelo grupo é “A população negra africana e da diáspora no desenvolvimento tecnológico”, de autoria do estudante de Engenharia Mecânica Felipe dos Santos Almeida e do professor Harrison Lourenço Corrêa.

Através de um estudo bibliográfico, o estudante demonstra que o racismo estrutural promoveu o apagamento de engenheiros e tecnólogos negros da História. Como exemplo, existem as pirâmides egípcias: há até teorias de que caíram ali já construídas, ou que são originárias de tecnologias extraterrestres, mas, na verdade, são fruto da inteligência do povo africano do Egito.

Conhecimentos e descobertas feitas pelos povos africanos foram apropriadas pelos colonizadores. Foto: Mariza Soares/Museu Nacional

No Brasil, país marcado pelo racismo estrutural e construído através da escravização da população negra, existiram peculiaridades no processo. O artigo mostra que as tecnologias para o plantio da cana-de-açúcar e também para a mineração, atividades determinantes no período colonial brasileiro, já eram desenvolvidas pelos povos africanos em seu continente. Aqui, eles aprimoraram a técnica, que foi creditada aos europeus colonizadores.

Além disso, de acordo com Felipe, antes da fundição de metais ser utilizada pelo Ocidente, os escravos conseguiam escapar das senzalas usando a técnica, além de forjarem armas para caça e para defesa.

Para o aluno, a pesquisa lhe trouxe uma mistura de sentimentos. “Foi legal pesquisar, porém também é triste descobrir algo que te traz dor. Por mais que seja uma pessoa específica que inventou aquela ferramenta, não vou ter um nome para citar, mesmo que eu queira dar credibilidade a ela”, expõe.

O estudante ainda lembra que, ao ingressar no curso de Engenharia Mecânica, percebeu como o racismo é estrutural no Brasil, por causa das poucas pessoas negras no curso. Assim, quando foi convidado em 2018 para fazer parte do Nupra, aceitou prontamente.

Como explica Harrison Corrêa, professor do Núcleo, a intenção é mais do que pesquisar sobre a presença da população negra nas tecnologias. “O grupo foi criado para dar um sentido de pertencimento a uma parcela de estudantes que ingressaram na UFPR e nos cursos de engenharias e que, de algum modo, sentiam-se um pouco deslocados por razões distintas”, explica.

Atualmente, o Núcleo reúne estudantes de Engenharia e também de Arquitetura e Urbanismo, que realizam conversas semanais sobre suas pesquisas, compartilhando leituras e reflexões sobre a questão racial.

“Enquanto realizava minha pesquisa, parei para pensar: ‘como eu serei lembrado? Quando eu fizer alguma descoberta grande, vai ser a mesma coisa, alguém vai se apropriar dela?”, questiona Felipe.

Foto destaque: Norbert Höldin por Pixabay/Divulgação

fonte: https://agenciaescola.ufpr.br/racismo-estrutural-apagou-tecnologias-africanas-da-historia-mostra-estudo-de-engenharia-mecanica/

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