Estudo mostra que a maior questão ainda é o racismo, que afeta a estrutura social e o meio acadêmico. Comunidade escolar, como um todo, apresenta preconceito com os temas de matriz africana
Publicado: Jornal da Universidade de São Paulo em 11/10/2023 Arte: Simone Gomes

Existe resistência em pesquisar, ensinar e até mesmo aprender sobre os conteúdos de matriz africana
Nas aulas de educação física escolar, o ensino de conteúdos de matrizes africanas e a educação intercultural ainda são realidades distantes, como constata uma pesquisa desenvolvida na Escola de Educação Física e Esporte (EEFE) da USP. De acordo com a pesquisadora Gina Paola Mosquera Andrade, o ambiente escolar é propício para o aprendizado e reconhecimento das culturas que integram a sociedade. “Em um país multicultural como o Brasil, a diversidade pode ser explorada em diversos campos de conhecimento, estimulando sua valorização e identificação por parte dos estudantes”, recomenda Gina.
Ela é autora do estudo de mestrado intitulado Educação intercultural no componente curricular da Educação Física como intervenção ao fenômeno do multiculturalismo: Presença da matriz africana, que teve a orientação do professor Luiz Eduardo Pinto Basto Tourinho Dantas, da EEFE. A pesquisa foi realizada por meio de análise documental da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e uma revisão de escopo sobre o tema. Além disso, voluntários também foram entrevistados a fim de coletar dados empíricos para compor o estudo de Gina.

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